Skip to main content

O País – A verdade como notícia


ÚLTIMAS

Destaques

NOTÍCIAS

A 61.ª edição da Feira Agro-Comercial e Industrial de Moçambique (FACIM), que encerra já este domingo, tem na exposição da pecuária um dos seus pontos de maior destaque. O certame serviu de palco para o anúncio, por parte do Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, da importação de 800 touros com o objectivo de melhorar a raça de gado bovino no país.

O certame, que decorre desde segunda-feira, permitiu aos criadores exibir exemplares de genética melhorada, animais de crescimento precoce e elevada qualidade de carne. Este esforço colectivo tem como meta estratégica reduzir a dependência das importações e fortalecer a soberania alimentar. 

O Governo reiterou, na ocasião, que acompanha de perto o movimento, garantindo que esta iniciativa será acompanhada pela transferência de tecnologia e pela implementação de boas práticas junto dos produtores.

Para os pecuaristas, que aproveitaram o leilão realizado no sábado para transaccionar os seus melhores animais, começa a consolidar-se uma mudança de paradigma. A consciência de criar gado de corte, vocacionado para o mercado, ganha terreno face ao modelo tradicional de acumulação de cabeças de gado por longos períodos. 

O apelo aos investidores nacionais é claro: existe um vasto mercado por explorar, uma vez que a oferta interna se revela ainda deficitária face às necessidades de consumo.

A modernização estende-se, igualmente, a outros sectores. Além dos bovinos, a feira exibiu aves de elevada produtividade, demonstrando que a procura pela qualidade se alastra a toda a produção pecuária. 

Moçambique enfrenta agora o desafio de fazer crescer os efectivos exponencialmente, aproveitando as oportunidades de negócio que a FACIM, uma vez mais, evidenciou como motores para o desenvolvimento económico do país. 

Vídeos

NOTÍCIAS

A Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) iniciou, na terça-feira, a retirada de suas forças de paz das regiões orientais da República Democrática do Congo (RDC), através de Ruanda.

Fontes da mídia local em Ruanda, citadas por African News, relataram ter visto forças da SADC, que transportavam vários camiões de soldados e equipamentos de Goma, na província de Kivu do Norte, através de Ruanda.

Relatórios indicam que o comboio viajará para Chato, no noroeste da Tanzânia, antes de ser repatriado para vários países.

Ruanda concordou em Abril em dar passagem segura às forças da SADC.

A força de vários milhares de soldados de manutenção da paz da África do Sul, Malawi e Tanzânia foi enviada ao leste do Congo pela SADC, em 2023, para ajudar o Governo congolês a pacificar uma região rica em minerais assolada por várias insurgências.

A missão militar da SADC sofreu pesadas perdas nos meses anteriores, com cerca de uma dúzia de soldados da África do Sul, Malawi e Tanzânia mortos, quando os rebeldes do M23 tomaram o controle de Goma.

A retirada das tropas da SADC ocorre depois que o M23 assumiu o controle da principal cidade do leste do Congo, Goma, e tomou a segunda maior cidade, Bukavu, em ofensivas nos últimos dois meses.

Quatorze soldados sul-africanos, e pelo menos três do Malawi, foram mortos em Janeiro, nos combates. As Nações Unidas posteriormente evacuaram um grupo de sul-africanos gravemente feridos.

Houve mais um ataque a uma coutada situada na Reserva Especial do Niassa. Ainda não há informação detalhada sobre a ocorrência, mas “O País” sabe que há um contingente militar destacado para travar o combate.

Trata-se do acampamento de caça desportiva de Mariri, na coutada L5S da Reserva Especial do Niassa, que foi invadido por homens armados por volta das 16h30 desta terça-feira.

O local é de difícil acesso e dista cerca de 130 km no interior da Reserva Especial do Niassa. Devido à dificuldade de telecomunicações no terreno, ainda não há informação concreta do que aconteceu efectivamente, mas o “O País” soube de fontes das Forças de Defesa e Segurança, que foi destacado um contingente militar para fazer face ao grupo, que se supõe que sejam terroristas, que actuam em Cabo Delgado, e estão a reforçar a logística. 

