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A 61.ª edição da Feira Agro-Comercial e Industrial de Moçambique (FACIM), que encerra já este domingo, tem na exposição da pecuária um dos seus pontos de maior destaque. O certame serviu de palco para o anúncio, por parte do Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, da importação de 800 touros com o objectivo de melhorar a raça de gado bovino no país.

O certame, que decorre desde segunda-feira, permitiu aos criadores exibir exemplares de genética melhorada, animais de crescimento precoce e elevada qualidade de carne. Este esforço colectivo tem como meta estratégica reduzir a dependência das importações e fortalecer a soberania alimentar. 

O Governo reiterou, na ocasião, que acompanha de perto o movimento, garantindo que esta iniciativa será acompanhada pela transferência de tecnologia e pela implementação de boas práticas junto dos produtores.

Para os pecuaristas, que aproveitaram o leilão realizado no sábado para transaccionar os seus melhores animais, começa a consolidar-se uma mudança de paradigma. A consciência de criar gado de corte, vocacionado para o mercado, ganha terreno face ao modelo tradicional de acumulação de cabeças de gado por longos períodos. 

O apelo aos investidores nacionais é claro: existe um vasto mercado por explorar, uma vez que a oferta interna se revela ainda deficitária face às necessidades de consumo.

A modernização estende-se, igualmente, a outros sectores. Além dos bovinos, a feira exibiu aves de elevada produtividade, demonstrando que a procura pela qualidade se alastra a toda a produção pecuária. 

Moçambique enfrenta agora o desafio de fazer crescer os efectivos exponencialmente, aproveitando as oportunidades de negócio que a FACIM, uma vez mais, evidenciou como motores para o desenvolvimento económico do país. 

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O Presidente norte-americano, Donald Trump, está desapontado com a falta de correspondência da Rússia e Ucrânia, no seu plano de estabelecer a paz entre as partes. Washington ameaça impor tarifas adicionais à Rússia, caso não estabeleça cessar-fogo até fim de Abril.  

Resolver as diferenças entre Rússia e Ucrânia fazia parte dos objetivos da política externa da administração Trump, para os primeiros dias após a retoma da Casa Branca, mas tal, parece ser um objectivo ainda longe de ser alcançado.

Esta sexta-feira, a porta-voz de Washington disse que Donald Trump está frustrado devido à falta de  consenso entre Putin e Zelenski.

“Como estas negociações estão em curso, obviamente não me vou adiantar ao presidente ou à sua equipa, mas penso que o presidente deixou bem claro que está continuamente frustrado com ambos lados deste conflito e quer ver esta luta terminar. Ele quer que a guerra acabe. Acreditamos que temos influência na negociação de um acordo, um acordo de paz, e vamos usar essa influência, e o presidente está determinado a levá-lo até ao fim”, disse o porta-voz.

A China decidiu aplicar tarifa de 125% sobre os produtos norte-americanos como resposta à guerra económica com os EUA, entretanto, a porta-voz da Casa Branca promete que tal não vai mexer com os americanos.

“Se a China continuar a retaliar, não será bom para si. Os Estados Unidos da América são a economia mais forte e melhor do mundo, como evidenciado pelos mais de 75 países, que pediram imediatamente à administração que fechasse bons acordos. Então, o presidente quer fazer o que é certo para o povo americano”.

Sobre o contexto Rússia e Ucrânia, Washington ameaça impor tarifas adicionais à Rússia caso não abra espaço para um cessar-fogo até o fim de Abril corrente.

Há doentes com problemas de saúde mental acorrentados, há seis meses e outros um ano, na cidade de Xai-Xai, em Gaza. Familiares dos pacientes dizem que não tiveram outra saída senão os submeter ao tratamento tradicional. O sector da saúde e defensores humanos dizem que além de perigar a saúde dos pacientes a situação configura uma violação flagrante dos direitos humanos.  

“Vidas acorrentadas” no coração do bairro Ndambine 2000, na cidade Xai-Xai, província de Gaza. Na sombra de uma árvore, um jovem de 38 anos de idade, trajado de saco, estatelado no chão, uma corrente o prende a dois pneus de tratores afixados por uma barra de ferro grosso, quase 80 quilos, totalmente imobilizado e inconsciente.

