A Prime Rate do sistema financeiro moçambicano está fixada em 15,50% para Novembro, mas o custo do crédito varia significativamente entre as instituições financeiras e as modalidades de financiamento. No crédito à habitação, o Standard Bank apresenta o spread mais baixo entre os bancos comerciais, de 1%, colocando a taxa indicativa em 16,50%. Já no crédito ao consumo, o First Capital Bank apresenta a margem mais elevada, de 12%, enquanto nas instituições de microfinanças os juros indicativos podem atingir 60,95%.
Os dados constam do Comunicado n.º 10/2026 da Associação Moçambicana de Bancos (AMB), de 30 de Outubro, que estabelece as margens de crédito a aplicar durante Novembro. A Prime Rate resulta da soma do Indexante Único, fixado em 9,30%, com o Prémio de Custo, de 6,20%, e constitui a taxa de referência para operações de crédito com juros variáveis.
Na modalidade de financiamento à habitação, o Standard Bank apresenta o spread mais baixo, de 1%, seguido do Millennium BIM, com 1,20%. Em sentido contrário, o Vista Bank e o First Capital Bank apresentam margens de 6%. Considerando a Prime Rate de Novembro, as taxas indicativas para esta modalidade variam entre 16,50% e 21,50%.
No crédito ao consumo, destinado ao financiamento de bens e serviços como viaturas, electrodomésticos e mobiliário, o First Capital Bank apresenta a margem mais elevada, de 12%, seguido do ABSA, com 10,75%, e do FNB, com 10%. O Millennium BIM regista o spread mais baixo, de 3,91%. Neste segmento, as taxas indicativas variam entre 19,41% e 27,50%.
Para as empresas, os custos de financiamento também apresentam diferenças em função do prazo e da finalidade do empréstimo. Nos créditos de curto prazo, até um ano, os spreads dos bancos comerciais variam entre 2% e 5%, correspondendo a taxas indicativas de 17,50% a 20,50%. Estes financiamentos destinam-se sobretudo à aquisição de meios circulantes e à cobertura de necessidades de tesouraria.
Já nos empréstimos de longo prazo, acima de um ano, as margens oscilam entre 1% e 6%, colocando as taxas indicativas entre 16,50% e 21,50%. Esta modalidade destina-se principalmente ao financiamento de investimentos empresariais, podendo o prazo de reembolso atingir sete anos.
É, contudo, no segmento das microfinanças que se encontram os encargos mais elevados. Para empréstimos ao consumo, os spreads variam entre 14% e 45,45%, dependendo da instituição e do prazo de reembolso. Com a aplicação da Prime Rate de 15,50%, as taxas indicativas podem chegar a 60,95%.
A MyBucks Mozambique apresenta uma margem de 45,45% nos empréstimos com prazos de seis e 12 meses, enquanto a Socremo pratica um spread de 44,50% nas mesmas maturidades. O Banco Letshego apresenta uma margem de 14% em todos os prazos de crédito ao consumo divulgados.
Nas operações de financiamento às empresas através das microfinanças, as diferenças também são expressivas. A MAIS – Microbanco de Apoio aos Investimentos apresenta spreads de 4% nos empréstimos de curto prazo e 4,25% nos de longo prazo. A Socremo regista margens de 20,10% e 20,50%, respectivamente, enquanto o Banco Letshego apresenta 19% nas duas modalidades.
ACESSO AO CRÉDITO EXIGE GARANTIAS
Para além dos juros, o acesso ao financiamento está condicionado ao cumprimento de requisitos definidos pelas instituições. Nos bancos comerciais, os clientes devem ter uma relação bancária de pelo menos seis meses, apresentar histórico de transacções e não possuir incidentes por regularizar na Central de Registo de Crédito do Banco de Moçambique. É igualmente exigida uma livrança em branco.
No crédito à habitação, os bancos estabelecem um prazo máximo de 20 anos e exigem uma hipoteca do imóvel com cobertura de 120% do valor financiado. A prestação mensal não pode ultrapassar 30% do rendimento líquido do mutuário, sendo também obrigatórios o seguro de vida e o seguro do imóvel.
