Adélia Macucule defende soluções adaptadas às mudanças climáticas para reforçar a produção de alimentos e desafia jovens a transformarem a agricultura numa fonte sustentável de rendimento.
A Primeira Secretária do Comité Provincial da Frelimo em Inhambane, Adélia Macucule, defendeu esta quarta-feira, no distrito de Funhalouro, uma mudança de paradigma na produção agrícola, sustentando que o combate à insegurança alimentar passa pela adopção de soluções inteligentes, resilientes e ajustadas às novas condições climáticas que afectam a província.
A dirigente falava durante o encontro que marcou o arranque da sua visita de trabalho ao distrito, uma das zonas mais vulneráveis aos efeitos das secas cíclicas e da irregularidade das chuvas, fenómenos que, nos últimos anos, têm condicionado a produção agrícola e agravado a vulnerabilidade de milhares de famílias.
Perante dirigentes locais do partido e membros do Governo distrital, Adélia Macucule defendeu que a agricultura em Funhalouro deve evoluir para um modelo mais adaptado às características agroecológicas do território, privilegiando culturas compatíveis com o tipo de solo, a disponibilidade de água e o comportamento climático da região.
Na sua intervenção, considerou que a produção de alimentos deve deixar de depender exclusivamente dos modelos tradicionais de cultivo e passar a incorporar práticas agrícolas mais resilientes, capazes de garantir colheitas mesmo em períodos marcados pela escassez de precipitação.
Para a dirigente, a resposta aos desafios impostos pelas mudanças climáticas exige inovação, capacidade de adaptação e um maior aproveitamento das potencialidades locais, transformando a agricultura numa actividade economicamente sustentável e suficientemente robusta para assegurar o sustento das famílias.
Um dos eixos centrais da mensagem de Adélia Macucule foi dirigido à juventude. A Primeira Secretária apelou aos jovens para que encarem a agricultura como uma oportunidade de criação de emprego e geração de rendimento, defendendo o aproveitamento sustentável dos recursos naturais disponíveis no distrito.
Segundo afirmou, o auto-emprego continua a representar uma das respostas mais eficazes para reduzir o desemprego juvenil, sobretudo em distritos predominantemente rurais como Funhalouro, onde a terra permanece como um dos principais activos económicos.
A dirigente incentivou igualmente os jovens a desenvolverem iniciativas inovadoras ligadas ao sector agrário, apostando na diversificação da produção, na adopção de tecnologias apropriadas e na valorização das cadeias de valor agrícolas, como forma de aumentar o rendimento das famílias e dinamizar a economia local.
A visita de trabalho enquadra-se na estratégia da Frelimo de reforçar o acompanhamento político e social das comunidades, através do contacto directo com a população e as estruturas locais do partido.
Durante a sua permanência em Funhalouro, Adélia Macucule deverá manter encontros de auscultação com diferentes grupos sociais, líderes comunitários e outras personalidades influentes do distrito, com o objectivo de recolher preocupações, identificar os principais desafios enfrentados pelas comunidades e acompanhar a implementação das políticas públicas ao nível local.
Espera-se que os encontros permitam recolher contribuições para o reforço das estratégias de desenvolvimento do distrito, com particular incidência sobre a produção agrícola, a segurança alimentar, a criação de oportunidades para a juventude e a adaptação das comunidades aos efeitos cada vez mais severos das mudanças climáticas.
A aposta numa agricultura resiliente surge numa altura em que Funhalouro continua a enfrentar desafios estruturais relacionados com a variabilidade climática, tornando cada vez mais necessária a adopção de práticas agrícolas capazes de garantir produção sustentável e maior resistência aos períodos de seca que afectam regularmente aquela região do interior da província de Inhambane.
No próximo dia 3 de Abril, às 17h30, no Camões – Centro Cultural Português em Maputo, a Gala-Gala Edições vai lançar “Poemas de Revisitação do Corpo Seguido de Apoteose do Nada”, de Sangare Okapi
O poeta Sangare Okapi entregou-se à produção literária há 20 anos. Para celebrar a determinação e delicadeza do autor, a Gala-Gala Edições vai lançar o livro “Poemas de Revisitação do Corpo Seguido de Apoteose do Nada”, que reúne os dois primeiros livros do autor, em ordem de escrita.
