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A 61.ª edição da Feira Agro-Comercial e Industrial de Moçambique (FACIM), que encerra já este domingo, tem na exposição da pecuária um dos seus pontos de maior destaque. O certame serviu de palco para o anúncio, por parte do Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, da importação de 800 touros com o objectivo de melhorar a raça de gado bovino no país.

O certame, que decorre desde segunda-feira, permitiu aos criadores exibir exemplares de genética melhorada, animais de crescimento precoce e elevada qualidade de carne. Este esforço colectivo tem como meta estratégica reduzir a dependência das importações e fortalecer a soberania alimentar. 

O Governo reiterou, na ocasião, que acompanha de perto o movimento, garantindo que esta iniciativa será acompanhada pela transferência de tecnologia e pela implementação de boas práticas junto dos produtores.

Para os pecuaristas, que aproveitaram o leilão realizado no sábado para transaccionar os seus melhores animais, começa a consolidar-se uma mudança de paradigma. A consciência de criar gado de corte, vocacionado para o mercado, ganha terreno face ao modelo tradicional de acumulação de cabeças de gado por longos períodos. 

O apelo aos investidores nacionais é claro: existe um vasto mercado por explorar, uma vez que a oferta interna se revela ainda deficitária face às necessidades de consumo.

A modernização estende-se, igualmente, a outros sectores. Além dos bovinos, a feira exibiu aves de elevada produtividade, demonstrando que a procura pela qualidade se alastra a toda a produção pecuária. 

Moçambique enfrenta agora o desafio de fazer crescer os efectivos exponencialmente, aproveitando as oportunidades de negócio que a FACIM, uma vez mais, evidenciou como motores para o desenvolvimento económico do país. 

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A União Europeia (UE) reafirmou o seu compromisso com Moçambique no apoio à assistência humanitária e no combate ao terrorismo em Cabo Delgado, durante uma série de encontros mantidos esta semana, em Bruxelas, pela ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria Manuela dos Santos Lucas.

Durante o terceiro dia da sua visita oficial à sede da UE, a ministra reuniu-se com a Comissária Europeia para a Preparação e Gestão de Crises, Hadja Lahbib, que assegurou a continuidade do apoio europeu às vítimas dos desastres naturais e das ações terroristas no norte do país.

No mesmo dia, Maria Manuela dos Santos Lucas teve um encontro com o Comité Político e de Segurança da UE, com quem abordou o reforço do apoio europeu no combate ao extremismo violento em Cabo Delgado, assim como os progressos no processo de estabilização política, incluindo o Compromisso Político para o Diálogo Nacional Inclusivo.

Ainda em Bruxelas, a ministra reuniu-se com Laura Ballarine Cereza, chefe da Missão de Observação Eleitoral da UE para as eleições gerais de 2024 em Moçambique. O encontro serviu para destacar o empenho do Presidente da República na reconciliação nacional e nas reformas da legislação eleitoral em curso.

O último dia da visita, 30 de abril, incluirá encontros com o Comissário europeu para as Parcerias Internacionais, Jozef Sikela, a eurodeputada Hilde Vautmans, presidente da Delegação do Parlamento à Assembleia Parlamentar África-UE, e o Secretário-geral da Organização dos Estados de África, Caraíbas e Pacífico (OEACP).

A visita da Ministra Lucas a Bruxelas teve início no dia 28 de abril e incluiu também reuniões de alto nível com a Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Kaja Kallas, o Vice-Presidente do Parlamento Europeu, Younous Omarjee, e a Conselheira para a Política Externa, Anna-Maria Boura.

As conversações centraram-se na avaliação da cooperação bilateral entre Moçambique e a UE, o papel europeu na estabilização regional, o processo do Diálogo Político Nacional e os esforços internacionais pela paz na Ucrânia.

Cerca de duzentos trabalhadores da Simbi Mining Services, uma empresa subcontratada pela mineradora Vulcan em Moatize, estão em greve desde esta segunda-feira por conta da falta do pagamento de  salários há três meses. Os grevistas ameaçam permanecer no recinto onde funcionam os escritórios da empresa até o pagamento de seus vencimentos.

