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O antigo presidente do Banco Africano de Desenvolvimento defende que Moçambique deve apostar na aquacultura em grande escala para reforçar a segurança alimentar, reduzir a dependência das importações e criar mais oportunidades de emprego para a juventude. Akinwumi Adesina, que também apontou a industrialização, a saúde e a mobilização de investimento como prioridades para o desenvolvimento do País, foi recebido nesta quinta-feira, em audiência, pelo Presidente da República.

Depois de participar na Conferência Internacional sobre Desenvolvimento Inclusivo e Sustentável, o antigo presidente do Banco Africano de Desenvolvimento, Akinwumi Adesina, foi recebido, nesta quinta-feira, pelo Presidente da República, Daniel Chapo.

Durante a audiência, realizada à porta fechada, Daniel Chapo e o antigo dirigente de uma das maiores instituições financiadoras do desenvolvimento em África abordaram a situação económica do País, as estratégias de desenvolvimento e os sectores com maior potencial para atrair investimento.

Nas breves declarações prestadas à imprensa após o encontro, Akinwumi Adesina revelou que discutiu com o Chefe do Estado as potencialidades económicas de Moçambique.

“Discutimos, nessa área específica, vários aspectos. Analisámos como é que se podem, de facto, transformar os recursos naturais do País em desenvolvimento inclusivo e crescimento económico de longo prazo. Seja através do gás para a industrialização, o que é muito, muito importante, seja através da produção de metanol, etanol e ureia, o que vai criar muitas oportunidades aqui”, afirmou Adesina.

O potencial agrícola e as oportunidades oferecidas pela economia azul foram outros temas em destaque durante o encontro. Segundo Akinwumi Adesina, estes sectores podem desempenhar um papel determinante na criação de emprego, sobretudo para os jovens.

“Falámos muito sobre agricultura. Ele falou-me da sua visão para este sector. Discutimos também a forma como o País deve apostar na economia azul, porque ela é muito, muito importante, e desenvolver a aquacultura em grande escala para reduzir as importações alimentares, mas também para criar muitos postos de trabalho”, explicou.

O antigo presidente do BAD manifestou ainda disponibilidade para apoiar Moçambique na mobilização de investimento, na qualidade de presidente da Cimeira Global de Investimento em África.

Segundo Adesina, “todos os moçambicanos merecem cuidados de saúde de qualidade, e a prosperidade de um país deve reflectir-se na vida das pessoas. Foi também sobre isso que discutimos”.

Relativamente à Cimeira Global de Investimento em África, da qual é presidente, o economista garantiu que continuará a trabalhar para que esta continue a ser um vínculo de atracção de investimento para atrair investimento sustentável para o País, para além de permitir a convergência com outros agentes económicos mundiais.

“Estamos a trabalhar em estreita colaboração com o Presidente e com o País para atrair investidores para Moçambique, mas investidores que estejam empenhados na transformação de longo prazo deste país e comprometidos com o povo moçambicano. Por isso, é um prazer estar aqui a trabalhar com Sua Excelência o Presidente”, concluiu.

Para Akinwumi Adesina, a valorização dos recursos naturais, em particular do gás natural, poderá impulsionar a instalação de indústrias, promover a criação de empregos e acelerar o desenvolvimento económico de Moçambique.

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O antigo Presidente da República Democrática do Congo, Joseph Kabila apareceu esta quinta-feira perante a imprensa em Goma, uma cidade do leste do país controlada pelo Movimento 23 de Março (M23), após reunir-se com líderes religiosos locais.

O declarado opositor do actual Presidente, Félix Tshisekedi, apresentou-se perante os jornalistas sem fazer declarações, na presença do porta-voz do grupo armado antigovernamental M23, Lawrence Kanyuka, numa das suas residências, onde recebeu líderes religiosos locais. Os religiosos enaltecem a vontade de Kabila de contribuir para a pacificação de RDC e manter a unidade e soberania do país.

Há três dias que o antigo Chefe de Estado encontra-se em Goma, capital de Kivu Norte, província controlada pelo M23 a par de Kivu Sul. Na Quinta-feira, o Senado congolês, controlado pelo partido do actual presidente Felix Tshisekedi, aprovou a retirada de imunidade a Kabila que o actual governo acusa-o de traição, participação num movimento insurrecional, participação em crimes de guerra e crimes contra a humanidade.

