Pelos menos 5 agências de viagem aproveitaram-se das vulnerabilidades, inerentes ao uso de numerário para o pagamento de serviços relacionados com turismo, para introduzirem fundos de origem ilícita ao sistema financeiro, num montante de mais de 58 mil milhões de meticais. O esquema é despoletado pelo Gabinete de Informação Financeira.
Através de um relatório de análise, o Gabinete de Informação Financeira de Moçambique, despoletou um esquema de branqueamento de capitais que introduziu mais de 58 mil milhões de meticais, no sistema financeiro nacional, entre 2022 e 2025.
O documento explica que os fundos foram introduzidos, na sua maioria em numerário, através de depósitos efectuados por pessoas singulares, em representação de empresas, e transferências, para as contas bancárias tituladas por empresas do sector de agenciamento de viagens e turismo, que posteriormente, enviaram os montantes, de forma fraccionada, para as contas bancárias tituladas por uma Organização Internacional.
“Do trabalho de análise realizado, constatou-se que várias agências de viagens e turismo usaram as contas bancárias particulares, dos seus empregados, incluindo de gestores seniores destas empresas, para efectuarem pagamentos de somas avultadas para as contas bancárias tituladas pelas referidas agências de viagem e turismo, supostamente relacionadas com a actividade operacional destas entidades, facilitando, desta forma, a ocultação desses rendimentos às autoridades fiscais e dificultando, deste modo, a identificação da real origem dos fundos”, refere.
O GIFiM diz tratar-se de avultadas somas em numerário, operações completamente fora do padrão de sector, geralmente é caracterizado por pagamentos com recurso a cartão de débito, transferências bancárias e cheques. Por isso concluiu: “Houve suspeitas da prática de actos de branqueamento de capitais, tendo como crimes precedentes a fraude fiscal e outros crimes tributários, falsificação de documentos”.
A instituição não revela os nomes das agências de viagens nem da organização internacional para qual foram depositados os fundos.
O nosso jornal confrontou o governo sobre os passos subsequentes a esta denúncia e a identidade das entidades envolvidas, mas o porta-voz disse que não tinha conhecimento.
O GIFIM refere que as referidas agências estão localizadas em Maputo, Nampula e Cabo Delgado.
Estão cancelados todos os jogos da Associação Desportiva de Vilankulo, equipa que recentemente se envolveu num acidente de viação que causou uma morte e 18 feridos. Para reforçar a segurança das equipas, a Liga Moçambicana de Futebol assinou um memorando de entendimento com a EMOSE, nesta segunda-feira.
O recente acidente de viação envolvendo a Associação Desportiva de Vilankulo, que culminou com a morte de uma pessoa e 18 feridos, forçou a Liga Moçambicana de Futebol a novas abordagens. A LMF terá de redimensionar o calendário do Moçambola.
“Nós estamos a equacionar, estamos a falar com a direcção do clube, iremos fazer uma visita muito brevemente para fazermos um trabalho mais dedicado e aí iremos pronunciar qual é a situação, mas para já, os jogos que envolvem o ADV ficam adiados, até que nós possamos aferir que as condições estão criadas para o retorno”, disse Alberto Simango Jr.
Apesar do incidente, a LMF descarta a possibilidade de mudar o actual modelo de viagens do representante da província de Inhambane na maior prova futebolística nacional.
Simango Jr. diz mesmo que a questão de transportar o clube de Inhambane via aérea vem sendo discutida há muito tempo e que “é o nosso desejo que assim o fosse”.
Todavia, de acordo com Alberto Simango Jr., “sabemos que o aeroporto mais indicado é o de Vilankulo e neste momento o campo não tem uma infraestrutura que possa acolher jogos no Moçambola, por razões conhecidas por todos”.
A Liga Moçambicana de Futebol assinou, nesta segunda-feira, um memorando de entendimento com a Empresa Moçambicana de Seguros, EMOSE, que contempla apoio financeiro e seguros para os clubes.
“Antes de começarmos as competições, ao longo deste tempo todo, íamos trabalhando no sentido de garantir que os clubes pudessem se beneficiar dos seguros, tanto de viagem assim como de trabalho. Estou ciente de que infelizmente este acidente aconteceu, mas julgo eu que está assegurado, o clube mesmo não poderia se expor à estrada sem ter o seguro garantido”, destacou Alberto Simango Jr., Presidente da LMF.
