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A intensificação dos ataques contra imigrantes na África do Sul começa a produzir efeitos que ultrapassam a esfera social e política, alimentando preocupações quanto ao impacto sobre o ambiente de negócios, a confiança dos investidores e a capacidade da maior economia africana de atrair capital estrangeiro.

Numa conjuntura marcada por crescimento económico moderado, elevado desemprego, limitações fiscais e necessidade de maior investimento privado, analistas alertam que a deterioração do ambiente de segurança pode agravar a percepção de risco do mercado sul-africano.

Segundo a agência Reuters, economistas e analistas de mercado defendem que a sucessão de manifestações e episódios de violência contra cidadãos estrangeiros poderá reduzir o apetite dos investidores internacionais, sobretudo daqueles que avaliam novos projectos de investimento directo estrangeiro no país.

A consultora sul-africana ETM Analytics advertiu, citada pela Reuters, que os protestos contra imigrantes representam “o principal risco de curto prazo” para os mercados financeiros do país. A instituição considera que a evolução da crise poderá influenciar o comportamento do rand, aumentar a volatilidade dos activos financeiros e afectar as expectativas dos agentes económicos.

O receio surge numa altura em que a África do Sul procura recuperar o dinamismo económico. O país continua a enfrentar uma das mais elevadas taxas de desemprego do mundo, crescimento económico inferior ao potencial e uma necessidade crescente de mobilizar investimento privado para expandir a capacidade produtiva, modernizar infra-estruturas e estimular a criação de emprego.

O investimento directo estrangeiro desempenha um papel estratégico neste processo. Além da entrada de capitais, contribui para a transferência de tecnologia, desenvolvimento de competências, aumento da produtividade e integração das empresas sul-africanas nas cadeias globais de valor.

Entretanto, os sucessivos episódios de violência contra comerciantes e trabalhadores estrangeiros podem afectar um dos factores mais valorizados pelos investidores: a previsibilidade do ambiente de negócios.

A própria reputação internacional da África do Sul começa a sofrer desgaste. De acordo com a Reuters, membros do Governo sul-africano reconhecem que os ataques xenófobos podem comprometer a imagem do país, afectar empresas nacionais que operam noutros mercados africanos e reduzir o seu poder de influência económica no continente.

O Presidente Cyril Ramaphosa condenou os actos de violência e afirmou que “não permitiremos que grupos utilizem as legítimas preocupações da população para promover a violência e a ilegalidade”, reiterando que a aplicação das leis migratórias compete exclusivamente às instituições do Estado.

Embora os mercados financeiros ainda não tenham registado uma reacção expressiva, economistas consideram que a persistência da violência poderá reflectir-se no custo do financiamento, no comportamento da moeda sul-africana e nas decisões de investimento de empresas multinacionais.

A preocupação estende-se igualmente ao comércio regional. A África do Sul é o maior parceiro económico de vários países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), incluindo Moçambique. Qualquer deterioração do seu ambiente económico pode repercutir-se sobre o comércio transfronteiriço, os fluxos de investimento, as remessas dos trabalhadores migrantes e a integração económica regional.

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A Moz Environmental, empresa que faz gestão de resíduos considerados tóxicos na cidade de Pemba, vai transferir as suas instalações para um outro lugar, de modo a evitar conflitos com as comunidades locais, que se queixam de poluição ambiental.

Pouco depois de o município de Pemba ter ameaçado processar a Moz Environmental por alegada poluição ambiental na cidade, a empresa de gestão de resíduos tóxicos decidiu mudar as suas instalações para um outro lugar longe das pessoas.

A informação foi confirmada pelo representante da empresa, Alfredo Zandamela, que diz que a mesma compreende que a zona onde está a operar, neste momento, deixou de ser uma zona exclusivamente industrial, até porque começou a haver muitas residências à volta.

“Isso é devido ao crescimento da cidade de Pemba, mas o que nós sempre pedimos foi tempo para reinvestirmos num outro espaço para podermos sair. Então, sair é algo que já está decidido, não é questão apenas de documentação”, disse.

A desactivação das instalações poderá levar cerca de dois anos, mas a Moz Environmental vai tomar algumas medidas imediatas para evitar mais reclamações das comunidades que vivem à volta da empresa.

“A incineradora vai ser a primeira unidade a ser transferida, dentro de dois meses, no máximo, e o assunto das águas também. Essa transferência e tratamento acelerado que estamos a fazer”, disse, acrescentando que estava a fazer concertação com a equipa técnica da empresa, que entretanto “não garantiram que também dentro de dois meses essa transferência das águas vai acontecer”.

