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A 61.ª edição da Feira Agro-Comercial e Industrial de Moçambique (FACIM), que encerra já este domingo, tem na exposição da pecuária um dos seus pontos de maior destaque. O certame serviu de palco para o anúncio, por parte do Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, da importação de 800 touros com o objectivo de melhorar a raça de gado bovino no país.

O certame, que decorre desde segunda-feira, permitiu aos criadores exibir exemplares de genética melhorada, animais de crescimento precoce e elevada qualidade de carne. Este esforço colectivo tem como meta estratégica reduzir a dependência das importações e fortalecer a soberania alimentar. 

O Governo reiterou, na ocasião, que acompanha de perto o movimento, garantindo que esta iniciativa será acompanhada pela transferência de tecnologia e pela implementação de boas práticas junto dos produtores.

Para os pecuaristas, que aproveitaram o leilão realizado no sábado para transaccionar os seus melhores animais, começa a consolidar-se uma mudança de paradigma. A consciência de criar gado de corte, vocacionado para o mercado, ganha terreno face ao modelo tradicional de acumulação de cabeças de gado por longos períodos. 

O apelo aos investidores nacionais é claro: existe um vasto mercado por explorar, uma vez que a oferta interna se revela ainda deficitária face às necessidades de consumo.

A modernização estende-se, igualmente, a outros sectores. Além dos bovinos, a feira exibiu aves de elevada produtividade, demonstrando que a procura pela qualidade se alastra a toda a produção pecuária. 

Moçambique enfrenta agora o desafio de fazer crescer os efectivos exponencialmente, aproveitando as oportunidades de negócio que a FACIM, uma vez mais, evidenciou como motores para o desenvolvimento económico do país. 

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O apagão que assolou Portugal, Espanha e outros países europeus inviabilizou o funcionamento normal da Embaixada de Moçambique em Lisboa. Devido à situação, houve interrupção da emissão de vistos e dos serviços notariais durante o dia de ontem.

Depois do apagão e consequente agitação, a situação tende a voltar à normalidade em Portugal, Espanha, França e outras zonas europeias. Até aqui, a situação não foi explicada.

Depois do desespero generalizado, as autoridades já começam a fazer o balanço dos prejuízos. Quem também não escapou é a Embaixada de Moçambique em Portugal.

“Para além da comunicação, que não era possível fazer nada e nem trabalhar na documentação, foi mais sentida na secção consular, no atendimento ao público. Porque não era possível fazer a emissão de vistos, não era possível fazer a captação de dados pelo Bilhete de Identidade (BI), pelo passaporte, pelo certificado de emergência, serviços notariais, e estes moçambicanos nem todos são de Lisboa. Muitos vêm de fora de Lisboa e até fora de Portugal. Vêm para regressar no mesmo dia, com as passagens já compradas, e isso criou algum constrangimento”, disse Stela Zeca, Embaixadora de Moçambique em Portugal. 

Localizado em Lisboa, o consulado moçambicano em Portugal atende diariamente uma média de 30 pessoas sem contar com situações de emergência. Com sinais de melhorias à vista, a assistência ao público será redobrada.

“Obviamente poderá haver alguma enchente, que são os casos de ontem, que não foram atendidos, e os casos de hoje ou, provavelmente, também poderá não haver, porque nem todos que vêm ao atendimento são agendados. Há situações de emergência que também temos estado a atender. Então, vamos tentar fazer a cobertura e atender todos os utentes que se fizerem a secção consular hoje, se as condições permitirem. Do nosso lado, estamos conscientes de que é preciso fazer este trabalho praticamente a duplicar, porque ontem não foi possível atender a todos”, acrescentou a embaixadora.

Espanha já afastou a possibilidade de se tratar de ataque cibernético, mas não se pode dizer o mesmo sobre Portugal que continua sem informações oficiais.

A representação de Moçambique em Portugal diz estar atenta à situação.

“Portanto, há muitas informações. Como o Conselho de Ministros vai reunir-se por volta das 11h30, eu acho que temos que esperar mesmo o pronunciamento do governo, senão podemos entrar em especulações. Hoje, o Conselho de Ministros vai reunir-se e creio que a informação que de lá sair é esta que deve ser partilhada e divulgada”, explicou.

Além de possibilitar comunicação e circulação de todo tipo de transporte, o apagão obrigou o encerramento de serviços de saúde e comércio.

Um grupo de cerca de 50 homens que faziam parte dos chamados naparama entregaram-se às autoridades do Estado no posto administrativo de Mutuali, distrito de Malema, na província de Nampula.