O presidente do Conselho de Administração da EMOSE, Janfar Abdulai, assegura que o acordo vai preencher o vazio de seguros nos clubes. “Nós temos por acaso alguns clubes que contrataram seguro com a EMOSE, alguns clubes, mesmo no início, porque eu julgo que é um dos requisitos impostos no acto de licenciamento dos clubes”, disse.
Por outro lado, segundo Abdulai, os clubes devem ter seguro para os atletas “e nós temos alguns clubes que contrataram seguro aqui na EMOSE. Não vou avançar o nome por questões de publicidade”.
O acordo entre a Liga Moçambicana de Futebol e a Empresa Moçambicana de Seguros poderá ser renovado anualmente.
Centenas de famílias e comerciantes perderam os seus electrodomésticos na sequência de uma suposta vandalização do Posto de Transformação de energia, no Bairro Patrice Lumumba, na Cidade de Xai-Xai. As vítimas exigem compensações pelos danos. A Electricidade de Moçambique (EDM), em Xai-Xai, confirma e diz que o caso está sob investigação.
Várias famílias ficaram em estado de choque, neste fim-de-semana, no Posto Administrativo de Patrice Lumumba, na Cidade de Xai-Xai. Um estrondo deixou às escuras todo o Bairro Seis, e, o que parecia um simples susto, era, afinal, o princípio de um grande problema.
Lâmpadas, televisores, celulares, entre outros aparelhos, ficaram totalmente danificados. Entre as vítimas que viu os seus bens danificados, encontra-se Luísa Zita, que sobrevive da venda de refrigerantes e sandes. Com o ocorrido, tudo a vendedeira enfrenta dias de incerteza.
O Director da área de serviço de Xai-Xai, Santos Jackson, reagiu e disse tratar-se de uma sabotagem de um cabo alimentador da rede e que há em curso uma investigação.
Contas feitas, são até agora 400 famílias que somam prejuízos nas sequências da suposta vandalização do Posto de Transformação de corrente eléctrica, no Bairro Patrice Lumumba.
Transportadores de passageiros que operam na rota Dondo–Beira, em Sofala, paralisaram as suas actividades nesta segunda-feira, para contestar o excesso de postos de fiscalizações e a forma como os agentes da Polícia de Trânsito actuam.
Num troço de 30 quilómetros, existem cinco postos de fiscalização, e alguns separados por menos de dois quilómetros, uma situação que levou os transportes semicolectivos de passageiros que operam na rota Dondo–Beira a paralisarem as suas actividades.
Estes quiseram mostrar o seu descontentamento contra o aumento de postos de fiscalização na referida rota, que saiu de dois para cinco.
Os motoristas e cobradores dizem que não estão contra a fiscalização, mas sim a forma como actuam os agentes. Os mesmos alegam que os agentes, em vez de fiscalizarem as suas viaturas, estão preocupados apenas em pedir dinheiro.
Dada a paralisação dos “chapas” e a agitação vivida na cidade de Dondo, com alguns transportadores a impedirem que outros meios de transporte movimentassem pessoas e bens, a polícia manteve um encontro privado com os representantes dos transportadores para apelar ao retorno.
Mesmo depois do encontro, os transportadores não se fizeram à rua, nesta segunda-feira. A ausência dos “chapas” na rota entre Dondo e Beira deixou as paragens cheias e inúmeros utentes desesperados.
A polícia irá pronunciar-se sobre este assunto nesta terça-feira.
A directora nacional da Administração Local admite que a máquina e as competências do secretário de Estado nas províncias poderão ser significativamente reduzidas no âmbito da revisão do pacote legislativo sobre a descentralização.
No entanto, Cândida Moiane alerta que a revisão não poderá, em momento algum, ultrapassar os limites impostos pela Constituição da República e sublinha que qualquer mudança terá de respeitar os princípios constitucionais que regem a organização do poder local e o equilíbrio entre os diferentes níveis de governação.
Moçambique deu início à revisão do pacote legislativo sobre a descentralização, com destaque para a redefinição das competências do secretário de Estado nas províncias. A directora nacional da Administração Local avisa que mudanças profundas estão em cima da mesa, mas nada será feito fora dos limites impostos pela Constituição da República.
