Skip to main content

O País – A verdade como notícia


ÚLTIMAS

Destaques

NOTÍCIAS

A 61.ª edição da Feira Agro-Comercial e Industrial de Moçambique (FACIM), que encerra já este domingo, tem na exposição da pecuária um dos seus pontos de maior destaque. O certame serviu de palco para o anúncio, por parte do Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, da importação de 800 touros com o objectivo de melhorar a raça de gado bovino no país.

O certame, que decorre desde segunda-feira, permitiu aos criadores exibir exemplares de genética melhorada, animais de crescimento precoce e elevada qualidade de carne. Este esforço colectivo tem como meta estratégica reduzir a dependência das importações e fortalecer a soberania alimentar. 

O Governo reiterou, na ocasião, que acompanha de perto o movimento, garantindo que esta iniciativa será acompanhada pela transferência de tecnologia e pela implementação de boas práticas junto dos produtores.

Para os pecuaristas, que aproveitaram o leilão realizado no sábado para transaccionar os seus melhores animais, começa a consolidar-se uma mudança de paradigma. A consciência de criar gado de corte, vocacionado para o mercado, ganha terreno face ao modelo tradicional de acumulação de cabeças de gado por longos períodos. 

O apelo aos investidores nacionais é claro: existe um vasto mercado por explorar, uma vez que a oferta interna se revela ainda deficitária face às necessidades de consumo.

A modernização estende-se, igualmente, a outros sectores. Além dos bovinos, a feira exibiu aves de elevada produtividade, demonstrando que a procura pela qualidade se alastra a toda a produção pecuária. 

Moçambique enfrenta agora o desafio de fazer crescer os efectivos exponencialmente, aproveitando as oportunidades de negócio que a FACIM, uma vez mais, evidenciou como motores para o desenvolvimento económico do país. 

Vídeos

NOTÍCIAS

Morreu, este domingo, o antigo presidente do Clube Ferroviário de Maputo, Sancho Quipisso Jr., vítima de doença.

Figura de referência no desporto moçambicano, Sancho Quipiço Júnior desempenhou, ao longo da sua trajectória, funções de grande responsabilidade no Clube Ferroviário de Maputo, instituição que presidiu entre 2015 e 2019, deixando um legado de dedicação e compromisso.

Sancho Quipisso foi responsável pelo conquista do último título nacional dos “locomotivas” de Maputo, em 2016, para além de ter levado a equipa masculina de basquetebol a uma presença inédita na Liga Africana de Basquetebol, em 2019.

Durante a sua vigência na presidência do Ferroviário de Maputo, Sancho Quipisso conquistou sete títulos nacionais nas várias modalidades em que o clube participa.

O funeral de Sancho Quipisso Jr. está marcado para esta quarta-feira.

Joel Amaral, vulgarmente conhecido por Mc Trufa-fa, está fora de perigo e a receber cuidados no Hospital Central de Quelimane.

Um crime que está a preocupar diversos actores na cidade de Quelimane e não só. Joel Amaral, músico da banda Tudulos Mia, conhecido por MC trufafa, sofreu  uma tentativa de assassinato a tiro na tarde de Domingo, no bairro Benedito, por pessoas até aqui desconhecidas. Minutos depois foi socorrido ao Hospital central de Quelimane 

Médicos confirmam a entrada do paciente que Chegou com uma ferida localizada na região frontal esquerda da cabeça e com sangramento intenso. Foi observado através de imagem de TAC e constatou-se que as estruturas internas da cabeça não foram atingidas.

A Polícia da República de Moçambique reagiu a este caso preocupação  e diz que vai trabalhar para esclarecer. O Governador da Zambézia, Pio Matos, também mostrou preocupação com o baleamento de Joel Amaral. 

O ex-candidato presidencial para eleições de 2024, Venâncio Mondlane, chegou a Quelimane e visitou Joel Amaral. 

Por conta da situação, o edil de Quelimane reagiu através de um comunicado onde refere que nos próximos três dias haverá marcha pacífica na cidade em repúdio da ocorrência. 

Um navio carregado de carvão mineral pegou fogo após desancorar no Porto de Nacala-a-Velha, onde esteve a carregar o minério, segundo informação da Delegação da Autoridade Reguladora do Transporte Marítimo em Nacala, na província de Nampula.

O navio tinha como destino a Polónia e o incêndio foi registado na casa das máquinas, causado por uma explosão ainda por apurar a origem. Não há registo de perdas humanas, apenas há a assinalar quatro feridos ligeiros entre os tripulantes.

