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A Administração Nacional de Estradas promete iniciar obras de drenagem nos pontos críticos da EN1, no troço Missão Roque-Zimpeto, na Cidade de Maputo. A empreitada poderá arrancar nas próximas semanas. A promessa surge depois de intervenções de emergência em alguns pontos da estrada.

Uma das zonas abrangidas pela intervenção foi a área da Total, onde os trabalhos consistiram essencialmente no tapamento de buracos e na aplicação de uma camada de resselagem para facilitar a circulação de veículos. Contudo, as obras não incluíram, nesta fase, a construção de valas de drenagem para o escoamento das águas pluviais, um dos principais problemas apontados pelos automobilistas.

Segundo o delegado provincial da ANE, Dado Novela, a instituição identificou três secções críticas ao longo do troço São Roque–Zimpeto, caracterizadas por buracos profundos e sérios problemas de drenagem.

“Tratou-se de intervenções de emergência para garantir a transitabilidade nestes pontos e reduzir os constrangimentos provocados pelos congestionamentos”, explicou.

O responsável reconheceu que a ausência de valas de drenagem constitui uma limitação das obras realizadas, mas garantiu que esta componente faz parte do projecto e será executada numa fase posterior.

“Nesta altura, a prioridade era assegurar a circulação de pessoas e bens. Conseguimos melhorar a fluidez do tráfego e, nas próximas semanas, avançaremos com intervenções para orientar o escoamento das águas”, afirmou, acrescentando que as obras de drenagem poderão arrancar dentro de cerca de 15 dias, embora sem uma data definitiva.

As intervenções surgem depois de vários anos de reclamações dos automobilistas, que se queixavam do estado degradado da via, marcado por buracos e frequentes congestionamentos.

Durante a visita ao local, automobilistas manifestaram satisfação pela melhoria das condições de circulação, mas defenderam que a solução definitiva passa pela construção de um sistema eficaz de drenagem, capaz de evitar a acumulação de água durante a época chuvosa.

A equipa de reportagem questionou ainda a ANE sobre as valas de drenagem construídas no ano passado em alguns troços da EN1, que continuam a revelar-se insuficientes para evitar o alagamento da estrada durante os períodos de chuva intensa. Em resposta, a instituição reiterou que está a avaliar novas intervenções para melhorar o sistema de drenagem nos pontos mais vulneráveis.

Enquanto as obras complementares não arrancam, os utentes da principal estrada do País esperam que as próximas intervenções resolvam de forma definitiva os problemas de escoamento das águas e contribuam para preservar a infra-estrutura rodoviária.

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Foi lançado em Maputo, esta terça-feira, o livro “Eu e o Meu Sonho: Memórias de um Povo em Armas”, da autoria de Francisco Cabo. A obra do veterano revisita o percurso da luta de libertação nacional e defende a necessidade de uma independência económica no país.

Com um tom reflexivo e patriótico, Francisco Cabo, no livro “Eu e o Meu Sonho: Memórias de um Povo em Armas”, narra o que viveu no processo da libertação nacional e hoje apela à independência económica, que na sua leitura é um grande desafio para o país.

Para o autor do livro, os momentos que são relatados no livro são mensagens de coragem, determinação e esperança. “A fase actual, que é uma fase de luta pela independência econômica, também requer muito sacrifício. Por isso mesmo, essa determinação que os combatentes de 25 de Setembro tiveram deve ser fonte de inspiração para os mais jovens”, disse Francisco Cabo.

O veterano da luta de libertação afirma que os moçambicanos devem trabalhar para a paz efectiva no processo do Diálogo Nacional Inclusivo.

“É um momento em que nós temos que estar todos juntos, embora haja diferença em ideias, mas as ideias devem ser ouvidas, discutidas e no sentido de formar consenso. E é esse consenso que pode nos levar para levar avante o desenvolvimento do país”, assume Francisco Cabo.

O governo enalteceu o lançamento e encorajou outros veteranos a registar as suas experiências para preservar a memória colectiva e fortalecer a identidade nacional.

Os apreciadores da literatura que estiveram no local, falam de um livro que reacende a essência dos moçambicanos em nome do progresso e liberdade. 

É o caso de Eduardo Zuber que considera que o livro é uma forma de entender a perspectiva do sonho numa fase em que o país precisa desenvolver-se.