A edição literária da Gala Gala, segundo uma nota de imprensa, oferece aos leitores a oportunidade de revisitar os primeiros passos de um poeta que, desde cedo, demonstrou uma capacidade ímpar de executar a poesia por meio de uma linguagem singular e primorosa. Pode-se ler no documento: “O texto do Sangare Okapi é uma imersão nas raízes da poesis, onde o corpo e o vazio se cruzam num baile que nos confronta com a nossa própria fragilidade e transcendência. Esta obra revela-nos um Sangare iniciante e avant-gardian, um enfant terrible que, desde o início, se destacou pela ousadia e originalidade, explorando temas como o corpo, a identidade, a memória e a morte com uma acuidade que nos deixa sem fôlego”, afirma o editor da editora, Pedro Pereira Lopes.
O livro de Sangare Okapi integra a colecção “Biblioteca de Poesia Rui de Noronha”, e será apresentado ao público numa cerimónia que contará com a participação dos professores universitários e ensaístas Sara Jona Laisse e Lucílio Manjate, que vão partilhar as suas reflexões sobre a obra e a importância de Sangare Okapi para a literatura moçambicana.
Sangare Okapi nasceu em Maputo, em 1977. É bacharel em Ensino de Português e professor. Publicou os livros de poesia “Inventário de Angústias ou Apoteose do Nada” (2005), “Mesmos Barcos ou Poemas de Revisitação do Corpo” (2007), livros para a mente e o coração “Mafonematográfico Também Círculo Abstracto” (2011), “Os Poros da Concha” (2018) e “Fleuma” (e-book, 2024). É co-autor dos livros “Era uma vez…” (2009) e “Antologia
Inédita — Outras vozes de Moçambique Maputo” (2014). Está representado na revista brasileira “Poesia Sempre” (2007). Co-produziu e encenou a peça “Pereto de Onti”, distinguida com mérito no Festival Regional de Teatro Amador Zona Sul, organizado pela Casa da Cultura do Alto-Maé (1996). Foi distinguido com o Prémio Revelação FUNDAC Rui de Noronha (2002) e o Prémio Revelação de Poesia AEMO/ICA (2004).
Em 2008, foi Menção Honrosa no Prémio José Craveirinha de Literatura.
O Presidente da República, Daniel Chapo, dirigiu uma mensagem de incentivo à selecção nacional de futebol, os Mambas, e ao povo moçambicano, antes do jogo desta noite, contra a Argélia. Daniel Chapo apelou ainda ao apoio incondicional dos moçambicanos à equipa nacional.
“Queria desejar à nossa selecção nacional, os Mambas, que joga hoje em Argel, capital da Argélia (…) um bom trabalho à equipa técnica, à nossa Federação Moçambicana de Futebol, aos jogadores da Selecção Nacional e também a todo o povo moçambicano, do Rovuma ao Maputo”, afirmou o Chefe do Estado.
O Presidente da República reiterou a importância do apoio dos moçambicanos, destacando o papel dos adeptos como o “12.º jogador” da selecção. “Somos adeptos da nossa selecção, não podemos deixar de ser, para que possamos puxar pela nossa selecção como 12.º jogador durante o jogo de hoje”, frisou.
Chapo disse estar confiante na selecção e reafirmou o compromisso do Governo em apoiar o futebol moçambicano. “Queria desejar um bom trabalho, boa sorte à nossa selecção nacional, os ‘Mambas’, que continuem a nos apresentar vitórias. Nós vamos continuar a apoiar a nossa selecção nacional de forma incondicional”, garantiu.
A selecção moçambicana procura manter a boa forma e somar pontos cruciais na classificação do Grupo G.
A partida será realizada no Estádio Hocine Ait Ahmed, em Argel.
Se vencerem em Argel, os Mambas isolam-se na primeira posição da tabela classificativa, rumo ao Mundial 2026, distanciando-se dos argelinos por três pontos.