Quatro rebocadores da CFM-Logistic e do Corredor Logístico Norte, com sistema de extinção de incêndio, foram mobilizados para o local, contudo o fogo já havia sido debelado pela tripulação do navio.

A bancada parlamentar do MDM propõe a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para averiguar os detalhes por detrás dos contratos assinados entre o Governo e as empresas Fly Modern Ark e a EuroAtlantic para a gestão da LAM, por entender haver ruído na informação avançada pelo Executivo

Os deputados do Movimento Democrativo de Moçambique, na Assembleia da República, não ficaram satisfeitos com as informações, prestadas pelo governo em sede do parlamento, sobre a gestão da empresa Linhas Aéreas de Moçambique.

Para o MDM o governo não foi explícito sobre os detalhes do contrato de gestão que havia sido estabelecido com a Fly Modern Ark bem e a  EuroAtlantic, por isso é que exige a criação de uma comissão de inquérito para o esclarecimento do assunto.

“Acabamos de depositar o projeto de resolução para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito. Aqui queremos desafiar as bancadas parlamentares a viabilizarem a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito. Desta forma, a Assembleia da República estará a posicionar-se enquanto fiscalizadora dessa situação governativa e estará a posicionar-se na luta contra a corrupção. Portanto, nós estamos interessados em aferir a legalidade dos contratos com a Fly Moden Ark e com a Euroatlantic”, disse Fernando Bismaques, chefe da Bancada.

O objectivo do MDM passa por esclarecer a oscilação dos valores de indemnização que o Estado deve pagar a estas empresas, ao mesmo tempo evitar que o projecto de revitalização daquela empresa de bandeira aconteça em meio a riscos.

“Por isso, nós, enquanto bancada, não podemos ficar alheios. Estamos comprometidos em tudo fazer para contribuir na luta contra a corrupção no nosso país. E também é uma forma de proteger as três empresas que entram agora na estrutura acionista da LAM. Refiro-me à HCB, aos Caminhos de Ferro de Moçambique e à Emose. Porque se nós não criarmos as condições necessárias para viabilizar o melhor funcionamento das linhas aéreas de Moçambique, colocaremos em risco o financiamento ou o investimento de cerca de 130 milhões de dólares a ser feito por estas três empresas públicas”, explica.

Ademais, o MDM desconfia que haja corrupção em meio ao processo. “O combate à corrupção não se faz com discursos, faz-se com ações. E a Comissão Parlamentar vai permitir que a Procuradoria Geral da República e outras entidades possam fazer uma auditoria forense aos negócios das linhas aéreas de Moçambique nos últimos 20 anos”, lamenta.

O MDM na Assembleia da República, diz estar preocupada com o facto “através da imprensa, através da Justiça, que as linhas aéreas de Moçambique têm estado a ter uma gestão errática, uma gestão danosa. Por isso é de nosso interesse, até para recuperar a imagem das linhas aéreas de Moçambique, porque têm estado a adiar, a cancelar voos, a incumprir os horários, a incumprir o plano regular dos voos.”

A transportadora portuguesa EuroAtlantic, que era responsável pela viabilização da rota Maputo-Lisboa,  exige que o governo de Moçambique pague cerca de 21 milhões de dólares de rescisão do contrato, entretanto o executivo disse na semana passada haver análises nos contratos que possam trazer mudanças.

Pelo menos 34 alunos que estudavam ao relento na Escola do Primeiro Grau de Mahuvane, distrito de Moamba, província de Maputo, passam a beneficiar-se de salas de aula e carteiras. A escola foi inaugurada, esta segunda-feira, depois de ser requalificada. 

“Estou feliz por terem reabilitado a nossa escola. Estudávamos debaixo das árvores, nos dias de chuva não vínhamos à escola. Não tinha chapas e os quadros já estavam estragados”. É o relato de um aluno da quinta classe, que estudou em condições precárias, depois de a sua escola ter ficado destruída, com a passagem de um vendaval, em 2024. 

Agora, com quadros novos, carteiras novas e teto nas salas de aula, os alunos de ensino bilíngue passam a estudar em condições condignas. 

A Escola do Primeiro Grau de Mahuvane  foi inaugurada esta segunda-feira, pela administradora do distrito de Moamba, Teresa Mauaie. A infraestrutura vai ajudar a reduzir o número de turmas ao relento, numa altura em que só neste ponto do país, há pelo menos 121. Por isso, a administradora pede rigor na preservação e na manutenção dos bens da escola. 