Para o crédito ao consumo, o prazo máximo é de cinco anos. O requerente deve ter contrato de trabalho por tempo indeterminado e apresentar uma declaração da entidade empregadora que confirme as suas funções e rendimentos. A prestação também não pode exceder 30% do rendimento líquido mensal.
No financiamento empresarial, os bancos exigem garantias com cobertura mínima de 120% do valor do crédito pretendido, bem como contas auditadas dos últimos três anos ou, no caso dos empréstimos de longo prazo, um plano de negócios.
O comunicado estabelece ainda condições para operações de leasing, modalidade utilizada para financiar a aquisição de activos como máquinas, veículos e imóveis. No leasing mobiliário, os spreads dos bancos comerciais variam entre 2,50% e 5%, enquanto no imobiliário os valores divulgados oscilam entre 0% e 4,50%. O financiamento pode cobrir até 90% do valor de avaliação do bem.
A Prime Rate é calculada com base em dois componentes. O Indexante Único é determinado mensalmente pelo Banco de Moçambique, tendo em conta a média ponderada das operações de liquidez realizadas no Mercado Monetário Interbancário para o prazo de um dia útil. O Prémio de Custo é calculado trimestralmente pela AMB e considera factores como a classificação de risco do país, o crédito em incumprimento, o crédito saneado e o coeficiente de reservas obrigatórias.
O modelo resulta do Acordo sobre o Indexante Único do Sistema Bancário Moçambicano, que procura reforçar a transparência na fixação dos juros variáveis e melhorar a transmissão da política monetária ao mercado. A divulgação dos spreads permite aos clientes comparar as condições oferecidas pelas instituições, embora a taxa final dependa sempre da avaliação de risco e das condições específicas de cada operação.
Sequestradores agridem, torturam e filmam uma vítima de rapto enquanto esta pede ajuda a familiares para que paguem o resgate exigido pelos malfeitores.
Os vídeos que começaram a circular este sábado, mostram uma mulher identificada como Fazila Amade, esposa de um empresário, raptada no mês de Setembro passado, no distrito de Marracuene, Província de Maputo.
Nas imagens com aparência fragilizada, é agredida pelos sequestradores enquanto pede socorro e ajuda aos seus familiares para que paguem o resgate que os malfeitores exigem.
Mesmo aos gritos as agressões tanto físicas quanto psicológicas não cessam. Num dos vídeos a vítima aparece completamente acorrentada,apenas de calças e com o tronco exposto e num outro vídeo está amordaçada e a sangrar.
A STV entrou em contacto com o Serviço Nacional de Investigação Criminal que reconhece a veracidade dos factos, garante estar a trabalhar em coordenação com a família para esclarecer o caso desde que Fazila foi sequestrada, mas diz que não pode prestar declarações enquanto o crime não for esclarecido.
Este é um caso que vem à tona, três dias depois de a Primeira Ministra ter revelado que apenas um caso de rapto registado este ano ainda não tinha sido esclarecido.
Segundo Benvida Levi, dos 10 casos de rapto ocorridos este ano, nove tiveram desfecho e as vítimas já se encontram no convívio familiar.
A questão que fica é: será este o caso que não teve desfecho?
Moradores e automobilistas, na KaTembe e no Zimpeto exigem a retoma das obras das estradas que ligam a Rotunda ao Centro de Saúde de Incassane e da rua do rio Revué, na cidade de Maputo. Falam de constrangimentos às viaturas e de problemas à saúde, devido a poeira e paralisação dos trabalhos.
A estrada da subida de Chamissava, no distrito municipal Katembe, cujas obras de pavimentação iniciaram na Rotunda e deveriam terminar no centro de saúde de Incassane, segundo ilustrava a placa que havia sido montada neste local.
O troço de 3.2 quilômetros deveria ter sido concluído em Agosto de 2023, mas o que se vê até agora, são apenas 2 quilômetros pavimentados e automobilistas a somarem prejuízos, segundo contaram a nossa equipa de reportagem.
“Nós passamos dificuldade de verdade, porque tem muitas covas e há muita gente lá mais adiante para o cemitério, mas os carrinhos que nem minibus não vão até lá. Devido a este problema, a suspensão das nossas viaturas fica danificada”, contou Emmanuel Nhanza, automobilista.
O que agrava a preocupação dos automobilistas é o facto de há dez dias, o edil da cidade de Maputo, Rasaque Manhique ter anunciado o troço entre o rol das vias completamente pavimentadas.