Um feito que deixou o posto administrativo de Mutuali, no distrito de Malema, a voltar a registar a tranquilidade que não existia há quatro meses devido à presença de homens conhecidos por naparamas.

Alguns dos homens que faziam parte do grupo que desde Dezembro aterrorizava a população e enfrentava a autoridade do Estado, usando instrumentos contundentes, entregaram-se esta segunda-feira perante a população e o governador de Nampula, mostrando arrependimento pela violência que protagonizaram.

Os mesmos dizem-se enganados, mas afirmam que a sua motivação era legítima porque protestavam contra a exclusão social. E aproveitaram a ocasião para fazer pedidos ao Governo no sentido de olhar por eles e pela sua reinserção social.

O governador de Nampula, Eduardo Abdula, prometeu analisar os pedidos para dentro das prioridades de governação e garante responder algumas das necessidades elencadas pelos homens que se entregaram.

Ao todo são cerca de 50 homens, dentre eles há alguns idosos que combateram durante a guerra civil. Outro aspecto que chama atenção é que alguns são de Niassa e Cabo Delgado, não se sabendo se estão em Nampula desde Dezembro ou há mais tempo.

Gaza é a segunda província com mais casos mortais por acidentes de viação no país. De janeiro até aqui pelo menos 36 pessoas morreram e outras 122 contraíram ferimentos. O quadro de sinistralidade preocupa autoridades que falam de reforço da fiscalização em pontos críticos como Limpopo, Chongoene e Macia.  

Os excesso de velocidade, álcool ao volante, bem como, a superlotação de passageiros figuram entre as infracções que mais contribuem no aumento da sinistralidade rodoviária na Província de Gaza, segundo disse Calisto Mula, delegado do INATRO naquela província.

“Como resultado dessa situação foram apreendidas só no mês de Abril 177 cartas de condução, das quais 34 por condução sob efeito de álcool, por conta de prática de manobras perigosas ou desrespeitos às regras elementares de trânsito”, disse Calisto Mula.

E foi por violação das regras, aliás por excesso de lotação que Ernesto Mazivila viu a sua viagem adiada no posto de fiscalização da Pontinha. Em sua defesa o transportador da rota entre Limpopo a Xai-Xai disse que “há cinco anos que a estrada não está boa, não entra nivelador, não fazem nada e por causa da estrada, não tem transporte lá, então somos obrigados a fazer algumas gincanas para fazermos nosso trabalho”.

Tal como ele, muitos transportadores justificam-se perante cenários de clara violação das regras de estrada, tal como Luís Chibulacho, que diz que “em termos de infracções, temos condutores sob efeito de álcool e várias infracções como iluminação, porque temos muitas viaturas que circulam com problemas de iluminação sérios”.

Na sequência deste e outros factores, de Janeiro a esta parte 36 pessoas morreram e outras 122 contraíram ferimentos, entre graves e ligeiros, em resultado de 34 acidentes de viação, ou seja, três pessoas morreram por semana.

“Nos últimos três meses, tivemos na província de Gaza 34 casos de acidentes de aviação contra 22 do mesmo período anterior, estamos a falar de um número bastante elevado”, disse Calisto Mula.

Os acidentes de viação aumentaram na ordem de 55 por cento, e mortes em 13 por cento se comparado com igual período do ano passado. Números que colocam a província em segundo lugar no ranking nacional liderado pela cidade de Maputo.

O cenário alarmante de acidentes pelo quarto mês consecutivo forçou as autoridades  da província  a desdobrar-se ao longo da estrada nacional número 1. 

“Tal como no troço entre a Vila da Macia e a cidade de Xai-xai, assim como no troço de Chongoene e Chibuto, os acidentes de aviação, na ordem de 56%, foram causados por excesso de velocidade e superlotação”, confirmou o Delegado do INATRO em Gaza.

Os acidentes de viação na ordem de 56 por cento foram causados por excesso de velocidade. Chongoene, Bilene, Xai-Xai são os distritos que mais acidentes registaram nos últimos três meses em Gaza.

O Parlamento aprovou, nesta segunda-feira, na generalidade, o Orçamento da Assembleia da República para o ano de 2025. Ao todo, são 5,7 mil milhões de Meticais, dos quais 4,8 são destinados a salários e remunerações.

O Orçamento da Assembleia República deste ano foi aprovado, na generalidade, por todas as quatro bancadas parlamentares. Trata-se de um orçamento que vai garantir a funcionalidade da Casa do Povo para este ano e que vai consumir 5,7 mil milhões de Meticais, segundo deu a conhecer Manuel Ramessane, deputado e membro da Comissão de Finanças.