Ao todo, são cento e sessenta e oito colaboradores da empresa Simbi Mining Services que decidiram pela segunda vez, paralisar as actividades e amotinarem-se no recinto onde funciona a direcção da empresa por causa do não pagamento de salários de há três meses.

À nossa equipa de reportagem contaram tratar-se de salários dos meses de Fevereiro, Março e Abril deste ano e explicam que a empresa se comprometeu em fazer os pagamentos no mês passado, mas tal facto não aconteceu, e agora exigem explicações.

Os trabalhadores alegam que a greve só irá acabar quando a empresa pagar a dívida, caso contrário, ameaçam acampar no recinto da mesma até o desfecho e denunciam maus tratos protagonizados pelos gestores da empresa.

Uma equipa da inspecção geral de trabalho, juntamente com a polícia, estiveram no terreno para intermediar a situação e conter os ânimos dos grevistas, mas a presença das autoridades não intimidou os funcionários.

No entanto, a empresa comprometeu-se em fazer os pagamentos em atraso a partir do dia 15 de Maio deste ano, mas refere que as transacções bancárias serão feitas em duas fases.

Neste momento, a Simbi Mining Services não está a operar e encontra-se paralisada há cerca de dois meses. Segundo uma fonte ligada à firma, fez saber que a mesma não vai encerrar as portas, mas aguarda pela aquisição de novos equipamentos.

O Jornalista da CNN  José Gabriel Quaresma diz que o apagão de eletricidade que Portugal  enfrentou nesta segunda-feira, revela que o País é vulnerável apesar de possuir uma vasta rede de energias renováveis. A rede elétrica já foi restabelecida mas até aqui, ainda não são conhecidas as causas da restrição, o que leva a várias críticas ao governo português. 

Portugal importa da Espanha 30% da eletricidade que necessita para iluminar o país. Esta segunda-feira, o país enfrentou um pagão que paralisou as actividades em quase todos os sectores, o que levanta duras críticas ao governo poertgues, dado que as autoridades espanholas já tinham alertado sobre a possível restrição, mas nada se fez para evitar um impacto maior. 

O jornalista portugues José Gabriel Quaresma aponta que “a Repsol, marca entidade espanhola de combustíveis, já tinha alertado há cinco dias sobre a paragem inesperada do fornecimento de energia. O certo é que hoje, terça-feira, o país acordou normal, com um comunicado do governo português, com poucos pontos, muito claro, basicamente dizia-se que as escolas poderiam abrir, os serviços estão a funcionar, os de saúde, os serviços de transporte, as forças de segurança, o país está de novo com a energia elétrica, o país hoje de manhã voltou à normalidade.”

Para o jornalista portugues, José Quaresma, o apagão revela que o país é frágil em vários aspectos, apesar de possuir alternativas de energias renováveis. 

“Este é um ensinamento para que se perceba que Portugal, um país cheio de paineis solares fotovoltaicos, sobretudo no Oriente Este, naquela planície, um país onde vemos aquelas ventoinhas gigantescas de energia renovável, num país que apostou na energia renovável, Portugal, vemos de repente que quando acaba a energia tradicional é o caos total, o que vem revelar que somos um país extremamente permeável, não só neste aspecto, noutros também, mas vem revelar as nossas fragilidades” disse. 

Apesar do problema ter sido resolvido, inquieta José Quaresma, o silêncio do governo para explicar o que realmente levou  Portugal a ficar às escuras. 

“A rede em Espanha colapsou, fazendo o colapso também em Portugal, e não só como eu disse. Mas não deixa de ser estranho para leigos como eu, tentar de facto perceber o que é que aqui se passou. O mais importante de tudo é que hoje, terça-feira, voltamos à normalidade, esperemos que sem mais nenhum apagão” finalizou. 

Refira-se que em 2021, Portugal deixou de produzir eletricidade a partir da queima de carvão, devido a compromissos ambientais e climáticos, passando a apostar mais em energias renováveis. 

No passado dia 25, o Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Portugal, Nuno Sampaio, acompanhado pelo Embaixador de Portugal em Moçambique, António Costa Moura, pela Presidente do Camões, I.P., Florbela Paraíba, e outros membros da Delegação da Cooperação Portuguesa, visitaram o projecto Música para Todos.