“Foram reabilitadas e pavimentadas mais de vinte vias, entre elas, a rua Marien Maqueba, avenida 24 de Julho e a rua da subida de Chamissava, reforçando a ligação entre bairros e melhorando a mobilidade”, disse o edil, nas celebrações do dia da Cidade Maputo.
Porque não é o que se vê no terreno, os automobilistas exigem a retoma dos trabalhos até ao local ora prometido.
“ Essa situação é péssima, porque já está parada há bastante tempo, já deveria ter terminado a estrada, mas devido ao que não se sabe, até aqui não há nenhuma satisfação.”, lamentou José Nhampossa, outro automobilista.
Além de danos às viaturas, a saúde está também comprometida devido à poeira.
“Só para ver, se não chove, olhamos a beira da estrada, para as árvores, aí fica colado de poeira aquilo ali, agora nós temos que pensar em nós próprios, já que as árvores, as plantas ficam assim, em nós por dentro, como é que estamos? estamos a correr risco tuberculoso, essas coisas”.
As obras estão avaliadas em mais de 65 milhões de meticais.
Situação similar assiste-se na rua do Rio Revué, onde os automobilistas dizem -se traídos pelo Município de Maputo, por ter prometido pavimentar este troço de 1 quilômetro e meio, porém, os trabalhos decorrem a meio gás.
As obras arrancaram em Agosto de 2024 e deveriam ter sido concluídas em nove meses, entretanto, um ano e três meses depois, o que se vê no terreno, é apenas um troço de menos de meio quilômetro pavimentado e obras abandonadas.
“De facto, nós quando vimos aquelas obras ali, ficamos satisfeitos, dissemos, pronto, esta via alternativa ia nos ajudar, mas vimos depois, só esse pequeno troço e terminou aqui. A gente ficou sem entender se é o dinheiro que acabou, não sabemos, de facto é uma situação difícil. Chegaram aqui, encontraram a estrada,estava numa posição que até a gente já havia habituado, só cavaram, desapareceram, depois reapareceram, então cavaram de novo, fizeram só esse trecho.”
Por aqui, os automobilistas devem inovar em manobras, para fazer face aos montões de área que danificam as viaturas.
“ Vejo que isso aqui talvez foi uma burla para o governo, prometeram que essa estrada ia até lá na escola secundária, mas até agora nenhuma coisa avançou. Os carros interam, porque esta via aqui é alternativa em relação a avenida de Moçambique, porque no mercado tem engarrafamento”
Os automobilistas que usam esta via como alternativa para não enfrentar o congestionamento, na Estrada Nacional Número 1 dizem-se prejudicados.
As obras da estrada da rua do Rio Revué estão orçadas em 113 milhões de meticais.
Para reagir aos assuntos, a nossa equipa de reportagem contactou o gabinete de comunicação e imagem do município de Maputo, mas não teve sucesso.
A estrada Matambo-Songo, na província de Tete, será entregue à População até o segundo trimestre de 2026. A infraestrutura de 117 quilômetros é financiada pela Hidroeléctrica de Cahora Bassa e vai servir para o transporte de equipamentos de reestruturação da central, bem como dinamizar a economia regional.
50 anos depois, a Hidroelétrica de Cahora Bassa vai renovar e modernizar os seus equipamentos de produção de energia, no âmbito do plano de investimento denominado Capex Vital.
O programa, a ser implementado durante 10 anos, cujas intervenções decorrem desde o ano passado, vai culminar com a reabilitação da Central Sul, subestações, barragem e infra-estruturas associadas e uma dessas infraestruturas é a Estrada Matambo–Songo, via essencial para o transporte de equipamentos, bens e pessoas, degrada há mais de 40 anos.
Trata-se da estrada número 301, que liga os distritos de Marara e Cahora Bassa, na província de Tete, com uma extensão de 117 quilômetros.
Por ali serão transportados os equipamentos, de grande tonelagem, a serem usados durante a modernização da HCB, para além de beneficiar as empresas que operam na região, como as do ramo mineiro, no escoamento de carvão e de outras cargas. Para isso foi necessária uma atenção especial na qualidade da infraestrutura.
