A 61.ª edição da Feira Agro-Comercial e Industrial de Moçambique (FACIM), que encerra já este domingo, tem na exposição da pecuária um dos seus pontos de maior destaque. O certame serviu de palco para o anúncio, por parte do Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, da importação de 800 touros com o objectivo de melhorar a raça de gado bovino no país.
O certame, que decorre desde segunda-feira, permitiu aos criadores exibir exemplares de genética melhorada, animais de crescimento precoce e elevada qualidade de carne. Este esforço colectivo tem como meta estratégica reduzir a dependência das importações e fortalecer a soberania alimentar.
O Governo reiterou, na ocasião, que acompanha de perto o movimento, garantindo que esta iniciativa será acompanhada pela transferência de tecnologia e pela implementação de boas práticas junto dos produtores.
Para os pecuaristas, que aproveitaram o leilão realizado no sábado para transaccionar os seus melhores animais, começa a consolidar-se uma mudança de paradigma. A consciência de criar gado de corte, vocacionado para o mercado, ganha terreno face ao modelo tradicional de acumulação de cabeças de gado por longos períodos.
O apelo aos investidores nacionais é claro: existe um vasto mercado por explorar, uma vez que a oferta interna se revela ainda deficitária face às necessidades de consumo.
A modernização estende-se, igualmente, a outros sectores. Além dos bovinos, a feira exibiu aves de elevada produtividade, demonstrando que a procura pela qualidade se alastra a toda a produção pecuária.
Moçambique enfrenta agora o desafio de fazer crescer os efectivos exponencialmente, aproveitando as oportunidades de negócio que a FACIM, uma vez mais, evidenciou como motores para o desenvolvimento económico do país.
Um juiz aprovou, esta semana, o julgamento de dois agentes da polícia da era do apartheid por alegado envolvimento no assassinato de três activistas estudantis em 1982.
O processo é inédito. Até agora, nenhum indivíduo havia sido responsabilizado pelo crime de apartheid.
O caso gira em torno de três jovens combatentes pela liberdade mortos em uma explosão em 1982. As vítimas faziam parte de um movimento de resistência que se opunha ao regime do apartheid, que impunha o governo exclusivamente branco e a dominação sobre a maioria negra.
Também esta semana, a África do Sul reabriu uma investigação sobre a morte de Albert Luthuli, ex-presidente do Congresso Nacional Africano (CNA) e ganhador do Prêmio Nobel da Paz, morto em 1967.
A autoridade acusadora busca anular as conclusões de inquéritos anteriores sobre Luthuli. As autoridades da época concluíram que a morte de Luthuli foi resultado de um acidente.
O desenvolvimento ocorre mais de 30 anos depois que a África do Sul se tornou uma democracia e depois que uma comissão da Verdade revelou inúmeras atrocidades.
No coração da província de Inhambane, a Vila de Homoíne celebrou o seu 61.º aniversário com diversas atividades culturais e desportivas. Contudo, as comemorações foram acompanhadas por um forte apelo da população por soluções concretas para os desafios que marcam o quotidiano da vila. Entre os principais problemas estão as estradas degradadas, a falta de organização do transporte de passageiros e as condições precárias para os comerciantes locais. Estes desafios têm impactado diretamente a qualidade de vida dos munícipes, que agora pedem mais ações por parte das autoridades.
João Matavele, um residente de Homoíne, descreve com tristeza o estado das estradas que cortam a vila. “As estradas estão completamente esburacadas e, em dias de chuva, tornam-se verdadeiros rios de lama. É quase impossível transitar”, afirmou, sublinhando como a situação afeta não apenas a mobilidade, mas também o acesso a serviços essenciais, como escolas e unidades de saúde. “Há vezes que temos que caminhar grandes distâncias porque os transportes não conseguem passar. Isso afeta principalmente os idosos e as crianças, que são os mais vulneráveis”, acrescentou.
