As Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) contam, a partir de agora, com novos militares habilitados para integrar as forças de comandos, na sequência do encerramento do 31.º Curso de Comandos, realizado na cidade de Nacala, província de Nampula.
O curso teve como objectivo dotar os militares de conhecimentos e técnicas específicas para o cumprimento de missões que exigem elevado nível de preparação física, táctica e psicológica.
Durante a cerimónia, que contou com a presença de altas patentes militares e outras entidades, os formandos participaram em actos protocolares e demonstraram parte das competências desenvolvidas durante a formação.
A cerimónia de encerramento foi marcada por demonstrações de disciplina e preparação militar, com os novos comandos a exibirem as capacidades adquiridas ao longo do processo de formação.
A conclusão do 31.º Curso de Comandos representa mais uma etapa no processo de preparação das FADM para responder aos desafios de defesa e segurança do país, particularmente em contextos que exigem unidades com capacidade de actuação especializada.
O escritor Leko Nkhululeko vai lançar o seu livro intitulado “Voz e Ancestralidade”, no Instituto Guimarães Rosa.
O lançamento da obra será feito no dia 7 de Outubro, e conta com a apresentação de Dionísio Bahule e os comentários do Antropólogo Hélder Nhamaze.
“Vozes e Ancestralidade” é a primeira obra do autor no campo da narração.
O partido ANAMOLA, reunido na cidade da Beira no seu primeiro Conselho Nacional, garantiu hoje que a sua actuação, considerada inegociável, estará assente em três pilares fundamentais: justiça social, ética política e independência do sector judicial.
A posição foi anunciada pelo presidente do partido, Venâncio Mondlane, que afirmou tratar-se de um dos maiores sonhos do partido. Segundo Mondlane, a justiça social é um valor essencial para um pacto robusto com os moçambicanos.
O segundo pilar é a ética política, enquanto o terceiro incide na reforma do sector de justiça, com enfoque na autonomia financeira.
Mondlane destacou ainda outros pontos que considera importantes, como a despartidarização do Estado e a reforma eleitoral, especialmente na fase inicial de apuramento, que o partido identifica como a principal causa dos problemas pós-eleitorais.
Nesta reunião, será igualmente discutida a ideologia do partido, bem como o pensamento do ANAMOLA sobre o diálogo político nacional inclusivo.
A conferência nacional, que conta com a presença de membros de todo o país e convidados nacionais e estrangeiros, irá, entre outros temas, debater perspectivas sobre uma nova forma de ser e fazer política em Moçambique. O evento termina na segunda-feira.
O pavilhão de Moçambique na EXPO 2025 deu início a uma série de actividades culturais que reúnem diferentes expressões artísticas do país, marcando as últimas semanas da sua participação na maior exposição universal.
Durante o mês de setembro, a programação começou com uma apresentação especial que uniu a Orquestra de alunos de uma escola do Japão e o grupo de dança da Escola Secundária de Albazine, em Moçambique, num espetáculo simultâneo realizado em formato presencial e híbrido. O momento, que juntou jovens de ambos os países, simbolizou a cooperação histórica entre Moçambique e Japão, uma relação que remonta à época em que o moçambicano Yasuke se tornou samurai em terras nipónicas. Inspirados por essa ligação, a iniciativa teve como ponto de partida Moçambique e ganhou vida no Pavilhão.
Para encerrar a participação moçambicana em grande estilo, foi preparada uma programação cultural rica e variada. Entre as primeiras atuações, destacaram-se os músicos Mr. Nhúngwé e Tony Camacho, de Tete, que encantaram o público com a sua performance. Em outro palco da EXPO, os artistas Hamilton Jordão e Jorge Juma, de Sofala, surpreenderam ao combinar percussão e pintura em tempo real.
A agenda segue com apresentações de música tradicional, uma oficina de moda, um workshop de Timbila conduzido por Matchume Zango, nos dias 3 e 4, e um espetáculo multidisciplinar que promete encerrar esta fase com grande celebração.