A coutada ora invadida dista cerca de 15 km da coutada gerida pela Kambako, que foi alvo de um ataque similar no último sábado, também na Reserva Especial do Niassa.  

As Forças de Defesa e Segurança encaram estes ataques com preocupação, uma vez que, nos acampamentos de caça desportiva, os insurgentes conseguem uma logística significativa, como alimentos, armamento, material de comunicação e combustível, o que pode ser um sinal de reabastecimento das bases dos grupos que actuam em Cabo Delgado.

Os Estados Unidos pediram que a Rússia e a Ucrânia aceitem a sua proposta de paz, numa reunião do Conselho de Segurança da ONU em que as duas nações se culparam pela continuidade da guerra. 

O representante norte-americano, John Kelley, instou, na terça-feira, a Rússia e a Ucrânia a aceitarem a proposta de Washington e lembrou que o Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, pediu a Moscovo que interrompesse os ataques e “encerrasse imediatamente a guerra”.

“Se ambos lados estiverem prontos para acabar com a guerra, os EUA apoiarão totalmente o caminho para uma paz duradoura”, acrescentou Kelley, citado por Notícias ao Minuto. 

A vice-ministra dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Mariana Betsa, denunciou perante o Conselho de Segurança que Moscovo lançou 8 500 bombas contra o seu país desde Março, quando os EUA propuseram um cessar-fogo total, e afirmou que o “ponto de partida” para a paz seria justamente essa trégua.

A vice-ministra acrescentou ainda que a Ucrânia quer a paz, mas “não a qualquer preço”, “nunca reconhecerá os territórios ocupados” como russos, não aceitará “nenhum estrangeiro” no comando das suas Forças de Defesa, e não permitirá que a sua soberania ou políticas sejam restringidas, incluindo “as alianças” das quais deseja participar.

Por sua vez, o embaixador russo na ONU, Vasily Nebenzya, disse que a convocação da reunião do Conselho de Segurança pelos “patrocinadores europeus” de Kiev reflete o seu “medo de ficar de fora diante da nova administração dos EUA, que busca uma solução” para o conflito.

Nebenzya acusou Kiev de sabotar a moratória de 30 dias, “escalar o conflito e rejeitar propostas de paz equilibradas dos EUA”, enquanto Moscovo continua a manter negociações sobre “os contornos do plano de paz”.

A reunião de terça-feira foi convocada pela França e presidida pelo ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Noel Barrot, que pediu um cessar-fogo abrangente e denunciou o ataque russo de 24 de Abril contra Kiev, um dos piores desde o início da guerra, que deixou 13 mortos e cerca de 90 feridos.

Já a secretária-geral adjunta da ONU para os Assuntos Humanitários, Joyce Msuya, afirmou que, até ao momento, “não se passou um único dia neste ano sem que civis tenham sido mortos ou feridos em ataques”.

Pelo menos 26 pessoas morreram,incluindo mulheres e crianças, no nordeste da Nigéria, devido à detonação  de explosivos improvisados, em uma estrada. Segundo o portal de notícias African News, uma filial do Estado Islâmico assumiu a responsabilidade pelo ataque.

As explosões ocorreram em uma movimentada estrada que liga as cidades de Rann e Gamboru, no estado de Borno, perto da fronteira com Camarões, disse o porta-voz da polícia nigeriana, Nahum Daso, à Associated Press, citado por African News. 

A maioria dos mortos eram agricultores e comerciantes locais amontoados em uma camionete Toyota, que passou por cima de uma mina terrestre, disse Daso. O porta-voz da polícia nigeriana disse que a mina foi soterrada por supostos militantes da filial do Estado Islâmico, conhecida como Província da África Ocidental.  

Além dos mortos, pelo menos três pessoas ficaram feridas e foram levadas a instalações médicas próximas para tratamento. As forças de segurança já protegeram a área e iniciaram operações de limpeza.

Abba Modu, membro da Força-Tarefa Conjunta Civil, um grupo de vigilantes que apoia os militares na luta contra militantes islâmicos, disse que os explosivos podem ter sido destinados a agentes de segurança que patrulham regularmente a rodovia. 

O Estado Islâmico da Província da África Ocidental, também conhecido como ISWAP, assumiu a responsabilidade pelo ataque em um comunicado no Telegram na terça-feira.

