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O treinador alemão de 59 anos encontra-se nos Estados Unidos a acompanhar o Mundial 2026 como comentador da Magenta TV, mas pode assinar contrato já neste fim de semana. Klopp foi apontado, desde logo, como a grande prioridade da DFB assim que ficou confirmada a rescisão de Julian Nagelsmann.

Jurgen Klopp está cada vez mais perto de suceder a Julian Nagelsmann no comando técnico da selecção da Alemanha. O antigo treinador do Liverpool e atual director de futebol das equipas da Red Bull encontra-se, actualmente, nos Estados Unidos a desempenhar o papel de comentador na Magenta TV, que acompanha os jogos do Mundial 2026, mas vai ter uma reunião decisiva nas próximas horas, preparando-se para assinar um contrato milionário, de acordo com o BILD.

O jornal germânico adianta, nesta quinta-feira, que a Federação Alemã de Futebol (DFB) está a ultimar uma oferta no valor de sete milhões de euros por ano, num contrato que terá a duração de quatro anos, até 2030, o que permitirá a Klopp orientar a Alemanha no Euro 2028 e no Mundial 2030.

Bernd Neuendorf e Hans-Joachim Watzke, presidente e vice-presidente da DFB, respetivamente, vão viajar para Nova Iorque durante este fim de semana para fechar o acordo com o técnico de 59 anos. 

IMBRÓGLIO RED BULL PRESTES A SER RESOLVIDO 

O facto de Jurgen Klopp estar contratualmente ligado à Red Bull estava a representar um obstáculo para que o negócio se realizasse, uma vez que a Federação germânica não queria realizar qualquer tipo de pagamento. 

As partes encontraram, de acordo com o BILD, uma solução, que passa pela permanência de Klopp como embaixador da Red Bull, deixando o cargo de dirigente que até agora exercia. 

Klopp está, assim, prestes a concretizar o sonho de chegar à seleção do seu país, depois de ter passado por Borussia Dortmund, Mainz e Liverpool.

CRÍTICAS APÓS A ELIMINAÇÃO

A surpreendente eliminação da Alemanha nos 16 avos-de-final do Mundial 2026, aos pés do Paraguai, deixou o mundo em choque e depressa se percebeu que dificilmente Nagelsmann resistiria ao cargo de seleccionador. 

Jurgen Klopp foi uma das vozes mais críticas do sucedido, pese embora sem visar o seu antecessor, pedindo também uma mudança no futebol de formação alemão. 

“Existem 500 mil maneiras de ganhar um jogo de futebol, só precisas de encontrar uma. O sonho foi destruído. Isto é dramático. Não jogámos bem”, começou por analisar Klopp, citado pela SPORT1, prosseguindo com mais comentários. 

“É preciso atacar pelas laterais. Não há outra alternativa. Todos sabemos o quão bem os rapazes podem jogar, mas eles não mostraram isso dentro de campo. Dentro de pouco tempo estaremos, uma vez mais, a falar maravilhas de Wirtz e Musiala e de como eles são fantásticos. Mas não agora”, vincou o antigo treinador do Liverpool.

Questionado sobre o futuro, na mesma ocasião, Klopp deixou a porta aberta à seleção, mas não se alongou em comentários. 

“Ainda não pensei sobre isso. Já estive nessa situação muitas vezes como treinador, em que um grande sonho foi destruído. Percebo que, quando se fala num novo treinador para selecção, o meu nome seja mencionado, mas não é o momento certo para falar sobre isso”, disse. 

Refira-se que a Alemanha voltou a falhar nos Mundiais, depois de ter vencido a edição de 2014. Em 2018, não passou da fase de grupos, algo que se repetiu em 2022. Quatro anos depois, os germânicos qualificaram-se para a fase a eliminar, com duas vitórias e uma derrota na fase de grupos, mas não foram além dos 16avos de final.

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A selecção nacional de futebol, os Mambas, defronta esta terça-feira a sua congénere da África do Sul, em partida de carácter amigável, inserido na Data-FIFA.

A partida, marcada para iniciar quando forem 19h30, serve de preparação das duas selecções para os compromissos que terão pela frente em Setembro e Outubro, nomeadamente de qualificação ao Mundial de futebol de 2026.