Joseph Kabila classificou na sexta-feira a existência de uma “ditadura” promovida pelo Governo de Kinshasa e anunciou que vai se manter nos próximos dias em Goma.

Kabila, de 53 anos, que governou a RDCongo de 2001 a 2019, deixou o país no final de 2023, mas ainda possui uma importante rede de influência. Em abril, o antigo chefe de Estado já tinha anunciado à imprensa que iria retornar ao país “pela parte leste”, sendo que grande parte desta região está sob o controlo do M23, apoiado pelo Ruanda e o seu exército.

O leste congolês, uma região rica em recursos naturais na fronteira com o Ruanda, é dilacerado por conflitos há 30 anos. A violência nesta zona intensificou-se nos últimos meses com a tomada do M23 das grandes cidades de Goma e Bukavu, capitais das províncias de Kivu do Norte e Kivu do Sul.

Pelo menos 117 pessoas morreram e várias outras ainda estão desaparecidas, depois que fortes enchentes destruíram milhares de casas, no estado de Níger, na Nigéria, segundo autoridades de emergência da Nigéria.

Segundo a Reuters, foi, primeiro, anunciado 21 mortes, na quinta-feira, e só mais recentemente é que se chegou aos 117, uma subida bastante acentuada. 

Nigéria é um país propenso a inundações durante a época chuvosa, que começa em Abril. Em 2022, a Nigéria sofreu sua pior onda de inundações em mais de uma década, que matou mais de 600 pessoas, deslocou cerca de 1,4 milhão e destruiu 440 mil hectares de terras agrícolas.

O incidente de inundação no estado de Níger ocorreu na quarta-feira à noite, e continuou até a manhã de quinta-feira.

 

O Presidente da República, Daniel  Chapo, recebeu, nesta Sexta-feira, no seu Gabinete, uma delegação  da Associação dos Diplomatas de Moçambique (ADIMO), que o foi  felicitar  pela sua eleição e apresentar o plano das actividades  comemorativas dos 50 anos da diplomacia moçambicana. 

A visita insere-se nas celebrações do Dia do Diplomata, cuja  efeméride é assinalada a 16 de Setembro, data em que Moçambique  ocupou, pela primeira vez, o seu assento nas Nações Unidas como  Estado independente.

Durante a audiência, os diplomatas saudaram o Chefe do Estado pela  sua investidura e pela passagem dos 50 anos da independência  nacional, marco que coincide com cinco décadas de diplomacia  moçambicana.

“Viemos hoje à Presidência da República para saudar  o Presidente da República, primeiro, pela sua eleição, porque depois  da eleição é a primeira vez que nós viemos cá”, declarou Laura da  Graça Guambe da Silva, presidente da direcção da ADIMO, em  declarações à imprensa no final do encontro. 

As comemorações foram oficialmente lançadas a 20 de Julho do ano  passado, numa altura em que a ADIMO completava 21 anos de  existência, e incluem uma série de eventos a decorrer ao longo deste  ano. 

Entre as actividades previstas no âmbito das celebrações, está a visita  a membros honorários da associação, entre os quais se inclui o Chefe  do Estado. 

A presidente da ADIMO destacou que, nos termos dos estatutos da  organização, o Presidente da República é considerado o diplomata  número um e, por isso, integra a associação como membro honorário.  

O ponto alto das celebrações está marcado para o dia 16 de  Setembro próximo, data que simboliza a entrada de Moçambique na  comunidade internacional. “Estas comemorações terão o seu ponto  mais alto a 16 de Setembro de 2025, porque é a data que nós, pela  primeira vez, sentámos, como um país independente, nas Nações  Unidas, e por essa via escolhemos esta data para que passemos a  comemorar o Dia do Diplomata no dia 16 de Setembro de cada ano”. 

