A ligação entre a cidade da Beira e a zona de grande actividade agrícola e turística de Nhangau, essencial para o escoamento de produtos e circulação de pessoas, tornou-se num cenário de exclusão.
Para os residentes do bairro da Rondunda, o percurso de menos de dois quilómetros é, hoje, um desafio diário, marcado pela degradação profunda de uma via de terra batida que, sob a chuva, se transforma num intransitável lamaçal.
O facto é que as intervenções paliativas efectuadas pelo Conselho Municipal que se limitam, segundo os populares, à deposição pontual de terra ou pedra revelam-se ineficazes. Poucos meses após cada reparação, os buracos regressam com maior dimensão, frustrando a expectativa da comunidade. A degradação da via é acelerada pelo fluxo descontrolado de águas pluviais, que danifica a estrutura sem que haja um plano de drenagem ou pavimentação definitiva.
A situação atingiu o limite da paciência dos moradores este sábado, quando a população da zona de Jangal decidiu bloquear os quintais das habitações adjacentes. Esta medida drástica surgiu como resposta ao comportamento dos condutores de veículos e motorizadas que, para evitarem os obstáculos da estrada, invadem espaços privados, colocando em risco a segurança das crianças e dos transeuntes. “É uma prova de resistência diária”, desabafam os locais, denunciando a ausência de ambulâncias ou transportes públicos, que deixaram de circular na via por impossibilidade técnica.
Os mototaxistas, que utilizam o caminho como meio de sustento, não escondem a sua solidariedade para com a população. Reconhecem que, ao transitarem por quintais, estão a usurpar propriedades, mas argumentam que a alternativa é a destruição total das suas motorizadas.
Contactada pelo O PAÍS, a Administração Nacional de Estradas (ANE) admitiu a gravidade do objecto em causa. Sem avançar com declarações formais, a instituição limitou-se a informar que foram realizados estudos técnicos e que se encontra actualmente numa fase de angariação de fundos para a reabilitação da via. Até que esse projecto saia do papel e se concretize uma acção definitiva por parte do Estado, a população de Rondunda e Lunda continuará a ver os seus espaços privados transformados em rotas de fuga, num ciclo de desespero e insegurança que parece não ter fim à vista.
Ainda não foi encontrado o corpo do turista desaparecido na sequência de um afogamento, que matou outros dois sul africanos, na praia de xai-xai . Autoridades marítimas de Gaza suspenderam a operação de busca e o caso segue no Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC).
Foram encontrados, sem vida, dois dos três sul africanos que desapareceram na praia de Xai-Xai, em Gaza.
“Os três sul-africanos estavam a nadar, No dia 28 de Abril, um deles, até hoje, não conseguimos resgatar”, explicou, Cesaltino Reino, Delegado Instituto Nacional do Mar em Gaza.
Testemunhas avançam que três dos cinco sul africanos hospedados numa das instâncias turísticas da praia de Xai-Xai decidiram dar um mergulho na chamada praia velha.
“As 14:30, foram nadar, entretanto, por volta das 14:45, vimo-los a afogar-se e a lutar contra a corrente, pois estavam encostados às rochas. Começámos a telefonar a amigos para pedir ajuda e chamar a Polícia. Alguns nativos tentaram entrar, mas a corrente era demasiado forte “, relatou uma testemunha.
Declarações de uma dos acompanhantes às autoridades marítimas registadas em ocorrência revelam que o sinistro teve duração de 15 minutos, e que os agentes da Polícia Lacustre e Fluvial chegaram ao local 45 minutos depois do afogamento.
“Passados alguns minutos, vimos os três corpos a boiar. Às 15:52, vimos a Monique a boiar nas ondas perto da praia, e corremos para a levar. Tentamos reanimá-la, mas não houve reação. Ficámos até a polícia chegar e depois saímos por volta das 16 horas no Ocean Star para aguardar mais informações”, conta outra testemunha.
O administrador do Instituto do Mar em Gaza confirma o caso e esclareceu que as vítimas com idades entre 40 e 41 anos foram arrastadas num perímetro interdito, mas reconhece que tal pode ter ocorrido por falta de sinais de proibição.