Fabuloso. Impecável. Espectacular. Assim foi a prestação do piloto moçambicano Rodrigo Dias Almeida na abertura da temporada 2025 da Porsche Carrera Cup Asia. No circuito internacional de Xangai, na China, Rodrigo Almeida conseguiu um lugar de pódio (segundo lugar) na segunda corrida da competição que envolve os mais talentosos pilotos do planeta.
Em acção, representando a “Team Jebsen”, Almeida ficou na segunda posição atrás de Dylan Pereira, piloto do Luxemburgo que representa a Team Shangai Yonda BWT.
Seguiu-se, em terceiro lugar, Brock Gilchrist da Nova Zelândia que compete pela “Team Porshe New Zeland”.
Na primeira corrida, realizada no dia 22 de Março, Rodrigo Almeida conseguiu arrecadar 12 pontos.
Em função das duas corridas realizadas fim-de-semana, Rodrigo Almeida ocupa o terceiro lugar com um total de 32 pontos, sendo que Dylan Pereira lidera com 42.
Brock Gilchrist aparece na segunda posição com 37 pontos. A Porsche Carrera Cup Asia retorna à acção no mês que vem, visitando um circuito totalmente novo para a série no Mobility Resort Motegi de 18 a 20 de Abril. Depois, será a vez de Sepang, na Malásia, testemunhar as fortes emoções deste evento entre os dias 6, 7 e 8 de Junho.
A ronda 8 e 9 realizar-se-á no dia 5 de Julho, em Bangsaen, na Tailândia. Nos dias 23, 24 e 25 de Agosto, Mandalika, na Indonésia, irá testemunhar as grandes emoções do prestigiado certame.
A prova fecha entre os dias 4 e 5 de Outubro, em Marina Bay, Singapura, com a realização das rondas 13 e 14.
A Porsche Carrera Cup Asia deu início à nova campanha de apoio do Grande Prémio da China pelo segundo ano consecutivo em Xangai neste fim de semana, sendo que 24 pilotos competiram em quatro classes diferentes.
Com enorme talento, o piloto moçambicano já conquistou dois pódios no Campeonato Português de GT em 2021 ao comando de um Porsche 911 .
O Governo norte-americano, liderado por Donald Trump, pediu, hoje, ao Supremo Tribunal, que suspendesse a decisão que determina a readmissão de milhares de funcionários federais, dispensados em despedimentos em massa, com o objetivo de reduzir drasticamente a despesa. O recurso de emergência defende que o juiz não pode obrigar o poder executivo a recontratar mais de 16 mil funcionários em período probatório.
O juiz da Califórnia concluiu que as demissões não seguiram a lei federal, e ordenou que as ofertas de reintegração fossem enviadas enquanto o processo se desenrola.
O apelo pede ainda que a mais alta instância judicial nos Estados Unidos, de maioria conservadora, controle o número crescente de juízes federais que têm vindo a atrasar a agenda abrangente do presidente Donald Trump.
“Só este Tribunal pode pôr fim à usurpação de poder entre os ramos”, pode ler-se no recurso, citado pela agência Associated Press (AP).
O sistema judicial federal do país tornou-se o ponto zero da resistência a Trump, com o Congresso liderado pelos republicanos a apoiar ou amplamente silenciado. Os juízes decidiram contra a administração Trump mais de três dezenas de vezes, depois de terem encontrado violações da lei federal.
As decisões abrangem desde mudanças na cidadania por direito de nascença até despesas federais e direitos transgénero.
O juiz distrital dos EUA, William Alsup, em São Francisco, decidiu que os despedimentos foram indevidamente orientados pelo Gabinete de Gestão de Pessoal e pelo seu diretor interino.
A decisão do juiz surgiu após uma ação judicial interposta por uma coligação de sindicatos e organizações sem fins lucrativos que argumentaram que seriam afetados pela redução de mão-de-obra.
Alsup, que foi nomeado pelo presidente democrata Bill Clinton, expressou frustração com o que chamou de tentativa do governo de contornar as leis e regulamentos, despedindo trabalhadores em período probatório com menos proteções legais.
O advogado Norm Eisen, um dos advogados que representa os queixosos, prometeu defender a decisão do juiz. “A nossa coligação continua empenhada em garantir que a justiça prevaleça para todos os trabalhadores em período probatório afetados”.
