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A província de Cabo Delgado regista, em média, cinquenta casos de corrupção por ano, envolvendo, sobretudo, funcionários dos sectores da saúde e da educação. Entre os crimes mais frequentes destacam-se o desvio de fundos públicos, o suborno e outras práticas ilícitas relacionadas com a administração do Estado.

Apesar do elevado número de denúncias recebidas, a Procuradoria Provincial de Cabo Delgado revela que uma parte significativa dos processos acaba por ser arquivada, devido à insuficiência de provas que permitam sustentar a acusação em tribunal.

Os funcionários públicos continuam a liderar a lista dos arguidos, sendo os sectores da saúde e da educação apontados como os mais vulneráveis à prática de actos de corrupção.

Segundo a Procuradoria, o suborno para obtenção de serviços públicos ou de benefícios estatais de forma ilegal figura entre as modalidades de corrupção mais recorrentes na província.

Com o objectivo de aproximar a justiça dos cidadãos e incentivar a denúncia de práticas ilícitas, a Procuradoria Provincial tem vindo a promover campanhas denominadas “Tendas da Justiça”, uma iniciativa que permite recolher preocupações e denúncias da população fora do ambiente formal das instituições judiciais, reforçando a participação dos cidadãos no combate à corrupção.

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Rússia e Ucrânia acordaram, na Turquia, a libertação de mil prisioneiros de guerra, de parte a parte, para uma data ainda não revelada publicamente.

Nas primeiras negociações directas entre Rússia e Ucrânia em mais de três anos, ficou acordada a libertação de mil prisioneiros de guerra, de parte a parte, para uma data ainda não revelada publicamente.

A direcção do partido Renamo diz que o encerramento em massa das sedes provinciais e da sede nacional é uma tentativa de infiltração de actores externos e que há necessidade de um diálogo interno e profundo. O porta-voz do partido, Marcial Macome, diz que o presidente do partido vai aparecer no momento certo para falar com seus membros.

São quase todas sedes províncias encerradas pelos membros do partido, inclusive a sede nacional, tomada e encerrada esta semana por antigos guerrilheiros, que clamam por um posicionamento da direcção, após os últimos resultados das eleições gerais de Outubro do ano passado.

A direcção do partido reconhece a situação interna actual e diz que é tentativa de desestabilizar o partido, por parte de actores externos.

O porta-voz do partido disse ainda que os membros do partido devem dialogar internamente e apelou à recuperação da consciência e da responsabilidade da fundação da Renamo.

Sobre a ausência do presidente do partido, Ossufo Momade, o porta-voz garante que, no momento oportuno, Momade vai aparecer para se comunicar com os membros da perdiz.

Sobre o processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração, DDR, Macome esclareceu que o partido não tem controlo sobre o pagamento de pensões aos desmobilizados, atribuindo a responsabilidade ao Governo.

Marcial Macome falava, este sábado, durante uma conferência de imprensa para falar da situação actual do partido.

Lassy Mbouity, líder do partido de oposição Les Socialistes Congolais e candidato nas eleições presidenciais do Congo em Março de 2026, foi sequestrado, no último domingo, em Brazzaville, por homens armados e mascarados. O sequestro ocorre poucos dias depois de Mbouity sobreviver a uma tentativa de assassinato.

Segundo uma notícia do African News, o partido da oposição culpa o actual Governo do país. “Estamos convencidos de que é o regime ditatorial de Brazzaville que está por trás disso. Não é a primeira vez. Ele já foi preso antes, e as pessoas que foram à sua casa estavam mascaradas, armadas e em um veículo sem placa. É por isso que acreditamos que se trata de um sequestro. Planejamos continuar a mobilização. Não apenas entre os socialistas, mas também entre a população congolesa e a diáspora”, disse Martial Mbourangon Pa’nucci, porta-voz do partido Les Socialistes Congolais.

Vários partidos de oposição se juntaram aos Les Socialistes Congolais para emitir uma declaração conjunta na quinta-feira, para condenar o sequestro e exigir a libertação incondicional de Mbouity.

“Este acto covarde faz parte de uma preocupante escalada de terror, intimidação e violações sistemáticas dos direitos humanos na República do Congo. É uma grave violação da liberdade individual e uma violação directa do Artigo 9 da Constituição de 25 de Outubro de 2015. Exigimos a libertação imediata de Lassy Mbouity”, disse Clément Mierassa, líder do Partido Social-Democrata Congolês.