Os Mambas terão dois jogos em Setembro, nomeadamente diante da Uganda, fora de portas, e Botswana, em casa, enquanto a África do Sul defronta Lesotho e Nigéria, respectivamente.

Por seu turno, quando forem 15h00, os Mambinhas dos sub-23 defrontam Zimbabwe, em partida da terceira jornada da fase de grupos do COSAFA-2025. O combinado nacional precisa vencer o jogo para se qualificar às meias-finais da prova.

Os Mambinhas lideram o grupo A com quatro pontos, seguido da África do Sul com três, Maurícias com dois, e Zimbabwe com apenas um ponto.

Luís Boa Morte já não é seleccionador nacional da Guiné-Bissau, anunciou, esta segunda-feira, Carlos Alberto Teixeira, presidente da Federação Guineense de Futebol.

O líder federativo diz que a decisão de rescisão de contrato com o ex-internacional português foi tomada em consonância com o Governo, que paga os honorários do seleccionador nacional.

Carlos Alberto Teixeira acrescentou ainda que Luís Boa Morte e os seus adjuntos saem da selecção da Guiné-Bissau não por falta de empenho, mas por falta de sorte.

Boa Morte deixa a selecção da Guiné-Bissau depois de 14 meses, após não ter atingido os objectivos que tinha, nomeadamente de qualificar os Djurtus para a fase final do Campeonato Africano das Nações (CAN), eliminado pelos Mambas, levar o país pela primeira vez ao Mundial, também falhado, e formar treinadores locais.

O técnico despediu-se esta segunda-feira com derrota diante do Gabão, em partida amigável inserida na Data-FIFA.

A Associação Cultural Xitende realiza, hoje, um intercâmbio literário entre a professora brasileira, Assunção de Maria Sousa e Silva, os escritores e o público em geral.

Segundo o comunicado, esta efeméride realiza-se no âmbito da visita da professora Assunção de Maria Sousa e Silva, que circunjaze no estágio do pós-doutorado na Universidade de Playa Ancha em Santiago do Chile, que está em curso. 

O mesmo documento justifica ainda que, por se tratar de uma  pesquisadora de literaturas africanas de língua portuguesa, a professora brasileira pretende trocar experiências com a Xitende, um exercício que ocorre com a supervisão da Profa.Dra. Daiana Nascimento, também pesquisadora. 

Assim, terá lugar um workshop intitulado: Função da Literatura; na sala da Casa Velha da Escola Secundária de Xai-Xai, nesta terça-feira, pelas 11 horas e conta com a moderação de Deusa d’África. A visita inclui entrevistas aos escritores da Xitende no âmbito das pesquisas que Assunção realiza. 

De realçar que, Assunção de Maria Sousa e Silva é Nordestina brasileira. Professora-Doutora, Titular da Universidade Federal do Piauí. Professora Adjunta da Universidade Estadual do Piauí. Estuda e pesquisa literaturas africanas de língua portuguesa e literatura negra brasileira. 

O antigo assessor pessoal do ex-Presidente brasileiro Jair Bolsonaro garantiu, perante o Supremo Tribunal Federal, que o ex-chefe de Estado planeou a anulação das eleições de 2022, que perdeu contra o actual Presidente, Lula da Silva.

Mauro Cid, que colaborou com a Polícia Federal nas investigações contra Bolsonaro, confirmou, ontem, que assessores do ex-chefe de Estado lhe apresentaram um documento que previa a declaração do estado de defesa e de sítio e a detenção de magistrados do Supremo.

“O Presidente recebeu e leu. Ele, de certa forma, enxugou o documento, basicamente retirando as autoridades das prisões. Somente o senhor [juiz do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes] ficaria como preso. O resto, não”, disse Mauro Cid, que foi ontem interrogado no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília. 

O ex-Presidente brasileiro Jair Bolsonaro é acusado pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de património.

O antigo assessor pessoal do ex-Presidente brasileiro detalhou que o documento era composto por duas partes distintas, com a primeira a relatar “possíveis interferências” do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante o processo eleitoral.

“Na segunda parte, entrava em uma área mais jurídica, estado de defesa, estado de sítio e prisão de autoridades”, afirmou.