Outro ponto sensível em análise é o quadro financeiro do Conselho Executivo Provincial, cuja revisão poderá redefinir os poderes de gestão orçamental e autonomia financeira nas províncias.
O ministro da Administração Estatal e Função Pública, que falava durante a abertura do Conselho Nacional de Coordenação, disse que cada órgão do Estado deve conhecer com precisão as suas competências e respeitar os seus limites de actuação.
O Conselho Nacional de Coordenação congrega figuras-chave da governação descentralizada em Moçambique. Fazem parte deste órgão ministros de sectores estratégicos, governadores provinciais, secretários de Estado nas províncias e presidentes dos municípios das capitais provinciais — um núcleo que, segundo o Governo, deve garantir alinhamento institucional e coordenação efectiva na implementação das políticas públicas.
São duas mulheres com idades entre 25 e 30 anos de idade, detidas em Tete, acusadas de burla e emissão de cheques sem provisão de fundo. As mesmas refutam as acusações e dizem ser obra de uma terceira mulher, que anda agora a monte. A Polícia da República de Moçambique diz ter pistas para encontrar a foragida
O caso deu-se na semana passada e a denúncia foi feita pelo proprietário de um estabelecimento comercial que se dedica à venda de material informático. Uma destas mulheres entrou em contacto com o dono da loja, alegando que pretendia adquirir equipamentos informáticos, cujo pagamento seria feito por cheque, tendo o comerciante orientado, primeiro, que depositasse o valor na sua conta bancária.
Entretanto, a vítima diz que se apercebeu mais tarde de que tinha sido burlada através do alerta do banco para o facto de que um dos cheques depositados não tinha fundo e outro fazia parte de uma caderneta denunciada como extraviada.
“Aquele valor que depositou no Maputo, na primeira, desapareceu na conta. O banco ligou para nós para dizer que aquele cheque que foi depositado lá no banco dele não tinha dinheiro”, começou por contar o proprietário da loja ora burlada.
O mesmo conta que depois do sucedido, e já assustados com a situação, tomaram as devidas precauções. “Corremos para informar o SERNIC para procurar esses homens que levaram essas caixas. Depois o pessoal do SERNIC conseguiu apanhar essas caixas, em Maputo”, conta.
Uma das indiciadas nega ter sido ela quem teria fraudado o cheque e atribui a culpa a uma amiga que está na Cidade de Maputo.
“A dona da mercadoria me ligou de Maputo, tanto que os táxis e tudo mais, os pagamentos, ela é que efectuava, não eu. Eu simplesmente fazia o que ela pedia porque ela era minha cliente”, conta uma das indicadas, que se apresenta como dona de um salão de cabeleireiro.
Outra mulher acusada de envolvimento no caso, cuja parte do material foi recuperada em sua casa, diz que só aceitou guardar os equipamentos alegadamente porque não sabia que eram fruto de fraude.
“Quando ela recebeu a encomenda, pediu para deixar a encomenda na minha casa. Eu não vi maldade nenhuma, porque tinha recebido tudo, eu aceitei. Estou aqui por isso só”, justifica-se.
O Serviço Nacional de Investigação Criminal, SERNIC, afirma que a acção das mulheres ora detidas foi intencional e explica que a fraude é de cerca de um milhão de meticais.
“Importa referir que deste material foi possível a recuperação, material equivalente a 498 mil meticais, e falta recuperar o material equivalente a 516 mil meticais”, revelou Celina Roque, porta-voz da PRM em Tete.
Refira-se que a terceira integrante do grupo está foragida, no entanto o SERNIC garante ter pistas para a sua neutralização.
O ministro da Juventude e Desporto, Caifadine Manasse, afirma que o Governo está apto a continuar a investir na formação profissional dos jovens, de modo a garantir mais oportunidades de empregos, para além de formar e admitir mais formadores, e capacitar os que já estão em actividade
Caifadine Manesse dirigiu a cerimónia de abertura do VI Conselho Pedagógico e VIII Conselho Consultivo do Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo (IFPELAC), que decorre nas instalações do Centro de Formação Profissional (CFP) do Chimoio, na Província de Manica, sob o lema “Impulsionando a Excelência da Formação Profissional”, e, na ocasião, deixou ficar a promessa de mais parceria com o sector produtivo para viabilizar empregos para os jovens.