A Moz Environmental  reconhece o desconforto criado pelo fumo e pelo mau cheiro resultante do processamento dos resíduos considerados tóxicos, mas a empresa  garante que não está a poluir o meio ambiente.

“Primeiro, reconhecemos que esta zona deixou de ser uma zona industrial, e, segundo, reconhecemos que existe o assunto do cheiro por causa de alguns produtos químicos que manuseamos. Então, é nosso interesse também estarmos numa zona que cria menos ruído, e é por causa disso que vamos mudar”, disse Alfredo Zandamela.

Para este, a mudança de local da empresa não é no sentido de culpa, “é no sentido apenas de mantermos a harmonia e boa convivência com as comunidades à nossa volta”.

Apesar da decisão de transferência das instalações, a Moz Environmental continua a aguardar as provas da acusação feita pelo presidente do município de Pemba sobre alegada poluição ambiental na cidade, segundo vincou Alfredo Zandamela, representante da empresa.

“Se o município quer processar, seja a Moz ou outras entidades, caberá ao ele dizer qual é a base que leva para fazerem isso, mas nós reiteramos que somos uma empresa séria, que opera dentro daquilo que são padrões legais e aceitáveis internacionalmente”, esclareceu Zandamela.

O caso de suposta poluição ambiental em Pemba começou no ano passado. Já foi analisado por especialistas ambientais e até chegou ao Tribunal Administrativo provincial, em Cabo Delgado, mas até agora, pelo menos oficialmente, ainda não há provas de existência de poluição ambiental com resíduos considerados tóxicos na cidade.

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) iniciou, nesta terça-feira, na Vila Ponta do Ouro, em Maputo, a XXII Reunião de Directores da Política de Defesa ou Equiparados, com o objectivo de reforçar a cooperação estratégica no domínio da defesa e preparar propostas a submeter à próxima reunião dos Ministros da Defesa da organização.

O encontro, que decorre até amanhã, junta representantes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, bem como o Secretariado Permanente para os Assuntos de Defesa e o Centro de Análise Estratégica da CPLP.

A delegação moçambicana é chefiada pelo Brigadeiro Anastácio Zaqueu Barassa, Director Nacional de Política de Defesa, acompanhado pelo Coronel Assane Cachimo, Oficial de Cooperação do Estado-Maior General, e pela Major Marta António Jorge Muando Licussa, Chefe do Departamento de Relações Multilaterais.

Na sua intervenção, o Brigadeiro Barassa referiu que o encontro decorre num contexto internacional desafiante, marcado pela instabilidade geopolítica, pelo terrorismo e pelas mudanças climáticas. Estes factores, segundo afirmou, exigem maior coordenação estratégica entre os países da CPLP, tendo realçado a importância do reforço da cooperação multilateral para a consolidação da segurança colectiva e promoção da paz e do desenvolvimento sustentável.

A agenda de trabalhos inclui a análise do ponto de situação da 3.ª Reunião dos Serviços de Informações Militares, da implementação do Plano de Acção 1325 sobre a Agenda “Mulheres, Paz e Segurança”, do balanço das formações realizadas no Colégio de Defesa e no Curso CIMIC, bem como a apreciação da proposta de revisão dos estatutos e do regimento do Centro de Análise Estratégica da CPLP.

Consta igualmente da agenda a calendarização das actividades conjuntas para 2026, com destaque para o Exercício FELINO, considerado um dos principais marcos da cooperação multilateral entre as Forças Armadas dos países de língua portuguesa.

A Presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, desafiou os dois deputados do Partido PODEMOS empossados hoje a trabalhar pela pacificação dos moçambicanos, promovendo o diálogo, a reconciliação e o respeito mútuo entre os cidadãos.

“Caros Deputados, cada gesto, cada decisão e cada palavra proferida nesta casa deve reflectir o respeito e o amor que temos por Moçambique”, disse a Presidente da Assembleia da República, dirigindo-se aos seus pares, António Pedrito Marques Furuma e Faizal Anselmo Gabriel, que tomaram posse, numa cerimónia presenciada pelos Vice-Presidentes da Assembleia da República, Hélder Ernesto Injojo e Fernando Tomé Jone.

A décima Legislatura, segundo Talapa, traz consigo grandes desafios, mas também imensas oportunidades.