Durante essa reunião, que ocorreu após a segunda volta das eleições de Outubro de 2022, Bolsonaro reduziu a lista de autoridades que seriam presas, mantendo Alexandre de Moraes, que na altura era o presidente do (TSE) e que agora é o relator do processo contra o próprio Bolsonaro.

O assessor pessoal confirmou que, dias depois, uma minuta do documento foi apresentada aos comandantes das Forças Armadas numa reunião presidida por Bolsonaro no Palácio da Alvorada, a residência oficial do Presidente brasileiro, em Brasília.

Além de Mauro Cid e do ex-Presidente vão também ser ser interrogados na Primeira Turma do STF, em Brasília, Alexandre Ramagem (ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência), Almir Garnier (ex-comandante da Marinha), Anderson Torres (ex-ministro da Justiça), Augusto Heleno, (ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional), Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa) e Walter Braga Netto (ex-ministro da Casa Civil de Bolsonaro).

No final desta fase, o juiz de instrução consultará o Ministério Público e as equipas de defesa dos arguidos para determinar se são necessários mais interrogatórios e diligências ou se se deve passar às alegações finais.

O plano golpista terá começado após a vitória do actual Presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, nas eleições de Outubro de 2022.

Bolsonaro tentava a reeleição e não aceitou a derrota nas urnas. Segundo a acusação, foi então elaborado um plano de golpe de Estado para impedir a posse de Lula da Silva, que culminou com a invasão das sedes dos três poderes em 08 de Janeiro de 2023.

Nas presidenciais de 2022, Lula da Silva venceu Bolsonaro, que se recusou a reconhecer a derrota, descredibilizou o sistema e o processo eleitoral (que levou à proibição de se recandidatar para cargos públicos durante oito anos) e incentivou os seus seguidores a montarem acampamentos em frente a bases militares para protestar contra o resultado das presidenciais e para exigirem uma intervenção militar.

Fontes judiciais afirmaram que a intenção é que o julgamento seja concluído ainda este ano e que as sentenças sejam proferidas entre outubro e Novembro.

A produção agrícola de mais de 300 agricultores no distrito de Limpopo, província de Gaza, está seriamente ameaçada devido à invasão de hipopótamos. Em apenas um mês, os animais já destruíram cerca de 250 hectares de culturas diversas, levando os produtores a exigirem medidas urgentes.

As comunidades mais afetadas são Chimangue e Makandene, localizadas nas margens do rio Limpopo. Segundo o líder comunitário João Chopo, os hipopótamos têm invadido as machambas durante a noite, provocando prejuízos significativos.

“Apesar de termos colocado bandeirolas para tentar afugentá-los, não surte efeito. Trata-se de uma manada inteira, não são dois ou três, são muitos hipopótamos que destroem tudo à noite”, explicou.

De acordo com os relatos locais, cerca de 300 hectares de terras pertencentes a aproximadamente 400 agricultores foram afetados. “Os prejuízos são enormes. Os hipopótamos não dão trégua. Estão a devastar tudo”, acrescentou Chopo.

Camponeses Desesperados

Laurinda Azarias, de 56 anos, é uma das agricultoras atingidas. Com deficiência física e sem outra fonte de rendimento, dependia da colheita de milho e feijão em 3,5 hectares de terra, onde esperava produzir entre 8 a 10 toneladas para o consumo da família.

“Sou deficiente, acordo cedo, esforço-me com a esperança de conseguir alguma coisa, mas não sobrou nada. Pedimos socorro”, clamou.

Mequidónia Mucache, de 45 anos, também viu a sua produção desaparecer. “Essa machamba é minha, tem dois hectares. Não conseguimos colher nada. Os hipopótamos invadiram tudo. Precisamos de ajuda, de verdade”, pediu.

Com medo de perder o que resta das suas colheitas, muitos agricultores passaram a pernoitar nas machambas, tentando proteger os campos durante a noite.

Mais Problemas para os Agricultores

Além da destruição causada pelos hipopótamos, os agricultores enfrentam outras dificuldades, como a falta de insumos agrícolas e a ausência de infraestrutura de drenagem. Os líderes comunitários denunciam que há mais de 50 anos que as valas de drenagem não são reabilitadas, o que contribui para a inundação de cerca de 100 hectares de terra.