“Trazer esse livro em uma vertente econômica depois de 50 anos de independência, significa que a experiência da luta pela libertação nacional, do que ele passou, do que ele queria ser, o que está acontecendo hoje em dia. Eu acho que não haveria melhor testemunho do que escrever um livro e entendermos qual era a perspectiva do sonho em uma fase em que o país precisa desenvolver-se e cada um fazer a sua parte para que a economia de Moçambique suba”, disse Eduardo Zuber.

Por seu turno, Joanica Sitoe assume que o livro vai trazer estímulo para a juventude sonhar com um país melhor. “Eu acho que, como jovem, o livro vai trazer muita coisa importante. Eu acho que a mensagem que vem no livro irá estimular o jovem a sonhar mais primeiro e a aprender mais sobre o seu país, sobre o seu povo. Eu acho que é o que o livro mais traz para os jovens”, assume Joanica Sitoe.

Após o lançamento desta obra, na Cidade de Maputo, esta terça-feira, Francisco Cabo promete mais livros, reafirmando o compromisso de manter viva a história e o espírito de união entre os moçambicanos.

 

Cerca de duzentas embarcações paralisaram actividades por conta da turbidez da água em Cahora Bassa. A situação teve um impacto significativo na actividade pesqueira naquele distrito, comprometendo as exportações e colocando em risco os empregos de cerca de três mil e quinhentos trabalhadores.

Trata-se de um pescado bastante consumido nos países vizinhos, como é o caso da  Zâmbia e Malawi, facto que torna a pesca da espécie bastante lucrativa, entretanto, actualmente a região da albufeira de Cahora Bassa enfrenta os impactos ambientais que resultam na escassez de chuvas, que levou à redução dos níveis de água precipitando deste modo a turbidez, dificultando a prática da pesca do capenta.

“Os impactos são negativos e são muito notórios. A situação actual da pesca de Capenta de Cahora Bassa praticamente é inexistente”, disse Odete Cabinda, Presidente do pelouro de recursos pesqueiros em Tete.

Segundo a nossa fonte, a situação teve um impacto significativo na actividade pesqueira naquele distrito, comprometendo as exportações e colocando em risco os empregos de cerca de três mil e quinhentos trabalhadores.

“Há empresas que conseguem fazer três a quatro exportações mensais em camiões de 30 toneladas. Hoje, normalmente, o que é que a gente faz? A gente acaba não mandando cinco embarcações, manda duas ou uma ou três, só para experimentar, para ver o que é que é porque não consegues apanhar mais que 20 quilos”, continuou Odete Cabinda.

As autoridades em Tete admitem que a actual situação está a pôr em causa o cumprimento das metas de receitas previstas para este ano, uma vez que o fenómeno El Niño afectou não apenas as empresas de pesca de capenta, mas também as populações de cerca de sete distritos da província.

“Há uma actividade que era de impacto e tínhamos muita receita a partir desta actividade, que é a pesca, a actividade pesqueira, no âmbito industrial, semi-industrial e mesmo artesanal”, disse Cristina Xavier Mafumo, Secretária de Estado de Tete, que acrescentou que “neste momento, de cerca de 200 e tal embarcações recenseadas para uma pesca industrial de Capenta, todas elas não estão a realizar nenhuma actividade”.

A escassez de pescado não se restringe à capeta, afectando também a tilápia, popularmente conhecida como peixe Pende. Algumas vendedoras afirmam que, devido à falta do produto, foram obrigadas a aumentar os preços.

“Antes vendíamos de 250 a 300 meticais e agora a partir de 400 a 450 meticais. Lá o peixe está muito raro e você aqui também está muito raro”, disse Sheila Escrivão.

O fenómeno El Niño incidiu sobre Moçambique com maior intensidade entre final de 2023 e meados de 2024, provocando seca severa em várias regiões do centro e sul do país, incluindo a província de Tete.

Há cada vez mais meninas a terem a primeira menstruação antes dos 8 anos, o que aumenta o risco de gravidez na infância e na adolescência. A qualidade da alimentação e o ambiente em que a criança cresce é determinante para esta situação.

Não traz estatísticas, mas a sua experiência profissional permite-lhe falar à vontade. “As crianças com uma massa corporal ideal, as crianças bem nutridas, as crianças de raça negra alcançam a menarca muito mais cedo. As crianças mais obesas, em princípio, têm dificuldade em alcançar a menarca muito mais cedo, em princípio a menarca pode chegar aos 14 anos. Menarca é o surgimento da primeira menstruação. O surgimento da primeira menstruação indica que há uma sequência lógica da comunicação entre o cérebro e o ovário da menor e determina que ela vai ovular. Portanto, o surgimento da menstruação é sinal de que ela está a ovular. Ou seja, está a produzir óvulos e se ela produz óvulos é lógico que se tiver uma cópula terá a possibilidade de engravidar”, explica Dinis Viegas, médico gineco-obstetra. 

