A província de Cabo Delgado regista, em média, cinquenta casos de corrupção por ano, envolvendo, sobretudo, funcionários dos sectores da saúde e da educação. Entre os crimes mais frequentes destacam-se o desvio de fundos públicos, o suborno e outras práticas ilícitas relacionadas com a administração do Estado.
Apesar do elevado número de denúncias recebidas, a Procuradoria Provincial de Cabo Delgado revela que uma parte significativa dos processos acaba por ser arquivada, devido à insuficiência de provas que permitam sustentar a acusação em tribunal.
Os funcionários públicos continuam a liderar a lista dos arguidos, sendo os sectores da saúde e da educação apontados como os mais vulneráveis à prática de actos de corrupção.
Segundo a Procuradoria, o suborno para obtenção de serviços públicos ou de benefícios estatais de forma ilegal figura entre as modalidades de corrupção mais recorrentes na província.
Com o objectivo de aproximar a justiça dos cidadãos e incentivar a denúncia de práticas ilícitas, a Procuradoria Provincial tem vindo a promover campanhas denominadas “Tendas da Justiça”, uma iniciativa que permite recolher preocupações e denúncias da população fora do ambiente formal das instituições judiciais, reforçando a participação dos cidadãos no combate à corrupção.
Delegações de 170 países da ONU reúnem-se de 05 a 14 de Agosto, em Genebra, na Suíça, para tentarem alcançar um acordo global vinculativo para travar a produção de plásticos e proteger a saúde humana e ambiental.
As negociações, nas quais também vai participar uma delegação portuguesa, iniciam-se com um impasse entre o acordo ficar limitado à gestão de resíduos plásticos ou vir a adoptar metas concretas e obrigatórias de redução da sua produção até 2040, segundo fontes citadas por Lusa.
Nas vésperas do início da reunião de 10 dias, designada de segunda parte da quinta sessão do Comité de Negociação Intergovernamental das Nações Unidas (INC-5.2), a coordenadora do Pacto Português para os Plásticos, Patrícia Carvalho, afirmou que esta é “uma oportunidade única para, de forma coletiva, se procurarem soluções”.
Esta semana, 60 cientistas publicaram cartas abertas nas quais lançam um apelo urgente aos governos para que cheguem a acordo quanto a medidas exequíveis para travar a poluição pelos plásticos.
Os cientistas sublinham a necessidade de eliminar gradualmente os aditivos tóxicos e os produtos químicos nos plásticos e de reduzir a sua produção.
Segundo a ONU, já se “vive uma crise de saúde, com microplásticos e nanoplásticos cada vez mais presentes no corpo humano”.
Após décadas de utilização excessiva, a que acresceu um aumento dos plásticos de curta duração e de utilização única, chegou-se “a uma catástrofe ambiental global”, alertam as Nações Unidas.
“Cerca de 12 milhões de toneladas de plásticos estão a ser arrastadas anualmente para os oceanos, as chamadas `ilhas de plástico` estão a florescer”, matando 100 mil animais marinhos todos os anos, especificam os dados da ONU.
A maioria dos plásticos permanece intacta durante décadas após a sua utilização, os que se desgastam acabam por se transformar em microplásticos, consumidos por peixes e outros animais marinhos, entrando rapidamente na cadeia alimentar global.
Segundo a ONU, 17 milhões de barris de petróleo são usados para a produção de plástico todos os anos.
Por ano, são usados 500 mil milhões de sacos de plástico enquanto, por minuto, um milhão de garrafas de plástico são compradas.
A Confederação Africana de Futebol vai aumentar em 75 por cento o prémio em dinheiro para os vencedores do CHAN, prova reservada para os jogadores que actuam em campeonatos internos. O vencedor vai receber 3,5 milhões de dólares em relação à edição anterior e o valor total está fixado em 10,4 milhões de dólares.
A Confederação Africana de Futebol procura dar prestígio ao futebol africano. Com essa nova abordagem, a CAF vai incrementar o prémio para os vencedores do CHAN, prova reservada aos jogadores que actuam nos campeonato internos.