Na ocasião, Margarida Talapa reafirmou o compromisso de aprofundar a democracia e a governação  inclusiva, assegurando que as decisões políticas tenham sempre como centro o bem-estar do povo;   legislando com qualidade e transparência, garantindo que cada lei aprovada contribua efectivamente para o desenvolvimento econômico, social e humano do País; fiscalizando a acção governativa com responsabilidade, em nome da ética pública e da boa gestão dos recursos humanos; e promover políticas que garantam a justiça social, a igualdade do gênero, o empoderamento dos jovens, o fortalecimento das instituições e sustentabilidade ambiental.

“Tudo isto exige de nós um Parlamento activo e comprometido com a verdade, com a solidariedade e com o progresso”, vincou Talapa, desejando, aos empossados um mandato profícuo, íntegro e inspirado, honrando o Povo que representam, dignificando a Assembleia da República e contribuindo para a edificação de um Moçambique mais unido, próspero e em paz.

O Parlamento do Gana aprovou a ractifição dos acordos bilaterais sobre isenção  de vistos em passaportes diplomáticos, de serviço e em passaportes ordinários  com a República de Moçambique. 

Esta ratificação e a aprovação para a isenção dos vistos, que visa reforçar a  cooperação e promover o intercâmbio entre os dois países e povos, garante a  mobilidade dos cidadãos moçambicanos de e para a República do Gana, assim como a facilitação de transações comerciais e turísticas. 

Refira-se que o Acordo sobre a Isenção de Vistos em Passaportes Diplomáticos  e de Serviço foi assinado em 2022, em Gana, e a proposta para a isenção de vistos  em Passaportes Ordinários foi apresentada pelo Alto Comissariado de  Moçambique naquele país, em Julho do Presente ano.

Três pessoas estão detidas, na Matola, pelo suposto envolvimento no assassinato de um motorista de táxi por aplicativo. O Serviço Nacional de Investigação Criminal diz já ter identificado o principal mandante e já emitiu o mandado de captura.

Um cidadão de 40 anos de idade, motorista de táxi por aplicativo, foi assassinado, no município da Matola, há cerca de duas semanas. 

A vítima foi encontrada numa mata, com sinais de agressão física e membros superiores e inferiores amordaçados. 

Esta terça-feira, o Serviço Nacional de Investigação Criminal disse haver avanços nas investigações sobre o assassinato. 

“Com relação a este assunto o SERNIC está mesmo a trabalhar e temos tido bons resultados. Um caso prático é o do motorista de táxi por aplicativo, Egas Bié, já temos 3 detidos e um mandado de captura contra o principal suspeito”, explicou Judite Nhanengue, porta-voz da instituição, na província de Maputo.

Os acusados foram detidos na semana passada. 

Sobre o assassinato de agentes da polícia, o Sernic diz ainda haver investigações em curso. 

Judite Nhanengue falava após apresentar quatro indivíduos acusados de tráfico de drogas, que estava a ser transportada nesta viatura, com destino ao mercado grossista Zimpeto e outra que era vendida disfarçada de doces. 

“Com três detidos foi possível encontrar uma quantidade repartida em três saquetas de 8 quilos, que continha uma substância que submetida a perícia constatou-se que se trata de cannabis sativa, vulgo suruma, que estava a ser transportada disfarçada dentro de uma camioneta que tinha duas toneladas  de maçaroca. Eles foram detidos no dia 27 de Outubro na zona da Matola Rio e a mercadoria usada para ser descarregada no mercado Zimpeto. O quarto cidadão foi detido na posse de uma quantidade de 1 kg de cannabis sativa, uma parte da qual estava no modo normal e outra processada, convertida em rebuçados  ”

Os indiciados assumem o seu envolvimento, afirmando que “o que está embrulhado é cannabis, usava para consumir ”. 

Os detidos têm idades entre 28 e 35 anos. 

A Hyundai Moçambique lançou uma campanha que promete redefinir a experiência de condução no país. A iniciativa, apresentada nesta segunda-feira, em Maputo, resulta de uma parceria estratégica entre a Hyundai Moçambique, a Galp e a Índico Seguros e oferece combustível e seguro automóvel por um ano a todos os clientes que adquirirem o novo Hyundai Exter durante os próximos três meses.

A assinatura do memorando de entendimento entre as três empresas teve lugar na capital, marcando o início de um programa que alia tecnologia, economia e conforto, três valores que a Hyundai procura associar à sua presença no mercado moçambicano.