O Departamento do Karting do Automóvel e Touring Clube de Moçambique (ATCM), liderado por Wilson do Vale, arrancou nesta semana com o processo de inscrição dos pilotos que farão parte da 2ª Corrida do Campeonato de Karting CKA, marcada para 10 de Maio, no Kartódromo do ATCM.

À semelhança do que foi a 1ª Corrida do Campeonato de Karting CKA disputada em Fevereiro no Kartódromo do ATCM, o departamento de Karting espera muita afluência dos pilotos nas cinco (5) classes, nomeadamente, Bambino, Mini Max, Júnior Max, Sénior Max e DD2.

Como forma de incentivar os futuros praticantes da modalidade, o departamento de Karting do ATCM tem estado empenhado na promoção de acções de formação através da Academia de Karting Cristiano Morgado.

Uma das grandes apostas do departamento de Karting do ATCM é tornar o Campeonato de Karting CKA de 2 tempos regular com as cinco (5) categorias a registar maior número de pilotos na grelha de partida em cada competição.

À entrada da 2ª Corrida do Campeonato de Karting CKA da presente época desportiva do ATCM são esperados mais de 20 pilotos em pista.

A nível da classe Mini Max, o piloto moçambicano Eduardo Campos lidera o campeonato com 108 pontos, e os restantes lugares do pódio, 2º e 3º lugares, são ocupados por Filipe Ferreira, com 95 pontos, e Daniel Resende, com 93 pontos. Alisha Costa ocupa o 4º lugar e os pilotos Igor Esteves e Nielsen Banze ocupam o 5º e o 6º lugares na tabela classificativa dos Mini Max.

Na categoria Júnior Max, o piloto moçambicano Kayo Cêra lidera o certame com 108 pontos, mais nove pontos que o segundo classificado, o regressado Lewis Fernando.

A nível da classe Sénior Max, o piloto Faadil Dali lidera com 108 pontos, seguido de Carmo Novela Jr em 2º lugar com 99 pontos. Os pilotos Lucas Poyiatzis e Pedro Matavela ocupam o 3º e o 4º lugar respectivamente.

Na 2ª Corrida do Campeonato de Karting CKA, as atenções também estarão viradas para a categoria DD2, visto que a maior parte dos pilotos já se defrontaram em várias ocasiões no ATCM.

Na presente época desportiva do Campeonato de Karting CKA organizado e promovido pelo ATCM membro da FIA, o piloto Cristian Bouche lidera a classe DD2  com 108 pontos, Rúben Do Vale segue em 2º lugar com 99 pontos. Entretanto, o estreante piloto Jorge Grego ocupa o 3º lugar,  e o experiente piloto Afonso Magalhães é o 4º classificado nos DD2.

As lixeiras a céu aberto estão cada vez mais a desagradar os munícipes de Nampula. O facto curioso é que na lixeira municipal é o próprio Município a promover o depósito desorganizado de lixo.

Na Estrada Nacional n.º13, a escassos quilómetros do centro da cidade de Nampula, situa-se a lixeira municipal onde o lixo já é depositado na berma da estrada. Ou seja, são os próprios funcionários de Salubridade que promovem a anarquia no momento de depósito de lixo. Os que vivem nas proximidades estão agastados.

Em plena zona densamente habitada há um monte de lixo que está quase a completar 10 anos. E antes que o lixo tape as estradas e mergulhe os munícipes nas doenças, a edilidade pensa num aterro sanitário para melhor gestão e processamento do lixo, mas o problema é que para sair do papel depende dos outros e tem custos em dólar.

A associação Nacional de Professores, ANAPRO denúncia supostas irregularidades no processo no pagamento de horas extras na província de Cabo Delgado.

Segundo explicou Wahito Avito, porta voz da ANAPRO na província ” a maior parte dos professores estão a receber muito abaixo do quem tem direito e ninguém dá explicações sobre o assunto. Por exemplo, alguns professores que deveriam receber cerca de trinta mil meticais, estão a ser pagos dez mil e outros até chegam a receber apenas mil meticais”.

Está situação, de acordo com a fonte, esta a deixar alguns professores desmotivados e desesperados.