Assim, o valor vai resgistar um aumento de 75 por cento, passando para 3, 5 milhões de dólares em relação à edição anterior. O valor total da premiação está fixado em 10,4 milhões de dólares.
Pela primeira vez na história do futebol africano, três países vão acolher conjuntamente o CHAN, nomeadamente: Tanzânia, Quénia e Uganda.
Com potências como o actual campeão Senegal, os bicampeões Marrocos e República Democrática do Congo, e os gigantes continentais Nigéria, Argélia e Zâmbia na disputa, espera-se por um campeonato competitivo em todos os quatro grupos.
A edição deste ano conta também com a estreante República Centro-Africana, que se testará em um equilibrado Grupo B ao lado de Tanzânia, Madagascar, Mauritânia e Burkina Faso. Enquanto isso, o Grupo C sediará alguns dos confrontos mais esperados do torneio, incluindo Uganda, Argélia, Guiné, África do Sul e Níger.
O Grupo D, embora seja o menor, com quatro equipas, apresenta algumas das selecções mais bem-sucedidas. Ao lado de Senegal e Nigéria, estão Congo e Sudão, duas nações com forte tradição no CHAN.
Rei Mswati III visitou, este sábado, a Central Termoeléctrica de Maputo e considera que a infra-estrutura é estratégica para o fortalecimento da capacidade energética do seu país.
Moçambique é um parceiro estratégico para Eswatini no fornecimento de energia. Este sábado, o Rei Mswati III visitou a Central Termoeléctrica de Maputo para se inteirar do processo de produção. Após um breve encontro à porta fechada com os responsáveis da infra-estrutura, Mswati percorreu boa parte da Central.
A Centrla Termoeléctrica é uma infra-estrutura tida como estratégica para Eswatini para o fortalecimento da qualidade de energia para este país.
Moçambique fornece actualmente um total de cinco megawatts à Eswatini, com perspetiva de aumentar a quantidade nos próximos tempos.
Rei Mswati III encerrou, este sábado, a visita de dois dias ao país.
O início do segundo semestre de aulas na Universidade Pedagógica de Maputo (UP-Maputo) foi marcado nesta sexta-feira, 01 de Agosto, por uma “Aula de Vida Artística” proferida pelo guitarrista, músico e académico Jimmy Dludlu. O anfiteatro Paulus Gerdes, Campus de Lhanguene, testemunhou o carisma do músico e a simpatia dos participantes que lotaram o local para acompanhar o percurso de vida musical do “senhor Afrojazz”.
Na ocasião o Reitor da UP-Maputo Prof. Doutor Jorge Ferrão referiu que escolheu para o início do semestre, convidar Jimmy Dludlu que através dos seus gestos, sensibilidade e melodia, ajuda a educar uma nação, portanto, artistas como JIMMY “não se limitam apenas a tocar guitarra, mas tocam na alma do país”, acrescentou Ferrão, salientando que, o momento constitui uma forma de reconhecer as histórias que moldam a nossa identidade e igualmente uma forma de celebrar os 40 anos da UP-Maputo.
Moisés Mavale Professor de música na UP-Maputo, que por sinal foi aluno do guitarrista Jimmy, na Escola de Comunicação e Artes (ECA) falou através da voz e das cordas de viola sobre a influência de Dludlu na Educação Musical na UP-Maputo. Mavale fez uma incurssão intervalada por acordes para explicar com mestria como as sonoridades de Jimmy influenciaram no processo de evolução musical com acordes mais elaborados. Ficou claro como o Jazz do Jimmy, teve significativa influência no ensino de música na Faculdade de Ciências da Liguagem Comunicação e Artes (FCLCA), UP-Maputo.
Jimmy Dludlu, de nome oficial Adelino Cuambe, um menino do bairro de Chamanculo que aos 13 anos já almejava ser músico, bebeu logo cedo do estilo de músicos moçambicanos e de afrojazz que ouvia na rádio, depois aventurou-se para a Suazilândia e África do Sul. Passou a fronteira sem passaporte numa epopeia cheia de episódios sofridos.