Laura da Silva referiu que Chapo acolheu a delegação  com entusiasmo e reiterou o seu compromisso com a diplomacia  moçambicana. “Ele recebeu-nos com muita euforia e alegria, saudou-nos, felicitou-nos pelo trabalho que estamos a desenvolver. Aliás, ele é  membro, e a partir de hoje ele passa a ser o membro de iúri e de facto (por direito e por facto) da Associação dos Diplomatas de  Moçambique, e estas actividades que nós estamos a desenvolver  estaremos a desenvolver com o Presidente da República” 

A dirigente sublinhou ainda que a associação saiu do encontro  revigorada e comprometida com as orientações recebidas. “Então,  nós estamos lisonjeados, como ADIMO, pelo acolhimento de Sua  Excelência o Presidente da República, ouvimos a sensibilidade do  Presidente da República, ouvimos as recomendações do Presidente  da República e vamos implementar todas essas recomendações e  conselhos de Sua Excelência o Presidente da República”.

Uma mulher sul-africana foi condenada à prisão perpétua por vender sua filha de 6 anos. Racquel Chantel Smith, foi condenada juntamente com seu namorado, Jacquen Appollis, e seu amigo, Steveno van Rhyn. Os três receberam penas de prisão perpétua por tráfico de pessoas, e mais 10 anos cada um por sequestro, segundo o African News. 

As sentenças foram proferidas pelo juiz Nathan Erasmus, em Saldanha Bay, uma cidade na costa oeste da África do Sul, onde o julgamento foi transferido para um centro esportivo local para permitir a presença da comunidade.

Segundo o African News, Joshlin, filha de Smith, desapareceu em Fevereiro de 2024, dando início a uma busca nacional. Inicialmente, a mãe da vítima foi vista como vítima, e muitos membros da comunidade mobilizaram-se para ajudar a polícia a procurar a jovem perto de seu bairro pobre,nas proximidades da Baía de Saldanha.

No entanto, o caso tomou um rumo sombrio quando Smith foi presa. Durante o julgamento, uma testemunha declarou que Smith admitiu ter vendido sua filha, juntamente com os dois homens, por cerca de mil dólares a um curandeiro tradicional que queria a criança por causa de partes do seu corpo.

O veredito do juiz não esclareceu para quem a criança foi vendida ou o que exatamente aconteceu com ela, mas confirmou que a menina  foi vendida para escravidão ou práticas análogas à escravidão. A criança continua desaparecida.

Mais de 800 gestores escolares de Gaza estão sob investigação, por suspeita de falsificação do número de estudantes matriculados. Com a criação de alunos fantasmas, o objectivo era beneficiar-se, de forma indevida, de fundos de apoio directo às escolas. Além de garantir a responsabilização dos culpados, o sector de educação decidiu suspender o pagamento da taxa de guarda, na sequência de reclamações.

Gestores escolares na província de Gaza são acusados de manipular dados de alunos  matriculados para obter fundos indevidos.

“Tem cerca de 895 escolas. A esta altura, não poderei avançar o número de escolas específicas nessa situação, mas, pelo domínio dos números e da situação que nós temos como efetivos da nossa província, estamos com esta suspeita.”

O director de educação, Ferrão Bambo, classifica a postura de grave, e, segundo explica, compromete a planificação e qualidade de educação. Na sequência, corre uma investigação em mais 800 escolas para aferir e responsabilizar os implicados.

“Há um trabalho que o sector, ao nível do distrito, deve fazer, de verificação dos dados, mas o trabalho de verificação dos dados estatísticos é feito por amostra, de um modo geral, mas nós, como província, estamos a fazer minuciosamente em todas as escolas para, de uma vez por todas, ultrapassarmos esta situação de dados estatísticos.

De acordo com o responsável, a inspecção vai determinar os implicados em apenas duas semanas.

“Eu diria que é melhor que a imprensa espere pelo trabalho que estamos a fazer. Aí nós teremos que dizer definitivamente, porque, se nós formos a dizer existem, quem são? E nesta altura? Não, até o final do mês nós teremos os dados já prontos. Daqui a duas semanas”, disse.

A bancada parlamentar do MDM exigiu, hoje, a responsabilização dos agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Gorongosa e do seu comandante pelo ataque a membros do partido, durante uma marcha.