É o que terá acontecido com a menina que engravidou aos 10 anos e deu à luz no domingo na cidade de Nampula. O caso dela não é isolado. Resulta dessa cada vez maior frequência de casos de primeira menstruação na infância.

“Nós vemos aqui, com o tipo de alimentação, a melhoria das condições de vida, vemos cada vez mais menarca precoce. Ou seja, surge a primeira menstruação antes dos 8 anos. É [uma tendência] global, com as condições ambientais como disse, questões relacionadas com a alimentação, genéticas, mas de uma forma muito particular nós vemos cada vez mais menarcas precoces em África e concretamente em Nampula é mais frequente ainda”, alerta Dinis Viegas.

Dinis Viegas é médico há 22 anos e nos últimos cinco actua como especialista em ginecologia e obstetrícia. Perante o caso da pequena mãe de 10 anos, aconselha aos país e encarregados de educação para que em caso de verificação da primeira menstruação se converse abertamente com a menina para que saiba se proteger e se abster das relações sexuais porque o risco de engravidar passa a ser iminente.

É mãe aos 10 anos quando ainda faltam 8 para terminar o processo biológico normal de crescimento. O caso inspira muitos cuidados e os psicólogos falam da necessidade de uma assistência psicológica prolongada.

“A própria psiquê dela também ainda está em crescimento e ela ainda não percebe o que é isto de ter um parto. Então, pode-se dar situações dela rejeitar o próprio bebé porque ainda não percebe o que é isto de ter e amamentar um bebé. Ela precisa de muito acompanhamento psicológico. Se não tiver, pode ter sequelas. Mesmo no futuro, quando for a crescer, as relações dela não vão ser seguras porque não vai confiar porque já tem trauma dos homens”, alerta Abia Alfredo, psicóloga clínica.

O homem que a abusou sexualmente até engravidar foi detido graças à intervenção da Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade, FDC, no distrito de Mecuburi, onde ela vivia.

“O tio da vítima, na comunidade que dista 104 km da vila-sede de Mecuburi, comunidade de Malute, ligou para o paralegal a denunciar este caso. Prontamente, o paralegal, juntamente com a Procuradoria ao nível do distrito e também o chefe da localidade dirigiram-se à localidade de Malute para neutralizar o infractor e neste momento encontra-se detido aqui na cidade de Nampula e a FDC tem uma advogada que está a dar acompanhamento deste caso”, assegura Clara Ferrão, oficial de Programas na FDC.

Porque a menor e a família estão numa situação de carência material que aumenta a vulnerabilidade, a FDC diz que está a preparar-se para dar um apoio em função do que se mostrar mais adequado para a produção de renda.  

 

O Ministério das Finanças lançou, esta quarta-feira, a Linha Verde de Denúncias de Corrupção nos processos de Contratação Pública.  A ministra Carla Louveira diz que a plataforma visa garantir transparência no uso dos bens e serviços do Estado. 

As reclamações ligadas às cobranças ilícitas, para o pagamento das despesas de bens e serviços aos fornecedores têm sido recorrentes. 

Porque tal prática lesa ao Estado, a ministra das Finanças, Carla Louveira diz que é urgente responsabilizar os infractores.   

“O Estado Moçambicano celebra regularmente, contratos de empreitadas de obras públicas, prestação de serviços e fornecimento de bens com o sector privado, através de concursos públicos lançados por diversas entidades do Estado, onde concorrem operadores e empresas privadas nacionais e internacionais de diferentes ramos de actividades”, explicou Louveira, afirmando que em média, o orçamento de Estado aloca anualmente cerca de 34,0 mil milhões de MT para a rubrica de bens e serviços, o equivalente a 2,2% do PIB, bem como, cerca de 30,0 mil milhões de MT na componente de investimento financiado por recursos internos, equivalente a 1,6% do PIB. Estes recursos ilustram a participação do Estado na contratação pública nacional com recurso a receitas interna”. 