Os fundos para a reabilitação desta unidade de ensino são da JJR Construções, no âmbito da sua responsabilidade social. 

Com os trabalhos, a escola passa também a beneficiar de água e iluminação.

As obras de reabilitação estão avaliadas em cerca de dois milhões de meticais. Os alunos desta escola irão também se beneficiar de uniforme escolar gratuito e calçados.

A STV vai transmitir, a partir do dia 3 de Maio, um concerto de canto coral que junta vozes de Moçambique e da África do Sul. A iniciativa denominada MOSA Internacional Coral vai levar ao palco cerca de 80 pessoas

Trata-se de uma iniciativa que vai unir a cultura de Moçambique e da África do Sul, num só palco. O projecto cultural MOSA pretende ser um evento que vai juntar os dois povos num único objectivo: promover a cultura. Tudo isso vai acontecer na Arena 3D, na Katembe, e daqui para o mundo, através da Stv.

Do lado moçambicano, as vozes  já estão a ser afinadas e o eco não deixa dúvidas. Nos ensaios, os participantes primam pela qualidade para proporcionar ao público um espectáculo esplêndido. O MOSA Internacional Coral vai levar a palco vários ritmos, desde o gospel até à música contemporânea.

O cruzamento cultural entre Moçambique e África do Sul, através do canto coral, tem, do lado de Moçambique, nomes como Feliciano de Castro e Helena Rosa na qualidade de maestros. 

E o trabalho preparatório acontece dos dois lados. Há ensaios em Moçambique, local que vai acolher esta primeira edição do concerto MOSA, mas também na África do Sul, onde já está em curso a longa marcha dos participantes rumo ao concerto internacional do canto coral.  

Tudo está a ser feito ao mínimo detalhe para que o evento seja memorável. A céu aberto vê-se mais do que uma vegetação, há aqui pessoas posicionadas para cantar e fazem-no com minúcia.

“Durante meus treinamentos, às vezes eu coloco o coral dentro do salão, mas, por causa do eco, não é possível ouvir a música com clareza. Mas quando você está do lado de fora e consegue colocar os coristas em áreas diferentes, quando eles cantam, eles conseguem ouvir as suas vozes. Eles conseguem controlar as suas vozes. Na maioria das vezes, quando você leva o coral para fora, eu costumo espalhar o coral de forma que eles fiquem a pelo menos dois a três metros de distância”, explicou Peter Mageza, maestro sul-africano. 

Afinam-se as vozes para a primeira vez que a associação dos grupos corais vai promover os talentos dos dois países africanos. 

Henrique Cossa é fundador e presidente do projecto e garante que o objectivo é atravessar fronteiras.

Os preparativos para o arranque do concerto já são visíveis, tanto que começaram a chegar, no país, alguns participantes sul-africanos, para verem de perto o local onde vão desfilar a classe.  “Tive a oportunidade de vir e conhecer o estúdio e o local. Da minha parte, estou muito feliz e animado por poder contemplar este espaço maravilhoso e lindo. O salão, os estúdios, não tenho palavras para dizer, excepto que quem receber este convite deve vir e conhecer”, elogiou Peter Mageza.

Recebidos pelo Presidente do Conselho de Administração do Grupo Soico, Daniel David, na mesma mesa foram acertados alguns aspectos técnicos da imagem que se pretende. Tanto Moçambique como África do Sul empenham-se para materializar, a partir do dia 03 de Maio, o MOSA  International Coral.

O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, nomeou, hoje, um ex-vice-ministro das Finanças como enviado especial aos Estados Unidos, após a expulsão do seu embaixador, no mês passado, pelo governo Trump.

Ramaphosa disse que a nomeação de Mcebisi Jonas vai ajudar a África do Sul a reconstruir a sua relação com os Estados Unidos da América (EUA), que se deteriorou rapidamente desde que Donald Trump assumiu o cargo de Presidente desse país, segundo escreve Notícias ao Minuto.

Trump acusou o Governo sul-africano de maltratar a minoria branca no seu país e criticou a sua política externa como antiamericana. Em Fevereiro, assinou um decreto executivo que cortou o financiamento dos EUA à África do Sul devido a essas questões.

O Presidente norte-americano continuou as suas críticas, através de publicações numa rede social este fim de semana, quando disse que os EUA não queriam participar na cimeira do G20 este ano se esta se realizasse na África do Sul, como previsto. 

Refira-se que a África do Sul detém a presidência rotativa do grupo G20 de países desenvolvidos e em desenvolvimento e deverá receber os líderes mundiais e os principais diplomatas numa cimeira em Joanesburgo, em novembro.