“É aprovado o Orçamento da Assembleia da República para o ano 2025 no valor global de 5,7 mil milhões de Meticais”, confirmou.

Quanto à distribuição orçamental, de acordo com o aprovado pelos deputados, “Componente de funcionamento no valor de 4,8 mil, linha A, salário e remunerações, 273,7 mil, a linha B, outras despesas com pessoal, 1,3 mil, bens e serviços, 643,6 mil, e componente de investimento, 414,3 mil”, confirmou Manuel Ramessane.

No que diz respeito à autorização de despesas, Ramessane esclareceu que “os limites de autorização de despesas constam nas normas internas de execução orçamental da Assembleia da República”.

Ainda nesta segunda-feira, o Parlamento aprovou o programa de actividades da Assembleia da República.

Para os deputados, a aprovação do orçamento e do plano de actividade vai melhorar a sua actividade parlamentar, garantindo uma melhor monitorização das actividades do Executivo.

Para Dias Letela, deputado da Frelimo, mais do que aprovar o orçamento, “é preciso que se reforce a fiscalização porque muitas das vezes o que vinha acontecendo é que vamos a fiscalização parlamentar, depois da fiscalização não são chamadas as instituições que até determinado ponto se detectou algum problema”.

Para o PODEMOS, o plano que foi aprovado “visa garantir uma logística que possibilite o exercício das actividades pelos deputados a nível dos seus círculos eleitorais e é por isso que praticamente foi uma votação por unanimidade porque entendemos que é necessário, é indispensável para que possamos dar um trabalho de qualidade”, segundo disse Ivandro Massingue.

Já Arnaldo Chalaua, falando em nome da Renamo, disse que o orçamento vai ajudar aos deputados a realizarem condignamente o seu trabalho. “Significa dizer que não é suficiente porque o orçamento sempre é deficitário, mas acredito muito que a fonte primária do financiamento da Assembleia da República é o Estado, são as joias, são as doações com os parceiros internacionais ou parceiros de cooperação, Tudo estará a ser feito no sentido de garantir o papel do deputado em Moçambique, que é de fazer alguma coisa para representar o povo moçambicano”, disse Chalaua. 

Por fim, a deputada e porta-voz do Movimento Democrático de Moçambique, Judite Macuácua, destacou que os dois instrumentos aprovados “são importantes porque o Parlamento não pode funcionar sem nenhum programa e pior ainda, sem nenhum orçamento, então apelamos com que o governo não possa limitar a fiscalização da Assembleia da República”.

Faz parte da agenda do parlamento reduzir o uso do papel na Assembleia da República.  

Oito líderes do MEA foram julgados em Luanda após uma marcha pacífica por melhores condições nas escolas ser reprimida pela polícia. Estudantes e jornalistas também foram detidos.

O Tribunal de Luanda iniciou, nesta segunda-feira, o julgamento sumário de oito dirigentes do Movimento dos Estudantes Angolanos (MEA), detidos no sábado durante uma marcha pacífica contra as más condições das escolas na capital angolana.

A acção policial resultou na detenção de mais de 50 estudantes que participavam na marcha. Entre os detidos estavam também, inicialmente, pelo menos quatro jornalistas, posteriormente libertados ainda no sábado. A maior parte dos estudantes foi libertada no início da noite, mas os principais organizadores continuam sob custódia e estão a ser julgados, segundo confirmou Francisco Teixeira, presidente do MEA.

Entre os detidos encontram-se Joaquim Lutambi, vice-presidente do movimento; Jones Sebastião Damião, secretário provincial de Luanda; Simão Formiga, secretário provincial do Icolo e Bengo; Nsimba Matamba, secretário nacional para o Ensino Primário, além de outros quatro membros da organização. Teixeira conseguiu escapar da detenção.

Até ao momento, não foram divulgadas as acusações formais contra os oito dirigentes.

Impedimento político da marcha

A marcha estudantil foi impedida pelas autoridades 15 dias após o seu anúncio. A comunicação oficial de indeferimento foi entregue apenas um dia antes do protesto, algo que os organizadores consideram um acto político.

“O Governo Provincial não tem competência para indeferir a nossa comunicação. Ele deveria apenas recebê-la e coordenar com a polícia a segurança da actividade. A intervenção foi claramente política, usando os órgãos de repressão para nos agredir”, acusou Francisco Teixeira.

Segundo o MEA, a repressão demonstra uma postura governamental que “envergonha o país”.