Ele também destacou o problema da poeira em dias de sol, que afeta diretamente a saúde dos moradores. “A poeira é constante e causa problemas respiratórios, principalmente nas crianças e nos idosos. Já perdi as contas de quantas vezes meus filhos ficaram doentes por causa disso”, lamentou. Para Matavele, a reabilitação das estradas é uma necessidade urgente, e ele pede ainda a organização do transporte de passageiros, que atualmente é caótico. “Os chapas param em qualquer lugar, bloqueando as vias e dificultando o trânsito. Precisamos de paragens adequadas para melhorar a mobilidade e garantir a segurança de todos”, apelou, enfatizando que uma melhor organização beneficiaria não apenas os condutores, mas toda a comunidade.
Maria Júlio, uma vendedora que ocupa os passeios no centro da vila, partilhou as dificuldades enfrentadas diariamente pelos comerciantes informais. “Trabalhamos sob sol intenso e chuvas torrenciais, sem nenhum tipo de proteção. É desumano. Nós precisamos de um mercado digno, onde possamos vender os nossos produtos sem medo de perder as mercadorias ou adoecer”, lamentou. Ela destacou como as condições precárias não afetam apenas o trabalho, mas também a qualidade dos produtos vendidos. “Quando chove, muitas mercadorias ficam molhadas e estragam. Isso gera prejuízo para nós, que já ganhamos tão pouco”, explicou.
Para Maria, a criação de um mercado organizado não é apenas uma questão de conforto, mas de sobrevivência. “Muitas de nós dependemos deste trabalho para sustentar as nossas famílias. Se tivermos um espaço adequado, poderemos atender melhor os clientes, conservar os nossos produtos e, quem sabe, aumentar os rendimentos”, afirmou. Ela também apelou às autoridades locais para que priorizem a construção de infraestruturas básicas para os comerciantes. “Não estamos a pedir luxo, mas condições mínimas que nos permitam trabalhar com dignidade”, concluiu.
Jovial Setina, Presidente do Conselho Autárquico de Homoíne, reconheceu que a vila enfrenta grandes desafios. Segundo ela, a erosão tem sido um dos principais problemas, degradando as vias e dificultando a mobilidade dos munícipes. “Devido à erosão, temos as vias todas esburacadas. Além disso, enfrentamos falta de água e energia em várias zonas da vila, o que compromete a qualidade de vida dos nossos munícipes”, afirmou.
Apesar das dificuldades, Setina destacou alguns avanços realizados pelo conselho. “Conseguimos levar água para dois povoados e estamos a finalizar a construção de uma casa de espera para mães grávidas em Marengo. Também iniciámos a reabilitação de um troço de estrada que liga o Banco ao Hotel”, acrescentou. Esses pequenos avanços são vistos como passos importantes, mas ainda insuficientes para atender às necessidades da população.
No que diz respeito à arrecadação de receitas, a liderança local enfrenta desafios significativos. Segundo Setina, a vila arrecadou menos da metade do valor previsto no ano passado. “Tínhamos uma meta de 6 milhões de meticais, mas arrecadámos apenas cerca de 2,5 milhões. Isso afeta diretamente a nossa capacidade de realizar projetos importantes para os munícipes”, explicou. Apesar disso, a presidente destacou que novas estratégias estão a ser implementadas para melhorar a arrecadação. “Estamos a introduzir formas inovadoras de coleta de receitas, e acreditamos que isso trará resultados melhores nos próximos anos”, afirmou.
Embora os desafios sejam muitos, a liderança local está determinada a transformar Homoíne numa vila mais organizada e funcional. Setina apelou à população para que colabore com o conselho autárquico, sublinhando que o progresso depende de um esforço conjunto entre governo e cidadãos. “Estamos a trabalhar dia e noite para melhorar esta realidade. O nosso compromisso é garantir que Homoíne ofereça condições dignas para os seus habitantes”, garantiu.
Enquanto isso, os munícipes esperam que as promessas se traduzam em ações concretas. Estradas transitáveis, mercados organizados e serviços públicos de qualidade continuam a ser as principais demandas da população. Para os moradores, o futuro de Homoíne depende de lideranças comprometidas e de uma população ativa na busca por soluções que beneficiem a todos.