A EXPO 2025 reúne cerca de 160 países e organizações internacionais, proporcionando uma vitrine global para a cultura, inovação e cooperação entre nações.
Quarenta e oito pessoas morreram nos primeiros seis meses deste ano em Manica, vítimas de acidentes de viação. Condução sob efeitos de álcool e velocidade excessiva estão entre as principais causas da sinistralidade rodoviária.
O derramamento de sangue nas estradas da província de Manica levou a Procuradoria Provincial de Manica, no âmbito da sua missão de protecção de interesses colectivos, a juntar vários actores, como INATRO, Polícia de Trânsito e Transportadores de Passageiros, para encontrar soluções para travar acidentes rodoviários.
Marília Pugas, directora do Hospital Provincial de Chimoio para onde são encaminhadas a maior parte das vítimas de acidentes de viação, considera ser este um problema de saúde pública.
O procurador-chefe provincial de Manica referiu que, perante o cenário de acidentes de viação, há que se unir esforços no sentido de todos os extractos trabalharem para estancar o mal.
Dados da Organização Mundial da Saúde apontam que os acidentes rodoviários provocam 1.35 milhões de mortes e 50 milhões de feridos anualmente.
A Frelimo diz que o Presidente da República nunca deixou de exercer as suas funções por desempenhar as funções de Presidente do Partido. O Porta-voz do Partido, Pedro Guiliche, defende que o Conselho Constitucional interpretou correctamente a lei e saúda o acórdão.
O partido Frelimo reagiu, neste sábado, ao acórdão do Conselho Constitucional. O porta-voz do partido saudou a decisão do CC. “A Frelimo recebeu com bastante normalidade, mas igualmente com satisfação o acórdão do Conselho Constitucional, e também entende que não existe incompatibilidade com o facto do Presidente da República ser igualmente presidente do partido”, disse.
Guiliche lembrou ainda que o facto do Chefe do Estado ser presidente do partido acontece também em vários outros países.
Moçambique dispõe de um fundo de mais de 2,2 mil milhões de meticais para programas de protecção do meio ambiente. O valor foi desembolsado pela União Europeia.
A informação foi avançada neste sábado pelo embaixador da União Europeia em Moçambique, que, no âmbito do Dia Mundial da Limpeza, se juntou ao município de Maputo e a várias organizações e voluntários para a limpeza da praia da Costa do Sol.
E porque a preservação do meio ambiente é a principal razão que mobilizou pessoas para a limpeza da praia da Costa do Sol, a edilidade de Maputo assegurou, na ocasião, que há acções em curso para melhor gestão de resíduos sólidos.
De acordo com o ambientalista Carlos Serra, houve maior adesão de voluntários este ano para a limpeza da praia da Costa do Sol. Entretanto, Serra diz que esta devia ser uma acção de rotina, que não se limita ao Dia Mundial da Limpeza.
Na actividade de limpeza, foram recolhidas centenas de garrafas que representavam um risco à vida marinha, caso fossem arrastadas pelo mar.
Este ano, O Dia Mundial de Limpeza comemora-se sob o lema “Vamos todos prevenir e combater a poluição plástica’’.
O tráfego aéreo em toda a Europa foi severamente interrompido, na sexta-feira, após um grande ataque cibernético ter como alvo sistemas críticos de check-in e embarque usados por vários aeroportos. A situação causou atrasos generalizados e cancelamentos.
O ataque atingiu sistemas operados pela Collins Aerospace, uma importante prestadora de serviços de aviação cuja tecnologia de check-in eletrónico e manuseio de bagagem é usada em aeroportos de todo o continente. As operações foram significativamente afectadas no Aeroporto de Bruxelas, no Aeroporto de Berlim e no Aeroporto de Heathrow, em Londres, entre outros.
“Um ataque cibernético a uma empresa externa que cuida do check-in e do embarque… esse sistema não pode ser usado agora. Temos que processar os dados manualmente”, disse Ihsane Chioua Lekhli, porta-voz do Aeroporto de Bruxelas, citado pelo African News.