“Os professores estão desmotivados e alguns nem têm esperança de receber o valor que lhes é devido há vários anos. Isso pode afectar a classe que já estava moralizada após o governo garantir a disponibilidade de fundos para o pagamento de horas aos professores”. lamentou Wahito Avito

Outra preocupação da ANAPRO em Cabo Delgado está relacionada com a demora no enquadramento de alguns professores da província que estão sem salários há cerca de dois anos.

“Alguns professores estão sem salários por falta de enquadramento na função pública. Está situação está a criar transtornos para a classe bem como para as suas famílias que estão a enfrentar dificuldades para suportar o alto custo de vida, acrescentou a fonte.

OPAIS procurou obter esclarecimentos sobre as preocupações dos processos colocadas pela ANAPRO junto do governo, mas todas tentativas redundaram em fracasso.

O presidente da Federação Moçambicana de Futebol, Feizal Sidat, diz que a sua nomeação como o quinto vice-presidente da Confederação Africana de Futebol deve contribuir para o desenvolvimento do futebol no país e na região. Sidat afirma que a nomeação é o reconhecimento da dedicação que faz pela modalidade no país, em particular pelas selecções nacionais.

Moçambique faz história no futebol africano, ao ver o presidente da Federação Moçambicana de Futebol, nomeado para o “conclave” do organismo que gere a modalidade no continente africano. Feizal Sidat foi eleito, primeiro, para o Comité Executivo da CAF, e muito recentemente nomeado um dos vice-presidentes do organismo.

Para Sidat, a sua nomeação é fruto de muito trabalho à frente dos destinos do futebol moçambicano, com enfoque para as selecções nacionais, que nos últimos anos têm registado bons resultados em todos os escalões e géneros.

“Isto é o reconhecimento daquilo que Moçambique tem feito nestes oito anos, ou quatro ou cinco anos na nossa presidência na Federação Moçambicana de Futebol, pelo trabalho árduo que o Moçambique tem desenvolvido, principalmente nas selecções nacionais”, avançou Sidat.

O líder da Casa do Futebol explicou que foram quatro os países elogiados pela melhor organização de gestão desportiva, para além de que a FMF foi elogiada em termos de cursos de formação, o que terá pesado na sua nomeação: “Penso que isto pesou na minha indicação”, referiu.

Nomeação feita, Feizal Sidat é o quinto vice-presidente da Confederação Africana de Futebol. A pergunta que não se cala é qual é a vantagem desta nomeação para Moçambique, para a região e para o continente.

Sidat espera que contribua para o desenvolvimento do futebol moçambicano, até porque as actuações dos vice-presidentes da CAF se circunscrevem em: “São os ‘advisors’ do presidente. Muitas vezes, nós substituímos o presidente da CAF. Ele é que vai indicar, por exemplo, se temos de estar neste encontro ou naquele encontro. Naturalmente, nós, como vice-presidentes, ele indicará um dos vice-presidentes para lhe representar em vários actos, no mundo inteiro, não só em África. Esta é uma das grandes tarefas. A outra tarefa é estar mais perto e aconselhar o presidente em algumas decisões para o desenvolvimento do futebol africano”, explicou.

Mas há mais que Feizal Sidat quer ganhar com esta nomeação: “Há várias reformas que eu já estou a estudar, uma delas é o pagamento, pela CAF, das despesas das equipas de arbitragem nos jogos oficiais, porque, conforme vimos, ano após ano, estamos a ter mais competições. Agora, o Mundial do Sub-17 é todos os anos. Quer dizer que começamos a ter acima de 12 a 13 competições anuais, incluindo futsal, futebol de praia, todas as selecções. Esse é um dos assuntos que eu vou propor dentro do Comité Executivo da CAF”, disse.

Para o ministro da Juventude e Desporto, a nomeação de Feizal Sidat é um prestígio para o país, e deve-se tirar melhor proveito. “Endereçamos os nossos parabéns a Feizal Sidat, e Moçambique sai a ganhar. Nós temos de dar o nosso apoio, o nosso carinho por esta indicação. Quando mais um moçambicano assume uma posição estratégica dentro daquilo que é o desporto mundial, para nós é de louvar, é de encorajar”, afirmou Caifadine Manasse.