A nossa reportagem esteve no local e conversou com o Engenheiro Ilídio Tembe, Director de Procurement e Logística na HCB, que nos explicou sobre as especificações da estrada.
“Esse projecto irá demandar de transporte de mercadorias de grande tonelagem, por exemplo, transformadores, peças para os grupos geradores. Esses equipamentos têm requisitos de transporte muito exigentes. Têm tolerância para o seu transporte, além do volume, do peso dos mesmos. O fiscal, nesse caso, a COTOP, foi a empresa que desenhou as especificações da estrada. Os empreiteiros têm laboratórios próprios que foram certificados pelo Laboratório de Engenharia de Moçambique, para a sua implementação e temos tido um controlo de qualidade quase permanente do lado do fiscal”, explicou.
Questionado sobre a consistência e qualidade da obra, o coordenador técnico do projecto, Daniel Tinga, disse: “É preciso que, no final, seja assegurado que tenha um revestimento em betão-betuminoso na via e que possa oferecer um conforto tanto para quem conduz, mas também oferecer condições seguras e minimizar os transtornos de manutenção durante o período de vida útil”.
A reabilitação da estrada EN 301, incluiu a criação de um novo traçado que substituiu o antigo, conhecido por quilômetro 18, atravessando agora os distritos de Changara, Marara e Cahora Bassa, tornando a via crucial para a mobilidade na região.
O novo desvio, que liga a EN 301 a EN7, Tete-Chimoio, traz uma facilidade na circulação de viaturas diversas, encurta distâncias e valoriza os empreendimentos ao longo da via.
Tembe reconhece o impacto desta para a empresa que representa, mas reconhece mais ainda a utilidade pública que esta representa no cumprimento do compromisso de desenvolvimento da província de Tete.
“Essa estrada será uma mais-valia socioeconômica tanto para a HCB como para o povo, de um modo geral, porque terá uma estrada com condições de acesso muito boas, com condições de segurança muito boas e irá reduzir o tempo de circulação que actualmente existe entre as diversas comunidades, assim como de Songo para Tete”.
Apesar dos desafios, os empreiteiros prometem entregar as obras no tempo e na qualidade previstos. É que, durante as obras houve troços em que populações tiveram que ser reassentadas, um processo que, de acordo com a empresa, foi conduzido com transparência, envolvendo as lideranças (desde locais a distritais) no cálculo e pagamento de compensações.
Sobre o cumprimento dos prazos, Eduardo Mondlane, Encarregado de Obra, representante do Empreiteiro JJR, fala de reforço de equipamentos e consequentemente rapidez na execução.
“Vamos ter a capacidade tripla de fornecimento de materiais betuminosos, vai reforçar, de certa forma, a execução das obras. O que pretende aqui é uma estrada que tenha uma vida útil de 20 anos, a gente projectou a estrada nesse sentido e estamos executando exatamente a estrada para aguentar esse período”.
A fiscalização garante estar atenta a cada etapa de construção da estrada, envolvendo o dono da obra e o seu parceiro, a Administração Nacional de Estradas, ANE e apresentando relatórios e exigindo correção de falhas detectadas, sempre que verificadas.
O PROJECTO CRIOU CERCA DE 700 NOVOS POSTOS DE TRABALHO
A estrada de 117 quilômetros está dividida em dois troncos e dois empreiteiros: o primeiro troço, sob responsabilidade da Chico, orçado em mais de 2.3 mil milhões de meticais, o segundo troço de 67 km, ao encargo da JJR, orçado em cerca de três mil milhões de meticais.
As obras, iniciadas em Janeiro deste ano, estão a mudar o ritmo de vida de toda a região. É que foram criados 680 postos de trabalho directos, dos quais 90% são ocupados por pessoas locais, e cerca de 3.400 beneficiam-se indirectamente das actividades ligadas ao projecto.
Carlos Pereira, mecânico de profissão, e Tereza Domingos, cozinheira de formação, ambos contratados no âmbito do projecto, têm algo em comum: é que deixaram as suas actividades que lhes rendia pouca e inconsistente renda mensal, para abraçar as obras tarefas desconhecidas.
Os dois sentem o desafio do dia a dia, mas sentem que a cada dia melhoram e já pensam em investir na formação para trabalhar nas obras, não apenas pelo rendimento, também pelo privilégio de “me sentir a fazer algo importante para a minha província”, dizem.