Nessa publicação, Trump insistiu que a África do Sul está a permitir a apreensão de terras a agricultores brancos “e depois a matá-los e às suas famílias”, acusações repetidamente negadas pela África do Sul, que diz serem alegações baseadas em desinformação.

A África do Sul aprovou uma lei de expropriação de terras, que permite que estas sejam tomadas pelo Governo sem indemnização se for do interesse público, criticada por alguns grupos minoritários brancos, embora ainda não tenham sido tomadas terras ao abrigo da nova lei.

A ordem executiva de Trump também criticou a África do Sul por apresentar no Tribunal Internacional de Justiça a acusação contra Israel, aliado dos EUA, de genocídio contra os palestinianos em Gaza.

O embaixador da África do Sul nos Estados Unidos, Ebrahim Rasool, foi expulso em março por causa de uma palestra onde criticou as novas dinâmicas políticas nos EUA, dizendo que Trump estava a lançar “um ataque à incumbência – aqueles que estão no poder” e que o movimento ‘Make America Great Again’ era em parte resultado de um “instinto supremacista”.

O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que Rasool era um “político que se aproveita da raça” e que odeia Trump, declarou-o ‘persona non grata’ e ordenou-lhe que deixasse os EUA.

A África do Sul ainda não nomeou um novo embaixador.

O Presidente da República, Daniel Chapo, promulgou e mandou publicar a Lei n.° 1/2025, Lei que  aprova o Compromisso Político para um Diálogo Nacional  Inclusivo, recentemente aprovada pela Assembleia da República por consenso. 

Segundo o comunicado da Presidência da República, a promulgação da Lei que aprova o Compromisso Político para  um Diálogo Nacional Inclusivo resulta do agendamento com  carácter de urgência solicitado pelo Chefe de Estado, atinente à  apreciação da Proposta da referida lei, em conformidade com o  entendimento alcançado entre o Governo e os partidos políticos  representados na Assembleia da República, nas Assembleias  Provinciais e na Assembleia Autárquica, a 5 de Março de 2025.

O documento da presidência refere ainda que “este acto (…) abre uma nova etapa no  Diálogo Político Nacional Inclusivo, que compreenderá, entre  outros, o estabelecimento de organismos de implementação da  Lei do Compromisso Político para um Diálogo Nacional Inclusivo, bem como a inclusão das organizações e plataformas da  sociedade civil, sector privado, academia, ordens e associações  profissionais, confissões religiosas, lideranças locais, população  em geral, entre outras”. 

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, manifestou-se “profundamente alarmado e chocado” com o ataque de mísseis russos à cidade ucraniana de Sumy, que matou 34 pessoas e feriu mais de uma centena.

O ataque perpetua “uma série devastadora de ataques semelhantes a cidades e aldeias ucranianas nas últimas semanas, que causaram vítimas civis e destruição em grande escala”, afirma Guterres, este domingo, num comunicado assinado pelo porta-voz, Stéphane Dujarric, citado por Notícias ao Minuto.

“O secretário-geral sublinha que os ataques contra civis e objetos civis são proibidos pelo direito humanitário internacional e que tais ataques, onde quer que ocorram, devem cessar imediatamente”, acrescenta o texto.

O comunicado diz ainda que Guterres “renova o seu apelo a um cessar-fogo duradouro na Ucrânia e reitera o apoio das Nações Unidas aos esforços significativos para alcançar uma paz justa, duradoura e abrangente, que defenda plenamente a soberania, a independência e a integridade territorial da Ucrânia”, em conformidade com o direito internacional e as regras e resoluções da Organização das Nações Unidas.

De acordo com o Serviço de Emergência do Estado ucraniano, pelo menos 34 pessoas, incluindo duas crianças, foram mortas no ataque contra Sumi, no Domingo de Ramos, numa zona movimentada da cidade onde existe uma igreja, e 117 outras pessoas, incluindo 15 menores, ficaram feridas.

O chefe dos serviços secretos militares ucranianos, Kiril Budanov, explicou que a Rússia utilizou dois mísseis Iskander-M/KN-23, que foram lançados pelas brigadas 112 e 448 do exército russo a partir do território das regiões russas de Voronezh e Kursk.

A Rússia lançou uma ofensiva nesta primavera contra as regiões de Sumy e da vizinha Kharkov, numa altura em que os Estados Unidos estão a tentar orquestrar um cessar-fogo entre a Rússia e a Ucrânia.

+ LIDAS

Siga nos

Galeria