Entretanto, segundo a ministra, “nos últimos anos, o Estado Moçambicano tem vindo a receber reclamações associadas a eventuais cobranças ilícitas, para o pagamento das despesas de bens e serviços aos fornecedores. Esta prática consusbstancia um acto que carece de tratamento e responsabilização célere dos infractores”.

Esta quarta-feira, o Ministério das Finanças e a Procuradoria-Geral da República assinaram um memorando de entendimento, com vista a implementar uma linha de denúncias de corrupção e outras irregularidades  no processo de contratação pública. 

“A implementação da Linha verde nacional para apresentação de denúncias no âmbito do processo da contratação pública contribuirá para a melhoria da prestação de serviços e negócios entre o Estado e o Sector Privado e prestadores de serviços, e a criação de um ambiente de negócios eficiente, transparente, estável, seguro e justo”, disse a  ministra das Finanças.

À PGR caberá proceder ao tratamento legal das denúncias, tal como explicou o Procurador-Geral, Américo Letela.

“ O Memorando que hoje assinamos tem objectivos claros. Em primeiro lugar, o de criar um canal de denúncia acessível, seguro e confiável, capaz de garantir a confidencialidade dos denunciantes e a rastreabilidade das informações recebidas. Em segundo lugar, estabelecer um quadro de colaboração interinstitucional no qual o Ministério das Finanças assegurará o desenvolvimento e funcionamento da Linha de Denúncia, enquanto que a Procuradoria-Geral da República assumirá a responsabilidade de conferir tratamento legal às denúncias, investigando e promovendo a responsabilização dos agentes criminais envolvidos em práticas ilícitas”.   

A linha de denúncias pode ser acedida via chamada telefônica, através do número 1726.  

 

O Presidente da República, Daniel Chapo, designou, por Despacho Presidencial, Augusto Raúl Paulino para o cargo de membro do Conselho Superior da Magistratura Judicial (CSMJ).

O Conselho Superior da Magistratura Judicial é o órgão máximo responsável pela gestão, disciplina e orientação da magistratura judicial, abrangendo nomeações, promoções, transferências e a fiscalização de seus membros, como juízes e oficiais de justiça.

Suas funções incluem aprovar políticas, gerir recursos humanos e supervisionar o funcionamento dos tribunais e secretarias judiciais. 

A nomeação de Augusto Raúl Paulino reforça o compromisso do Chefe do Estado com o fortalecimento das instituições da justiça e com a promoção de um sistema judicial íntegro, transparente e funcional, em benefício do Estado de Direito e da consolidação da democracia moçambicana.

O Município de Nampula está há 10 meses sem receber o valor que normalmente é transferido pelo Governo central para as autarquias. O edil da maior cidade do norte do país, Luís Giquira, diz que é com a receita própria que consegue fazer obras e pagar salários.

O Fundo de Compensação Autárquica e o Fundo de Investimento Autárquico são valores que normalmente são transferidos pelo Ministério das Finanças para todas as autarquias, mas há 10 meses que o Município de Nampula não vê a cor desse dinheiro, segundo confirmou o edil Luís Giquira.

“Como sabem, a nível do Município de Nampula estamos há 10 meses que não recebemos compensação autárquica, nem do FCA, nem do FIA, mas, mesmo assim, nós não parámos, não cruzámos os braços”, começou por dizer Giquira, que garantiu que “estamos a fazer várias campanhas para a arrecadação da receita para continuarmos a fazer o cumprimento do nosso manifesto e do nosso programa”.

Como forma de aumentar a base de colecta de receitas próprias, o Município de Nampula iniciou, este ano, a cobrança do Imposto Predial Autárquico a todos os proprietários de imóveis habitacionais e previa uma receita de 800 milhões de meticais.

“O que nós estamos a fazer, neste momento, é incentivar o munícipe de Nampula a fazer o pagamento depois. O que vai acontecer é que, no próximo ano, aquele que não aderir a esta campanha que estamos a fazer, provavelmente terá um custo maior. Uma vez que é imposto, estamos a dizer para o ano terá que pagar o imposto deste ano, mais impostos do próximo ano, acrescido de juro de moradia, porque não fez o pagamento”, disse Luís Giquira

Devido à fraca adesão dos munícipes, a edilidade decidiu estipular um único valor bonificado de 2 mil meticais desse imposto, apenas para este ano, segundo confirmou o edil de Nampula.