De acordo com um comunicado de imprensa, a visita teve lugar nas novas instalações da Fundação MusiArte – Conservatório de Música e Arte Dramática, uma das instituições implementadoras do projecto em Maputo.

Com dimensão internacional, o projecto Música para Todos é desenvolvido por um consórcio de cinco parceiros em Portugal, Angola e Moçambique (nas províncias de Maputo e Cabo Delgado).

No evento cujas palavras de boas-vindas foram dadas pela Directora da Fundação MusiArte – Conservatório de Música e Arte dramática, Stella Mendonça, o gestor do projecto, em Maputo, Adélio Naiene, apresentou os principais resultados e impactos alcançados.

Durante a sessão, dois momentos culturais foram proporcionados, incluindo uma breve actuação da Eco’Band, composta por jovens beneficiários do projecto.

Com efeito, foi destacado que Música Para Todos tem gerado um impacto social significativo, promovendo a inclusão de crianças e jovens em situação de vulnerabilidade, através da música, oferecendo-lhes formação artística de qualidade, fortalecendo competências pessoais, auto-estima e cidadania activa.

Através da prática musical colectiva, o projecto contribui também para a construção de comunidades mais coesas, resilientes e comprometidas com os valores da cultura de paz.

O Secretário de Estado, Nuno Sampaio, expressou a sua satisfação com o impacto positivo do projecto na vida dos beneficiários e elogiou os resultados obtidos. Reforçou ainda a importância da continuidade da iniciativa, incentivando o fortalecimento da cooperação cultural entre Portugal e Moçambique.

Música Para Todos, acção inserida no PROCULTURA, é financiada pela União Europeia em Moçambique, gerida pelo Camões,I.P, incluindo as embaixadas da Embassy of Ireland Mozambique e da Suíça.

A Fundação Moreira Chonguiça, em parceria com o Hospital Central de Maputo, vai celebrar, às 10 horas desta quarta-feira, o Dia Internacional do Jazz.

“O patrono da Fundação Moreira Chonguiça, Moreira Chonguiça, que foi o primeiro músico moçambicano a participar no All-Star lineup para o International Jazz Day Global Concert (concerto global do Dia Internacional do Jazz), realizado em 2024, em Tangier, Morrocos, vai efectuar uma visita ao Serviço de Oncologia (doentes com cancro) do HCM seguida da realização de um concerto no Anfiteatro do Departamento de Ortopedia, do mesmo hospital”, adianta o comunicado de imprensa.

A celebração do Dia Internacional do Jazz no Serviço de Oncologia, do Hospital Central de Maputo, segue uma tradição criada pelo etnomusicólogo e activista social, Moreira Chonguiça, desde 2019.

O evento a decorrer no HCM contará com a presença da Direcção do Hospital Central Central de Maputo, Representante da UNESCO em Moçambique, Corpo Diplomático, parceiros de cooperação, convidados, entre outros.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) designou oficialmente o dia 30 de Abril como Dia Internacional do Jazz, a fim de destacar o jazz e seu papel diplomático de unir as pessoas em todos os cantos do globo.

O International Jazz Day é presidido e liderado por Irina Bokova, antiga Directora Geral da UNESCO, e pelo lendário pianista e compositor de jazz Herbie Hancock, que é Embaixador da UNESCO para o Diálogo Intercultural e Presidente do Herbie Hancock Institute of Jazz.

Moreira Chonguiça é parceiro da UNESCO, desde 2016, para a concepção e produção das celebrações do Dia Internacional do Jazz em Moçambique a 30 de Abril; e também é parceiro do Herbie Hancock Institute of Jazz em New York, Estados Unidos da América, no âmbito das celebrações do Dia Internacional do Jazz.

A Amnistia Internacional publicou o seu relatório anual sobre a situação dos direitos humanos no mundo, com base na análise de cerca de 150 países. O documento destaca alterações no funcionamento do sistema internacional de protecção dos direitos humanos, incluindo convenções, o direito internacional humanitário e os tribunais internacionais.

