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Mais de 60 dadores voluntários de sangue abandonaram os serviços de doação no Hospital Provincial de Xai-Xai, em Gaza, alegadamente devido à falta de apoio em suplementos alimentares após as doações. A Associação de Dadores alerta que a redução do número de voluntários poderá comprometer a disponibilidade de sangue para transfusões nos próximos dias.

O  problema não é recente, mas agravou-se desde o ano passado. De acordo com Filimone Mapilele dos cerca de 400 dadores atualmente registados, uma parte significativa deixou de comparecer às campanhas de recolha.

“Temos aproximadamente 400 dadores que nós atualizamos neste momento, mas desses, muitos são agressivos e desistiram devido à alegada falta de apoio, em particular de suplementos alimentares”, explicou o presidente executivo da associação de dadores.

Os voluntários reclamam a reposição de incentivos básicos após a doação, como água, sumos e bolachas, considerados importantes para a recuperação dos dadores.

“O que nós estamos a falar são incentivos no sentido de produtos alimentares. Falamos de sumos, falamos de bolachas, falamos de água. Andámos em todos os cantos a fazer expeditórios, mas esses expeditórios não tinham sido satisfatórios”, afirmou.

A associação alerta que a desistência dos voluntários pode reduzir os níveis de sangue disponíveis no banco hospitalar, numa altura em que a procura continua elevada.

“Porque o sangue não tem fábrica, não tem valores monetários. Tem tido muita falta nos hospitais. Temos aqui muita gente acamada nos hospitais que precisa de transfusão líquida”, disse.

Em reação às preocupações levantadas pelos dadores, o Director do Hospital Provincial de Xai-Xai, Moisés  Mubango reconhece limitações financeiras, mas defende a criação de um pacote integrado de assistência para fortalecer a capacidade da instituição e garantir a continuidade dos serviços.

“De escassos não é falta de incentivos para dadores. No âmbito daquilo que é o pacote de atendimento integrado, nós podemos fazer o reforço da capacidade institucional”, explicou o director do hospital.

A fonte acrescenta que a unidade sanitária enfrenta diariamente elevados encargos financeiros, com cerca de 200 admissões no banco de socorro por dia.

“Estamos numa fase em que por dia estamos a perder 20, 30, 50 mil meticais. E no mês um milhão de meticais. Com um milhão nós íamos contratar guardas para o hospital, íamos contratar maqueiros, serventes e até pagaríamos as horas extras que os médicos vão reclamar”, referiu.

As dificuldades enfrentadas pelos dadores surgem num contexto de pressão sobre o Hospital Provincial de Xai-Xai, que também enfrenta problemas como cortes frequentes de energia devido à avaria do gerador central, cuja reparação está avaliada em mais de um milhão de meticais.

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O distrito da Moamba, na província de Maputo, tem um novo rosto à frente da sua administração. Trata-se de Carlos Eduardo Mussanhane, que foi oficialmente apresentado, nesta segunda-feira, numa cerimónia marcada por discursos de compromisso, apelos à colaboração institucional e esperanças renovadas entre os residentes.

A cerimónia teve lugar no jardim da vila de Moamba e contou com a presença do governador da província de Maputo, representantes da Assembleia Provincial, líderes comunitários, membros do governo local, organizações da sociedade civil e a população em geral.

Em seu discurso inaugural, Carlos Mussanhane agradeceu a confiança depositada pelas autoridades centrais e garantiu que a sua liderança será pautada pelo diálogo com as comunidades, transparência na gestão pública e atenção às prioridades locais.

A selecção angolana de futebol conquistou o torneio regional do Cosafa, ao vencer na final a África do Sul por 3-0, este domingo. Fez sua festa em terreno sul-africano, com a conquista do segundo título consecutivo e o quinto na história.

Uma história que começou a ser contada aos 42 minutos, com Depú a ter cabeça no lugar para responder à cobrança de um livre de Bondo.

África do Sul ainda tentou chegar ao empate, mas o guarda-redes angolano era intransponível.

Depú voltou a facturar já na segunda parte, aos 63 minutos, num remate rasteiro dentro da área, tornando-se no melhor marcador da prova, com sete golos.

O momento da consagração chegou aos 81 minutos, com Milton a fazer o 3-0 final.

Angola volta a conquistar a região, desta vez às custas da anfitriã, numa prova em que Comores fechou o pódio ao vencer Madagáscar por 1-0 no jogo da consolação.

João Lourenço felicita selecção angolana pela reconquista da Taça COSAFA

O Presidente angolano, João Lourenço, felicitou a selecção angolana de futebol pela reconquista da Taça COSAFA, após Angola vencer os anfitriões da África do Sul por 3-0.