O governo federal, por outro lado, disse que a ordem abrangente que exige que os funcionários sejam recontratados vai além da autoridade legal do juiz.
O Presidente da República, Daniel Chapo, endereçou condolências às famílias das vítimas do acidente, que resultou na morte de 20 pessoas e deixou outras seis feridas, ocorrido na tarde de segunda-feira, em Gondola. Chapo desejou ainda rápidas melhoras aos feridos.
Através de um comunicado, o Chefe do Estado lamentou o acidente que ceifou 20 vidas humanas e deixou seis pessoas feridas. Daniel Chapo disse que é “com profunda dor e consternação”, que recebeu a notícia do trágico acidente de viação, no posto administrativo de Cafumpe, distrito de Gondola, província de Manica.
“O Chefe do Estado endereça, em seu nome, do Governo e em nome do povo moçambicano, as mais sentidas condolências às famílias enlutadas, e deseja igualmente rápidas melhoras aos cidadãos feridos neste incidente”, lê-se no comunicado do Presidente da República.
Chapo apela a todos os automobilistas e demais utentes das vias públicas “a observarem com rigor as normas de segurança rodoviária de modo a preservar a vida humana, um bem precioso e insubstituível”, disse o presidente, acrescentando que é de todos a responsabilidade de preservar a vida, através de uma condução prudente, responsável e respeitadora das regras de trânsito.
A selecção nacional defronta a Argélia esta terça-feira, a partir das 23 horas de Moçambique, em partida da sexta jornada da fase de qualificação ao Mundial-2026. É o arranque da segunda volta da competição, com os Mambas à busca de um resultado que garanta a liderança isolada e, consequentemente, o consolidar de um sonho do Mundial, que Chiquinho Conde incute nos jogadores e em todos moçambicanos.
Naquele que será o quinto jogo entre as duas selecções na história, os Mambas procuram, diante da Argélia, a segunda vitória, depois de ter vencido no longínquo ano 1996, num amigável de preparação para o CAN do mesmo ano, que teve lugar na África do Sul.
É um jogo de extrema importância para os dois conjuntos, sabendo que uma vitória, para além de significar liderança isolada, é um passo gigantesco na luta pelo apuramento à fase final do Campeonato do Mundo.
Na primeira volta desta fase de qualificação, em Maputo, a Argélia venceu por duas bolas sem resposta e desta vez os Mambas querem dar o troco, também vencendo em terreno alheio.
Foi, do resto, a única derrota sofrida pelos Mambas nesta caminhada, onde despontam selecções derrotadas pelo combinado nacional, nomeadamente Somália, Guiné Conacri, Botswana e Uganda, esta última derrotada no último jogo.
Os Mambas defrontaram Argélia pela primeira vez em 1986, num amigável que serviu de preparação para o CAN do mesmo ano, no Egipto, e foram goleados por 4-1, antes de vencerem o único jogo diante do argelinos, em 1996.
Os dois últimos jogos entre ambos foram vencidos pela Argélia, nomeadamente por 0-1 nos quartos-de-final da fase final do CHAN-2023, e depois em Novembro de 2023, em Maputo, por 0-2, na segunda jornada desta fase de qualificação ao Mundial.
Mas os bons resultados, os últimos, principalmente, em que venceram a Guiné, em Conacri, por uma bola sem resposta, a Somália, em casa, por 2-1, e recentemente a Uganda, em espaço neutro, por 3-1, juntando-se à qualificação para o CAN desta ano no Marrocos, dão confiança nos jogadores que é possível continuar a trilhar bons resultados fora de portas.
Mas há mais factores que podem ajudar os Mambas neste jogo: é que a selecção nacional chegou mais cedo a Argel em relação a Argélia, para preparar o embate desta terça-feira. Os Mambas chegaram no sábado, depois do jogo da quinta-feira, enquanto a Argélia só aterrou no domingo, ido do Botswana.
Mambas descartam reconhecimento do campo
O combinado nacional está em Argel desde sábado e já efectuou três unidades de treinos com todos jogadores disponíveis para o embate diante da Argélia. Esta segunda-feira devia ter realizado o treino de adaptação ao Estádio Hocine Ait Ahmed, em Tizi Ouzou, mas devido à distância entre as cidades optou por declinar esse reconhecimento.