O 61.º aniversário da vila não é apenas um marco histórico, mas também uma oportunidade de reflexão sobre os rumos que Homoíne deve tomar. Entre as dificuldades e as esperanças, o desejo é claro: transformar simbolismo em progresso, garantindo que as comemorações do futuro sejam acompanhadas por um verdadeiro avanço no bem-estar da população.
Os transportadores de longo percurso dizem que mais do que agravar as sanções aos automobilistas, é preciso consciencializar o condutor sobre a importância do cumprimento das regras de trânsito e o respeito à vida. Já a Associação Moçambicana para as Vítimas de Insegurança Rodoviária apela à revisão urgente do código de estrada, para reduzir a sinistralidade rodoviária no país.
De acordo com o Plano de Acção de Segurança Rodoviária 2025, o transporte público de passageiros é que que mais vida seiva em acidentes, por isso direcionou muitas medidas para este sector de transporte.
O “O País” ouviu alguns transportadores sobre as medidas previstas no plano de acção, sobretudo no dispositivo de controle de velocidade. Para Edson Domingos o dispositivo até é bem vindo, mas defende a conscientização como prioritária, até porque os dispositivos são um gasto financeiro, mas também invoca a responsabilidade do automobilista.
A Associação Moçambicana para as Vítimas de Insegurança Rodoviária diz que o plano de acção é bem vindo, mas peca pelo pouco envolvimento dos actores importantes no processo, e apela também à celeridade na revisão do Código de estradas.
A revisao do Código de Estradas prevê ainda a instalação de câmaras de vigilância e sistemas de controlo de velocidade em lugares considerados “pontos negros”, como a EN1, na cidade de Maputo, em frente à Faculdade de Engenharia da Universidade Eduardo Mondlane.
O Governo de Trump pondera reduzir significativamente a presença diplomática dos Estados Unidos da América em todo o mundo, e a sua proposta é fechar cerca de 30 embaixadas e consulados, mais da metade dos quais estão localizados em África.
A pretensão de Trump de reduzir a presença diplomática norte-americana no mundo faz parte de um plano mais amplo para cortar o orçamento do Departamento de Estado em quase 50%, com o objectivo de diminuir a ajuda externa em aproximadamente 75%.
De acordo com um documento interno do Departamento de Estado, citado pelo Africanews, o encerramento de embaixadas e consulados inclui Lesoto, Eritreia, República Centro-Africana, República do Congo, Gâmbia e Sudão do Sul.
Além desses países, a iniciativa dos Estados Unidos da América abrange consulados em Durban, África do Sul e Duala, nos Camarões. As responsabilidades nestes países podem ser transferidas para países vizinhos.
Os críticos da proposta expressam preocupação com o facto de que a redução da presença diplomática dos EUA em África poderá diminuir a influência americana no continente, especialmente à medida que outras as potências globais, como a China, continuam a expandir a sua presença.
O encerramento pode, também, prejudicar as relações diplomáticas, as parcerias económicas e a promoção dos valores democráticos.
O plano do governo de Trump inclui o encerramento de embaixadas em países europeus como Malta e Luxemburgo, bem como consulados em várias cidades da Europa e da Ásia, refere o Africanews.
Essas mudanças propostas fazem parte de um esforço maior para optimizar as operações governamentais e reduzir os gastos federais.
A maior parte dos farmeiros zimbabweanos brancos, que viram suas terras expropriadas há 25 anos, recusam os termos de compensação em negociação com o Governo de Emmerson Mnangagwa, escreve a mídia sul-africana.
O Governo do Zimbabwe está há já alguns anos a negociar compensações a farmeiros brancos que viram suas terras expropriadas pelo Governo, uma acção que conta com o apoio do Banco Africano de Desenvolvimento, com mediação do antigo Presidente da República, Joaquim Chissano.
Recentemente, o governo zimbabweano emitiu títulos de dívida pública a serem pagos em 10 anos, no valor de 308 milhões de dólares, a serem entregues aos farmeiros pela compensação. Mas a maior parte deles considera esta acção inaceitável, segundo escreve a New24 da África do Sul.