“Coincidiu com minutos depois das brigadas que fazem fiscalização na orla da polícia costeira lacustre, assim como da administração marítima, terem chegado para repouso para de seguida haver troca das equipas. Normalmente, temos feito esse trabalho. Fomos surpreendidos com essa informação, porque aquela zona da praia velha é perigosa e não é para banhistas. Infelizmente, até porque havia um sinal lá, acabou sendo removido, sendo vandalizado, mas estamos a tentar repor”, disse o administrador.
As operações de busca foram suspensas na área. Cesaltino Reino fala em coordenação regional entre autoridades marítimas para localização do corpo até aqui desaparecido.
“Normalmente, nós trabalhamos com as outras administrações marítimas, a administração marítima de Maputo, de Inhambane, provavelmente podem ser arrastados para essas administrações marítimas ou mesmo o corpo pode sair a qualquer momento na nossa área de jurisdição. Estamos atentos”, assegurou.
Entre as vítimas de afogamento na praia de Xai-Xai, na quinta-feira, uma mulher de 41 anos que deixou duas crianças menores.
Luís Fumo foi anunciado como novo seleccionador nacional de futebol feminino, com objectivo de conquistar o torneio regional da COSAFA, este ano. Esta é a segunda passagem de Luís Fumo pela selecção feminina e promete muito trabalho para alcançar os objectivos traçados.
Esteve na selecção feminina de futebol, que em 2023 terminou em terceiro lugar e conquistou a primeira medalha de bronze para o país, após vencer Zimbabwe no jogo do consolo. Luís Fumo regressa novamente às Nyeletis, agora com novas ambições, olhando para o estágio actual da selecção.
O novo seleccionador nacional, apresentado, esta sexta-feira, para assumir o comando das Nyeletis quer conquistar o Cosafa deste ano.
A Federação Moçambicana de Futebol promete continuar a investir para o desenvolvimento do futebol feminino.
O torneio Cosafa feninino terá lugar entre Outubro e Novembro deste ano na vizinha África do Sul.
A retirada da berma da estrada de centenas de vendedores ligados ao mercado de Inhamizua, na cidade da Beira, continua refém de uma decisão do tribunal judicial da província de Sofala, onde corre um processo movido pelos vendedores contra o município da Beira. A edilidade perde mensalmente cerca de 150 mil meticais, porque os vendedores se recusam a pagar as taxas municipais.
Em meados de 2023, o município da Beira, com objectivo de retirar centenas de vendedores formais e informais do mercado de inhamizua, que vendem nas bermas da Estrada Nacional Número Seis (EN6), e em hora de ponta chegam a ocupar uma das faixas de rodagem, decidiu construir um novo mercado, localizado há menos de um quilômetro do antigo, que era para evitar danos humanos e materiais devido ao elevado movimento de viaturas ligeiras e pesadas.
Quando o referido mercado ficou pronto, em finais de 2023, os vendedores foram convidados pela edilidade para passarem a exercerem as suas actividades no local. Contudo, dias depois, grande parte dos vendedores retomou ao anterior mercado e voltou a vender os seus produtos na estrada, ocupando até uma das duas faixas de rodagem, o que condiciona a circulação de viaturas e põe em risco as suas próprias vidas.
Aliás, já foram registados no local mais de 10 acidentes e há o registo de seis mortos.
Associação Desportiva de Vilankulo vs Ferroviário de Maputo e União Desportiva de Songo vs Ferroviário da Beira são os jogos de destaque dos oitavos-de-final da Taça de Moçambique ZAP. Os jogos disputam-se entre hoje e amanhã nas três regiões do país.
Ainda sem Moçambola 2024 a vista o futebol disputa jogos da Taça de Moçambique ZAP. Este sábado e domingo disputam-se os oitavos de final nas três regiões do país.
Pela zona sul o destaque vai para o embate entre Associação Desportiva de Vilankulo e o Ferroviário de Maputo, na Maxixe. O Ferroviário de Gaza recebe a Black Bull, o Desportivo da Matola terá pela frente o Maxaquene e o Costa do Sol bate-se com o Incomáti.
No centro o destaque vai para o derby local entre União Desportiva de Songo e Ferroviário da Beira e o jogo entre Chingale de Tete e Textáfrica de Chimoio.