Outro jovem de 28 anos de idade preso há uma árvore. Cenário dramático… rostos, sorrisos e histórias que retratam o destino cruel de pessoas que lutam contra as chamadas doenças mentais, em Gaza, sul de Moçambique. 

São ao todo três pessoas com problemas de saúde mental acorrentadas, como parte de um tratamento com duração de três meses a um ano. Durante o processo de tratamento a rotina se repete: Comem, dormem, urinam e defecam no mesmo local. Sem acesso adequado a saneamento e cuidados básicos de higiene. 

Domingos, nome fictício de um dos jovens que está três meses anos na condição de doente mental, entre os demais, ainda consegue organizar um discurso coerente, embora, por vezes, se perca nas suas memórias… 

Porque se perderam no tempo e espaço, eles estão acorrentados, pelas mãos das próprias famílias e crença é de que o seu estado mental tem explicações e saídas na base tradicional. Um dos familiares dos pacientes considera que os serviços de saúde não têm eficácia, por isso, optou por entregar o seu irmão nas mãos de uma  “ curandeira”.

“Não os levamos ao hospital, ele tem sido tratado aqui. O hospital é a dona de casa. Recebem remédios e gotas, depois relaxam”, contou o familiar de um paciente. 

A responsável do acampamento diz que durante o processo os pacientes são submetidos a um tratamento alternativo à mistura de ervas e orações. Mas demarca distância em relação aos métodos usados para imobilizar os doentes.

“Sem os seus cuidados não recebo o paciente, porque eles têm de comer, tomar banho e mais. Eu administro remédios, oração e depois cura. Eu não acorrento os doentes, os seus responsáveis é que compram cadeado e correntes”, disse a médica tradicional. 

Aida Ricardo, responsável de saúde mental na maior unidade sanitária da província, desencoraja o procedimento, porque pode levar os doentes a estresse pós-traumático, desnutrição, infecções, atrofia muscular.

Moçambique é único país lusófono de 60 países do mundo, que ainda regista casos de doentes mentais ainda  submetidos a tratamentos que ferem os direitos humanos.

Carlos Mula, defensor dos direitos humanos, questiona o silêncio da população, autoridades locais, policiais e judiciais face à violação flagrante dos direitos humanos. O defensor defende  que é necessário intervir com urgência.

O hospital provincial de Xai-Xai atendeu nos últimos dois anos quase 10 mil pacientes que padeciam de doenças mentais.

O ministro da Planificação e Desenvolvimento defende que os recursos naturais e os agrícolas devem ser transformados internamente antes da sua exportação. Salim Valá falava, hoje, no Parlamento, durante uma audição sobre a Estratégia Nacional de Desenvolvimento.

O ministro da Planificação e Desenvolvimento voltou, este sábado, à Assembleia da República para responder às perguntas das comissões especializadas de trabalho.

 Na sessão, os deputados pretendiam obter esclarecimentos sobre a implementação da Estratégia Nacional de Desenvolvimento 2025-2044.

Promover a integração entre o sector agrário e a indústria é uma das apostas do Governo para a melhoria do desempenho da economia nacional. Valá fala, também, da necessidade de a Assembleia da República criar normas que garantam o desenvolvimento nacional através dos grandes projectos de exploração de recursos naturais.

Sobre o sector da Educação, o governante disse que as famílias têm um papel relevante.

A audição em torno da Estratégia Nacional de Desenvolvimento contou com a participação da sociedade civil. O documento será apreciado pelo Parlamento na próxima semana.  

A vida ficou mais cara no país. Os preços de bens e serviços aumentaram 4.77% em Março, se comparado ao mesmo período em 2024. Os alimentos, as bebidas não alcoólicas e os restaurantes e hotéis tiveram maiores subidas.

O custo de vida tende, cada vez mais, a aumentar no país. Desde Janeiro, que os preços de bens e serviços não dão trégua e sobem mês após mês. De acordo com o Instituto Nacional de Estatística, o agravamento foi de 4.77% em Março.