“Recebemos queixas todos os dias, mas quando levamos às autoridades, ninguém nos dá atenção. A situação das valas é antiga e continua por resolver”, lamentaram os líderes de Chimangue e Makandene.

As autoridades distritais, por meio do Serviço Distrital de Actividades Económicas, confirmaram estar a par da situação e prometeram pronunciar-se esta quinta-feira.

Enquanto aguardam uma resposta oficial, os agricultores vivem num clima de tensão e desespero, temendo pela perda total da produção e pela insegurança alimentar nas suas comunidades.

Os assassinatos, extração de órgãos humanos e sequestros continuam a preocupar pessoas com Albinismo. Este grupo queixa-se de estigma e descriminação e exige respeito. O Ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos lançou hoje, a Semana de Conscientização sobre o Albinismo. 

A semana de conscientização sobre o Albinismo acontece num contexto em que persistem muitos desafios, sobretudo no que diz respeito à protecção deste grupo, que muitas vezes se tem queixado de ser alvo de várias perseguições. 

As pessoas portadoras de albinismo nasceram com ausência total ou parcial da melanina, e por isso, a sua pele é muitas vezes associada à riqueza e poderes sobrenaturais, tal como descreveu Leta Vasco. 

“Mesmo quando ando na rua, as pessoas chamam-me de bolada. Atacam-me com palavras de riqueza dizendo que eu não sou pessoa”, disse, acrescentando que muitas destas pessoas vivem com medo, devido às perseguições para extração dos seus órgãos.

“Há momentos em que prefiro não me fazer à rua por causa destes comportamentos. Algumas pessoas atiravam-me pedras e outras cuspiam em mim”.

A falta de pigmentação da pele fez também com que Nelson Mazive tivesse que aprender a lidar com o preconceito, desde os seus primeiros anos de vida. 

“Há descriminação e estigma na sociedade. Pessoas com albinismo são atribuídas  nomes pejorativos e há um tratamento desumano”.

Falando no lançamento da semana de Conscientização sobre o albinismo, o Ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Mateus Saize, reconheceu que ainda há desafios para a protecção deste grupo.

“Os albinos continuam a enfrentar desafios significativos em matérias de direitos humanos, incluindo descriminação, exclusão social e graves violações dos seus direitos. O Governo está comprometido em resolver este cenário…realizando campanhas nacionais e internacionais de conscientização”.

Esta segunda-feira foi lançado o projecto Rights For Inclusion, com o objectivo de salvaguardar os direitos das pessoas com deficiência. 

“É um projecto destinado especificamente a pessoas com albinismo, para  a questão da promoção dos seus direitos e protecção da sua pele”, explicou Zeca José, representante do Fórum das Associações Moçambicana para Pessoas com Deficiência (FAMOD). 

 

O albinismo é uma doença genética hereditária, na qual as células do corpo não são capazes de produzir melanina, um pigmento que, quando está em falta, resulta em falta de cor na pele, olhos, pelos e cabelos.

Assim, a pele de um albino é geralmente branca, mais frágil e sensível ao sol, enquanto que a cor dos olhos pode variar de azul muito claro quase transparente a castanho. O Dia Internacional de Conscientização sobre o Albinismo assinalou-se a 1 de Junho. 

O partido Frelimo na província da Zambézia realiza hoje a eleição do novo Comité Provincial, incluindo o respectivo Primeiro Secretário. Para este cargo concorrem três figuras destacadas: Ângela Serrote, membro do Comité Central; Francisco Nangura, administrador do distrito de Pebane; e Abdul (Chabane) Jalilo, administrador de Namarroi.

A eleição surge na sequência da vacatura deixada por Momad Juízo, nomeado recentemente ao cargo de Secretário de Estado das Pescas. Apesar do grande interesse no processo, o nosso jornal apurou que oito membros do Comité Central residentes, que também faziam parte do Comité Provincial da Zambézia, optaram por não se recandidatar à sua própria sucessão.

Desde março, o processo tem sido marcado por alguma tensão interna. A 22 de março, a Comissão Política da Frelimo, reunida na sua 44ª Sessão Ordinária, analisou duas candidaturas submetidas ao nível provincial para ocupar o cargo de Primeiro Secretário. No entanto, surgiram polémicas entre os militantes, que contestaram a exclusão de alguns quadros do processo.

