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Os Presidentes dos municípios estão a ser capacitados em Chimoio para reforçar os mecanismos de protecção social face aos choques climáticos. A formação pretende preparar as autarquias para identificar as populações mais vulneráveis e responder de forma rápida às famílias afectadas por ciclones, cheias, secas e outros eventos extremos.

Os choques climáticos deixaram de ser apenas uma questão ambiental. Em Moçambique, ciclones, cheias e secas afetam diretamente as famílias, destruindo habitações, culturas e fontes de rendimento.
É neste contexto que os municípios estão a ser preparados para reforçar a resposta através dos mecanismos de protecção social.

O ministro da Administração Estatal e Função Pública, Inocêncio Impissa explicou que a capacitação pretende dotar as autarquias de conhecimentos para identificar as famílias em situação de maior vulnerabilidade e melhorar a coordenação da assistência em situações de emergência.

No últmo choque climático havido na provincia, o município de Gaza foi um dos pontos mais afectados na provincia. A edil diz estar agora, coma a capacitação, preparada para enfrentar eventos climáticos extremos, mas diz que ainda existem marcas das inundações no município.

Com a formação, espera-se que os municípios estejam em melhores condições para planificar intervenções, identificar atempadamente os grupos vulneráveis e garantir que o apoio chegue às famílias afectadas de forma rápida e coordenada.

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Em apenas 30 dias, o Aeroporto de Vilankulo recebeu mais de 400 aeronaves, entre voos comerciais e jatos particulares. Calcula-se que mais de 20 mil turistas tenham escolhido o distrito para passar a quadra festiva, numa época que, apesar do grande fluxo de visitantes, está a ser considerada uma das mais tranquilas dos últimos anos.

Vilankulo voltou a provar, sem margem para dúvidas, porque é um dos destinos turísticos mais desejados do país. Ao longo do mês de Dezembro, o aeroporto local recebeu mais de 400 aeronaves, entre voos comerciais e privados, trazendo visitantes de várias partes do mundo que escolheram este pedaço de paraíso para descansar, celebrar e viver experiências únicas.

Imelda Mubai, Directora do Aeroporto de Vilankulo, diz que nesta quadra festiva registou-se um aumento significativo do fluxo de passageiros na urbe. 

“Em 2024 nós tivemos 405, falo de entradas de aeronaves, e em 2025 tivemos 420. Com relação aos passageiros, nós tivemos 3.425 e em 2025 tivemos 4.283. Aí podemos ver que houve um crescimento em termos de número de passageiros que entraram neste aeroporto”, revelou Imelda Mubai que disse ainda que este crescimento reflete da recuperação do sector turístico e da confiança dos viajantes em escolher Vilankulo como destino de férias. 

Para dar resposta a uma procura que não parou de crescer, as autoridades do aeroporto reforçaram equipas e redobraram a organização, de forma a garantir fluxos seguros e eficientes, evitando qualquer tipo de constrangimento para os passageiros.

“Nós sempre temos trabalhado com as entidades todas envolvidas que trabalham neste aeroporto e também temos trabalhado em colaboração com as autoridades competentes na área de segurança, falo da PRM que temos aqui, e outras forças também que trabalham no aeroporto para garantir a segurança dos passageiros”, confirmou Imelda Mubai.

A directora do Aeroporto de Vilankulo disse que durante este período da quadra festiva não tiveram nenhum constrangimento com relação à segurança do próprio aeroporto, “falo também do desaparecimento de bagagem, falo também de atraso de voos”.

Entretanto, a maior fatia dos visitantes chegou por via terrestre e, entre eles, os turistas nacionais destacaram-se como maioria, segundo confirmou Lucas Vilanculos, Director do Turismo em Vilankulo.

“Superamos as expectativas, estamos a falar de um registro de 21.533 turistas nacionais e estrangeiros. Desse número os nacionais superam as estatísticas com 12.347, enquanto que os estrangeiros contamos com 9.226. Sobretudo as casas que estão na costa de Vilanculos, quase todas estiveram cheias”, disse.