A Collins Aerospace, uma das maiores empresas de aviação e defesa do mundo, com mais de 80 mil funcionários, agora está a enfrentar um escrutínio sobre sua resiliência em segurança cibernética.
Enquanto os aeroportos esforçavam-se para se recuperar, os passageiros foram incentivados a verificar o status do voo antes de se dirigirem aos terminais.
Dez países vão reconhecer o Estado palestiniano na segunda-feira, numa conferência em Nova Iorque, à margem da assembleia-geral das Nações Unidas.
Além da França, que está por detrás da iniciativa de reconhecimento da Palestina como Estado, está Portugal, Andorra, Austrália, Bélgica, Canadá, Luxemburgo, Malta, Reino Unido e São Marino.
Para formalizar este reconhecimento, Emmanuel Macron vai proferir um discurso na segunda-feira, durante a conferência da assembleia-geral das Nações Unidas.
Enquanto isso, Israel continua a contestar o reconhecimento do Estado da Palestina, argumentando que não haverá Estado palestiniano e que tal recompensa o Hamas, que desencadeou a guerra na Faixa de Gaza, que já provocou mais de 65 mil mortos e mais de 165 mil feridos, na maioria civis.
As autoridades francesas justificam o facto deste reconhecimento acontecer só agora, quase dois anos depois do início da guerra na Faixa de Gaza, com o facto de a situação actual na Faixa de Gaza constituir um ponto de viragem que coloca muitos perigos, particularmente sobre a expansão do conflito para outros países.
A Associação dos Farmacêuticos de Moçambique (AFARMO) reafirmou, neste sábado, durante uma feira de saúde realizada na Cidade de Maputo, o seu compromisso em lutar por mais oportunidades de emprego e formação contínua para os profissionais da área farmacêutica no país.
A actividade enquadra-se nas celebrações da Semana do Farmacêutico, que culmina no dia 25 de Setembro, data em que os profissionais param para reflectir sobre os desafios e conquistas da sua classe. Sob o lema “Pensar na Saúde é Pensar no Farmacêutico”, a edição deste ano tem como foco a valorização da profissão e a melhoria da qualidade dos serviços prestados à população.
Durante o evento, a presidente da AFARMO, Bélia Muchanga, destacou que o sector enfrenta ainda sérias dificuldades que comprometem o seu pleno funcionamento. “O desemprego, a falta de medicamentos e de oportunidades de formação contínua dentro do país são desafios que continuam a suscitar grande preocupação”, afirmou.
Muchanga garantiu ainda que a associação irá tirar proveito da sua participação na Associação de Farmacêuticos dos Países de Língua Oficial Portuguesa (AFPLP) para reforçar o posicionamento de Moçambique na defesa da classe e dos pacientes. “Vamos usar o nosso mandato na AFPLP para fortalecer a nossa voz e procurar soluções conjuntas que beneficiem os farmacêuticos e, sobretudo, os nossos pacientes”, acrescentou.
Além das declarações institucionais, os participantes da feira apelaram à maior valorização dos profissionais da farmácia e a um atendimento mais humano. “Precisamos de um atendimento mais humanizado. Os farmacêuticos têm um papel essencial na orientação ao uso dos medicamentos”, disse Aurora Chaúque, uma das visitantes. Gertrudes Cossa, outra participante, reforçou o apelo: “O farmacêutico deve ser visto como parte essencial da cadeia de saúde, e não apenas como um técnico que entrega medicamentos”.
A feira de saúde ofereceu atendimento gratuito aos cidadãos, incluindo aconselhamento sobre o uso racional de medicamentos e testagem para algumas doenças comuns, aproximando os profissionais da comunidade e reforçando a importância do seu papel na prevenção e promoção da saúde.
A Semana do Farmacêutico prossegue com outras actividades a nível nacional, sempre com o foco em sensibilizar a sociedade para o valor destes profissionais no sistema de saúde.