Reivindicações dos estudantes

A manifestação visava pressionar o Governo para resolver problemas estruturais nas escolas públicas, como a falta de carteiras, de professores e as deficientes condições de higiene. Outro ponto crítico abordado foi o número alarmante de escolas que ainda funcionam debaixo de árvores em Angola — cerca de 19 mil, segundo dados citados pelo movimento.

“Não estávamos a pedir a queda do governo do MPLA nem a tomar o poder. Queríamos apenas condições dignas para o ensino: carteiras, livros, salas de aula adequadas e mais professores”, explicou o líder do MEA.

O movimento também exigiu a exoneração da ministra da Educação, Luísa Grilo, e do governador de Luanda, Luís Nunes, apontando responsabilidade direta pelas más condições de ensino.

Nos dias 26 e 27 de abril de 2025, a cidade de Maputo foi palco de um dos momentos mais marcantes do calendário desportivo nacional, com a realização do 3.º Campeonato Nacional Regional Sul, organizado pela Federação Moçambicana de Karate (FMK). O evento decorreu no histórico Pavilhão do Estrela Vermelha, local que se encheu de energia, dedicação e espírito marcial, refletindo o crescimento sólido da modalidade no país.

Mais de 75 atletas subiram aos tatamis, representando não só escolas como a EDM, Katembe, Malhazine, Nikki HA, Estrela Vermelha, Clube Ferroviário, Primeiro de Maio e Zanshi, mas também outras escolas e núcleos que, juntos, enriqueceram ainda mais a diversidade e a competitividade do torneio. Desde os escalões de infantis iniciados até aos seniores, entre meninas, raparigas, mulheres, meninos, rapazes e homens, todos demonstraram não apenas a sua técnica, mas também a disciplina e o verdadeiro espírito do karate-do.

Ao longo dos dois dias de intensa competição, os atletas mostraram estar plenamente aptos para competir com atletas das regiões Centro e Norte, exibindo um nível técnico e tático que já alcança padrões internacionais comprovados. A qualidade das apresentações, tanto em Kumite individual e por equipas, como em Kata individual e de equipas, evidenciou o trabalho sério que vem sendo realizado nos dojos, consolidando o karate nacional numa trajetória ascendente.

Para que todos pudessem apreciar plenamente o talento demonstrado, o campeonato contou com a utilização de dois tatamis simultâneos, o que permitiu uma fluidez contínua dos combates e das exibições, mantendo o público envolvido e garantindo uma experiência intensa e ininterrupta a todos os presentes.

Não menos importante foi a atuação da equipa de juízes, que se destacou pelo elevado nível de compromisso, competência técnica e imparcialidade nas suas decisões. A qualidade da arbitragem foi um reflexo direto dos esforços contínuos da FMK, em particular através do trabalho da Comissão Nacional de Arbitragem de Karate (CNAK), no que diz respeito à formação, capacitação e atualização dos seus quadros técnicos. Este investimento estratégico na excelência dos árbitros tem permitido elevar, de forma inequívoca, o nível das competições organizadas sob a égide da FMK, fortalecendo a credibilidade e a justiça desportiva em cada evento.

Durante o campeonato, foram ainda atribuídos prémios de reconhecimento aos atletas que, pela sua entrega, desempenho e postura ética, se distinguiram ao longo da prova. Destaque especial para a atribuição dos troféus de Melhor Atleta do Campeonato, Atleta Revelação e Prémio Fair Play, este último sublinhando a essência do karate, onde o respeito pelo adversário e a preservação da integridade física estão acima de qualquer resultado.

A realização deste campeonato não só confirmou a força do karate na região Sul, mas também reforçou a confiança de que Moçambique está cada vez mais preparado para se afirmar no panorama internacional da modalidade. A FMK agradece a todos os atletas, treinadores, árbitros, escolas, pais, parceiros e autoridades presentes, reafirmando o seu compromisso em continuar a construir um karate forte, inclusivo e de excelência.

Moçambique e os seis países de língua portuguesa querem alinhar estratégias do futuro e retomar os jogos da lusofonia a partir de 2026, segundo deliberação saída do encontro dos presidentes dos Comités Olímpicos nacionais, realizada recentemente em Cabo Verde

Cabo Verde acolheu, entre os dias 24 e 25 de Abril corrente, o 4º Congresso Olímpico da Lusofonia, que tinha como objectivo reforçar os laços de cooperação, promover o desenvolvimento desportivo e alinhar acções estratégicas para o futuro da organização.

Os países lusófonos querem reforçar a união e retomar jogos da lusofonia em 2026, disse a presidente da Associação dos Comités Olímpicos de Língua Oficial Portuguesa (ACOLOP), Filomena Fortes.