Operadores turísticos de Bilene e Xai-Xai dizem estar quase falidos na sequência do cancelamento de seis mil reservas turísticas. Na sequência da crise pós-eleitoral, o nível de ocupação das estâncias turísticas caiu de 80 para 15 por cento. 8 empreendimentos turísticos fecharam definitivamente as portas deixando mais de 1500 pessoas no desemprego

O sector do turismo em Gaza continua mergulhado num mar de incertezas. Os níveis de ocupação de estâncias turísticas caíram de 80 a 15 por cento.

Os operadores turísticos que já operavam no vermelho investiram na expectativa de alavancar as contas nesta Páscoa, sem sucesso. Aliás, agentes e empresários, em particular de Bilene, falam de dívidas acumuladas, despedimentos em andamento e custos operacionais elevados, tal como diz Emmanuel Marcos, gestor hoteleiro.

“Há uma crise em que a maior parte das empresas estão fechadas, a maior parte dos operadores turísticos estão fechados”, disse, acrescentando que nesta Páscoa as coisas foram piores, afinal, “no lugar de conseguir os 100%, como tem sido todos os anos, não conseguimos encher o hotel. Entretanto, fomos arrastando com dívidas, com dívidas, mas dívidas acumuladas, dívidas com pessoal, dívidas com impostos, dívidas com outras despesas fixas” tudo ficou mais complicado.

Já Eleutério Valério, também gestor hoteleiro em Bilene, diz que no lugar de gerir o negócio, “começamos a gerir custos. Gerimos custos de modo que a melhor solução, se fosse fácil, seria fechar o negócio”.

Felismina Ngoenha refere que encaixava por semana 700 mil meticais, mas actualmente se quer consegue arrecadar 20 mil meticais, o que embaraça o pagamento de dispensas correntes, em particular de salários.

Diante disto decidiu despedir os trabalhadores, fechar as portas e regressar a sua antiga barraca no mercado central. “Mas agora baixou com as manifestações, baixou muito, que nem 20 mil semanais não se consegue fazer. E tive que fechar as portas, voltar para o meu ninho, porque nem a renda da casa já não se conseguia fazer, nem para pagar os trabalhadores já era problema”, disse Felismina Ngoenha, também gestora hoteleira em Bilene.

Aliás, Felismina diz mesmo pelo facto de ser mulher não quer depender de ninguém e que a luta pela sua independência. “Nós não vamos depender do salário do meu filho, do salário de quem quer que seja. Nós queremos trabalhar como mulher. Nós apelamos que as manifestações parem e pararem de vez. 

Os protestos pós-eleitorais estão entre as causas da paralisação do sector em Bilene, mas na lista consta ainda a subida de preços de produtos alimentares, bem como a crise de combustível agravaram os custos da operação.

“Sabendo que não há combustível em Bilene, porque normalmente os turistas quando chegam aqui querem brincar, e brincar significa usar as viaturas, usar os barcos, usar as motas, entretanto sem o combustível não podem vir. Esta sequência de acontecimentos negativos impactam a economia, impactam a situação econômica de cada empresa”, lamentou Manuel Marcos, gestor hoteleiro.

A situação se repete em Xai-Xai. Operadora no sector há mais de 18 anos, Manuela Mendes considera estar a enfrentar o pior momento da sua história como gestora de empreendimento turístico. “Neste momento opero com seis trabalhadores fixos. É a única forma que conseguir manter as portas abertas. Estamos com perdas de receitas, talvez avaliadas acima de um milhão de metical mensal”, disse.

O cancelamento de 6 mil reservas turísticas mexeu com as contas de mais 60 operadores turísticos, dos quais 8 que não aguentaram a pressão e encerraram definitivamente as portas, a situação é de conhecimento das autoridades distritais.

Raúl Momade, administrador de Bilene, lamenta a situação e revela que a mesma “prejudicou severamente os operadores turísticos e mais de 1.500 postos de trabalho ficaram em risco e deixaram de ser criados”, acrescentado ainda que “a situação reflecte-se na regulação de receitas municipais”. 

Operadores turísticos em Gaza pedem ao governo linhas de financiamento com juros reduzidos com vista a recuperação económica do sector.

+ LIDAS

Siga nos

Galeria