“É inaceitável que as Forças de Defesa e Segurança sejam usadas pelo partido que governa o país como pedra de arremesso contra os seus adversários políticos”, condenou o porta-voz do MDM, Fernando Bismarques, durante o discurso de encerramento da I sessão ordinária da X Legislatura.

O MDM manifestou, também, preocupação com ataques no Norte de Cabo Delgado, na Reserva Especial do Niassa, e pela movimentação de grupos armados em Morrumbala. Para o partido, é fundamental que as Forças de Defesa e Segurança estejam mais vigilantes, de forma a evitar que esses crimes se alastrem.

A quarta força política da Assembleia da República manifestou, ainda, preocupação pela “continuidade dos anteriores ciclos de empobrecimento e de aprofundamento da miséria do país”.

“A economia nacional vive uma crise que não deriva somente das manifestações pós-eleitorais registadas nos últimos meses, do terrorismo em Cabo Delgado, de choques climáticos, da guerra comercial ou outras razões exógenas (…) Sem um combate sério, ao que o chefe do Governo convencionou designar como raposas, o país será condenado à miséria, que passará de geração em geração”, apontou Bismarques, exigindo mais esforços para a erradicação da corrupção.

Um ataque aéreo israelita contra uma casa no centro da Faixa de Gaza matou, esta quinta-feira, 22 pessoas, incluindo nove mulheres e crianças, segundo informaram as autoridades hospitalares do território palestiniano.

O ataque aéreo foi direcionado a um campo de refugiados urbano no centro de Gaza. 

De acordo com fontes citadas pela agência noticiosa norte-americana, Associated Press, os bombardeamentos atingiram uma residência familiar  no norte do enclave, matando, no local, oito pessoas, incluindo duas mulheres e três crianças. 

Uma viatura que se encontrava nas proximidades foi também afectada, provocando a morte de outras quatro pessoas. 

A Associated Press refere ainda que o Exército israelita ainda não se pronunciou sobre este caso, entretanto afirma ter como alvo apenas militantes do Hamas e atribui a morte de civis ao grupo islamita palestiniano, alegando que os seus elementos operam em áreas populosas.

Ainda esta quinta-feira, os militares israelitas ordenaram a evacuação do Hospital Al-Awda,  que é uma das últimas unidades sanitárias em funcionamento no norte do território.

Ex-ministro das Finanças e actual presidente do BADEA sucede a Akinwumi Adesina. Tomará posse a 1 de Setembro, num momento decisivo para o continente africano.

Com mais de três décadas de experiência em finanças internacionais e desenvolvimento africano, Sidi Ould Tah foi esta quarta-feira eleito presidente do Grupo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), durante os Encontros Anuais da instituição, realizados em Abidjan, na Costa do Marfim.

A eleição foi conduzida pelo Conselho de Governadores do Banco — composto por ministros das Finanças e governadores de bancos centrais dos 81 países membros — e exigia maioria qualificada entre votos regionais e não regionais. O resultado foi anunciado por Niale Kaba, ministra do Planeamento da Costa do Marfim e presidente do Conselho.

Cidadão da Mauritânia, Tah assumirá funções a 1 de Setembro de 2025, para um mandato de cinco anos, sucedendo ao nigeriano Akinwumi Adesina, que liderou o BAD durante a última década.

“Agora, vamos trabalhar. Estou pronto!”, afirmou o presidente eleito, logo após o anúncio da sua vitória. De acordo com um comunicado do BAD, Tah liderou desde 2015 o Banco Árabe para o Desenvolvimento Económico em África (BADEA), onde conduziu uma transformação que quadruplicou o balanço da instituição e lhe garantiu uma notação de crédito AAA.

Antigo ministro da Economia e Finanças da Mauritânia, o novo presidente é reconhecido pela sua actuação em reformas económicas, resposta a crises e mobilização de financiamento para projectos em África. A sua eleição ocorre num momento de grandes desafios para o continente, com o agravamento das alterações climáticas, desigualdades persistentes e instabilidade geopolítica.

A corrida à presidência contou com mais quatro candidatos: Amadou Hott (Senegal), Samuel Maimbo (Zâmbia), Mahamat Abbas Tolli (Chade) e Bajabulile Swazi Tshabalala (África do Sul). A lista final foi aprovada em Fevereiro.