A News24 cita Deon Theron que representa um dos três grupos de farmeiros que estão a negociar as indemnizações. Segundo ele, o governo tem acordo com 15% a 17% dos agricultores e a maioria rejeita os termos propostos.
O Zimbabwe quer chegar a um acordo com os agricultores, como parte de um esforço para reestruturar as suas dívidas e restaurar o acesso aos credores. O país está em incumprimento desde 1999 e deve mais de 21 mil milhões de dólares em credores, incluindo o Banco Mundial, o Clube de Paris e o Banco Africano de Desenvolvimento.
Nos esforços mediados por Joaquim Chissano o Zimbabwe terá chegado a acordo para pagar um total de 3,5 mil milhões de dólares em indemnizações aos farmeiros, mas o valor continua a ser contestado por uma parte dos beneficiários que querem muito mais.
O Governo Zimbabweano anunciou no início de Abril ter pago indemnizações a 378 agricultores pagos através de títulos da dívida de um total de 740 farmeiros que aceitaram este modelo de pagamento. Estima-se em mais de 4.5 mil os farmeiros que perderam suas terras e esperam pelas compensações no Zimbabwe.
Carlos Paradona vai celebrar o Dia Mundial do Livro e do Direito do Autor em Malabo. Na capital da Guiné Equatorial, próxima quarta-feira, o escritor vai lançar o seu último romance, intitulado “Pita kufa, o leito da morte”.
De acordo com uma nota de imprensa da Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO), o romance “Pita kufa, o leito da morte”, apesar de circulação restrita, tem despertado um interesse inusitado entre a comunidade literária e acadêmica daquele país da CPLP, daí o convite formado para o autor lançar o livro em Malabo.
Na ida a Guiné Equatorial, o escritor e Secretário-Geral da Associação dos Escritores Moçambicanos vai procurar aprofundar relações com a associação dos escritores daquele país.
Para Carlos Paradona, o lançamento de “Pita Kufa”, em Malabo, “vai ter um grande impacto visto tratar-se do primeiro autor moçambicano a fazer esse tipo de evento. Ademais, tratando-se de um país que recentemente adoptou o Português como língua oficial, esta obra vai contribuir para o aumento de materiais escritos em Português para o público leitor neste país da CPLP”, afirmou.
Não obstante, com a sessão de lançamento do livro, em Malabo, pretende-se abrir espaço para autores nacionais apresentarem as suas obras naquele país, com o fim último de internacionalizar a literatura moçambicana. Também, portanto, pretende-se criar bases para intercâmbio de autores dos dois países e as suas obras, com laços de cooperação constantes
Uma menor morreu afogada em Chimoio, depois de ter sido arrastada pela fúria das águas do rio Muenedzi. A vítima saía da igreja na companhia da sua mãe e irmã.
A vítima que em vida respondia pelo nome de Natália Elias, de 15 anos de idade, foi arrastada pela fúria das águas, quando tentava atravessar o rio Muenedzi, do Bairro 7 de Abril. A vítima regressava da igreja.
Estava na companhia de sua mãe e uma irmã cujas tentativas para socorrê-la redundaram num fracasso.
Visivelmente abalado, o pai diz que o corpo da filha foi encontrado já no bairro centro hípico, cerca de oito quilômetros do local de onde foi arrastada.
Criadores de gado do distrito de Chibuto, em Gaza, denunciam esquemas de roubo de gado. Os animais são depois levados à Maputo. Cerca de 150 cabeças foram saqueadas em quatro comunidades, nos últimos quatro meses. A situação é do conhecimento das autoridades do distrito, que ainda não têm acções concretas para travar o mal.
Soa o alarme nas comunidades do distrito de Chibuto, na província de Gaza. São mais de 50 criadores aterrorizados com o aumento de casos de roubo de gado. As investidas ocorrem em média quatro vezes por mês, nas aldeias de Mucambe, Chamite, Alto Changane e Changanine.
“Sofremos roubos frequentes de gado nas nossas comunidades. Ao pernoitar, não sabemos se ao amanhecer ainda o teremos connosco” , lamentou Domingos Salomão, um dos maiores Criadores de Gado na localidade de Mohambe.