No norte há derby de Nampula entre Desportivo de Nacala e Ferroviário de Nampula, enquanto Desportivo de Pemba recebe Ferroviário de Lichinga.
Os jogos têm o seu início a partir das 14h00.
A SADC iniciou, esta semana, a retirada das suas tropas que ajudavam na restauração da paz e da segurança no leste da República Democrática do Congo, onde o grupo armado Movimento 23 é acusado de criar instabilidade.
Terminou a Missão da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) que, há mais de um ano, apoiou o Governo de Kinshasa a restaurar a paz e a segurança no leste da República Democrática do Congo.
A retirada já havia sido determinada em Março passado. Segundo um comunicado da SADC, a retirada das tropas começou em Abril último.
“A Comunidade de Desenvolvimento da África Austral iniciou, oficialmente, a retirada do leste da República Democrática do Congo desde 29 de Abril de 2025. A retirada está a ser efectuada por via rodoviária, passando pela República do Ruanda rumo aos respectivos países contribuintes com tropas”, lê-se no comunicado.
O mesmo documento diz ainda que “esta acção está em conformidade com a directiva da Cimeira Extraordinária de Chefes de Estado e de Governo da SADC, realizada a 13 de Março de 2025, que anunciou o termo do mandato da Missão da SADC e aprovou a sua retirada faseada, bem como dos resultados do encontro ocorrido em Goma, a 28 de Março passado”.
A missão foi destacada para a República Democrática do Congo no dia 15 de Dezembro de 2023 e era composta por Malawi, África do Sul e Tanzania.
“A SADC reafirma o seu empenho contínuo na paz e segurança regionais e continua empenhada em apoiar os esforços diplomáticos e políticos no sentido de uma resolução sustentável do conflito no leste da República Democrática do Congo”.
O leste da República Democrática do Congo RDC continua a registar instabilidade militar atribuída ao grupo Movimento 23 de Março.
O Governo liderado por Donald Trump planeia reduzir o número de serviços de informação dos EUA, e ter menos 1 200 funcionários, cortando sobretudo nas novas contratações, segundo noticiou, sexta-feira, o jornal The Washington Post.
As fontes anónimas ligadas ao processo citadas pelo jornal referem que o Governo republicano já informou os congressistas sobre o plano, que seria implementado ao longo dos anos e passa pela redução de funcionários da CIA (Agência Central de Informações) e da Agência de Segurança Nacional (NSA, em inglês).
O plano, que não está ligado ao controverso Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), liderado pelo magnata da tecnologia Elon Musk, envolve principalmente a redução de contratações que cobririam as perdas de centenas de oficiais de inteligência que optem pela reforma antecipada nos próximos anos.
O projecto foi noticiado pela primeira vez pelo The Washington Post depois de a diretora de inteligência nacional, Tulsi Gabbard, e o diretor da CIA, John Radcliffe, terem pedido a eliminação das demissões.
A pedido do próprio Trump, eliminaram também os programas de diversidade, equidade e inclusão (DEI) das suas agências e despediram funcionários.
Como resultado, 19 funcionários da CIA e do Gabinete da Direção de Inteligência Nacional processaram o Governo, e uma ordem temporária de um juiz federal congelou as demissões.
Estas reduções de pessoal ocorrem numa altura em que a própria CIA procura reforçar a vigilância à China ou alocar mais recursos contra o tráfico de fentanil.
A agência chefiada por Gabbard, que coordena mais de uma dúzia de agências, avisou recentemente que as agências de informação estrangeiras — especialmente da China — estão a tentar recrutar antigos funcionários do governo federal dos EUA.
Os juristas Esmeraldo Matavele e Alberto Langa afirmam que o suposto envolvimento dos juízes expulsos da magistratura judicial em casos de corrupção e cobranças ilícitas, além de manchar a classe, pode aumentar a descredibilidade, em relação aos tribunais.
De um conjunto de deliberações tomadas pelo Conselho Superior de Magistratura Judicial, estão as medidas mais pesadas, a demissão e expulsão de juízes por violarem a lei.
O presidente da Associação Moçambicana de Juízes diz que não se pode ainda tomar a culpabilidade dos juízes expulsos como um dado certo, mas afirma que a se comprovar o seu envolvimento em actos de corrupção, a classe fica manchada.