Jimmy surpreendeu os participantes ao contar sua trajectória de vida, formação, ritmos afrojazz até conquistar o mundo, percurso marcado por muita força de vontade de vencer, disciplina, dedicação e investimento de tempo para aprendizado.
A “Aula de Vida Artística” foi igualmente um momento de homenagem e reconhecimento do grande contributo do Jimmy na cultura moçambicana e na formação de artistas. O evento foi marcado por momentos lúdicos, da Tuna Académica da UP-Maputo e um dueto de guitarra do Professor Queirós e violino da Professora Ekaterine que surpreenderam Jimmy com uma execução clássica de uma de suas músicas.
A erosão, que se instala lentamente na Avenida Joaquim Chissano, na Cidade de Maputo, está a transformar o quotidiano de algumas famílias em incerteza e desespero. Com a aproximação da época chuvosa, cresce o medo de que a terra ceda por completo e leve com ela casas, vidas e memórias.
Para muitos moradores, o chão está a desaparecer lentamente e traz consigo a segurança das suas famílias.
“Vivemos com medo constante de acordar e ver a casa engolida pela terra”, relata Cristina Machanguana, moradora da zona. Sublinhando que “a cada chuva, ouvimos as paredes a estalar. As crianças não dormem e nós também não”.
Hilário Manuel, também residente, conta que o problema vem crescendo ao longo dos anos sem qualquer resposta concreta:
“Já alertamos várias vezes. O que vemos são pequenas visitas e promessas. Mas, os desníveis só crescem todos os dias, agravando a situação.”
A capital do país entra em contagem decrescente para o início da época chuvosa e com ela, os riscos de desabamento agravam-se. Para muitos residentes, trata-se de uma questão de tempo até que se registem perdas irreversíveis.
“Estamos preocupados. A terra já começou a ceder em alguns pontos. A próxima chuva forte pode levar tudo”, alerta Zeferino Chicuca, munícipe da zona. “Há locais onde já caíram algumas paredes, isso pode acontecer com uma casa inteira”, aponta o munícipe.
A erosão não só ameaça estruturas. Cria também ambientes perigosos para as crianças. Desníveis profundos tornaram-se terreno de brincadeiras, onde a inocência das crianças se mistura com risco de vida.
“Já houve tragédia, há crianças que morreram lá. Mas continuam a brincar porque não têm outro espaço”, explica uma moradora que prefere o anonimato.
A equipa de reportagem do “O País” constatou que, os desníveis causados pelo fenómeno servem como depósito informal de lixo, agravando ainda mais o estado do solo e a saúde pública.
A ausência de acções inclusivas imediatas do Governo reforça a sensação de abandono por parte do Estado, relatada pelos afectados.
“Parece que só vão agir quando alguém morrer”, lamenta a moradora em anonimato, sublinhando que “as casas mais frágeis, feitas de blocos de cimento sem fundações, estão por um fio.”
Enquanto alguns moradores pedem apoio em reassentamento, outros referem que barreiras robustas podem resolver o problema.
“Nós não queremos sair, queremos soluções, pois essas barreiras com sacos ajudaram, mas são paliativos. Precisamos de obras sérias”, reforça Hilário Manuel.
Cristina apela ao reassentamento das famílias em causa.
A reportagem do “O País” tentou, sem sucesso, obter uma reação oficial do Conselho Municipal de Maputo sobre o assunto.
No entanto, os moradores garantem que equipas técnicas da edilidade já visitaram o local e prometeram um plano de reassentamento, mas até ao momento, nenhuma data foi avançada, nem locais definidos.
O município de Pemba não está a conseguir reparar os semáforos da cidade, que se encontram avariados há mais de cinco anos. Alguns cidadãos já estão conformados com o problema, mas outros, até hoje, não se conseguem adaptar à situação que está a provocar caos nas ruas da maior baía de África.
Os semáforos de Pemba foram instalados em 2012 e sempre funcionaram com problemas, mas, em 2019, todos ficaram apagados.