O aumento do nível geral de preços é explicado, principalmente, pela elevação significativa dos preços de produtos alimentares e bebidas não alcoólicas em 12,08% e de restaurantes, hotéis, cafés e similares em 6,09%.

Segundo o INE, a cidade de Tete teve o maior aumento de preços em Março, ao subirem 7,24%, seguida de Inhambane com 6,36%, das cidades de Xai-Xai com 5,74%, Chimoio com 4,78%, Nampula com 4,54% e Maputo com 4,30%.

Em termos acumulados, de Janeiro a Março, o aumento do nível geral de preços foi 2,03%. Para esse agravamento, destacam-se também as subidas dos preços de alimentos e bebidas não alcoólicas e de restaurantes e hotéis.

Daniel Chapo foi proclamado Presidente da Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional, em substituição de Filipe Nyusi. O acto aconteceu, hoje, na Matola, durante o Comité Nacional do órgão.

Depois da Organização da Juventude Moçambique (OJM) se ter reunido ao longo da semana, este sábado, foi a vez dos membros da Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional, ACLLN, manterem encontro na sua I Sessão Extraordinária do Comité Nacional.

Durante a saudação dos membros do órgão do partido Frelimo, um dos aspectos mais sonantes foi a necessidade de valorização dos combatentes.

Após assumir a presidência da ACLIN, Daniel Chapo, que também é presidente da República e da Frelimo, propôs um minuto de silêncio, pela morte de Fernando Faustino, ex-secretário-geral da ACLLN e outros membros do órgão.

No mesmo evento, foram preenchidas as seis vacaturas, pelos membros suplentes do Comité Nacional da ACLIN.

A Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional, ACLLN, está, neste momento, reunida, na escola Central da Frelimo, na Matola, na I Sessão Extraordinária do Comité Nacional da agremiação, para entre várias decisões , eleger o secretário-geral da ACLLN, em substituição de Fernando Faustino, que perdeu a vida em Novembro de 2024. 

Três nomes concorrem ao cargo, nomeadamente: Raimundo Diomba, Ágata Tadeu, actual Secretária-geral interina, e Carlos Siliya. 

Ainda nesta Sessão, dirigida pelo presidente do partido, Daniel Chapo, o presidente honorário da Frelimo, Joaquim Chissano, vai declarar Daniel Chapo Presidente da ACLLN, em substituição de Filipe Nyusi, antigo Presidente do Partido.

Em Junho do ano passado, uma auditoria realizada às contas do Instituto Nacional de Acção Social (INAS) trouxe à tona um dos maiores escândalos financeiros da província de Inhambane. O caso envolve 16 funcionários desta instituição, suspeitos de desvio de fundos destinados ao Programa de Subsídio Social Básico (PSSB) e aos subsídios de emergência para as populações vulneráveis durante a pandemia da COVID-19. Os valores em questão ultrapassam os 12 milhões de meticais, levantando sérias questões sobre a gestão de recursos públicos em tempos de crise.

De acordo com o Gabinete Provincial de Combate à Corrupção, os crimes apurados incluem peculato, abuso de cargo e falsificação de documentos. A porta-voz do Gabinete, Kátia Mussá, limitou-se a confirmar o envolvimento dos funcionários e a gravidade das irregularidades identificadas. “Não vamos categorizar agora, dizer que é um diretor ou gestor que está envolvido, mas o que podemos afirmar é que servidores públicos do INAS se envolveram em condutas que configuram crimes de corrupção e conexos”, explicou. Mussá acrescentou que as investigações apuraram desvios relacionados ao subsídio social básico e à COVID-19, envolvendo uma quantia estimada em 12.965.250 meticais.

Apesar da gravidade das acusações, a porta-voz evitou fornecer detalhes sobre as categorias dos funcionários implicados ou os métodos usados para o desvio de fundos. “O que alcançámos até agora são indícios sólidos, mas a lei não nos permite divulgar mais informações enquanto o caso estiver em segredo de justiça”, afirmou, deixando muitas perguntas no ar.