Apesar de apenas 30% das obras já estarem concluídas e o impacto do investimento, de mais de seis mil milhões de meticais, é visível. No transporte de passageiros, comércio formal e informal.
Ao longo da via é possível notar pequenos negócios montados, que antes era impraticáveis naquela zona, como conta Ana Paula Baptista.
“O cruzamento dos 18 quilômetros ficava muito distante. Tínhamos que preparar os nossos bolos e ir até lá, levávamos muito tempo. Lá muitos tinham lugares onde vendiam e com a construção desta estrada, tivemos oportunidades para fazer estes negócios”.
Entre os que mais celebram as melhorias estão os mototaxistas. Com a estrada em melhor estado, as viagens são mais rápidas e seguras. E falando em Rapidez, a estrada Matambo–Songo deverá reduzir o tempo de viagem em mais de 60% e melhorar significativamente a segurança rodoviária.
A previsão de entrega da estrada é do segundo trimestre de 2026.
Um total de 160 cidadãos palestinos desembarcou no aeroporto de Joanesburgo, na última quinta-feira, para solicitar refúgio na África do Sul. A informação é confirmada pelo Chefe de estado sul-africano, Cyril Ramaphosa, que diz serem oriundos da faixa de Gaza e afirma que os mesmos não serão devolvidos.
A chegada dos cidadãos de nacionalidades palestinianas aconteceu, na última quinta-feira, no Aeroporto Internacional Oliver Tambo de Joanesburgo, no distrito de Gauteng.
Trata-se de 160 cidadãos oriundos da faixa de Gaza, que buscam refúgio na África do Sul, cuja entrada dependeu da intervenção do Ministério das Relações Exteriores e Cooperação sul-africana, uma vez que não apresentavam vistos.
O Chefe de Estado sul-afriano, Cyril Ramaphosa, tomou conhecimento da situação e disse que deviam ser recebidos pelo facto de serem oriundos de onde há guerra.
“Mesmo sem os documentos necessários, essas pessoas vêm de um país devastado por conflitos e guerras, e por compaixão e empatia, devemos recebê-las e ser capazes de lidar com a situação que enfrentam. Parece que estavam sendo, sabe, expulsas à força”, Cyril Ramaphosa.
E garantiu que os mesmos não seriam devolvidos às suas zonas de origem. “Ontem, um avião com 160 palestinos pousou no aeroporto O.R. Tambo. Essas pessoas são de Gaza. Fiquei sabendo disso pelo meu Ministro do Interior, que queria saber o que deveríamos fazer agora, e eu disse que não poderíamos impedi-los de entrar”. Obteremos os detalhes mais tarde, mas do ponto de vista humanitário, não podíamos devolvê-los, por isso vieram”.
Já a agência da ONU para os refugiados palestinianos (UNRWA), pediu recentemente, um aumento nas contribuições internacionais, sob pena de ver comprometida a sua missão, particularmente na Faixa de Gaza.
O Presidente da Frelimo, Daniel Chapo, quer maior engajamento dos secretários distritais no resgate da confiança da população “beliscada”, durante os protestos Pós-eleitorais. Daniel Chapo falava em Bilene durante a abertura da reunião nacional dos secretários distritais.
O presidente do partido Frelimo, Daniel Chapo, exige dos primeiros secretários distritais do seu partido acções concretas para o resgate da confiança das populações que entende ter sido beliscada na sequência dos protestos pós-eleitorais no país.
“O grande desafio deste ciclo de governação é a paz e a reconciliação, sobretudo, para vencermos os traumas que muitas famílias ainda vivem, em consequência das manifestações violentas e ilegais e criminosas. Em resumo, o primeiro secretário do comitê distrital deve trabalhar arduamente para recuperar a confiança que foi beliscada pelo simples facto de aparecerem pessoas que alegaram eleições para combaterem a nossa vitória”, disse o presidente do “batuque e massaroca”.
Daniel Chapo falou ainda de medidas em curso para o fortalecimento da economia nacional nos próximos anos, priorizando os alicerces da paz, segurança e reconciliação.