“A população terá toda a razão quando nos criticar, terá toda a razão quando perder a confiança pelos tribunais, mas nós como poder judicial devemos provar o contrário ao cidadão ”.
Matavele diz que o contexto de vulnerabilidade dos magistrados judiciais abre espaço para serem tentados a se envolverem em actos de corrupção.
Por sua vez, o Jurista Alberto Langa explica que o envolvimento em actos criminais, por parte de quem deveria garantir justiça, pode contribuir para a descredibilização do sector.
“Cresce a tendência de descredibilização da máquina da administração da justiça, estamos a assistir as pessoas a crerem menos na justiça e a optarem em fazer a justiça pelas próprias mãos…é um balde de água fria para toda máquina da administração da justiça”.
Os juízes expulsos estão envolvidos, de forma separada, no julgamento da polémica em torno da exportação de feijão boer a partir de Nacala, condenação de um menor de idade, por não se ter verificado a idade do arguido, em Nampula e na cobrança ilícita de valores para libertar um cidadão, este último caso ocorrido em Nampula.
O sol de sexta-feira ainda mal tinha despontado no horizonte, mas as ruas de Inhambane já fervilhavam de actividades atípicas. Agentes da polícia e fiscais municipais posicionavam-se em pontos estratégicos da cidade, prontos para iniciar uma operação de fiscalização que prometia trazer ordem ao setor de transportes, mas que acabou por mergulhar a cidade num caos sem precedentes. A ordem era clara: verificar a legalidade de todas as viaturas que operam no transporte de passageiros.
De acordo com o vereador dos Transportes do Município de Inhambane, Novais Abubacar, esta operação já era esperada. “Alertámos em mais de quatro encontros com as associações e operadores. Esta fiscalização não é uma surpresa. Infelizmente, muitos ignoraram os nossos avisos”, afirmou.
O que deveria ser uma ação de rotina transformou-se rapidamente num campo de batalha entre autoridades e transportadores, expondo as tensões acumuladas por anos de dificuldades financeiras, regulamentações rígidas e uma economia em declínio.
Os transportadores, que asseguram a mobilidade de milhares de pessoas diariamente, não esconderam a indignação. Acusam as autoridades de impor exigências desproporcionais e de ignorar o impacto económico devastador que estas ações têm sobre o setor. “Querem inspeção em dia, seguro, pintura do carro, tudo de uma vez. Mas, com os ganhos que temos, isso é impossível”, desabafou Armando, um operador visivelmente frustrado.
A situação financeira dos transportadores não é um segredo. Muitos acumulam dívidas, resultado de manifestações pós-eleitorais, aumento do custo de vida e, mais recentemente, de uma queda no número de passageiros. “Legalizar uma viatura custa entre 40 e 50 mil meticais. Não temos esse dinheiro. Pedimos um pouco de tempo, até fevereiro do próximo ano, para nos organizarmos, mas ninguém nos ouve”, explicou João, outro transportador.
Sem um entendimento entre as partes, os transportadores decidiram cruzar os braços. A decisão foi um golpe para a cidade. O transporte de passageiros parou, deixando milhares de pessoas sem alternativas viáveis para se deslocarem. As poucas carrinhas de caixa aberta que tentaram operar foram rapidamente interditadas, seja pelos grevistas, seja pelas autoridades.
Julieta Manuel, uma passageira habitual, descreveu o caos vivido. “Saí da praça para Guiua, mas o carro não avançou. Tive de esperar horas, sem saber como chegar ao meu destino. Foi desumano.”
As ruas de Inhambane, habitualmente movimentadas, tornaram-se palco de cenas de frustração. Trabalhadores desesperados por chegar ao emprego e estudantes a perderem aulas eram imagens recorrentes. O impacto humano foi palpável.
Do lado das autoridades, a narrativa é diferente. Para o vereador Novais Abubacar, a paralisação foi impulsionada por operadores ilegais que não querem cumprir as regras. “Estamos a constatar que muitos dos que pararam são transportadores ilegais. Eles querem continuar à margem da lei e estão a forçar-nos a normalizar o que não é normal”, afirmou categoricamente.