Diante destas acusações, o O País contactou o delegado do INAS em Inhambane, António Machava, que apresentou uma versão diferente dos factos. Segundo ele, não houve desvio de fundos, mas sim irregularidades administrativas no processo de pagamento dos subsídios. “Diz-se que houve um desvio de 12 milhões de meticais, no mesmo dia e pagou-se às mesmas pessoas, ou seja, pagou-se o Subsídio Social Básico, 12 milhões, e pagou-se o subsídio da COVID, 12 milhões. As mesmas contas, os mesmos fundos, não há como haver desvio”, afirmou. Machava garantiu que o INAS tem colaborado com as autoridades, fornecendo documentos bancários, extratos e outros dados relevantes para esclarecer o caso.

António Machava explicou ainda que os problemas administrativos surgiram devido ao uso incorreto de documentos durante os pagamentos. “Administrativamente, temos documentos que devem ser preenchidos depois do processo de pagamento. Os funcionários levantam o dinheiro e, depois de fazer o pagamento, devem preencher as folhas de caixa e outros formulários. O que aconteceu foi que se trocaram folhas de caixa do PSSB pelo preenchimento do processo de COVID, e não devia ser este modelo usado”, esclareceu. Ele enfatizou que o erro foi corrigido ao regularizar os documentos e integrar os dois processos, visando uma prestação de contas mais clara.

O delegado destacou ainda que todas as pessoas ouvidas pela justiça são aquelas que participaram diretamente no processo de pagamento dos subsídios nos cinco distritos sob sua jurisdição. “Desde o início, estamos a colaborar com a justiça. Todos os documentos necessários foram entregues, e aguardamos que o Gabinete Provincial de Combate a Corrupção esclareça a situação. Sentimos que fomos apanhados de surpresa, mas confiamos que a verdade prevalecerá”, concluiu.

Na cidade de Inhambane, conhecida como a Terra de Boa Gente, celebrou-se no passado dia 11 de Abril um marco histórico: o 47.º aniversário do Sindicato Nacional de Jornalistas (SNJ). Coincidindo com o Dia do Jornalista Moçambicano, a efeméride não foi apenas uma ocasião festiva, mas um momento de reflexão profunda sobre o estado da classe jornalística no país.

Com um discurso contundente, Faruco Sadique, Secretário-Geral do SNJ, destacou o lema deste ano: “SNJ: 47 anos celebrando a coragem, compromisso e profissionalismo dos jornalistas”.

Estas palavras ecoaram como um hino à resiliência de uma profissão que, mesmo sob adversidades, se mantém como pilar fundamental da democracia moçambicana.Sadique não poupou palavras ao descrever as condições precárias que muitos jornalistas enfrentam.

“Nos últimos tempos, o exercício da profissão jornalística no país tem constituído um compromisso muitas vezes penoso”, afirmou.

Contratos irregulares, ausência de salários dignos, falta de acesso à segurança social e inexistência de seguros de trabalho foram alguns dos pontos destacados. Esta realidade é agravada pela carência de meios técnicos e financeiros, essenciais para a produção de conteúdos de qualidade.

Nos últimos meses, os desafios tornaram-se ainda mais acentuados com a escalada de tensões políticas. Jornalistas tornaram-se alvos de agressões físicas, destruição de equipamentos e ameaças verbais, algumas delas disseminadas pelas redes sociais.

Sadique foi enfático ao denunciar que, “a agravar a situação, nos últimos meses, os jornalistas tornaram-se também vítimas do clima de tensão política que se vive no país”.

Apesar deste cenário alarmante, a classe permanece firme, honrando os seus princípios e contribuindo para uma sociedade mais informada e consciente.

“O jornalismo é a alma de qualquer democracia”, afirmou Faruco Sadique, numa declaração que evidenciou a centralidade desta profissão no desenvolvimento de uma sociedade livre e informada.

Ele destacou que a comunicação social não é apenas um veículo de informação, mas também um instrumento essencial para o fortalecimento da cidadania e para a construção de consensos em torno dos desafios nacionais.