“Foi preciso trabalharmos dia e noite para que Moçambique saísse da lista cinzenta, resgatar a confiança dos mercados financeiros internacionais, para que os investidores voltem a confiar em Moçambique. Estamos a trabalhar para que os projectos que tinham sidos suspensos possam ser retomados. Vamos continuar a trabalhar para combater o terrorismo, principalmente na província de Cabo Delgado”, disse.
Chapo falava à margem da reunião Nacional dos Primeiros Secretários Distritais da Frelimo, que decorre no distrito de Bilene na província de Gaza
Pequenos agricultores e comerciantes emergentes dos distritos de Angónia, Tsangano e Macanga, na província de Tete, denunciam deslealdade na aplicação de preços dos produtos agrícolas por estrangeiros.
Manuel Chithatha e Carlos António são dois potenciais agricultores do distrito de Angónia, na província de Tete. No momento, cada um deles guarda 15 toneladas de milho e sacos de soja reservados exclusivamente para venda.
Os dois agricultores denunciam deslealdade por estrangeiros e empresas fomentadoras na aplicação de preços durante o processo de compra e venda.
Para os produtores e comerciantes emergentes, a situação agrava a redução da margem de lucros e pedem intervenção das autoridades.
O governador de Tete, Domingos Viola, que falava durante o lançamento da campanha agrária 2025-2026, ouviu atentamente as preocupações dos produtores e exigiu aplicação de preços justos.
Devido ao impacto das mudanças climáticas na campanha passada, cerca de duas mil famílias camponesas ficaram directamente afectadas na província de Tete.
Venâncio Mondlane diz que a proposta de uma nova Bandeira Nacional poderá trazer uma nova imagem internacional ao país, sobretudo, uma aversão à ideia de Moçambique ser um país de violência. O Político moçambicano falava, esta sexta-feira, durante a submissão de um anteprojeto da nova Bandeira Nacional à Assembleia da República.
Parece reacender o debate sobre as possíveis alterações que a Bandeira Nacional deve ou não sofrer.
O Líder do partido ANAMOLA, Venâncio Mondlane, submeteu esta sexta-feira à Assembleia da República, o que chama de Anteprojecto da Nova Bandeira Nacional e que garante ser o resultado de uma auscultação pública.
Mas por que trazer uma Bandeira Nacional? Venâncio Mondlane traz o que chama fundamentação histórica e diz haver elementos para tal.
Questionado sobre a possível harmonização entre o projecto da nova bandeira e o diálogo nacional em curso, Mondlane diz ser um projecto totalmente independente.
Enquanto é aguardado o pronunciamento da Assembleia da República, Venâncio Mondlane, diz que a nova Bandeira Nacional poderá trazer uma nova imagem internacional ao país, sobretudo, uma aversão à ideia de Moçambique ser um país de violência.
São famílias dos distritos de Marara, Chiuta e Cahora Bassa, na Província de Tete, abrangidas pelo projecto de implementação da Hidroeléctrica de Mphanda Nkuwa, que irão beneficiar do programa de desenvolvimento social com enfoque nas áreas de energia, saúde, educação, agricultura, água e saneamento.
Para as autoridades governamentais da província, o plano de desenvolvimento social, ora lançado, deve ser efectivado em estreita parceria com as comunidades locais, e reafirmaram a intenção da província em ser o HUB energético a nível de África Austral, com a construção de mais uma barragem Hidroelétrica em Tete.
Durante o lançamento do programa foram oferecidos insumos agrícolas a cerca de quatrocentas e cinquenta famílias, que praticam actividades agrícolas ao longo das margens do rio Zambeze.
O plano de desenvolvimento social ora lançado prevê a eletrificação de localidades, comunidades pequenas, bairros dos três distritos abrangidos, através da extensão da rede nacional de energia solar.
Seis pessoas ficaram feridas na sequência de um confronto havido na manhã desta sexta-feira, na mina de ouro conhecida por seis carros, no distrito de Vandúzi, em Manica. Tudo começou quando um grupo de Zimbabweanos pretendia minerar à força onde estão garimpeiros moçambicanos, que responderam com violência. Em conexão com o caso, cinco garimpeiros estão detidos no comando distrital da PRM em Vandúzi. A Polícia diz estar a colher mais elementos e irá se pronunciar sobre o caso na segunda-feira.