Em resposta, a Comissão Política orientou a realização de conferências ao nível de círculo, localidade, zona, distrito e província, com o objetivo de avaliar o funcionamento do partido em toda a província. Esta análise serviu de base para decidir quem reunia condições para concorrer, garantindo um processo mais inclusivo e representativo.

Concluída essa fase, decorre agora a eleição ao nível provincial, durante a primeira sessão extraordinária do Comité Provincial. A conferência é dirigida por José Pacheco, chefe adjunto da Brigada Central de Assistência à Zambézia.

Segundo Pacheco, o processo de revitalização dos órgãos do partido está a decorrer com sucesso. “Queremos terminar o processo de revitalização dos órgãos na província da Zambézia com a eleição do novo Comité Provincial, do novo Primeiro Secretário, do Comité de Verificação e do novo Secretariado Provincial”, afirmou.

O dirigente destacou ainda que o processo já resultou na revitalização de 77.921 células, 4.371 círculos, 189 localidades e 65 zonas nos 22 distritos da província. “Logramos com vigor pôr a mão na massa, para garantir um trabalho político dinâmico, com inclusão e coesão dos membros rumo ao sucesso do partido”, concluiu.

Até ao fecho desta reportagem, decorria o processo de votação dos membros do Comité Provincial, com a eleição do novo Primeiro Secretário prevista para o final da sessão.

O ex-ministro do Comércio da Costa do Marfim, Jean-Louis Billon, disse que está a tentar representar o partido de oposição PDCI nas eleições presidenciais de Outubro, depois que o ex-chefe do Credit Suisse, Tidjane Thiam, foi excluído da lista final de candidatos na semana passada.

A notícia publicada pela African News, destaca que a questão de quem assumirá o comando do principal partido de oposição corre o risco de aumentar as tensões no maior produtor mundial de cacau, que tem um histórico de violência relacionada a eleições, incluindo uma breve guerra civil após a disputa presidencial de 2010, que matou cerca de 3 mil pessoas.

Em uma entrevista à Reuters na capital comercial Abidjan, Billon, 60, culpou os dirigentes do partido pela condução dos desafios legais à candidatura de Thiam e não descartou a possibilidade de representar outro partido, embora tenha dito que era muito cedo para fazer tal movimento.

A comissão eleitoral publicou sua lista final de candidatos na semana passada, excluindo Thiam, que denunciou a decisão como um sinal de “abandono da democracia”.

 

Os Mambas já estão em Polokwane, África do Sul, onde, nesta terça-feira, defrontam a sua similar, Bafana Bafana, em partida amigável inserida na data-FIFA. O seleccionador nacional e os jogadores estão confiantes e dizem que a somente a vitória interessa para este embate.

É já esta terça-feira que África do Sul e Moçambique se defrontam num amigável de preparação para os compromissos internacionais de Setembro próximo. Os Mambas já estão no local do jogo a fazer os últimos ajustes para o jogo frente aos Bafana Bafana.

Depois de quatro sessões em solo pátrio, na terra do rand só serão duas sessões, nomeadamente domingo e segunda-feira, para aprimorar o que se trabalhou em Maputo, segundo disse Chiquinho Conde.

“Aquilo que nós trabalhamos em Moçambique, acho que é suficiente já para a nossa preparação do jogo. Agora cabe baixar um pouco a intensidade e darmos alguns refreshments daquilo que é a nossa ideia de jogo. Incutir também a eles a responsabilidade de sempre ficarem dentro do foco para o jogo que aí vem”, disse Conde.

O seleccionador nacional diz ainda que um dos aspectos importantes para se alcançar um bom resultado é estudar melhor o adversário, tendo em conta que já efectuou um jogo e mudou o estilo de jogo que vinham mostrando.

“Houve algumas mudanças com relação a aquilo que tínhamos analisado, tendo em conta que jogaram dia 6 frente a Tanzânia e empataram, e vamos mostrar aos jogadores algumas situações técnicas ou tácticas da equipa adversária e depois falarmos um pouco mais sobre o nosso plano do jogo”, disse Conde antes do início do treino desta segunda-feira, que também serviu de adaptação ao relvado do estádio que vai acolher o jogo.