Sadique apelou a uma reflexão conjunta sobre a situação dos jornalistas em Moçambique, especialmente num contexto onde os avanços democráticos podem ser ameaçados por atitudes que buscam cortar a liberdade de imprensa.

Ele sublinhou que essas práticas não apenas prejudicam os profissionais, mas também minam a confiança pública nos princípios democráticos que sustentam o país.

“Sem liberdade de imprensa, não há democracias fortes”, declarou o Secretário-Geral, enfatizando que a pluralidade de vozes na comunicação social é vital para garantir que todos os sectores da sociedade sejam ouvidos.

Ao mesmo tempo, ele reconheceu que os jornalistas enfrentam pressões constantes de grupos de interesse, que procuram influenciar ou distorcer a informação em benefício próprio.

“A credibilidade do jornalismo depende de uma atuação ética e responsável”, frisou Sadique, apontando que cabe aos profissionais resistirem a essas pressões e cumprirem o seu dever de informar com imparcialidade e verdade.

Ele acrescentou que os estatutos editoriais dos órgãos de comunicação devem ser sempre respeitados, pois constituem a base para um jornalismo transparente e comprometido com os valores democráticos.

No seu discurso, Sadique também manifestou o seu repúdio às tentativas de algumas entidades, tanto públicas quanto privadas, de limitar o livre exercício da profissão. Ele alertou que essas iniciativas em nada contribuem para a consolidação das liberdades que Moçambique tem alcançado desde a sua transição democrática.

“Essas ações comprometem não apenas o jornalismo, mas também o direito do cidadão de ser informado de forma independente e transparente”, enfatizou.

Para Sadique, o futuro do jornalismo moçambicano está intrinsecamente ligado à capacidade da classe de se unir e resistir a todas as formas de opressão, garantindo que a profissão continue a ser um pilar indispensável da democracia em Moçambique.

Outro ponto alto do discurso foi o apelo à união e ao fortalecimento da classe jornalística, uma necessidade que Faruco Sadique destacou como fundamental para enfrentar os desafios estruturais e conjunturais que afetam a profissão. Ele enfatizou que a representação sindical não é apenas um direito, mas também um instrumento de defesa coletiva capaz de garantir condições de trabalho dignas e segurança profissional.

Sadique dirigiu-se especialmente aos jovens profissionais, convidando-os a filiarem-se ao SNJ. Ele destacou que a adesão de novas gerações é vital para renovar e fortalecer o sindicato, promovendo não apenas a proteção dos direitos laborais, mas também a criação de estruturas locais que assegurem uma presença sindical mais abrangente em todas as regiões do país.

“Os comités locais são a espinha dorsal do nosso sindicato. São eles que garantem a proximidade com os jornalistas e a resolução mais rápida dos problemas do dia a dia”, explicou.

O Secretário-Geral também apelou aos veteranos da profissão, reconhecendo o papel crucial que a experiência acumulada pode desempenhar no fortalecimento da organização sindical.

“Vocês, que ajudaram a construir o SNJ nos seus primórdios, ainda têm muito a oferecer. A vossa sabedoria é uma ferramenta indispensável para orientar os mais jovens e ajudar a classe a superar os desafios atuais”, destacou Sadique, num tom que combinava gratidão e determinação.

Com uma postura confiante, Sadique reiterou que “só um sindicato forte e atuante pode enfrentar os desafios que afligem os jornalistas”.

Ele sublinhou que a união da classe não é apenas uma necessidade interna, mas também uma mensagem de força para as entidades empregadoras e para o próprio governo, reforçando o papel do SNJ como um interlocutor capaz de defender a liberdade de imprensa e os interesses dos seus membros.

“O nosso SNJ precisa de todos e de cada um de nós”, afirmou Sadique com convicção, reforçando que a unidade e o comprometimento coletivo são os alicerces para transformar a profissão jornalística num exemplo de dignidade e resiliência em Moçambique.

Ele concluiu com uma mensagem de motivação, incentivando cada jornalista a ver no sindicato não apenas uma organização, mas uma verdadeira família, pronta a lutar pelos direitos e aspirações de todos.