Foram milhares as pessoas que elegeram Vilankulo como destino para passar a quadra festiva, enchendo a cidade de vida, cor e movimento. Segundo as autoridades, apesar do elevado fluxo, o período foi considerado tranquilo e sem incidentes de maior registo.

“Este período foi caracterizado por uma relativa calmia no que concerne aos acidentes de viação, não houve registro de acidentes de viação, portanto, no que diz respeito à segurança rodoviária, a província esteve bem, não houve nenhum registro digno de realce. Foi um bom comportamento, não houve situações de vulto que pudessem consistir ou constituir em desordem pública ou cometimento de actos criminais que pudessem manchar o período da quadra festiva”, anunciou Adérito Jaquelina, porta-voz da PRM em Inhambane.

A quadra festiva de 2025 está a ser descrita como uma das mais tranquilas dos últimos anos, um cenário que contrasta com épocas anteriores e que reforça a ideia de que a cidade conseguiu garantir segurança e ordem mesmo com a chegada de milhares de visitantes.

José Chichava diz que Alfredo Gamito deve ser considerado Pai da descentralização, pelo seu contributo na criação de leis específicas, tanto como Ministro da Administração Estatal, quanto como deputado.   

O académico José Chichava substituiu Alfredo Gamito na função de Ministro da Administração Estatal. Chichava diz que seu trabalho foi facilitado pela inteligência de Gamito. 

“Vamos perder a firmeza com que ele defendia a questão da descentralização. Ele foi das pessoas que logo no princípio, por exemplo, quando veio esta questão de  alguma proposta em tempos da Renamo, de fazermos autarquias provinciais.  Ele, portanto, de forma, evidentemente, rejeitou isso, explicou que não tinha absolutamente nenhum sentido em termos de autarquias provinciais”, disse.

Por isso diz que o Ministro Gamito, como carinhosamente o tratava, devia ser considerado Pai da descentralização.  

“Ele, de facto, é das pessoas que deu aquilo que podemos chamar o pontapé de saída na descentralização no país. Porque hoje a lei que nós temos, a 2/97, foi feita, portanto, das mãos dele. Ele é que levou essa lei à Assembleia da República. E acontece uma coisa interessante, que facilitou o meu trabalho. É que quando eu entro, o ministro Gamito vai para o Parlamento para dirigir a Comissão da Administração Pública e Poder Local. Significa que, portanto, todas as propostas que eu poderia ter, propostas de lei, que tinham que ir ao Parlamento, eu tinha já tudo facilitado. Porque eu tinha alguém, primeiro, que vivia os problemas da Administração Pública.  É por isso que foi muito mais fácil, já no meu tempo, aprofundar algumas coisas da descentralização, bem como aprovarmos a lei dos órgãos locais do Estado”, explicou emocionado Chichava.. 

Foi sob sua gestão que houve reformas profundas na administração pública, segundo testemunha o secretário de Estado de Nampula, Plácido Pereira.

“Um grande homem que tinha uma visão sobre a Administração Pública, porque tinha trabalhado a nível local. E isto facilitou a sua actividade quando chega ao cargo de ministro. Posteriormente, quando chefiou a Comissão da Administração Pública e Poder Local na Assembleia da República, facilitava muito a discussão, a compreensão dos projectos de lei que eram submetidos à Administração Pública. Era uma pessoa de trato fácil, era uma pessoa afável e era uma pessoa íntegra”, disse, recordando vários episódios de integridade do finado. Um deles foi: 

“Em algum momento, na altura, os ministros viviam em casas afetas aos ministérios, mas que eram casas da APIE. Houve ministros que passaram estas casas por seu nome e depois compraram. Mas o Sr. Gamito instruiu o Ministério da Administração Estatal  para registrar aquela casa onde ele vivia em nome do Ministério da Administração Estatal”.

