A província de Cabo Delgado regista, em média, cinquenta casos de corrupção por ano, envolvendo, sobretudo, funcionários dos sectores da saúde e da educação. Entre os crimes mais frequentes destacam-se o desvio de fundos públicos, o suborno e outras práticas ilícitas relacionadas com a administração do Estado.
Apesar do elevado número de denúncias recebidas, a Procuradoria Provincial de Cabo Delgado revela que uma parte significativa dos processos acaba por ser arquivada, devido à insuficiência de provas que permitam sustentar a acusação em tribunal.
Os funcionários públicos continuam a liderar a lista dos arguidos, sendo os sectores da saúde e da educação apontados como os mais vulneráveis à prática de actos de corrupção.
Segundo a Procuradoria, o suborno para obtenção de serviços públicos ou de benefícios estatais de forma ilegal figura entre as modalidades de corrupção mais recorrentes na província.
Com o objectivo de aproximar a justiça dos cidadãos e incentivar a denúncia de práticas ilícitas, a Procuradoria Provincial tem vindo a promover campanhas denominadas “Tendas da Justiça”, uma iniciativa que permite recolher preocupações e denúncias da população fora do ambiente formal das instituições judiciais, reforçando a participação dos cidadãos no combate à corrupção.
Os juristas consideram que o novo figurino do Serviço Nacional de Investigação Criminal, que passa a ser tutelado pela Procuradoria-geral da República, vai garantir maior flexibilidade na investigação e esclarecimento de crimes.
A Assembleia da República aprovou a proposta de Lei da revisão do Serviço Nacional de Investigação Criminal, instrumento que traz várias inovações na actuação do SERNIC. Para o jurista Sandro Sousa, essa mudança poderá garantir uma nova forma de estar deste órgão de investigação criminal.
Entende ainda que, com o novo figurino, a polícia será menos coerciva e o Ministério Público terá mais poderes no processo investigativo, tendo em conta que todos os elementos administrativos estarão centralizados.
“Estamos à espera de uma polícia robusta, uma polícia que seja capaz de justificar a resposta do processo investigativo nos casos criminais”, explica Sandro Sousa.
Por sua vez, o jurista André Júnior entende que se abre uma nova página ao nível do SERNIC, justificando que o novo figurino vai dar mais autonomia, independência e mais espaço de actuação aos agentes deste órgão.
“Quando os processos estão a ser investigados ao nível do SERNIC a intervenção do lesado é muito limitada, mas poderão fazer melhor quando o processo estiver no Ministério Público”, explica.
Ainda assim, os dois juristas apontam algumas fragilidades do novo figurino do SERNIC, uma vez que vai criar algumas limitações em alguns casos, sobretudo nos processos que envolvem magistrados e figuras ligadas à política.
Três ex-candidatos à presidência da Argélia foram condenados a 10 anos de prisão por fraude eleitoral e corrupção. A sentença foi proferida esta semana e está a gerar grande repercussão no país e além-fronteiras.
Trata-se de Saida Neghza, conhecida empresária e ex-líder da Confederação Geral das Empresas Argelinas, além de Belkacem Sahli e Abdelhakim Hamadi, este último um veterinário com histórico de tentativas frustradas à presidência.
A justiça argelina concluiu que os três envolvidos tentaram comprar assinaturas de apoio numa prática considerada ilegal.
Os réus, embora condenados, permanecem em liberdade e têm um prazo de dez dias para recorrer da decisão. Foram também multados em um milhão de dinares argelinos, mais de 20 milhões de meticais ao câmbio do dia.
A condenação acontece num contexto já tenso. Nas eleições de 2024, o Presidente Abdelmadjid Tebboune foi reeleito com mais de 84% dos votos, mas os resultados foram alvo de contestação pública, inclusive por parte dos seus adversários, que denunciaram irregularidades no processo.
O caso volta a levantar sérias dúvidas sobre a transparência e credibilidade do sistema eleitoral argelino, num país onde as eleições são, frequentemente, alvo de críticas e desconfiança popular.
O Presidente da República anunciou, nesta terça-feira, em Chókwè, a suspensão de cobranças em três portagens da província de Gaza, a partir do mês de Junho, por insustentabilidade. Daniel Chapo prometeu revitalizar o regadio de Chókwè e reactivar fábricas de agro-processamento para incrementar a produção agro-pecuária e a empregabilidade da população local.
O Presidente da República, Daniel Chapo, anunciou a suspensão de pelo menos três das sete portagens na província de Gaza por não renderem nada. Trata-se das portagens de Bilene e Chókwè, e a medida entra em vigor a partir do próximo mês.
“A partir do dia 15 de Junho, vamos suspender temporariamente o funcionamento de três portagens: a portagem Chókwè–Macia, Chókwè–Macarratane e Macia–Praia de Bilene. Estas portagens não estão a render nada. Só os custos: o salário e a energia mensal. Pelo volume de viaturas que passam nessas portagens, não compensa. É por isso que nós vamos suspender temporariamente. Este não é negócio. O volume de tráfego que passa por estas portagens não justifica aquilo que se gasta”, disse o Chefe do Estado.