Num tom profundamente emotivo, Faruco Sadique descreveu os jornalistas moçambicanos como verdadeiros heróis anónimos, uma classe que muitas vezes é invisível aos olhos da sociedade, mas cujo impacto é incomensurável.

Ele exaltou o papel desses profissionais que, sob condições adversas, enfrentam chuvas torrenciais, o calor abrasador e os desafios das zonas mais remotas do país para garantir que a população esteja sempre informada.

“São esses profissionais que, mesmo diante de limitações, asseguram a unidade e o progresso de Moçambique”, destacou com gratidão.

Sadique ressaltou que, além de informar, os jornalistas desempenham um papel fundamental na construção de uma consciência coletiva, agindo como pontes entre os diferentes setores da sociedade.

“A informação não é apenas um direito, mas também um bem público que cabe aos jornalistas proteger e disseminar”, acrescentou.  Ele reconheceu que essa missão é realizada, muitas vezes, com recursos limitados e sem o devido reconhecimento, mas enfatizou que o compromisso da classe com a verdade e a ética profissional é inabalável.

O Secretário-Geral também destacou os esforços do Sindicato Nacional de Jornalistas para apoiar os seus membros, mesmo enfrentando desafios internos e externos. Ele sublinhou que o SNJ tem sido um baluarte na defesa dos direitos dos jornalistas, trabalhando incansavelmente para melhorar as condições laborais e fortalecer a proteção sindical.

“Sabemos que ainda há muito por fazer, mas cada passo que damos em direção à dignidade profissional é uma vitória para todos nós”, afirmou.

Sadique expressou a esperança de que, com um maior número de adesões ao sindicato, seja possível ampliar o alcance das iniciativas de apoio à classe, criando uma rede mais robusta de proteção para os profissionais de comunicação social. Ele reiterou que o SNJ precisa de todos os jornalistas, independentemente da sua experiência ou posição, para se consolidar como uma organização verdadeiramente representativa.

“Num período difícil como este que estamos a passar, cabe aos profissionais de comunicação social saberem posicionar-se em prol da verdade”, reforçou Sadique, apelando a que a classe mantenha o foco nos princípios que norteiam a profissão, mesmo diante das adversidades.

Ele concluiu com um apelo à solidariedade entre os colegas, sublinhando que “a força do jornalismo está na sua capacidade de unir e inspirar mudanças positivas na sociedade”.

Encerrando o discurso, Faruco Sadique deixou uma mensagem de gratidão e esperança. Ele desejou um feliz 11 de Abril a todos os jornalistas e destacou a importância de continuar a luta pela liberdade de imprensa e pela dignidade profissional.As comemorações em Inhambane, além do discurso, incluíram atividades como intercâmbios desportivos entre jornalistas das províncias e encontros que reforçaram o espírito de camaradagem da classe.

O 47.º aniversário do SNJ foi mais do que uma celebração. Foi um chamado à unidade, à reflexão e à resistência. Em Inhambane, os jornalistas reafirmaram o seu compromisso com a verdade e o progresso, sob o signo da coragem que define a profissão.

A mulher continua a ser vista como o lado mais fraco no sector da Justiça. Outro desafio tem que ver com o assédio. Estas constatações foram feitas na Cidade de Chimoio, durante um seminário sobre desafios da mulher na administração da justiça

Apesar do aumento visível da presença feminina em cargos de destaque, muitas mulheres continuam a ver as suas decisões profissionais questionadas ou desvalorizadas, reflexo de uma cultura institucional ainda marcada por preconceitos de género.

A Comandante Provincial da PRM de Manica, Lurdes Mabunda, falou também do assédio no trabalho, mas ressalva que há também mulheres que provocam, através da sua forma de se vestir.

Já a Procuradora Shakila Alves diz que o assédio no local de trabalho não pode ser tolerado e encoraja  as vítimas a denunciarem na justiça.

O seminário da mulher na justiça juntou na mesma sala magistradas, polícias e agentes do SERNAP, com o objetivo de debater os principais obstáculos enfrentados pelas mulheres na administração da justiça.

 

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