“Trouxemos esta campanha exactamente para que o munícipe possa aderir a ela, para poder se beneficiar, pagar os 2 mil meticais do imposto deste ano e, no próximo ano, terão que pagar normalmente conforme foi determinado pela medida que nós fizemos da Cátedra”, disse. 

Ademais, segundo Luís Giquira, o que se esperava arrecadar caso todos pagassem de acordo com o estipulado era um valor de cerca de 800 milhões de meticais, mas com a campanha, o município vai perder cerca de 700 milhões de meticais e espera arrecadar cerca de 100 milhões de meticais até o fim do ano.

É de receita própria que o Município de Nampula está a requalificar as estradas do centro da cidade e algumas da periferia, como é o caso desta estrada que atravessa o bairro de Namicopo.

“Estamos satisfeitos porque, pelo menos, a execução das obras está a correr como nós planeámos para este ano, porque os 42 quilómetros de extensão não era para fazer tudo num único ano. Se nós prometemos fazer isso nos próximos cinco anos, aqui no nosso mandato, quer dizer que, até agora, estamos satisfeitos porque já estamos com cerca de 18 quilómetros de estradas novas e o ritmo é bom”, disse. 

Luís Giquira confirmou que, neste momento, a edilidade está a fazer visitas ao campo para poder pressionar o empreiteiro. “Sabemos que a época chuvosa está à porta. Então, queremos que, pelo menos, todas as obras que foram reiniciadas terminem antes da época chuvosa. O que nós temos com o empreiteiro é uma garantia de, no mínimo, cinco anos de manutenção, caso haja alguma falha. Não queremos que algo falhe, mas temos cinco anos de manutenção de borla por parte do próprio empreiteiro. E o que nós temos de garantia é que, no mínimo, em 15, 20 anos, nós vamos ter essas falhas”, confirmou o edil de Nampula.

As obras estão a ser executadas por um empreiteiro chinês que ao todo deve executar 42 km de estrada.

Um trágico crime  abalou o bairro Samora Machel, em Chókwè, na província de Gaza. Uma criança de apenas 14 anos de idade tirou a vida da madrasta, de 45 anos, com recurso a veneno de rato.  A informação foi confirmada, está quarta-feira, pelo porta-voz da Polícia da República de Moçambique em Gaza.

“Confirmamos essa ocorrência. Recebemos das nossas comunidades uma denúncia que dava conta que uma menor de idade terá administrado uma substância nociva à saúde a comida que a sua madrasta acabou ingerindo”, avançou Júlio Nhamussua, porta-voz da PRM.

Laura José de 45 anos de idade perdeu a vida por volta das 10 horas de  domingo após consumir uma refeição supostamente envenenada pela sua enteada de 14 anos e o episódio ocorreu na presença de outras duas menores.

“Bateu na rapariga, depois pegou nas mechas da miúda e cortou. Não é que no sábado ela voltou, levava consigo um certo veneno para matar ratos. Ela pegou no caril e aplicou ratex na panela, envenenando a sua própria madrasta. Neste exato momento, a vítima encontra-se na casa mortuária” explicou o chefe do bairro comunal de Chókwè.

Hamilton Mário destacou a persistência de histórico de agressões  entre a finada e enteada há quase uma década. A situação agravou-se com a ausência do pai, que trabalha na República Sul Africana.

A mulher foi levada ao centro de saúde de Chalucuane, mas não resistiu aos efeitos do veneno e veio a óbito nas primeiras horas de domingo, avançou o enteado da malograda.

“Nós saímos à procura de carro, mas a partir da uma, duas horas não conseguimos encontrar o carro. Encontramos o carro às 3 horas já para as 4. Então, saímos daqui, chegamos ao hospital já  eram 6 horas”, disse.

E, o que aparentava ser morte súbita escondia um crime, mas a verdade se revelou após o irmão mais velho da indiciada tentar servir a comida envenenada.

“A minha irmã mais nova, das duas, saiu a chorar do quarto, dizendo que não põe esse caril aí. Então, foi daí que eu perguntei porquê, então, foi daí que ela levou um plastiquinho que tinha aquele veneno e mostrou-me, dizendo que não pôs isso na panela”.

Na sequência da agitação instalada na comunidade de Chókwé, incluindo entre as famílias da malograda e do esposo, a adolescente segue sob custódia da Polícia, enquanto o caso segue para as instâncias judiciais competentes.

“E sendo uma menor de idade, a lei a inibe de qualquer responsabilidade criminal, mas  há um trabalho sim que deve ser feito a nível das estruturas e da acção social no sentido de reeducação da menor devido aos factos que ocorreram” , concluiu, Nhamussua.