Salomão acrescentou ainda que, devido às recorrentes investidas dos malfeitores, restaram apenas três cabeças, mas teme que também sejam roubadas.
Chaquile wate, líder de Mohambe, diz que “as cabeças de gado são cortadas ao meio e transportadas em pedaços. Eles são detidos, mas em pouco tempo lhes é restituída a liberdade e voltam a roubar até cabritos” .
Júlio Ngomane, outro criador de gado há mais de 45 anos, em Mohambe, partilhou que de Outubro do ano passado até aqui, já foram roubados no seu coral 14 animais e o caso mais recente foi há três semanas, em que, de uma só vez, foram roubadas seis cabeças de gado.
“Já roubaram-me seis cabeças de gado e ainda não consegui recuperá-las. Não passam dois meses sem registo de roubo. Há um mês roubaram duas cabeças e conseguimos recuperar uma”.
Chaquile Wate, 67 anos de idade, também não escapou às incursões dos ladrões, que têm roubado o sossego dos criadores de Chaimite.
“Roubaram 10 cabeças de gado e o ladrão refugiou-se em Maputo. Mas há pouco roubaram gado de Tomás Lhongo, não sabemos para onde é levado o gado”, disse.
A rede “ mafiosa”, que se dedica ao saque de animais, é supostamente liderada por criadores, na sua maioria, provenientes de Chókwè, Guijá e Maputo, de acordo com criadores locais
“O destino do gado que foi roubado aqui é Maputo. Fazem negócio com os de Maputo que fazem negócio lá”, revelou Lourenço Machaila, criador de Gado em Chaimite.
O governo distrital de Chibuto confirma o aumento de casos de roubo de gado e diz que a falta de credenciação, aliada à falta de diálogo entre as autoridades e criadores locais fragiliza o combate.
“Só esta semana registámos mais cinco casos de roubo de gado, mas continuamos a trabalhar junto das autoridades policiais, para fazer face ao fenómeno. O roubo de gado ganha terreno porque os criadores não registaram o seu gado, o que dificulta o rastreio da mobilidade” disse Milagre Simbine, Director SDAE em Chibuto.
Os criadores de Alto Changane, Changanine e Mohambe acusam a polícia de nada fazer para reverter o cenário e, por isso, tentam organizar a própria segurança.
“O trabalho de fiscalização da polícia nas estradas não tem efeito” , por isso, em pelo menos 8 bairros de Chaimite, há grupos de fiscalização comunitária.
O distrito de Chibuto tem mais de 100 mil cabeças de gado bovino.
Na próxima quarta-feira, às 17 horas, na Biblioteca da UniSave-Maxixe, Campus-2, na Província de Inhambane, Jeremias F. Jeremias vai lançar a sua mais recente proposta poética, intitulada “Locus Corpus”.
De acordo com a nota de imprensa da Editorial Fundza, que chancela o livro, “Locus Corpus” é resultado do apuramento feito na terceira Chamada Literária 2023/24, promovida pela própria editora, uma iniciativa anual que visa dar oportunidade de publicação aos jovens autores talentosos, moçambicanos, sem nenhum custo para a publicação do livro.
A obra literária de Jeremias F. Jeremias possui 119 páginas, numa prosa-poética que cataloga, canta, de maneira denunciante, o flagelo, o horror e o esgotamento humano em vários extremos, perfilando em suas linhas estreitas textos que gravitam em torno do absurdo, da angústia ou aborrecimento que confirmam o horizonte do declínio da existência, as crises ideológicas que se verificam em vários quadrantes do mundo, como a fome que devasta a maior parte das populações do continente africano.
Jeremias F. Jeremias, natural de Manjacaze (Gaza), é licenciado em Organização e Gestão da Educação pela Universidade Eduardo Mondlane e formado em Ensino de Português pela Universidade Pedagógica. Foi vencedor do Prémio de Poesia Reinaldo Ferreira 2022, com a obra “Rostos desabitados [e] Fragmentos do escuro”, e da primeira edição do Prémio de Poesia Gala-Gala 2020.