Jorge Ferrão, Reitor da Universidade Pedagógica de Maputo, conta que tinha no Gamito um irmão mais velho e que a família é o legado mais valioso deixado.

“Não existe nada mais importante do que termos valores, vivermos com regras, vivermos com princípios e sabermos de onde viemos. Eu creio que ele fez. Há sempre aquele provérbio que diz que se o rio não sabe onde está a sua fonte, esse rio corre o risco de um dia secar. E para todos nós, se não prestarmos a devida atenção às nossas origens, à origem da nossa família, àquilo que nós transportamos como valor familiar, então nós corremos o risco de nunca ter uma família. E eu acho que o legado, em primeiro lugar, foi ter feito a família. Todo o resto vai ser julgado pela própria sociedade, pela história”.

Como parlamentar, Alfredo Gamito foi mentor de muitos deputados, tal é o caso de Galiza Matos Jr. 

“Alfredo Gamito tinha um domínio muito grande sobre diversas questões deste país, sobretudo a questão da governação local. Vale lembrar que alguma literatura sobre a governação local, alguma legislação ou se não muita legislação, passou pelas mãos dele.

Mas um momento muito interessante que eu tive a oportunidade também de estar com ele  foi aquando da comissão mista, em 2016, junto da actual primeira-ministra, o general Jacinto Veloso, ele próprio e o general Hama thai,  e do outro lado, a Renamo, quando tivemos que fazer o diálogo a nível da comissão mista, dado que estávamos num momento de clivagem em que havia ataques um pouco pelo país. E ali também ele emprestou o seu saber, tal como fez com muito mérito a nível de outras comissões. Este processo que estamos a viver da descentralização, muitas das ideias que estão aí resultam de um trabalho que ele próprio desenvolveu junto de outras pessoas. Portanto, Alfredo Gamito foi uma pessoa que fez, em parte, este país ser o que é hoje”, declarou.

Vários países africanos reagiram à captura do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, na sequência de um ataque norte-americano à Venezuela. Enquanto África do Sul e Gana condenaram de forma explícita a ação dos Estados Unidos, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e a União Africana (UA) optaram por posições mais cautelosas. Outros países do continente, entre eles Angola, enviaram mensagens de apoio a Caracas.

Em comunicado divulgado esta segunda-feira (05.01), a CEDEAO reconheceu o direito dos Estados de combater o crime internacional, mas apelou simultaneamente ao respeito pela soberania e pela integridade territorial da Venezuela, princípios consagrados no direito internacional e na Carta das Nações Unidas.

A organização regional, que integra 12 países, manifestou ainda apoio à posição da União Africana, que defendeu a moderação e o diálogo inclusivo com o povo venezuelano.

Também a União Africana evitou uma condenação direta ao ataque dos Estados Unidos. Num comunicado divulgado na noite de sábado, a organização sublinhou que os problemas internos da Venezuela devem ser resolvidos por via do diálogo. A UA reafirmou o seu compromisso com os princípios fundamentais do direito internacional, nomeadamente o respeito pela soberania dos Estados, pela integridade territorial e pelo direito dos povos à autodeterminação. A organização pan-africana destacou igualmente a importância da resolução pacífica de litígios, do diálogo e do respeito pelos quadros constitucionais e institucionais, num contexto de cooperação e coexistência pacífica entre as nações.

Já a África do Sul assumiu uma posição mais firme, afirmando, em comunicado, que os acontecimentos “minam a estabilidade da ordem internacional e o princípio da igualdade entre as nações”.

O Governo do Gana também condenou o “uso unilateral da força” por parte dos Estados Unidos contra a Venezuela, considerando que as declarações do Presidente norte-americano, Donald Trump, “evocam a época colonial e imperialista e estabelecem um precedente perigoso para a ordem mundial”. O executivo ganês apelou ainda à libertação do chefe de Estado venezuelano.