Daniel Chapo, prometeu, igualmente, que, caso as condições se mostrem diferentes nos próximos tempos, a decisão poderá ser reconsiderada. Chapo prometeu revitalizar o regadio de Chókwè e reactivar fábricas de agro-processamento para incrementar a produção agro-pecuária e empregabilidade dos jovens.
O Presidente da República explicou ainda que, para um melhor desenvolvimento, é também fundamental que sejam combatidas algumas práticas que enfermam a sociedade, como é o caso da corrupção, que faz com que o dinheiro que deveria servir para a construção de escolas, hospitais e estradas vá para o bolso de certas pessoas.
O embate entre as selecções nacionais de Moçambique e África do Sul está confirmado pelas duas federações nacionais para o dia 10 de Junho. Tanto a Federação Moçambicana de Futebol como a South Africa Football Association prometem divulgar as respectivas convocatórias ainda esta semana
É já uma certeza a realização do jogo amigável entre Moçambique e África do Sul, inserido na Data-FIFA de Junho. A confirmação foi feita pelas duas instituições que gerem o futebol dos respectivos países, nomeadamente a Federação Moçambicana de Futebol, FMF, e a South Africa Football Association, SAFA.
A Federação Moçambicana de Futebol escreve na sua página das redes sociais, que os Mambas vão defrontar a África do Sul em jogo amigável, inserido na janela oficial da FIFA, na terça-feira, 10 de Junho de 2025, no Estádio Loftus Versfeld, em Pretória.
“O encontro enquadra-se no plano de preparação da equipa nacional para os próximos compromissos oficiais e constitui uma oportunidade para reforçar o entrosamento do grupo, bem como avaliar o desempenho de atletas em contexto competitivo internacional”, escreve a FMF.
Entretanto, o anúncio da convocatória para este jogo, composto por 22 jogadores, está para breve, segundo a nota da FMF, estando certo de que deverá contar com a integração de jogadores que actuam fora de portas, porquanto já com os seus campeonatos terminados.
Ou seja, dos jogadores habitués nas convocatórias de Chiquinho Conde, espera-se que todos sejam chamados para este amigável, tendo em conta os objectivos da equipa técnica, exceptuando aqueles que estão na selecção sub-23 que prepara-se para o torneio COSAFA, nomeadamente o guarda-redes Fazito, os médios Ezequiel e Keyns Abdala e os avançados Chamito e Kelvio.
Espera-se a reintegração do central David Malembane, ausente das últimas convocatórias devido a problemas burocráticos, bem como das presenças dos jogadores que actuam na África do Sul e Angola, numa convocatória que poderá estar recheado de jogadores que militam no Moçambola.
SAFA confirma realização do jogo com os Mambas
A Associação Sul-africana de Futebol, SAFA na sigla inglesa, também confirmou, através da sua página electrónica, a realização do jogo entre os Bafana Bafana e os Mambas, num amigável a ser disputado no Estádio Loftus, em Pretória, na terça-feira, 10 de Junho de 2025.
A SAFA escreve que “há alguns dias, o técnico da selecção principal masculina da África do Sul, Hugo Broos, anunciou uma pré-convocatória de 41 jogadores para os amigáveis com a Tanzânia, a ser disputado no Estádio Peter Mokaba, em Polokwane, Limpopo, na sexta-feira, 6 de Junho de 2025, e Moçambique”.
Os convocados da selecção sul-africana concentram-se a 1 de Junho de 2025, e viaja para Polokwane no mesmo dia. “Os jogadores do Mamelodi Sundowns não foram seleccionados, pois participarão do Mundial de Clubes da FIFA, que será disputado nos Estados Unidos, de 14 de Junho a 13 de Julho de 2025”, refere a nota da SAFA.
Dos 41 pré-eleitos por Hugo Broos, apenas 23 vão constar da convocatória final a ser anunciada ainda esta semana.
Foi lançado, para as províncias de Maputo, Inhambane, Sofala e Cabo Delgado o concurso denominado “Design de Futuro: Herança e Criação”.
Com as inscrições abertas até 21 de Junho, a iniciativa convida jovens moçambicanos, entre os 18 e 35 anos de idade, a explorarem a interseção entre tradição e inovação, com base em saberes e materiais locais.
O concurso está aberto a estudantes, autodidatas, recém-formados e jovens profissionais nas áreas de design, arquitetura, carpintaria, arte, artesanato, serralharia e outras disciplinas criativas relacionadas.
Através da iniciativa, a Criamoz, em parceria com a Mobi, loja de mobiliário e design baseada em Maputo, pretende estimular a criação de soluções inovador e sustentável, enraizadas na herança cultural moçambicana, e promover a inclusão de jovens criadores nos circuitos produtivos e culturais do país.
O concurso contará com sessões de mentoria em parceria com a marca e carpintaria Piratas do Pau e culminará com a exposição dos projectos seleccionados durante a primeira semana de design a decorrer em Outubro deste ano.
As inscrições da iniciativa, financiada pelo Fundo Création África-Moçambique, da Embaixada de França em Moçambique, com o apoio do Centro Cultural Franco-Moçambicano, estão disponíveis online.