Manasse reconhece que a prestação levada a cabo pela actual rede de 25 Centros de Formação Profissional e 32 Unidades Móveis do IFPELAC, estrategicamente distribuídas por todo o país, não é suficiente para satisfazer as necessidades dos jovens moçambicanos e do sector produtivo, em particular, que busca mão-de-obra qualificada para melhorar a sua produção e produtividade.
O Governo perspectiva, neste quinquénio, formar através do IFPELAC pouco mais de 83 060 candidatos ao emprego, auto-emprego e trabalhadores em exercício, com maior enfoque para jovens e mulheres.
Por outro lado, prevê admissão de 650 formadores, capacitar 375 formadores e expandir a rede de Centros de Formação Profissional, com destaque para os distritos, com a construção de raiz de dois centros: um no distrito de Búzi (Sofala) e outro no distrito de Mapai (Gaza), para além de conclusão da construção e apetrechamento dos Centros de Formação Profissional de Muidumbe (Cabo Delgado) e da Ilha de Moçambique (Nampula).
A requalificação e modernização do Centro de Formação Profissional de Lichinga (Niassa), promoção da Formação em Alternância (FAL), em parceria com o sector empresarial e a atribuição equitativa de bolsas de formação profissional, priorizando jovens e grupos vulneráveis são, também, prioridades que o Governo conta com a participação estratégica do sector produtivo.
“O Adivinho dos Fabricantes da Pobreza”, de Gonçalo Mabunda, é o título da exposição que se segue no Centro Cultural Franco-Moçambicano, na Cidade de Maputo.
Com curadoria de Mauro Pinto, a mostra será inaugurada na quarta-feira da próxima semana, 13 de Agosto, às 18h, na Sala de Exposições do CCFM, e poderá ser visitada até ao dia 18 de Outubro.
A nova mostra de Mabunda insere-se nas comemorações dos 30 anos do CCFM e dos 50 anos da independência de Moçambique, celebrando igualmente os 50 anos de idade de Gonçalo Mabunda, artista com um percurso consolidado no panorama artístico nacional e internacional, cuja história está intimamente ligada ao CCFM.
Reconhecido nacional e internacionalmente pelas suas emblemáticas esculturas construídas a partir de armas desactivadas — como tronos, máscaras e figuras antropomórficas, Mabunda apresenta uma obra marcada pela reflexão sobre a guerra, a memória colectiva e os mecanismos de poder, fundindo crítica política, arte contemporânea e herança cultural africana.
SOBRE O ARTISTA
Gonçalo Mabunda nasceu em 1975, em Maputo, onde actualmente vive e trabalha. A sua prática artística está profundamente enraizada na memória histórica de Moçambique, país que atravessou uma prolongada guerra civil entre 1977 e 1992. Utilizando armas como matéria-prima, o artista converte instrumentos de destruição em poderosos objectos escultóricos. Desde 1992, está associado ao Núcleo d’Arte e participou no emblemático projecto “Transformação de Armas em Arte”. Um dos temas recorrentes do seu trabalho é o Trono, símbolo tanto da tradição africana como da crítica aos regimes autoritários que se perpetuam no poder através da violência.
Apesar do peso simbólico das armas, as obras de Mabunda transmitem uma mensagem de esperança, transformação e resiliência, exaltando o papel da arte como veículo de reconstrução e diálogo social.
Gonçalo Mabunda possui colecções no Centre Pompidou, Paris, França; Tropenmuseum, Amesterdão, Países Baixos; Museu do Exército, Suécia e Países Baixos; Museus Vaticanos, Vaticano; Museum of Arts and Design (MAD), Nova Iorque, EUA; Brooklyn Museum, Nova Iorque, EUA; Saint Louis Art Museum, Missouri, EUA; Victoria and Albert Museum, Reino Unido; Louvre Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos; Museu Nacional de Arte, Moçambique; Fundação Projustitiae, Portugal; Parque da Devesa, Vila Nova de Famalicão, Portugal; Memorial de Caen, França; Museu Nacional do Uruguai, Uruguai; Tempietto del Carmelo, Roma, Itália; Musée International des Arts Modestes, França; Public Art Norway e Governo Provincial da Noruega; ou Parque Internacional de Escultura, Pequim, China.