Criado em 1964, o Grupo Banco Africano de Desenvolvimento é composto pelo Banco Africano de Desenvolvimento, o Fundo Africano de Desenvolvimento e o Fundo Fiduciário da Nigéria. Conta com 81 membros — 54 africanos e 27 não regionais — e tem como missão promover o desenvolvimento económico sustentável e o progresso social no continente.

A eleição de Tah coincide com a celebração dos 60 anos do Grupo Banco, sob o lema “Usar o capital de África para potenciar o seu desenvolvimento”. Os encontros decorrem até 30 de Maio, reunindo chefes de Estado, decisores políticos, empresários e parceiros internacionais.

O Presidente da República, Daniel Chapo, manifestou total apoio à iniciativa “Moçambique Primeiro”, apresentada nesta quinta-feira por uma delegação do Conselho Cristão de Moçambique (CCM), liderada pelo seu presidente, o bispo Rodrigues Júlio Dambo. A proposta visa promover a união, a paz e o compromisso dos moçambicanos com o desenvolvimento do país, colocando os interesses nacionais acima de qualquer divergência.

Durante o encontro, o bispo Dambo explicou que a iniciativa tem como objetivo despertar o patriotismo e a responsabilidade, tanto individual quanto coletiva. “Esta iniciativa visa juntar todos os moçambicanos, unir-nos e olharmos para Moçambique primeiro. Que cada um de nós, governantes, partidos políticos e toda a sociedade, possamos fazer algo de bom para Moçambique”, afirmou o líder religioso.

Segundo o bispo, a proposta incentiva a prática diária de uma cidadania consciente e ativa. “Acordar de manhã e dizer: o que faço por Moçambique primeiro? Ao dormir, perguntar: o que fiz por Moçambique primeiro?”, reforçou, sublinhando que a mensagem central é a rejeição da violência e a valorização da paz como condição essencial para o progresso.

De acordo com Dambo, o Presidente da República acolheu com entusiasmo a proposta do CCM e demonstrou abertura ao espírito de reconciliação e coesão nacional. “Foi um encontro muito positivo. Sua Excelência, o Presidente da República, acolheu a iniciativa e deu todo o apoio necessário, porque Moçambique precisa reconciliar-se, reencontrar-se e precisa que todos nós caminhemos juntos”, declarou.

Durante a audiência, a delegação do Conselho Cristão de Moçambique reconheceu que, apesar das diferenças políticas e ideológicas serem naturais na história dos povos, os moçambicanos devem manter-se unidos. “As diferenças sempre existiram, mas nós, como moçambicanos, devemos estar unidos em prol de Moçambique primeiro”, frisou o bispo.

Rodrigues Júlio Dambo reconheceu ainda que o país enfrenta desafios históricos e complexos, mas defendeu que a superação desses obstáculos só é possível com coesão nacional. “Desde os primórdios da humanidade enfrentamos diferentes tipos de problemas, mas só os podemos ultrapassar se estivermos unidos”, afirmou, garantindo que a Igreja sai encorajada da audiência com o Chefe do Estado.

Antes da apresentação formal da proposta, a equipa do Conselho Cristão saudou o Presidente Daniel Chapo pela sua eleição, destacando que ainda não haviam tido oportunidade de felicitá-lo oficialmente. Elogiaram também a liderança que tem exercido, especialmente num momento desafiante para o país, considerando que esta tem contribuído significativamente para a harmonia nacional.

Os representantes do CCM incentivaram o Presidente da República a continuar a trilhar o caminho do diálogo e da reconciliação. E destacaram como um gesto de coragem o encontro com o então candidato Venâncio Mondlane, considerando-o um marco importante para o fortalecimento da unidade nacional. “Devemos felicitar também o encontro com o candidato Venâncio Mondlane, que foi um ato de coragem e que contribui realmente para a reconciliação dos moçambicanos”, afirmaram.

O Conselho Cristão reiterou o seu compromisso com a paz e a estabilidade, reafirmando o seu papel como parceiro do Estado na promoção do diálogo, da reconciliação e na construção de uma sociedade mais justa e solidária.

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