Assim, a selecção vai viajar na manhã desta terça-feira de Argel para Tizi, numa distância de pouco mais de 120 quilómetros, onde deverá almoçar, descansar e esperar pela hora do jogo, num hotel próximo ao estádio.
Ou seja, os Mambas vão às cegas para o estádio que vai acolher o jogo, não conhecendo o palco, tal como aconteceu no Egipto, em que não chegou a treinar no Estádio Internacional do Cairo, palco que recebeu Uganda.
Em equipa que ganha não se mexe
Para o jogo desta terça-feira, o seleccionador nacional poderá entrar com a mesma equipa inicial que defrontou Uganda, podendo, possivelmente, fazer uma ou duas alterações, em função do adversário.
Claro está que no sector defensivo não haverá alteração, com Ernan a ser o confiado para a defender as redes nacionais, atrás do quarteto defensivo composto por Infren, Chamboco, Reinildo e Bruno Langa. No intermediário podem haver dúvidas em relação à dupla de pivôs, onde Alfonso Amade pode jogar ao lado de Nené, relegando Guima ou Pepo para o banco, tal como Gildo Vilankulo, que pode ficar no banco e para o seu lugar ser chamado Witi ou Clésio para a ala esquerda.
Geny Catamo e Stanley Ratifo vão continuar a merecer a confiança do seleccionador nacional.
O seleccionador nacional está confiante que os Mambas vão fazer uma excelente partida de futebol e que é possível sair da Argélia com um resultado positivo. Chiquinho Conde diz que a preparação para o embate desta terça-feira decorreu da melhor forma e que os jogadores aplicaram-se ao seu máximo nível.
Ainda assim, Conde reconhece a grandeza da Argélia. “Sabemos perfeitamente das dificuldades que nós iremos encontrar, porque a Argélia é uma grande selecção, é a selecção candidata ao primeiro lugar deste grupo, desde o início eu disse isso, mas a qualificação só termina no fim e hoje, felizmente, as camisolas não ganham jogos, é preciso que esta superioridade da Argélia seja transparecida dentro das quatro linhas”, disse o seleccionador nacional.
Apesar da grandeza do adversário, Chiquinho Conde diz que é preciso saber aproveitar os pontos fracos para alcançar um bom resultado. “Todas as equipas têm sempre partes fortes e as partes fracas, nós vamos analisar com muito cuidado para que possamos também ferir esta selecção”, frisou, realçando que todos jogadores estão aptos para o jogo.
Para Chiquinho Conde o embate desta terça-feira não deve condicionar a forma como a selecção tem se apresentado nos jogos, até porque “é um jogo, somente um jogo” que não dita a qualificação. “Temos ainda um longo percurso a correr, mas sem sombra de dúvida que este é um dos mais importantes momentos das nossas carreiras”, destacou, fazendo antevisão ao jogo.
O seleccionador nacional diz ainda que o combinado nacional deve aproveitar o embate diante da Argélia para demonstrar as suas valências, até porque “queremos continuar com o sonho de conseguirmos essa vantagem no grupo para podermos dar uma alegria ao nosso povo”.
Não é a primeira vez que os Mambas vão defrontar Argélia e Chiquinho Conde revela ter algum conhecimento do adversário, que o vê como “uma selecção fortíssima, com belíssimos jogadores, muito experientes, são muito mais pressionantes”, assegurando que a selecção vai trabalhar com tranquilidade para poder fazer um bom jogo, “e depois no fim vamos ver quem é que ganha e o resultado que nós pretendemos é pontuar, para que continuemos a sonhar com o nosso principal objectivo”.
Reconhecendo essa grandeza da Argélia, Conde diz que há que ter muitas cautelas, até porque “caldos e galinhas não fazem mal a ninguém”, revelando que a selecção vai jogar num bloco inicialmente médio, para depois ver o que o jogo irá ditar.