“O Governo do Gana acompanha a situação na Venezuela com grande preocupação e sublinha que tais ataques ao direito internacional, as tentativas de ocupação de territórios estrangeiros e o aparente controlo externo dos recursos petrolíferos têm implicações extremamente adversas para a estabilidade internacional e a ordem mundial”, refere um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Entretanto, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Venezuela, Yván Gil Pinto, revelou nas redes sociais ter recebido mensagens de apoio de vários países africanos, entre os quais Angola, Namíbia, Burkina Faso, Libéria, Chade, Níger, Gâmbia e Burundi.

No sábado, forças militares norte-americanas realizaram um ataque contra a Venezuela, que resultou na captura do Presidente Nicolás Maduro e da sua esposa, a congressista Cilia Flores. Ambos foram transferidos para o Centro de Detenção Metropolitano de Brooklyn, em Nova Iorque, e deverão comparecer hoje pela primeira vez em tribunal, onde enfrentarão várias acusações relacionadas com tráfico de droga e corrupção.

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê a continuação de chuvas moderadas a fortes, por vezes localmente fortes, acompanhadas de trovoadas e ventos com rajadas, a partir do final do dia de hoje, no Norte do país.

Segundo o comunicado, a previsão abrange a província de Nampula, com destaque para os distritos de Moma, Larde, Angoche, Mogovolas, Liúpo, Mogincual, Meconta, Mossuril, Monapo, Nacala, Nacarôa, Memba, Erati, Murrupula, Rapale, Muecate, Mecuburi e a cidade de Nampula.

Em Cabo Delgado, as chuvas deverão afectar principalmente os distritos de Mecufi, Chiúre, Namuno, Balama, Montepuez, Metuge, Ancuabe, Quissanga, Ibo, Meluco, Macomia, Muidumbe, Mocímboa da Praia, Mueda, Nangade, Palma e a cidade de Pemba.

Já na província de Niassa, o INAM indica como mais afectados os distritos de Mecanhelas, Cuamba, Metarica, Mandimba, Maúa, Nipepe e Marrupa.

De acordo com o INAM, as precipitações poderão atingir 30 a 50 milímetros em 24 horas, sendo localmente superiores a 50 milímetros, mantendo-se assim o cenário de chuvas em curso. 

O comunicado acrescenta ainda que se prevê a continuação de chuvas, que poderão ser acompanhadas de trovoadas e ventos com rajadas, também nas zonas sul e centro do país.

Arrancam já esta terça-feira,  os exames de admissão à Universidade Eduardo Mondlane, Unizambeze e Instituto Superior Politécnico de Quissico. Mais de 34 mil candidatos disputam cerca de 4 mil vagas. 

Para o ano académico 2026 a Universidade Eduardo Mondlane tem a disposição 124 cursos e cerca de 4 mil vagas.

Os exames de admissão são a condição para estudar na maior universidade pública do país, por isso, cerca de 26 mil alunos disputam pelas vagas, a partir desta terça-feira,  por meio da realização das provas.  

“Continuamos mais ou menos com os mesmos cursos mais concorridos, como sendo o de Medicina, como sempre em primeiro lugar,depois temos Direito, temos a Engenharia Informática, Contabilidade e Finanças, a Engenharia Elétrica, a Engenharia Mecânica e também o novo curso de Engenharia de Petróleo e Gás Natural”, explicou Isabel Guiamba, Chefe do Departamento de Exames de Admissão. 

Os exames de admissão decorrem em simultâneo na  UEM, Unizambeze e Instituto Superior Politécnico de Quissico. 

O apelo é para que se evite a fraude académica.  

“Nós recomendamos também que eles não levem para a sala de exames materiais ou dispositivos não permitidos. Estamos a falar de telemóveis, sobretudo, que eles usam ou mais levam. Todo candidato que for encontrado com o telemóvel, ou qualquer outro instrumento ou dispositivo, portanto, que se configura ser fraude ou de uso para o cometimento de fraude, esse candidato é, na hora, portanto, desclassificado e vai perder o ano.”