O filósofo Brazão Mazula vai lançar, às 16 horas desta quarta-feira, no Complexo Pedagógico 1501 da Universidade Eduardo Mondlane, na Cidade de Maputo, o livro “X n : Pensar e agir ético”.
O novo livro de Brazão Mazula é um conjunto de oito artigos que abordam a importância da ética nas áreas da ciência e política, educação, saúde e cultura, negócios, direito, leis e normas, ecologia e técnica, sociedade e género e na vida humana.
“No título ‘X n : Pensar e Agir Ético’, segundo Brazão Mazula, o ‘X’, que é a base da potência, ‘é o sujeito a quem se exige o pensar e o agir ético, sempre’, enquanto o ‘expoente ‘n’ refere-se ao grau de responsabilidade do agir, muito considerado pela justiça quando analisa elementos atenuantes ou agravantes”, avanca o comunicado da Editorial Fundza, que edita o livro.
Além dos artigos de Brazão Mazula, na obra “X n : Pensar e agir ético”, chancelada pela Editorial Fundza, estão coligidos artigos de Celestino Mussomar, Dércio Tsandzana, Emília Nhalevilo e Francisco Fumo.
Brazão Mazula nasceu a 18 de Outubro de 1944, em Messumba, Província do Niassa. Possui Doutoramento em História e Filosofia da Educação. Lecciona na Faculdade Letras e Ciências Sociais da Universidade Eduardo Mondlane. É autor dos livros: “Educação, Cultura e Ideologia em Moçambique”, “Eleições, Democracia e Desenvolvimento”, “A utopia de pensar a educação”, entre vários outros.
O livro será apresentado pelo académico José Blaunde
Há greve no Conselho Municipal de Quelimane. Em causa está o não pagamento de quatro meses de salários, neste ano. Mensalmente o conselho municipal precisa de 12 milhões de meticais.
As portas do conselho municipal de Quelimane estão encerradas pelos funcionários. Estão desavindos com a edilidade por não pagamento de salários de quatro meses. Os funcionários dizem que a situação está a complicar a vida das suas famílias.
O edil de Quelimane está ausente, mas a vereadora das Finanças explicou que o município tem parte do valor, mas a falta de canalização do fundo de compensação autárquica por parte do ministério das Finanças está a complicar as contas.
Os funcionários dizem que não vão trabalhar até que o assunto seja resolvido. Esta não é a primeira vez que funcionários do conselho municipal andam desavindos com a edilidade por falta de pagamento de salários este ano.
O governo diz que vai continuar a conversar com os profissionais de saúde, para se chegar “a uma abordagem mais humanizada das questões”, de forma a evitar prejuízos humanos e financeiros. Inocêncio Impissa, porta-voz do Governo, falava, esta terça-feira, durante o briefing do Conselho de Ministros, na província de Gaza.
“A única alternativa que temos é continuar a conversar, pois não existe uma medida mágica, para paralisar qualquer que seja a intenção de se manifestar, seja por um direito ou qualquer outra razão”, disse o ministro da Administração Estatal à imprensa.
O Conselho de Ministros foi realizado na província de Gaza. Durante a sessão, o Executivo apreciou e aprovou o decreto que estabelece as normas de execução da Lei que aprova o Plano Económico e Social e Orçamento do Estado, de 2025, e delega competências aos diferentes níveis em matérias de administração e gestão orçamental para as respectivas áreas de jurisdição.
O Governo apreciou ainda informações sobre as comemorações do dia 16 de Junho, dia do Massacre de Mueda, e dos 50 anos da Independência Nacional.
“Este massacre constitui-se no marco de viragem na luta dos moçambicanos pela autodeterminação e pela independência nacional. É assim que o Governo realiza uma cerimónia central que visa honrar, homenagear e glorificar os moçambicanos que, imbuídos de um espírito de bravura, ousaram enfrentar a máquina repressiva da administração colonial. As cerimónias centrais dos 65 anos do massacre de Mueda vão decorrer no Distrito de Mueda, província de Cabo Delgado”, avançou Inocêncio Impissa.
Ainda na mesma sessão, o Conselho de Ministros foi informado sobre os preparativos das comemorações dos 50 anos da Independência que vão decorrer a 25 de Junho de 2025, no Estádio da Machava, e foi informado ainda sobre o financiamento e produção do livro escolar e outros materiais didáticos.
A cidade de Chimoio vai contar com um centro agro-alimentar, um Projecto financiado pela Cooperação Italiana, orçado em 38 milhões de Euros. Espera-se que o mesmo entre em funcionamento em 2027.
O centro já tem um espaço definido para a sua implantação. A ideia é que sejam produzidos, transformados e comercializados produtos de origem agrícola e animal. O embaixador da Itália, que visitou o local, disse que além dos produtos serem comercializados no mercado local, espera-se que sejam também exportados.
O edil de Chimoio onde o centro agro alimentar será construído, explicou que o Projecto inclui o melhoramento do aeroporto local para permitir a exportação de produtos.
Espera-se que as obras do centro de agro-alimentar arranque dentro dos próximos dois meses.

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