A Organização de Direitos Humanos do Congo também se juntou ao coro de alarme e emitiu um apelo urgente por ajuda de diplomatas e organismos internacionais.

Continuam foragidos mais de 30 reclusos que se evadiram da cadeia distrital de Chibuto, em resultado da vandalização do estabelecimento penitenciário por populares no auge dos protestos pós-eleitorais. A informação foi avançada, este sábado, pelo Director do serviço penitenciário de Gaza.

Ainda não há pistas do paradeiro de mais de 30 reclusos que fugiram das celas da cadeia do distrito de Chibuto, em Dezembro do ano passado, na sequência dos protestos Pós- eleitorais.

O Diretor do serviço penitenciário de Gaza, esclareceu que os reclusos até aqui recapturados estão associados à onda de criminalidade que assolou alguns distritos da província nos últimos meses

João de Alegria falava aos jornalistas na penitenciária de Xai-Xai, à margem de uma palestra sobre o impacto das drogas que juntou diversas autoridades do governo. Durante o evento os reclusos deixam ficar algumas inquietações.

A superlotação nas cadeias da província concorrem para a eclosão de diversas doenças, incluindo dificuldades para controlo interno. De Alegria reconhece o problema mas fala de limitações.

Atualmente, o serviço penitenciário de Gaza alberga mais de 1.300 reclusos, distribuídos em 6 distritos. 

 

O economista sénior para agricultura no Banco Mundial em Moçambique defende aumento da produtividade, melhoria de ambiente de negócios e tecnologia como bases fundamentais para que os países africanos, com destaque para Moçambique, saiam da escassez de alimentos e rume para o desenvolvimento.

O sector agrário tem conhecido grandes investimentos em Moçambique e o Banco Mundial é um dos grandes parceiros do Governo. Só nos últimos cinco anos, os investimentos rondaram a volta de 70,6 mil milhões de meticais, tal como consta do relatório balanço 2020-2024, publicado pelo então Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural. 

O Banco Mundial esteve, esta semana, na Zambézia, para monitoria dos projectos agrícolas e outros projectos que estão a ser investidos. Por isso, aproveitamos para questionar o economista sênior do Banco Mundial para agricultura o porquê de Moçambique e vários países africanos continuam a apresentar déficit alimentar, com todos investimentos aplicados, terra arável e rios para irrigar os campos. 

“A componente da produtividade é uma das prioridades. Moçambique é um dos casos em que a produtividade é reduzida.  Por  isso, é fundamental ver como melhorar a tecnologia.O segundo ponto tem que ver com sector Privado ver como podemos trabalhar melhor, para melhorar o ambiente de negócios, as políticas, infraestruturas para criar ambiente favorável para o desenvolvimento. As mudanças climáticas continuam um desafio para Moçambique”, disse economista sénior para agricultura no Banco Mundial em Moçambique. 

Entretanto, os projectos do banco mundial estão a ser implementados em locais de difícil acesso, por causa do estado das estradas, o que, de certa forma, dificulta a conectividade para o escoamento.

Através do Mozrural, um mega projecto do Governo moçambicano, os financiamentos estão a ser aplicados na agricultura e infraestruturas, com destaque para estradas rurais, pesca, componentes de conservação e as pequenas e médias empresas na cadeia de processamento agropecuário. 

O campeão português será  conhecido esta noite,  numa luta entre o Benfica e Sporting que estão empatados a 79 pontos. O Benfica joga no terreno do Braga, enquanto o Sporting recebe o Guimarães.

O empate a uma bola no clássico, sábado passado, coloca o Sporting e Benfica empatados a 79 pontos, à entrada da última jornada da Liga Portuguesa. 

 “Leões”  e “encarnados” partem, por isso,  para a derradeira ronda numa luta acérrima pela conquista do título.

O Sporting será  campeão se fizer o mesmo resultado do Benfica, em Braga. Pode ganhar, empatar ou perder, desde que os encarnados não façam melhor.

O Benfica precisa de fazer melhor do que o Sporting para ser campeão. Portanto, não pode perder em Braga. Pode empatar, se o Sporting perder em casa com o V. Guimarães. E mesmo se ganhar, precisa que o Sporting não vença o seu jogo.

O título de campeão da Liga garantirá de imediato um valor perto dos 40 milhões de ao vencedor, devido à entrada direta na fase de liga da próxima edição da Liga dos Campeões.