O Conselheiro do Presidente da República e antigo Ministro dos Transportes e Comunicações, Mateus Magala, diz que Moçambique deve inserir-se na revolução Industrial e maximizar os recursos existentes para o benefício dos moçambicanos. Magala falava durante a passagem pela EXPO 2025.
A Expo 2025 é um evento que decorre desde 13 de Abril, em Osaka, no Japão, cuja participação de vários países está focada na inteligência artificial e robótica.
No âmbito do tema central que incide sobre ideias tecnológicas inovadoras, que evidenciam a construção de uma sociedade sustentável suportada por iniciativas individuais e colectivas em várias áreas, Mateus Magala diz que Moçambique deve envidar esforços, usando recursos existentes, para se inserir na revolução industrial.
“A robótica, a inteligência artificial mexe com todos nós. A medicina é uma área que podemos aproveitar para os nossos próprios avanços, a outra é a economia circular, uma economia, onde não há desperdício. O lixo é um activo, vão nascer milionários e bilionários a vender lixo, porque o lixo tem utilidade, é só sabermos transformar para a utilidade que queremos” referiu Magala.
Na visita ao Pavilhão de Moçambique, Magala ficou impressionado com a exposição do país, pois, sob seu ponto de vista, ela avança algumas soluções no mundo tecnológico.
“Estamos todos representados, estamos todos de parabéns e orgulha-nos estarmos aqui e sairmos com a observação de que temos uma representação contínua no nosso país. Estamos a mostrar as nossas valências e também estamos a aprender dos outros” disse.
O conselheiro do chefe do estado referiu também que a experiência adquirida na Expo será útil para a liderança do país, sobretudo na agenda do desenvolvimento sustentável.
“Aqueles que estão aqui no terreno vão saber transmitir essa experiência que colheram aqui para todos nós, principalmente para a nossa liderança em Moçambique, para que a nossa liderança possa absorver isso tornar um activo, partilhar com todos para que possamos usar essas lições para o avanço da nossa própria agenda e o nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável”, explicou o conselheiro do Chefe do Estado.
Refira-se que a EXPO 2025 terá o seu fim no dia 13 de Outubro e a participação de Moçambique teve o seu ponto mais alto no dia 16 de Junho, uma data escolhida para a máxima projecção da imagem do país.
Em Chimoio, um adolescente de 14 anos de idade está a desenvolver um projecto de fabrico de combustível a partir de resíduos sólidos. O estudante da décima classe diz que pretende, com a iniciativa, reduzir os níveis de poluição do meio ambiente.
Preocupado com os crescentes níveis de poluição ambiental, o jovem Clinton Njanje, estudante da 10ª classe, está a desenvolver um projeto inovador de produção de combustível a partir de resíduos sólidos.
Utilizando materiais recicláveis, Clinton construiu um protótipo funcional que transforma plástico em combustível bruto. Segundo o jovem inventor, o combustível pode ser posteriormente refinado para uso em diferentes tipos de motores.
“Aqui temos esta panela, em que colocamos o plástico e ele derrete. Através do aquecimento, liberta um gás, que ao chegar aqui arrefece e assim produzimos o combustível. Eu fiz esta experiência pensando no nosso país, porque, hoje, principalmente na Beira, província de Sofala, temos muita poluição de resíduos sólidos e lixo, que é o plástico. Então, aqui, a partir do plástico, transformamos e fizemos combustível”, disse o pequeno inventor.
O combustível resultante do projecto é bruto, e, segundo Clinton, pode ser refinado e usado em motores de diferentes tipos.
A criatividade dos jovens em Chimoio não se limita ao campo ambiental. Também na 10ª classe da Escola Secundária da Soalpo, a estudante Yune dos Santos desenvolveu um sistema de alerta contra invasores, inspirado pelo aumento de casos de assaltos a residências e estabelecimentos comerciais na cidade.
Estes projectos foram apresentados na feira de inovação em Chimoio promovida pelo sector de educação cujo objectivo é incentivar os estudantes a transformar ideias em soluções com impacto social e ambiental.

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