As autoridades comunitárias pedem protecção e acompanhamento a menor, bem como aos cinco filhos da malograda.

“Cá nesta nossa zona já teria um banho de sangue, entre parênteses. Ninguém esperava que isto acontecesse. É certo que todo mundo agora está de cabeça quente, porque, na verdade, é uma história  que ninguém esperava, é chocante”, disse o líder comunitário. 

A lei em vigor no país estabelece que menores de 16 anos são inimputáveis, isto é, não podem ser julgados ou condenados pelo código penal, independentemente do crime cometido. As medidas aplicáveis são de proteção, educação e acompanhamento em centros de recuperação.

O Ministro das Comunicações e Transformação Digital, Américo Muchanga, destaca a Identidade Digital como um pilar essencial para a modernização dos serviços públicos e para a construção de um governo digital mais próximo do cidadão, permitindo-lhe aceder aos serviços públicos por via digital, a partir do local onde se encontra.

O governante falava durante o Workshop sobre a Identidade Digital para Moçambique, que decorre de 11 a 12 de Novembro de 2025, em Maputo, sob o lema “Bases para um Serviço Digital Mais Acessível e Seguro”.

Na sua intervenção, o ministro salientou que, actualmente, os cidadãos moçambicanos perdem tempo e recursos ao deslocarem-se para aceder a diferentes serviços públicos, sendo, por vezes, o custo da deslocação superior ao valor do próprio documento que pretendem tratar.

“Queremos servir o cidadão a partir do local onde ele está”, afirmou Muchanga, sublinhando que a visão do Governo é reduzir a burocracia e aproximar os serviços às pessoas.

Segundo o ministro, um cidadão que pretende tratar um documento precisa, muitas vezes, de se dirigir a três ou mais instituições diferentes, apresentando repetidamente os mesmos dados e documentos.

“O tempo que o cidadão leva a preencher informações que o Estado já possui deve ser reduzido. É um custo para o cidadão e para a instituição, causado pela repetição desnecessária de dados”, explicou.

Américo Muchanga apontou ainda como elemento essencial deste processo a criação de um ecossistema digital integrado, quatro eixos principais que vão deste a Interoperabilidade entre os sistemas do Estado e também entre os sistemas públicos e privados, para assegurar a troca automática de informações; a redução de deslocações às instituições, através do Portal do Cidadão, uma plataforma única que permitirá aceder a diversos serviços e documentos num só espaço digital; a autenticação digital segura, que garantirá que cada utilizador confirme a sua identidade online através da Identidade Digital; e o pagamentos electrónicos, permitindo o acesso a serviços sem deslocação física.

O ministro frisou a necessidade de corrigir inconsistências existentes nas bases de dados nacionais, evitando duplicações ou confusões de identidade, tendo exortado as entidades envolvidas a prepararem-se para a interoperabilidade.

O Presidente da República,  Daniel Chapo, recebeu hoje em audiência, no seu gabinete  de trabalho, a Directora para África do Secretariado do Ambiente,  Kina Murphy, com quem abordou questões relacionadas com a  cooperação entre Moçambique e aquela organização no domínio da  biodiversidade, conservação e desenvolvimento sustentável. 

Durante o encontro, as partes trocaram impressões sobre as  oportunidades de parceria para apoiar Moçambique no  fortalecimento das suas políticas de adaptação às mudanças 

climáticas, protecção da biodiversidade e promoção do  desenvolvimento económico sustentável das comunidades locais. 

Segundo o comunicado da Presidência da República, no final da audiência, Kina Murphy manifestou a sua satisfação pelo  encontro com o Chefe do Estado moçambicano, sublinhando o  compromisso do Secretariado do Ambiente em trabalhar com  Moçambique para tornar o país um exemplo na conciliação entre  conservação ambiental e prosperidade económica. 

“Acabámos de nos reunir com Sua Excelência, o Presidente Chapo,  para discutir formas de apoiar Moçambique a tornar-se um campeão  da biodiversidade e do desenvolvimento económico sustentável das  comunidades. Falámos sobre como conciliar as necessidades de  adaptação climática, de protecção da biodiversidade e de criação  de resiliência económica para o povo moçambicano. O essencial é  encontrar caminhos para promover prosperidade através da  conservação”, disse Kina Murphy no final do encontro.

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