O Presidente da República, Daniel  Chapo, destacou, esta sexta-feira, em Luanda, a importância da infra estrutura logística e da capacitação da juventude como elementos chave para o sucesso da Zona Económica Especial (ZEE) Luanda Bengo, elogiando o modelo angolano como uma referência para o  desenvolvimento económico regional. 

As declarações foram feitas à imprensa no final da visita que o  estadista moçambicano realizou à Fábrica Embalvidro, no quadro da  sua visita de trabalho à República de Angola.

Durante a visita, o Presidente Chapo referiu-se com apreço ao modelo  integrado de infra-estrutura da ZEE.  

Para o Chefe do Estado, a existência de vias rodoviárias, ferroviárias, portuárias  e aeroportuárias é determinante para dinamizar as exportações e  importações. 

O estadista moçambicano sublinhou ainda que a ZEE conta com  condições essenciais para a actividade industrial sustentável.  “Achamos que para quem quer importar e exportar a partir da ZEE é  fundamental a existência da logística […], mas também a questão  relacionada à linha férrea e a questão da energia eléctrica em  quantidade e qualidade, água também em quantidade e qualidade,  são aspectos fundamentais”, frisou. 

Na fábrica Embalvidro, Chapo ficou impressionado com o  perfil da força de trabalho, maioritariamente composta por jovens. “A  média de idade de jovens que nós vimos aqui, pelo menos nesta  fábrica, é de cerca de 34, 35 anos no máximo. Isto é fundamental  para o futuro do país e sobretudo para a juventude angolana”,  afirmou, elogiando o empenho do Governo angolano na  capacitação local. 

A Embalvidro é uma unidade industrial de referência em Angola,  especializada na produção de embalagens de vidro para bebidas  como vinho, cerveja, sumos e refrigerantes. Com três linhas de  produção, a fábrica tem capacidade para produzir até 700 mil 

garrafas por dia, num total anual de cerca de 300 milhões de  unidades, das quais 80% são exportadas para mercados como África  do Sul, Namíbia, Zimbabwe e República Democrática do Congo  (RDC). 

Inaugurada em 2019, com um investimento inicial de cerca de 100  milhões de dólares norte-americanos – 60% de capital próprio  –, a Embalvidro abastece grandes clientes como a Heineken e a  Namíbia Breweries Limited (NBL). A empresa utiliza  predominantemente matéria-prima local e mantém um compromisso  com práticas sustentáveis, nomeadamente a reciclagem de vidro. 

Daniel Chapo valorizou o impacto da cooperação económica  entre Moçambique e Angola, destacando o intercâmbio comercial  crescente entre os dois países. “Outro aspecto importante é a  exportação de produtos que estão a ser fabricados aqui na ZEE para  Moçambique e produtos de Moçambique também para Angola”,  disse. 

Segundo o governante, a visita insere-se numa agenda centrada no  fortalecimento da cooperação económica, que considera essencial  para o desenvolvimento mútuo. “Somos dois países irmãos, daí a nossa  visita mais relacionada com a cooperação económica do que a  cooperação política, que já é excelente, e achamos que temos que  aprimorar cada vez mais a cooperação económica entre os nossos  dois países”, declarou. 

O Município de Xai-Xai, na província de Gaza, iniciou uma operação de retirada dos vendedores informais das vias públicas, medida que provocou forte contestação. Mais de 500 comerciantes ambulantes manifestaram-se, nesta quinta-feira, em frente às instalações do Conselho Municipal, exigindo esclarecimentos e a reversão da decisão.

Segundo a edilidade, os vendedores foram notificados com 30 dias de antecedência para deixarem os passeios, ruas e avenidas da zona comercial. No entanto, os comerciantes alegam que a medida é injusta e que não foram devidamente ouvidos.

Catarina, de 42 anos, que vende há mais de 25 anos nas imediações do Mercado Limpopo, lamenta a situação:
“Concederam-nos este espaço para trabalhar, mas agora estão a expulsar-nos. O pouco que conseguimos vender, três meticais, é retirado por eles. Como sobreviver assim? Pedimos socorro. Estamos a passar por muitas dificuldades devido à ação do município”, desabafou.

A Polícia Municipal está no terreno com ordens claras para impedir a permanência dos vendedores nos passeios e zonas de maior circulação. A ação tem sido alvo de contestação, sobretudo pela falta de alternativas adequadas oferecidas aos comerciantes.