Depois de os comandados do treinador português Pedro Gonçalves venceram a prova pela segunda vez consecutiva, João Lourenço não escondeu a satisfação pelo desempenho da seleção angolana a nível do continente africano.

“Saúdo a selecção nacional sénior masculina de futebol pela sua vitória, esta tarde, sobre a congénere sul-africana, o que coroou um percurso notável na concluída edição da Taça COSAFA. As felicitações estendem-se à equipa técnica, que orientou da melhor maneira os nossos bravos rapazes, e também ao elenco da Federação Angolana de Futebol”, manifestou.

Foi o segundo troféu seguido para os angolanos e o quinto no total, numa competição que une selecções do sul do continente africano.

O anúncio foi feito durante a assembleia geral ordinária da cervejeira, realizada recentemente em Maputo. Os dividendos a serem distribuídos pela empresa Cervejas de Moçambique (CDM) aos seus cerca de 3.000 accionistas deverão aumentar em 150%. 

Participaram da assembleia geral, accionistas maioritários e minoritários da empresa, bem como membros dos conselhos de administração, executivo e técnico.

“De acordo com a deliberação, os dividendos corresponderão a 8,15 meticais por acção, a serem pagos em duas tranches iguais: a primeira em Junho e a segunda em Novembro de 2025”, refere um comunicado da CDM.

De acordo com a firma, apesar de uma contracção de 2,5% na receita, provocada pela instabilidade pós-eleitoral no quarto trimestre de 2024, “a CDM registou um expressivo crescimento de 196% no lucro líquido, que passou de 577 milhões de meticais em 2023 para 1.706 milhões em 2024. O desempenho foi impulsionado pelo aumento das exportações para a África do Sul, optimização das operações e redução dos custos financeiros”. 

Durante a assembleia geral, o Presidente do Conselho de Administração, Tomás Salomão, destacou a importância da CDM no panorama industrial nacional, sublinhando o compromisso da empresa com a inovação, a responsabilidade social e o desenvolvimento sustentável.

Por seu turno, o director-geral da CDM, Galo Riveira, reconheceu os desafios operacionais enfrentados em 2024, incluindo os impactos causados por manifestações. No entanto, frisou que os resultados demonstram a resiliência e a capacidade de adaptação da empresa.

“Os resultados robustos confirmam a consolidação do nosso posicionamento no mercado”, afirmou Galo Riveira.

Na assembleia geral, abordaram-se ainda questões regulatórias, com destaque para a preocupação em torno da selagem de bebidas produzidas fora do país. Na ocasião, a CDM alertou para os prejuízos económicos desta prática, que afectam tanto as receitas da empresa quanto a arrecadação fiscal do Estado. Contudo, a empresa apelou a uma fiscalização mais rigorosa e à revisão das políticas de vedação de bebidas importadas.

No domínio da governação corporativa, foi anunciada a nomeação de Bruno Tembe como novo Administrador Executivo da CDM, em substituição de Hugo Gomes, que passa a exercer funções como Director da Unidade de Negócios da África Austral e Este da AB InBev, a maior accionista da CDM e também a maior cervejeira do mundo. 

Segundo a nota de impresa, a AB InBev é uma multinacional belgo-brasileira de bebidas, criada em 2004 na fusão entre a belga Interbrew e a brasileira Ambev.

O Atlético de Madrid, clube onde actua Reinildo Mandava, estreou com derrota no Mundial de Clubes, ao perder diante do PSG por 4-0, este domingo. Reinildo tornou-se no primeiro jogador moçambicano a disputar o Mundial de Clubes, quando foi lançado na segunda parte do jogo. O FC Porto, de Portugal, empatou com o Palmeiras do Brasil, sem abertura de contagem.

O internacional moçambicano até iniciou o jogo no banco, e foi de lá onde viu os colchoneros sofrerem os primeiros dois golos, na primeira parte. O primeiro dos Paris Saint Germain surgiu aos 19 minutos num remate de fora da área de Fábian Ruiz, e o segundo já nos descontos da primeira parte por Vitinha, também num remate forte, dentro da área.

Reinildo Mandava foi lançado aos 62 minutos e tornou-se no primeiro moçambicano a disputar o Mundial de Clubes.

Ainda assim, não evitou que o PSG marcasse mais dois, com o terceiro a surgir pelo pé de Mayulu aos 87 minutos e o quarto já nos descontos, de grande penalidade apontado por Lee Kang-in.

O futebolista português Vitinha, autor do segundo golo do Paris Saint-Germain no 4-0 ao Atlético de Madrid na estreia no Mundial de clubes e eleito o melhor em campo, mostrou-se satisfeito com a exibição dos campeões europeus.