“O nosso objectivo é oferecer mais do que um veículo. Queremos proporcionar tranquilidade, segurança e conforto em cada quilómetro percorrido”, afirmou Janine Viseu, representante da Hyundai Moçambique, destacando que a campanha é parte do compromisso da marca em “criar experiências de mobilidade completas e sustentáveis”.

O Hyundai Exter, lançado recentemente no país, é o mais novo SUV compacto da marca sul-coreana, desenvolvido para responder às necessidades das famílias e dos condutores urbanos. O modelo combina design moderno, economia de combustível e tecnologia de ponta, adaptando-se às condições das estradas moçambicanas.

Com um motor eficiente e de baixo consumo, o Exter foi projectado para oferecer desempenho robusto com custos reduzidos de manutenção. O interior do veículo tem acabamentos de alta qualidade, sistema multimédia com ecrã táctil, conectividade Apple CarPlay e Android Auto, além de ar-condicionado automático e múltiplos sistemas de segurança activa e passiva, como travagem assistida, controlo de estabilidade e airbags múltiplos.

“O Exter é um SUV compacto, mas com o espírito de um grande aventureiro. É ideal para quem procura um carro prático, moderno e preparado para todos os caminhos de Moçambique”, acrescentou Janine Viseu, sublinhando que o modelo traz ainda garantia de cinco anos, reforçando a confiança e fiabilidade associadas à marca Hyundai.

Durante o período da campanha, cada cliente que adquirir o Hyundai Exter receberá um ano de seguro automóvel contra todos os riscos, oferecido pela Índico Seguros.

“Trata-se de um projecto ousado, que reforça a nossa missão de inovar e dar mais valor ao cliente. Queremos que o condutor se sinta protegido em todas as circunstâncias”, declarou Rúben Chivale, CEO da Índico Seguros, salientando que esta parceria se traduz num novo padrão de relacionamento entre seguradoras, concessionárias e consumidores.

A oferta inclui ainda um tanque cheio de combustível por mês durante 12 meses, benefício garantido pela Galp, que vê na iniciativa uma oportunidade para aproximar-se ainda mais dos automobilistas moçambicanos.

“Com esta parceria, cada viagem começa com energia e confiança. O apoio mensal em combustível representa uma poupança real para o cliente, num contexto em que os custos de mobilidade são cada vez mais relevantes”, afirmou Francisco Ferreira, Chefe de Operações da Galp, destacando que o programa se enquadra nos esforços da empresa para apoiar soluções de mobilidade sustentáveis e acessíveis.

A campanha “Hyundai Exter, Combustível e Seguros por 1 Ano” estará disponível durante três meses, em todos os concessionários Hyundai do país, e visa, não apenas impulsionar as vendas, mas também reforçar a confiança dos consumidores na marca.

“Mais do que vender automóveis, a Hyundai quer construir relações duradouras com os seus clientes. Esta parceria com a Galp e a Índico Seguros mostra que, juntos, podemos criar soluções inovadoras que oferecem segurança, conforto e economia”, concluiu Janine Viseu, no encerramento da cerimónia.

Com este lançamento, a Hyundai Moçambique dá um passo à frente no mercado automóvel nacional, apostando num modelo moderno, acessível e adaptado à realidade local, ao mesmo tempo que entrega vantagens concretas aos seus clientes, uma verdadeira combinação de mobilidade inteligente e economia sustentável.

O seleccionador nacional de futebol, Chiquinho Conde, anunciou a pré-convocatória da selecção nacional, os Mambas, para a Data-FIFA de 10 a 18 de Novembro de 2025, inserida no ciclo de preparação a 35ª edição do Campeonato Africano das Nações a ter lugar em Marrocos, de 21 de Dezembro de 2025 a 18 de Janeiro de 2026. Dominguez e Luís Miquissone estão na lista que volta a não ter o nome de Bruno Wilson, jogador descartado pelo técnico moçambicano.

A lista anunciada por Chiquinho Conde, nesta segunda-feira, integra 40 jogadores que actuam tanto no campeonato nacional como em clubes estrangeiros, evidenciando a aposta do seleccionador na continuidade, competitividade e valorização do talento moçambicano dentro e fora do país.

Os jogadores fazem parte de uma lista que será reduzida nos próximos dias, em função da prestação de cada um nos próximos jogos, bem como da sua condição física nas vésperas.

O combinado nacional prepara a sua participação no Campeonato Africano das Nações, CAN, de Marrocos, sendo um dos jogos de preparação será, justamente, com o anfitrião da prova, o Marrocos, no dia 14 de Novembro, na cidade de Agadir.