Marta Rosa e Glória Maria afirmam que os confrontos com o município já duram há mais de duas semanas:
“Não vamos sair. É aqui que ganhamos o pão para os nossos filhos, netos e famílias. Quando precisavam de apoio, vieram até nós. Hoje, estão a expulsar-nos sem qualquer explicação ou consenso. Precisamos de ajuda”, clamaram.

O ponto mais crítico da tensão ocorreu quando centenas de vendedores se concentraram defronte ao Conselho Municipal, num protesto que visava pressionar as autoridades a recuar na sua decisão.
“Eles dizem que não nos querem mais na estrada. Mas nós também não temos outro lugar para ir. O Mercado Grossista é no mato, não há pessoas, nem construções, nem casas de banho. Não é um local digno para comércio”, afirmou uma comerciante.

Outro fator que exacerbou o conflito foi o alegado cancelamento do processo de formalização dos ambulantes, após muitos terem pago para obter documentação legal.
“Pagámos 1800 meticais de arrendamento comercial e mensalmente 600 meticais. Agora dizem que cancelaram tudo e mandam-nos para o Mercado Grossista. Nós vendemos roupa. Quando chove, onde vamos trabalhar?”, questionou Maria Filomena, vendedora na Avenida Samora Machel.

O vereador dos mercados e feiras, Benaias Cofe, rejeita as acusações dos vendedores e defende a atuação do município:
“Se procurarem saber se esses vendedores têm comprovativos de pagamento ou licenças em dia, verão que a maioria não tem. A polícia apenas os informou de que não deveriam continuar nos passeios e que deveriam deslocar-se ao mercado”, explicou.

Segundo Cofe, a edilidade decidiu agir com firmeza devido à resistência dos vendedores em abandonar o local.
“Não podemos reunir com eles em grandes grupos, pois isso poderia aumentar a agitação. Mas vamos aplicar a lei para garantir a livre circulação de pessoas nos passeios, que hoje estão ocupados por bancas”, concluiu.

A Polícia Municipal mantém-se posicionada nos pontos de maior concentração para impedir o regresso dos informais à zona comercial, enquanto o impasse entre o município e os vendedores continua.

 

Alguns agricultores brancos sul-africanos dizem que há na África do Sul mais de 2.5 milhões de hectares agrícolas ociosos, pelo que o país não precisa de expropriação mas sim de reforma agrária para garantir que quem precisa de terra para produzir tenha acesso e até financiamento e treinamento.

Os Estados Unidos da América decidiram lançar uma ofensiva contra a África do Sul devido a alegada expropriação violenta da terra a farmeiros brancos, alguns dos quais foram esta semana recebidos como refugiados em Washington.

Esta semana o Governo sul-africanos respondeu com a realização desta mega feira agrícola em Free State que junta milhares de farmeiros, maioritariamente brancos que expõem o quão poderosa é a agricultura sul-africana. O movimento boer que apoia a reforma agrária diz que a África do Sul não precisa de expropriação de terras:

“Não precisamos da lei de expropriação, mas a lei precisa ser usada em muitas partes do país por razões legais, não precisamos de expropriar terras para fazer a reforma agrária. A reforma agrária é muito importante na África do Sul, mas temos mais de 800 reformas que não estão a ser usadas, temos mais de 2.5 milhões de hectares de terras agrícolas que não estão a ser usados neste momento, e se as pessoas querem fazer agricultura, precisam ser dadas terras agrícolas disponíveis, têm que ser dadas capital e treinamento. Eu acredito que o problema que nós como Movimento de Solidariedade sempre dizemos é que não temos pessoas que tentam fazer agricultura, não temos capital nem conhecimentos essenciais e acesso ao mercad”, disse Jaco Kleynhans.

O Vice-presidente da África do Sul visitou a feira e diz que negros e brancos trabalham juntos na África do Sul para o desenvolvimento do país e que esta exposição é disso exemplo. “Quando interagimos com os agricultores entendemos que eles tem seus próprios desafios que estão bem articulados, estão satisfeitos por ficar aqui e estamos satisfeitos por colaborar com eles, estamos satisfeitos por apoiá-los. Somos um povo feliz na África do Sul, temos nossos desafios mas resolvêmo-los. Encorajo a todos os sul-africanos que fiquem e trabalhemos juntos e construamos juntos este lindo país”, afirmou Paul Mashantile, Vice-Presidente da RSA.

Na próxima Quarta-feira o Presidente Sul-Africano Cyril Ramaphosa reune-se com o seu homólogo norte americano Donald Trump para discutir o tema e evitar que o país vizinho seja alvo de sanções por parte de Washington.

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