“Nós queremos reactivar os jogos da lusofonia (…) no próximo ano. Nós queremos fortalecer a cooperação e criar sinergias positivas entre todos os membros da ACOLOP”, defendeu Filomena Fortes.

Na abertura do IV Congresso Olímpico da Lusofonia, que decorreu até Sexta-feira, na cidade da Praia, Cabo Verde, Filomena Fortes, referiu que o encontro pretende unir os membros da ACOLOP em torno de metas comuns, com base na agenda olímpica 2020+5.

“Queremos melhorar infraestruturas e condições de base em todos os países e implementar programas em consórcios internacionais com acesso a financiamento”, afirmou a dirigente.

De acordo com a Lusa, esta competição foi realizada pela última vez em 2014, em Goa, Índia. Antes disso, houve edições em Lisboa (2009) e Macau (2006).

O ministro da Juventude e Desporto de Cabo Verde, Carlos Monteiro, que presidiu à abertura, defendeu a criação de mais competições entre os países lusófonos, sobretudo para os jovens.

“Quanto mais oportunidades de competição dermos aos nossos jovens, melhor. Cabo Verde tem estado na linha da frente nesta matéria e vai levar este tema à conferência de ministros do Desporto da CPLP [Comunidade dos Países de Língua Portuguesa], em Junho, em Timor-Leste”, referiu.

Moçambique esteve presente no 4.º Congresso Olímpico da Lusofonia, que teve lugar em Cabo Verde e organizado pela Associação de Comités Olímpicos de Língua Oficial Portuguesa (ACOLOP).

O país esteve representado no evento ao mais alto nível pelo presidente do Comité Olímpico de Moçambique (COM), Aníbal Manave, e pelo seu vice-presidente, Francisco Mabjaia.

O congresso, inserido na Agenda Olímpica 2020+5 do Comité Olímpico Internacional (COI), tinha também o objectivo de reforçar os laços de cooperação, promover o desenvolvimento desportivo e alinhar acções estratégicas para o futuro da organização.

Participaram no evento delegados dos Comités Olímpicos membros da ACOLOP e de organizações parceiras.

O 4º Congresso realizou-se de 24 a 25 de Abril corrente.

O Ministério da Saúde do Uganda anunciou o fim do surto do ébola, após 42 dias sem nenhum caso da doença.

“Durante este surto, foram notificados 14 casos, 12 confirmados e dois não confirmados por testes laboratoriais (prováveis)”, informou a Organização Mundial de Saúde, num comunicado citado pela Africanews.

No total, ocorreram “quatro mortes, duas confirmadas e duas prováveis. Dez pessoas se recuperaram da infecção”, acrescenta o documento.

Segunda a mesma fonte, o surto foi confirmado na capital de Uganda, Kampala, após a morte de um enfermeiro.

A doença atribuída à cepa Sudan não tem vacina licenciada para essa variante, mas as autoridades locais autorizaram um ensaio clínico para uma vacina em desenvolvimento, que será administrada a profissionais de saúde e contactos de casos.

Foi a nona vez que Uganda detectou casos de ébola. 

A maioria dos surtos foi rapidamente controlada.

A epidemia matou mais de 11 300 pessoas na África Ocidental entre 2013 e 2016, pode ler-se na publicação.

Alguns cidadãos que vivem em Cabo Delgado pedem ao Governo a reintrodução de escoltas para a zona norte da província, devido ao clima de insegurança provocado pelo grupo armado.

“A situação de segurança nas estradas para o norte da província está complicada e exige uma escolta das Forças de Defesa e Segurança”, reclamou Nuro Amade, um residente do distrito de Mocímboa da Praia.

Segundo os cidadãos que fazem viagens frequentes para o norte de Cabo Delgado, o grupo armado continua com emboscadas ao longo da EN380.

“Nós continuamos a viajar apenas por falta de alternativas de sobrevivência, e algumas pessoas não chegam ao destino porque são capturadas pelo grupo armado”, descreveu Saide Juma, um motorista de camiões que faz viagens frequentes de camião para reabastecer a zona norte de Cabo Delgado.

As autoridades do governo não se mostraram disponíveis para responder ao pedido de reintrodução de escoltas, apesar de várias tentativas feitas pela nossa equipa de reportagem.

As escoltas foram introduzidas em 2021, após a reabertura EN380, que ficou fechada por quase um ano, devido à ocupação da vila de Mocímboa da Praia, e foi interrompida em meados do ano passado, pouco depois de as Forças Armadas do Ruanda terem instalado um quartel no distrito de Macomia.

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