A Federação Moçambicana de Futebol garante estar a envidar esforços no sentido de encontrar um outro adversário para mais um particular dos Mambas em terras marroquinas, na Data-FIFA, como forma de reforçar o compromisso em proporcionar ao combinado nacional maior competitividade e ritmo internacional.

Assim, e depois da ausência de quatro jogos dos Mambas, Dominguez volta a ser chamado para a pré-convocatória, numa clara mensagem de poder vir a ser levado ao CAN, onde poderá colocar ponto final à sua rica e positiva passagem pelos Mambas, com mais de 20 anos de representação.

Quem também regressa é Luís Miquissone, actualmente o melhor marcador do Moçambola, com oito golos, que dá mostras de regressar aos poucos, não só aos Mambas, mas a uma carreira promissora no futebol profissional.

Assim, Chiquinho Conde chamou seis guarda-redes, com José Guirrugo a entrar para a lista dos “habitués”, tal como Teixeira Nhanombe, guarda-redes da Associação Black Bulls. Na defesa, Conde chamou 12 jogadores, com destaque para Guebuza, do Académico de Viseu, mas sem Bruno Wilson, jogador que não faz parte das contas de Chiquinho Conde.

O seleccionador nacional chamou ainda 10 médios e outros 12 avançados para esta empreitada.

Eis a lista dos pré-convocados por posição:

Guarda-redes (6): Ernan Siluane (Associação Black Bulls), Fasistêncio Faza “Fazito” (Ferroviário de Nampula), Teixeira Nhanombe (Associação Black Bulls), Ivane Urrubal (Ferroviário de Nacala), Kimiss Zavala (Marítimo – Portugal), José Ventura Guirrugo (Ferroviário de Maputo).

Defesas (12): Domingos Macandza “Mexer” (Associação Black Bulls), Edmilson Dove (Al-Quwa Al-Jawiya – Iraque), Bruno Langa (Pafos FC – Chipre), Reinildo Mandava (Sunderland AFC – Inglaterra), Infren Matola (UD Songo), Diogo Calila (Santa Clara – Portugal), Oscar Cherene (UD Songo), Manuel Cumbane “Guebuza” (Académico de Viseu – Portugal), Francisco Muchanga “Chico” (Costa do Sol), Edson Sitoe “Mexer” (Ankara Keçiorengucu – Turquia), Feliciano Jone “Nené” (Abu Salim SC – Líbia), Fernando Chambuco (Associação Black Bulls).

Médios (10): Alfonso Amade (Dunfermline Athletic – Escócia), João Bonde (Ferroviário da Beira), Ricardo Guimarães “Guima” (Zira FK – Azerbaijão), Manuel Kambala (Polokwane City – África do Sul), Keyns Abdala (GD Chaves – Portugal), Ezequiel Machava (Ferroviário de Maputo), Pedro Santos “Pepo” (Caldas SC – Portugal), Shaquille Nangy (Sagrada Esperança – Angola), Elias Pelembe “Domingues” (UD Songo), Sapane Zunguze “Sampaio” (Ferroviário de Maputo).

Avançados (12): Clésio Bauque (Associação Black Bulls), Geny Catamo (Sporting CP – Portugal), Witiness Quembo “Witi” (Nacional da Madeira – Portugal), Gildo Vilanculos (Tandamon Sour Club – Líbano), Stanley Ratifo (Chemie Leipzig – Alemanha), Faizal Bangal (AC Mestre – Itália), António Sumbane (Associação Black Bulls), Ângelo Cantolo (Chingale de Tete), Luís Miquissone (UD Songo), Elias Macamo (Ferroviário de Maputo), Chamito Alfandega (Académico de Viseu – Portugal), Melque Alexandre (UD Songo).

A Secretária de Estado das Artes e Cultura apelou aos artistas moçambicanos para que aproveitem as oportunidades existentes no país, de modo a reforçarem a sua visibilidade e promoverem a interação com o mercado internacional. Matilde Muocha falava esta segunda-feira, durante o lançamento da quinta edição da Gala dos Prémios Mozal Artes e Cultura 2025.

No total, 111 artistas submeteram as suas candidaturas, tendo sido 20 nomeados para a gala final, nas categorias de Cinema e Audiovisuais, Dança, Fotografia, Teatro, Design de Moda e Vestuário, e Música. Durante o evento, a Secretária de Estado das Artes e Cultura destacou a importância de os criadores nacionais fortalecerem a sua presença dentro e fora do país.