Segundo a organização, esse sistema foi estabelecido após a Segunda Guerra Mundial, com o objectivo de garantir direitos universais. No prefácio do relatório, a secretária-geral da Amnistia Internacional, Agnès Callamard, afirma que esse modelo enfrenta actualmente desafios significativos, referindo-se ao contexto como uma “ruptura epocal”.

O relatório descreve uma série de desenvolvimentos recentes em diferentes regiões que, de acordo com a Amnistia Internacional, têm impacto na forma como os direitos humanos são reconhecidos e protegidos a nível internacional.

Uma briga entre trabalhadores domésticos terminou em tragédia em Chimoio. Um empregado é acusado de assassinar sua colega, por esta tê-lo denunciado por roubo constantes.

O caso deu-se numa residência localizada no Bairro Heróis Moçambicanos, em Chimoio. A vítima, que era empregada doméstica, vendo roubos constantes do seu colega decidiu denunciá-lo à patroa, que imediatamente despediu o “empregado-ladrão”.

No dia seguinte, o empregado regressou a casa, na ausência da patroa, e desferiu golpes fatais a colega, o que culminou com a morte da jovem mulher. 

A Polícia e SERNIC, este último que removeu o corpo da vítima, revelaram estar a busca de mais informações, e, por isso, poderão reagir em relação ao caso oportunamente.

Está detido farmacêutico, afecto ao Centro de Saúde de Manhaua, em Quelimane, na província de Zambézia, por desvio de fármacos,  do sistema nacional de saúde, de forma continuada. O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) chegou ao indiciado através de um comprador, que estava na posse de quatro carteiras de amoxicilina, sem prescrição médica. 

O facto ocorreu no dia 26 deste mês, no bairro Manhaua, arredores da cidade de Quelimane, quando, depois de interpelado, um comprador singular de fármacos, indicou aos agentes a fonte de aquisição. Depois de insistência, o acusado mostrou os fármacos aos agentes da Polícia, e foi, posteriormente, levado às celas. O indiciado que é farmacêutico no centro de saúde de Manhaua é confesso. 

O SERNIC diz que está a envidar esforços para desmantelar aqueles que, sendo ou não funcionários de saúde, retiram fármacos do sistema nacional e comercializam, lesando o Estado.

Este é o segundo caso de desvio de fármacos registado na Zambézia, só  neste ano.

O Conclave para a escolha do novo Papa foi marcado para o dia 7 de Maio. A decisão foi anunciada, na noite desta segunda-feira, pelo Vaticano, após uma reunião entre cardeais, que decorreu a portas fechadas.

A escolha do novo Papa poderá ser feita por 135 cardeais, todos com menos de 80 anos de idade, pertencentes a 71 países. 

Sete de Maio foi a data escolhida durante a quinta reunião, após o falecimento do Papa Francisco, para escolher o novo líder da Igreja Católica.  

Depois de anunciar a data nesta segunda-feira, o Vaticano informou que os cardeais decidiram pelo fechamento da capela Sistina, lugar que vai acolher o conclave, para o início dos preparativos da votação. 

Segundo o Vaticano, a cerimónia será antecedida de uma celebração eucarística solene, com a presença dos cardeais eleitores. No período da tarde, eles seguirão em procissão solene até a Capela Sistina.

Ao final da procissão, cada cardeal eleitor prestará juramento, onde se comprometem a cumprir fielmente o Ministério, caso sejam eleitos e a manter sigilo absoluto sobre tudo relacionado ao pleito.

Segundo normas da Igreja Católica,  para validar a eleição de um novo Papa são necessários votos de uma maioria de dois terços dos cardeais eleitores presentes. Se o número total não for divisível por três, será necessário um voto adicional.

Após a contagem dos votos, todas as cédulas são queimadas. Se a votação for inconclusiva, uma chaminé posicionada sobre a Capela Sistina emite fumaça preta. Se um novo papa for eleito, fumaça branca sairá da chaminé.

O conclave terá início após nove dias de luto, pelo falecimento do Papa Francisco, seguindo assim, as normas da Igreja Católica. 

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