Segundo dados oficiais, existem cerca de 60 operadores na cidade de Inhambane, responsáveis por ligar bairros e assegurar a mobilidade urbana. A operação de fiscalização, dizem as autoridades, visa garantir a segurança dos passageiros e combater práticas ilegais no setor.
Com a paralisação, a cidade parou. Trabalhadores atrasaram-se para os seus postos, empresas registaram perdas e atividades essenciais ficaram comprometidas. Para os cidadãos, o custo foi ainda mais alto. Muitos recorreram a caminhadas longas, enquanto outros pagaram preços exorbitantes por alternativas improvisadas.
“É revoltante. Enquanto eles discutem, nós, que dependemos do transporte público, ficamos sem opções. É desumano”, lamentou Julieta Manuel, visivelmente exausta.
Os transportadores mantêm a sua posição: querem um período de adaptação para se regularizarem. “Estamos dispostos a cumprir as exigências, mas precisamos de tempo. Pedimos que as fiscalizações sejam suspensas até fevereiro do próximo ano. Só assim conseguiremos recuperar economicamente e cumprir com tudo o que é exigido”, sugeriu Alberto Samuel, um transportador.
Enquanto as partes mantêm posições divergentes, a população de Inhambane continua a sofrer. A crise atual não é apenas sobre transporte. É um reflexo de problemas estruturais mais amplos, que incluem a falta de investimentos no setor, regulamentações desajustadas e a incapacidade de equilibrar legalidade e sustentabilidade económica.
A paralisação dos transportadores rodoviários é um alerta para a necessidade urgente de reformas no sistema de transporte público. O transporte público em Inhambane não é apenas um meio de deslocação; é o motor que mantém a economia local em funcionamento. Sem uma solução, o impacto poderá ser irreversível, afetando não só os transportadores, mas também a população e a economia da cidade.
Até que um consenso seja alcançado, as ruas de Inhambane permanecem marcadas pela ausência de viaturas e pela presença de uma população ansiosa por respostas e soluções.
O Instituto Guimarães Rosa, na Cidade de Maputo, inaugura, esta segunda-feira, pelas 18h, a exposição “A nossa língua”: Obras do acervo do Fundo Bibliográfico de Língua Portuguesa, inspirada em poemas de língua portuguesa.
A mostra foi apresentada pela primeira vez no Instituto Guimarães Rosa, em Março de 2018. É reeditada, neste ano, em celebração ao Dia Mundial da Língua Portuguesa.
A exposição reúne obras criadas a partir de poemas de autores da língua portuguesa, seleccionados pelo Fundo Bibliográfico de Língua Portuguesa (FBLP). Inspiradas em poemas nessa língua, as obras resultam do trabalho de 18 artistas, entre moçambicanos, brasileiros e portugueses, nomeadamente, A. Pedro Correia, Carmen Maria, Eneas Mapfala, Famós, Fornasini, Gemuce, Ídasse, Isa Bandeira, Larissa Ferreira, Marcos Muthewuye, Mudaulane, Nelsa Guambe, Saranga, Sílvia Bragança, Sónia Sultuane, Tomo, Ulisses e Walter Zandamela.
Concebida pelo presidente do Fundo Bibliográfico de Língua Portuguesa, Nataniel Ngomane, com curadoria de Jorge Dias, Coordenador-Geral do IGR – Maputo, a exposição conforma um diálogo entre a literatura e as artes visuais.
Os escritores dos textos que falam da língua portuguesa são Caetano Veloso, Carla Veríssimo, Clarice Lispector, Deodato Pires, Desiré Leopold Essoh, Fernando Pessoa, Gilberto Mendonça Teles, Honório Roque, José Craveirinha, Mudungazi, Mutimati Barnabé João, Natália Correia, Olavo Bilac, Oswald de Andrade e Paulo Gondim.
As obras são acompanhadas de ambientação com aúdio, com leitura dos poemas seleccionados.
A exposição é uma iniciativa da Embaixada do Brasil em Moçambique, do Instituto Guimarães Rosa Maputo e o Fundo Bibliográfico de Língua Portuguesa. Pode ser visitada até ao dia 07 de Junho, no Instituto Guimarães Rosa – Maputo, de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h e sábados das 10h às 14h.