“Controlamos bem o jogo e merecemos claramente esta vitória, sem dúvida. Estou contente e orgulhoso pela exibição da equipa, pela forma como preparámos o jogo e como jogámos”, disse o médio luso, que facturou aos 45+1 minutos.

Vitinha, de 25 anos, afirmou que os parisienses fizeram a sua parte e que agora “é preciso descansar e analisar o que será preciso fazer para bater o Botafogo”, de Renato Paiva, o adversário da segunda jornada, na quinta-feira.

“O nosso propósito é conseguir uma época histórica. Ela já é histórica (conquista da Liga dos Campeões, da Liga francesa, da Taça de França e da Supertaça gaulesa) mas se podermos juntar esta nova competição, será ainda mais incrível”, frisou.

No jogo inaugural do Mundial de Clubes o Al Ahly do Egipto e o Inter Miami dos Estados Unidos empataram sem abertura de contagem, num jogo em que guarda-redes foram os heróis.

O guarda-redes do Inter Miami ainda defendeu uma grande penalidade e Messi falhou nas medidas no último lance.

Quem também empatou a zero foi o FC Porto, no embate diante do Palmeiras do Brasil. As duas equipas tiveram oportunidades de marcar, mas o nulo prevaleceu até ao final.

No final do jogo, o técnico dos dragões, Martin Anselmí, disse ter sido um “resultado justo”. Anselmi disse ainda que “tivemos as nossas oportunidades. Gostei do jogo, disputado e intenso, à altura desta competição. Dominamos numa fase, tivemos as nossas oportunidades. Depois eles mudaram, colocaram pernas frescas, jogadores que sabem dominar o jogo, e colocaram-nos contra a nossa baliza. Mas creio que o resultado é justo”.

O Bayern de Munique obteve a maior goleada até ao momento, ao cilindrar o Auckland City da Austrália por 10-0.

 

Dentro de, pelo menos, dois meses, o Município da Cidade de Maputo promete requalificar o troço da Avenida Zedequias Manganhela, com menos de um quilómetro de extensão, no âmbito do projeto de reabilitação da baixa da cidade, avaliado em 30 milhões de dólares e financiado pelo Banco Mundial.

O referido troço, que liga as Avenidas Alberto Luthuli e Guerra Popular, é um dos que mais penalizam os automobilistas que por ali circulam, sobretudo os da rota Baixa–Boane, que, em dias de chuva, são obrigados a abandonar o terminal habitual para poderem continuar os seus trabalhos noutra zona.

Com os equipamentos já posicionados no local, o empreiteiro garante que as obras arrancam ainda nesta semana. Numa breve visita realizada na manhã desta segunda-feira, o edil de Maputo conversou com o responsável da empreitada, exigindo qualidade e cumprimento rigoroso dos prazos.

“A situação em que a via se encontra não é agradável, e sabemos que aqui sempre houve asfalto. Precisamos resolver os problemas de fundo, senão, em dois meses estaremos a enfrentar o mesmo cenário. Esta é uma zona de grande circulação e, por isso, exige solução urgente”, afirmou Rasaque Manhique, Presidente do Município de Maputo.

Além da Avenida Zedequias Manganhela, a Avenida 25 de Setembro também será intervencionada, com as obras previstas para arrancar na noite desta segunda-feira. A informação foi avançada pelo vereador de Infraestruturas e Salubridade, João Munguambe.

Durante a visita, Rasaque Manhique também comentou sobre os novos focos de lixo que têm surgido na cidade de Maputo. O edil esclareceu:

“Houve impedimentos no acesso à lixeira de Hulene, e tivemos de intervir. Têm havido distúrbios, e quando há impedimentos no depósito de resíduos, é natural que os contentores fiquem sobrecarregados. Mas é um problema que já está a ser resolvido”, explicou.

Recorde-se que o município adquiriu, há algumas semanas, novos meios para a gestão de resíduos sólidos. No entanto, até ao final da semana passada, esses meios ainda não tinham sido alocados.

Subiu de 19 para 29, entre sexta-feira e esta segunda-feira, o número de pessoas mortas em resultado das cheias, em Kinshasa, na República Democrática do Congo. 

Através de um comunicado, o Ministério do Interior da República Democrática do Congo confirmou o novo balanço de vítimas e especificou que as mortes foram registadas em oito zonas da capital, sobretudo Ngaliema.

A catástrofe causou danos materiais significativos e deixou muitas famílias sem casa.

Tragédia em Chimoio: gémeos de apenas sete anos morreram após inalarem veneno para ratos colocado pelo pai para proteger o milho armazenado no quarto onde os menores dormiam.