O seleccionador nacional quer aproveitar o embate diante da África do Sul para preparar a dupla jornada de qualificação ao Mundial, por isso diz ser importante aproveitar da melhor forma o jogo diante da África do Sul.

Até porque para essa competição ainda há sonhos por serem alcançados. “Existem jogos a doer que vêm para ali em Setembro e Outubro, para o Campeonato do Mundo. É um sonho que nós ainda pretendemos continuar para que, de facto, nós criemos essa azáfama no povo, esse entusiasmo de ainda acreditar e também se virar para a preparação da fase final do Campeonato”, disse Conde.

O seleccionador nacional promete que a equipa não vai fugir daquilo que é a ideia e estrutura de jogo e termos tácticos e o seu sistema normal de jogo, frisando que “o nossos sistema de jogo é o 4-2-3-1, onde nós acreditamos nesse sentido. E depois já trabalhamos a situação de jogar num sistema de três defesas sem alterarmos a matriz da equipa, até porque eles já estão sensibilizados em relação a isso, porque eles vão fazer isso em campo”.

Entretanto, Chiquinho Conde voltou a alertar que não há lugares cativos nos Mambas, destacando o facto de estar em competição a selecção sub-23, no COSAFA, cujos jogadores, alguns, poderão ser chamados à equipa principal, em função das suas performances na competição que decorre na África do Sul.

“Eu acho que este é o espaço deles, de todos aqueles também que aqui ainda não estão, mas que poderão ser chamados. Nós temos acompanhado com agrado a actuação dos Sub-23, que são jogadores com grande potencial e que podem fazer o transfer também para equipa principal. Isso significa que nenhum desses que estão aqui podem adormecer à sombra da bananeira, porque eu não tenho dificuldades em poder mudar este ou aquele, em virtude daquilo que é o seu próprio rendimento, porque em alta competição o rendimento fala sempre mais alto. E é nessa vertente que a equipa técnica tem estado a trabalhar, por isso que nós fracturamos essa equipa, enquanto estamos nos Sub-23, dentro do nosso modelo, da nossa ideia, potenciá-los e dotá-los do conhecimento para poderem estar nesse espaço”, disse.

MOTIVAÇÃO ALTA TAMBÉM NOS JOGADORES 

Kambala, regressado à selecção nacional, diz que há muita motivação no balneário dos Mambas e muita expectativa em relação ao jogo desta terça-feira.

“O espírito está muito bom, estamos juntos e estamos convictos que amanhã (hoje) faremos um bom resultado e isso passa por fazer um bom jogo”, começou por dizer Kambala, realçando que esperam um adversário forte.

Ainda assim, e apesar de ser um jogo amigável, o objectivo não muda. “Do nosso lado faremos o que é certo para vencermos o jogo. Estamos com espírito de vencer o jogo”, frisou o médio defensivo dos Mambas.

Manuel Kambala está ciente das dificuldades que a selecção vai enfrentar, mas destaca que a fórmula já foi encontrada para o sucesso. 

“Temos que ser mais rápidos e jogar juntos, jogar como uma equipa só. A comunicação também será muito importante, até porque faz parte do jogo, e defender bem”, destacando as bolas paradas como o forte das equipas sul-africanas e da própria selecção.

O embate entre África do Sul e Moçambique está agendado para Peter Mokaba Stadium esta terça-feira a partir das 19:30h.

PROVÁVEL “ONZE” DOS MAMBAS 

Chiquinho Conde vai fazer algumas alterações em relação aos últimos jogos da selecção nacional, atendendo e considerando as ausências confirmadas, casos de Reinildo, Geny Catamo, Pepo, Guima e outros.

Assim, para este jogo desta terça-feira, a equipa técnica poderá optar por jogar com Ernan na baliza, um quarteto defensivo composto por Edmilson na esquerda, Mexer e Chamboco na zona central, Infrem Matola na direita, para além de dois médios ofensivos, nomeadamente Nené e Kambala ou Amadou. 

Na zona intermediária serão três médios ofensivos, nomeadamente Clésio, Gildo e Dário Melo, a prestarem apoio a Stanley Ratifo, com Jonatham Muiomo e Elias Macamo ainda a espreitarem um lugar.

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