“Que utilizem as nomeações a que foram sujeitos, dentro de um rol de candidatos muito bem apresentado, como uma plataforma para reforçar a vossa visibilidade a nível nacional e internacional. Afinal, os prémios são também uma estratégia para a consolidação das carreiras artísticas e para o engrandecimento dos próprios artistas e das suas criações enquanto marcas”, afirmou Matilde Muocha, Secretária de Estado das Artes e Cultura.

A iniciativa é coordenada pela Associação para o Desenvolvimento Cultural Kulungwana, que organiza o evento desde a sua primeira edição. Segundo a diretora da Kulungwana, Eni Matos, o número crescente de participantes demonstra o carácter inclusivo e nacional do concurso.

“As candidaturas revelaram a diversidade de origens e linguagens que o país abarca, e deixaram-nos mais conscientes de que o caminho que pretendemos seguir  o de premiar essa diversidade  é possível. Este ano, tivemos pela primeira vez a participação de todas as províncias nas diferentes áreas, um crescimento exponencial face a 2023, quando apenas quatro províncias participaram”, destacou Eni Matos.

O representante do parceiro da iniciativa, Dias Bande, reafirmou o compromisso da empresa em continuar a apoiar o desenvolvimento da cultura moçambicana através de prémios monetários.

“Com esta gala, pretendemos reforçar cada vez mais o nosso reconhecimento aos artistas moçambicanos, que trabalham arduamente para garantir o bem-estar da nossa sociedade. Esta iniciativa inspira-se na riqueza das manifestações culturais do nosso belo Moçambique”, declarou Dias Bande, em representação da Mozal.

A quinta edição da Gala dos Prémios Mozal Artes e Cultura 2025 terá lugar a 6 de novembro, em Maputo.

Mulweli Rebelo, filho de um dos fundadores da Frelimo, decidiu afastar-se do partido por desilusão. Numa carta aos camaradas, Rebelo admite não se rever mais na forma como o partido trabalha e é gerido actualmente.

De novo, Mulweli Rebelo, filho de uma das principais reservas morais da Frelimo, Jorge Rebelo, decidiu deitar a toalha ao chão e dizer um basta ao partido que o viu nascer.

Em 2023, já havia mostrado a sua insatisfação ao afirmar que “a Frelimo tornou-se num partido ignorante e arrogante”, mas desta vez foi um pouco mais longe.

“Caros irmãos e irmãs, camaradas, depois de muita reflexão, decidi afastar-me das atividades políticas e partidárias da Frelimo. A minha motivação em militar sempre esteve ligada ao desejo de dar continuidade ao trabalho dos nossos pais, que acreditaram num país justo e progressista — mas, infelizmente, até eles, hoje, estão desiludidos com o rumo que Moçambique tomou”.

É assim que o camarada, ou melhor, ex-camarada escreve no início da sua carta. Explica que após viver de perto as eleições e o período pós-eleitoral, ficou desnorteado.

“Percebi o quanto não me revejo na forma como o partido trabalha e é gerido: estruturas antiquadas, pouca abertura para a modernização e uma cultura ditatorial, de manter o poder a todo custo. Continuamos a ver atropelos de gestão, mau uso de fundos e ausência de responsabilização, enquanto o país anda para trás”.

Faz referência às características das reuniões do partido nos últimos anos, que na sua percepção muitas vezes, começam com atrasos e são preenchidas de cantigas e danças que, embora sejam momentos bonitos de camaradagem, pouco contribuem para a produção de conteúdo útil que ajude a resolver os problemas reais do povo.

“Saio de cabeça erguida, com respeito e gratidão por todos os camaradas, mas com a convicção de que o futuro de Moçambique depende de novas ideias, ética e coragem para mudar. Continuarei a dedicar as minhas energias em projectos de desenvolvimento, com o compromisso de sempre: contribuir para o progresso do nosso Moçambique”, escreve no documento.

Termina a carta e assina o membro dissidente do partido no poder, Mulweli Rebelo, filho de um dos críticos da nova Frelimo. Na verdade, o pensamento de Mulweli não foge muito de como o pai pensa. Numa entrevista publicada há 15 anos, Jorge Rebelo, criticou a discussão sobre gerações, vigente na altura, por considerar que em nada vale discutir sobre gerações sem resolver problemas do povo.

Entre várias funções, Jorge Rebelo foi secretário de informação da Frelimo.

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