Os gémeos, que se chamavam Sónia e José Araújo, com sete anos de idade, encontravam-se a dormir numa residência no bairro Chissui, em Chimoio. Na manhã de sábado, ao perceber que as crianças demoravam a acordar, o pai tentou chamar os filhos e bateu à porta, mas não obteve resposta.

Desesperado, arrombou a porta do quarto e encontrou José sem vida, enquanto Sónia ainda lutava pela vida. A mãe suspeita que as vítimas tenham perdido a vida por inalarem produto tóxico usado para proteger milho de ratos.

“Ele usou um medicamento para combater ratos, para não consumirem milho. Depois de cozinhar, ele arrumou a cama dos miúdos e dormiram. Ouviu até gritos das crianças, mas pensou tratar-se de um barulho vindo de uma banca próxima. E pela manhã foi abrir a porta, mas ninguém respondia. Arrombou a porta e notou que José havia morrido e levou a Sónia para Hospital”, conta a mãe.

Entretanto, Sónia acabou por não resistir e perdeu a vida.

As duas crianças foram a enterrar neste domingo num dos cemitérios da cidade de Chimoio.

A Direcção das Bibliotecas da Universidade Politécnica, lança, hoje, a obra literária infanto-juvenil “O Papagaio que não é pássaro”, do escritor moçambicano Rudêncio Morais, na Escola Secundária das Acácias.

A cerimónia marcada para as nove horas terá, para além da intervenção do escritor, momentos culturais como o historial do Dia da Criança Africana (16 de Junho), declamação de poesia, canto e dança.  

BREVES NOTAS SOBRE A OBRA   

“O Papagaio que não é um Pássaro” é uma obra que nos transporta para a infância, onde a poesia e a vida se entrelaçam para celebrar momentos que definem a essência da criança que ainda vive em cada um de nós.

Rudêncio Morais utiliza o livro e seus poemas como uma forma de nos lembrar do tempo e de reavivar as memórias que tocam as crianças, jovens e adultos, tornando-o uma obra que pode ser apreciada por pessoas de todas as idades. 

Através dos versos, somos convidados a revisitar o nosso próprio passado e perceber que a vida é um manuscrito que pode ser reescrito, reinventado e recomposto.

O autor faz uso da nostalgia para mostrar que os brinquedos feitos à mão, como papagaios, carros de arame e barcos de papel, nos ensinavam a criar e a inventar, sendo um reflexo da nossa capacidade de transformar a realidade com a imaginação.

Ao ler o livro, somos levados a reflectir sobre o valor das coisas simples e a importância da criatividade em um mundo onde, muitas vezes, as coisas são entregues prontas e feitas, dificultando o nosso contato com a pureza e a magia dos momentos da infância.

A obra é um convite à descoberta e ao reencontro com a nossa essência, para redescobrirmos a beleza e a liberdade de inventar e sonhar, como faziam os brinquedos feitos com as nossas próprias mãos, na medida em que eram, em todo seu processo de produção, um ponto de apoio para um pensamento mais estruturado e orientado ao saber fazer através de uma aplicação prática do pensamento.

O Comando Geral da Polícia confirmou hoje que o cidadão baleado na noite da última quarta-feira em Nkobe, no município da Matola, é sim um agente da polícia afecto à Unidade de Intervenção Rápida onde desempenhava a função de Chefe de Repartição de Reconhecimento.

O crime aconteceu na via pública no início da noite de Quarta-feira onde foram disparados mais de 50 tiros contra esta viatura na qual se fazia transportar o cidadão. Até à tarde do dia seguinte, o Comando Provincial da PRM de Maputo disse à imprensa que ainda desconhecia a identidade da vítima que perdeu a vida no local do baleamento.

Em comunicado, datado deste Domingo e tornado público no início da tarde nas redes sociais do Comando Geral, a PRM confirma o que já circulava nas redes sociais minutos após a ocorrência do crime, que a vítima era agente da PRM, reclamando os ataques feito à corporação por não ter confirmado a identidade da vítima tempestivamente:

Repudiar publicações feitas por alguns órgãos de comunicação social, sobre o balanço fatal, no dia 11 de Junho corrente, na província de Maputo, bairro Nkobe, de que foi vítima de um membro da corporação, que em vida respondeu pelo nome de Carlos Rafael Zandamela, Superintendente Principal da Polícia, afecto à Unidade de Intervenção Rápida-Sede, desempenhando a função de Chefe da Repartição do Reconhecimento”

No comunicado, o Comando Geral justifica-se transcrevendo a justificação dada pelo porta-voz do Comando Provincial de Maputo. E termina endereçando condolências à família enlutada:

“Neste momento de dor e consternação pela perda irreparável do membro da PRM Carlos Rafael Zandamela, a Polícia dirige um profundo sentimento de pesar e consternação à família enlutada”.

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