Os exames serão realizados nos modelos integrado e não integrado. 

“Os exames também continuam a ser no modelo misto, ou seja, teremos exames integrados, integrados para todas as disciplinas, onde a duração dos exames será de três horas  e os candidatos estarão realizando exames de duas disciplinas. Enquanto que os exames não integrados, a duração é de uma hora e meia para os cursos de música e teatro.”

Os exames de admissão terminam a 09 de Janeiro.  

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, são esperados hoje no Tribunal Federal do Distrito Sul de Manhattan, em Nova York. Eles serão notificados formalmente das acusações pela Justiça dos EUA.

O Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, vai comparecer, esta segunda-feira, perante um juiz de Nova Iorque, às 15 horas de Moçambique.

A comparência de Maduro foi confirmada pelo Tribunal Federal do Distrito Sul, em Manhattan, local onde o líder da Venezuela e sua esposa vão ser notificados formalmente das acusações pela Justiça dos EUA.

Maduro é acusado pela justiça norte-americana de “narcoterrorismo”, importação de cocaína para os Estados Unidos e posse de armas.

Os Estados Unidos lançaram no sábado um ataque em grande escala contra a Venezuela para capturar e julgar o líder venezuelano e a sua mulher, Cilia Flores.

Maduro passou a primeira noite sob custódia numa prisão federal em Brooklyn, Nova Iorque.

O julgamento sobre o caso pode demorar mais de um ano, segundo o jornal The New York Times. Não há informação sobre se Maduro e a esposa indicaram advogados ou se serão representados por um defensor cedido pelos EUA.

A presidente interina da Venezuela ofereceu-se, nesta segunda-feira, para colaborar com os Estados Unidos da América, numa agenda focada no “desenvolvimento partilhado”, adoptando um tom conciliatório pela primeira vez desde que as forças norte-americanas detiveram o presidente venezuelana, Nicolás Maduro.

Num comunicado publicado nas redes sociais, citado pela imprensa internacional,  a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que o seu Governo está a dar prioridade à construção de relações de respeito com os EUA, depois de ter criticado a operação de sábado como uma apropriação ilegal dos recursos naturais do país.

“Convidamos o Governo dos EUA a colaborar connosco, numa agenda de cooperação orientada para o desenvolvimento partilhado, dentro da estrutura do direito internacional, para fortalecer a convivência comunitária duradoura”, disse Rodríguez. “O Presidente Donald Trump, os nossos povos e a nossa região merecem paz e diálogo, não guerra”.

Rodríguez, que também desempenha as funções de ministra do petróleo, é considerada há muito tempo o membro mais pragmático do círculo próximo de Maduro, e Trump tinha declarado que ela estava disposta a trabalhar com os EUA.

Publicamente, no entanto, a Presidente interina e outros funcionários classificaram as detenções de Maduro e da sua mulher, Cilia Flores, como um rapto e afirmaram que Maduro continua a ser o líder legítimo da nação.

Trump declarou aos jornalistas, no domingo, que poderia ordenar outro ataque caso a Venezuela não coopere com os esforços dos EUA para abrir a sua indústria petrolífera e combater o narcotráfico.

Trump ameaçou ainda com acções militares na Colômbia e no México e disse que o regime comunista de Cuba “parece estar prestes a cair” por si só. As embaixadas da Colômbia e do México em Washington não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.

Aos 16 anos, aluna de canto na MUSIARTE, transforma a paixão pela música numa  oportunidade para jovens músicos em situação de vulnerabilidade.  No âmbito de um projecto escolar, Leonor Dias Vaz lançou uma campanha de angariação de fundos  Every Note Makes a Difference para, inicialmente, financiar duas bolsas de estudo, cada uma  correspondente a dois anos de formação musical na MUSIARTE. 