O município de Pemba já prometeu repor os semáforos da cidade várias vezes, mas até hoje, ainda não se mexeu nada e alguns desses semáforos desapareceram dos postos, e outros já estão no chão. Para alguns cidadãos, além de complicar a mobilidade das pessoas a avaria de semáforos está a tirar a estética da cidade.
O “O País” levou a preocupação da população ao município de Pemba, mas, apesar da insistência, não obteve resposta. Pemba tem semáforos em cinco pontos da cidade, alguns dos quais nunca funcionaram desde que foram instalados há quase treze anos.
O Líder russo, Vladimir Putin, afirmou, esta sexta-feira, que está disponível para negociar, apesar de manter as condições para o alcance da paz. Em resposta, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, apela para uma reunião de líderes.
O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, considera que a criação de grupos de trabalho para negociações com a Ucrânia é positiva para alcançar uma “paz duradoura”, porém reafirmou que as exigências de Moscovo continuam inalteradas.
Putin exige a entrega dos territórios ocupados e a renúncia de Kiev à adesão à NATO.
Em declarações à imprensa após uma reunião com o Presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, Putin destacou que as negociações devem ocorrer de forma reservada e sem pressão externa.
Em reacção à pretensão do presidente russo, Volodymyr Zelensky usou as redes sociais para reafirmar a disposição de se reunir pessoalmente com Putin, desde que haja uma verdadeira vontade de alcançar a paz.
Zelensky enfatizou que é hora de ultrapassar os encontros técnicos e as trocas públicas de declarações, pedindo uma demonstração concreta de comprometimento por parte da Rússia.
O Presidente da República de Angola, João Lourenço, diz que os manifestantes foram manipulados por organizações antipatriotas nacionais e internacionais e condena os actos de destruição de bens durante os protestos de segunda-feira.
Cinco dias depois das manifestações violentas, João Lourenço, Presidente de Angola, fez, esta Sexta-feira, uma comunicação à nação. Para o Governante, os protestos foram instigados por organizações antipatriotas.
O que aconteceu na segunda-feira, não foram manifestações, mas sim actos de vandalismo. Acrescentou.
Depois de condenar, lamentou pelos danos.
João Lourenço terminou o seu discurso afirmando que o seu executivo aprovará, na próxima segunda-feira, medidas de apoio às empresas afectadas pelos actos de destruição e saques durante as manifestações.
O presidente norte americano, Donald Trump, adiou a entrada em vigor das tarifas de exportações aplicadas a vários países que fazem trocas comerciais com os EUA, que deviam vigorar a partir de hoje. Adicionalmente, Trump assinou uma ordem que modifica as tarifas.
As novas tarifas comerciais estabelecidas pelos Estados Unidos da América não entraram mais em vigor esta sexta-feira, 1 de Agosto, como tinha sido estabelecido. A administração Trump adiou a entrada em vigor por uma semana, devendo vigorar a partir do dia 7.
A decisão do adiamento é desta quinta-feira, mesmo dia em que Donald Trump assinou uma ordem executiva que modifica as tarifas recíprocas aplicadas a vários países parceiros comerciais dos EUA.
Para alguns países, as tarifas foram agravadas e em outros, a Casa Branca manteve os percentuais que tinha antes definido em cartas enviadas em Julho.
Esta medida, de acordo com a Casa Branca, citada pela imprensa internacional, visa responder a práticas comerciais consideradas injustas e proteger os interesses económicos dos EUA.
Na lista das actualizações, o Brasil mantém-se com a maior taxa, de 50%. No caso do Canadá, a tarifa foi elevada de 25% para 35%.
Segundo o presidente dos EUA, para o caso do Canadá, o primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, havia feito contacto antes do prazo final para negociações, mas os dois países não chegaram a conversar.
Além desses países, há outros cerca de 70 países com tarifas definidas pelos EUA a vigorar a partir da próxima quinta-feira. Destaque vai para Moçambique, com uma tarifa de 15% e África do Sul com 30%.

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