CLÉSIO BAÚQUE – Jogador dos Mambas
Hoje é o último dia de treino, o grupo está confiante, não será um jogo fácil, será um jogo difícil, mas a gente está aqui para fazer o nosso futebol e sair daqui com os três pontos. Hoje em dia não são as camisolas que jogam, mas sim, lá dentro do campo vamos jogar porque são 11 contra 11. No futebol já não existe a selecção grande, somos todos iguais, somos homens, eles também são homens. E vamos dentro do campo demonstrar o nosso futebol e jogar de pé para pé. Como eu tenho dito, o ambiente é sempre positivo, é um grupo alegre, confiante. Quando temos que trabalhar, trabalhamos. Quando temos que brincar, brincamos. Vamos levar a brincadeira com seriedade para dentro do campo amanhã. Esta é uma selecção forte, eles são fortes, mas hoje em dia não é o nome que joga, mas sim, são os homens, e vamos para lá para jogar de igual para igual. Não vamos defender, não vamos baixar as linhas, se for para pressionar, vamos pressionar, se for para baixar, vamos baixar, se for para gerir, vamos gerir, se for para sair para cima deles, a gente vai para cima deles.
EDUARDO NAMBURETE – Embaixador de Moçambique na Argélia
A expectativa é bastante grande e muito positiva. Por aquilo que temos visto o espírito dos jogadores está muito alto, e todos eles demonstram caras bastante alegres, muito relaxados, e é este espírito que eles devem levar para o campo. Estamos aqui para mais uma vez continuarmos a dar o nosso conforto, a nossa presença aqui é a presença dos moçambicanos que vem apoiar a nossa selecção e mostrarmos que estamos com eles, como prometemos desde o começo, que estaremos com a selecção desde a sua chegada até a sua partida. Os moçambicanos que estão aqui virão de várias províncias, estão espalhadas, mas alguns vão vir de distâncias de 600 km ou um pouco mais, mas todos eles estão bastante motivados a fazer estas distâncias para ir assistir o jogo, e temos também a comunidade dos africanos da região da SADC, que agora também manifestaram interesse em se juntar à comitiva moçambicana para apoiar os Mambas, e a expectativa é que de facto tenhamos um número elevado de moçambicanos e outros africanos de fora da Argélia a apoiar a selecção nacional. Neste momento estamos a trabalhar no sentido de mobilizar estes jovens, garantindo-lhes o transporte. São estudantes, alguns deles não têm recursos próprios para poderem ter acesso ao estádio, então nós como representação de Moçambique aqui vamos dar o apoio que for necessário para eles poderem estar conosco durante o dia de amanhã. Os nossos amigos argelinos obviamente puxam para o seu lado, mas alguns reconhecem que de facto vai ser um jogo bastante renhido, que eles reconhecem a qualidade do futebol praticado por Moçambique, já viram noutras paragens por onde Moçambique passou e os resultados que conseguiu, e neste momento Moçambique também está numa posição cimeira a estas alturas, portanto não vai ser um jogo fácil, mas para nós sempre dizemos que o jogo de futebol é mais um momento de amizade, de solidariedade
PAÍTO MUCUANE – Vice-presidente da FMF para selecções
É sabido que a selecção nacional vai realizar o jogo amanhã, sendo distante daqui onde nós estamos, temos cerca de cento e tal quilómetros até o local do jogo, e aquilo que a equipa técnica apresentou como proposta é que nós amanhã, depois do pequeno almoço, vamos seguir a viagem para ficar num hotel perto do local do jogo, e que vai permitir que os jogadores possam descansar, almoçar, depois descansar até a hora do jogo, e esse é o programa que o mister apresentou, e nós hoje vamos ter uma equipa que vai avançar já para o local, de modo que possa preparar toda a logística para que os jogadores, amanhã, quando chegarem ao local do jogo, nesse caso vai estar perto do estádio, esteja tudo já resolvido. E aproveitar essa oportunidade também para agradecer a presença aqui do nosso embaixador, que tem sido fundamental naquilo que é a nossa organização, tem nos ajudado bastante, e isso nos deixa de facto bastante orgulhosos e felizes, e saber que nós não estamos sozinhos. Estamos fora de Moçambique, mas temos pessoas do governo que estão aqui conosco, o nosso Secretário Permanente também está, veio exatamente para assistir este jogo, trazer aquele que é o calor do povo moçambicano, para que na terça-feira de facto possamos ter um bom resultado, que passa por pontuar aqui e vamos continuar a acreditar naquilo que é o sonho de todos os moçambicanos, que é participar no Campeonato do Mundo. Nós já estamos a entrar em contacto com a Federação Argelina, já solicitamos esses bilhetes, a Federação da Argelina tem sido flexível nesse tipo de situação, já acreditamos que vai poder nos ajudar para que estes moçambicanos possam ser o 12º jogador para poder apoiar a selecção nacional.
JÚLIO MENDES – Secretário Permanente do MJD
É um momento importante para nós como moçambicanos e estamos aqui para dar a nossa força para que eles continuem a fazer esta caminhada muito triunfal que está a acontecer. Estamos convictos que eles irão dar tudo para que tenham um bom resultado, e nós todos como moçambicanos estamos com esta esperança de que eles façam um bom trabalho. O povo moçambicano está com eles todos, o povo moçambicano está com a nossa selecção. É esta mensagem que o nosso Governo quer transmitir e é essa a razão da nossa presença aqui, para que eles sintam-se confortados, que estão todos com eles, e nós também estamos a torcer para que as condições de trabalho, tudo aquilo que essa selecção precisa, esteja em condições para que nós possamos continuar a caminhar como tem estado até agora.
O advogado apontado por um dos antigos administradores da insolvência da Cimentos da Beira, como a pessoa que teria ficado na posse de mais de sete milhões de meticais, que seriam para pagar salários, assume que recebeu parte do valor e que o mesmo destinava-se a pagar honorários.
Há cerca de um mês, o terceiro administrador da Cimentos da Beira, indicado pelo Tribunal da província de Sofala, foi detido indiciado de ter desviado mais de sete milhões de meticais proveniente da venda de cimentos e que eram destinados ao pagamento de salários dos meses de Janeiro e Fevereiro
O administrador disse aos órgão de justiça que entregara o valor a um indivíduo idóneo para guardá-lo, que, depois, veio a saber-se que se trata do advogado Ivan Ponta-Vida. Ouvido em providência cautelar, disse que recebeu, sim, cerca de quatro milhões de meticais por prestação de serviço que não especificou.
O antigo administrador que tinha sido detido, indiciado também de exercer funções ilegais e uso de documentos falsos, já foi solto.
Os cerca de 100 trabalhadores da Cimentos da Beira voltaram a amotinar-se nas instalações do Tribunal para lembrar ao órgão que o processo de insolvência tinha noventa dias e que expiraram em meados de Janeiro passado.
Lembre-se que a insolvência especial da Cimentos da Beira foi decretada em Outubro do ano passado, e que tinha um prazo de três meses, mas cinco meses depois continua sem desfecho.
Vinte pessoas morreram num acidente de viação no distrito de Gondola, província de Manica. O sinistro, que também provocou seis feridos, entre ligeiros e graves, ocorreu quando um transporte semi-colectivo de passageiros embateu contra um camião que seguia no seu sentido contrário.
O mini-bus seguia de Chimoio a Gondola, com 25 passageiros contra a sua lotação normal de 15 ocupantes. Chegado à zona de Cafumpe, sofreu corte de prioridade feito por uma motorizada e na tentativa de esquivar, embateu-se com o camião. No local, 19 pessoas morreram, segundo confirmou a Polícia.
“Deste acidente de viação do tipo choque entre carros, tivemos como registo preliminar de 19 óbitos, cinco feridos graves, dois ligeiros e dois danos materiais avultados”, avançou Mouzinho Manasse, responsável do Departamento das Relações Públicas no Comando Provincial da PRM em Manica.
A outra vítima veio a perder a vida no Hospital Provincial de Chimoio, totalizando 20 mortos. O Porta-voz da PRM avança as possíveis causas do acidente. “Aqui houve excesso de velocidade e trânsito fora da mão”, disse Manasse.
A governadora de Manica, Francisca Tomás, esteve no local do acidente e apelou para a necessidade de observância das normas elementares de condução.