Leonor Vaz transformou a sua vivência pessoal num projecto de alcance coletivo, liderando uma bem sucedida iniciativa de angariação de fundos “Every Note Makes a Difference” destinada a  apoiar jovens talentos musicais em situação de vulnerabilidade social. 

A campanha superou as  expectativas, tendo angariado mais de meio milhão de meticais, permitindo a atribuição de  quatro bolsas de estudo completas para quatro jovens músicos de origens vulneráveis em  Maputo. 

No âmbito da iniciativa, Leonor organizou um evento público de angariação de fundos na  Escola Internacional Americana de Maputo, que reuniu alunos da MUSIARTE e da Escola  Portuguesa de Maputo. Durante o evento, apresentou pessoalmente o seu projecto, partilhando  a sua visão, motivação e compromisso com o alargamento do acesso à educação musical. 

Com um percurso artístico já reconhecido além-fronteiras, tendo sido finalista do The Voice  Kids Portugal 2024, Leonor tem plena consciência do privilégio que representa ter acesso a  uma educação musical de qualidade. Foi precisamente essa consciência que a levou a  questionar as desigualdades de oportunidades enfrentadas por muitos jovens da sua geração,  igualmente talentosos, mas sem os mesmos recursos.  

O projecto Every Note Makes a Difference – Bolsas de Estudo Leonor Vaz afirma, de forma  inspiradora, que a liderança não tem idade e que os jovens artistas podem desempenhar um  papel activo e transformador na sociedade, promovendo oportunidades, esperança e futuro  através da educação e da música.

Cinco pessoas, sendo duas mulheres e seus três filhos com idades entre oito e 10 anos, morreram em consequência de um naufrágio na lagoa de Nwembje, na zona de  Mukumbura, em Bilene, Gaza. Em conexão com o caso, estão detidas duas pessoas acusadas de transporte ilegal.

Um trágico episódio abalou a vila turística de Bilene, em Gaza, onde três crianças e suas mães morreram na sequência de um naufrágio ocorrido por volta das 17 horas desta sexta-feira, na lagoa de Nwembje, na zona de Mukumbura.

As vítimas cumpriam o último dia de lazer na vila Turística, sendo que na manhã deste sábado estariam de regresso à capital Maputo, segundo contou Abel Simango, porta-voz do SENSAP em Gaza.

“Vinham a bordo 16 pessoas, das quais cinco perderam a vida. No entanto, dessas cinco vítimas, três perderam a vida no local e duas vítimas perderam a vida durante o processo de socorro para a unidade sanitária mais próxima. Estamos a falar de Bilene. O restante das pessoas foram socorridas com vida”, confirmou Abel Simango.

De acordo com o Serviço Nacional de Salvação Pública (SENSAP), a embarcação que naufragou tinha capacidade para transportar 13 pessoas, mas, na altura do incidente, estavam a bordo 16 pessoas.

“A capacidade da embarcação é de 13 passageiros. Por essa razão, estamos ainda a trabalhar justamente para ver se, de facto, foi mesmo a questão da superlotação ou não porque estava a levar praticamente 16 pessoas. Isso significa que, em condições normais, ou por outras, este número é maior em relação ao número real que a embarcação deveria transportar com si”, revela Abel Simango, porta-voz do SENSAP em Gaza.

Acredita-se que o excesso de lotação e a falta de habilidades do piloto tenham concorrido para a tragédia.

Abel Simango diz que algumas equipas que integram o SENSAP, o PCLF e o INTRANSMAR estão no terreno para averiguar com mais detalhe a situação, porque “presume-se que seja excesso de lotação, assim como a má distribuição das pessoas dentro da própria embarcação”.

Ainda assim, o porta-voz do SENSAP não quis revelar mais detalhes e prometeu que “vamos trazer mais dados nos próximos dias, porque existem equipas que estão no terreno a trabalhar para este efeito”.

Suspeita-se que muitos dos passageiros seguiam a bordo sem coletes salva-vidas. O piloto e proprietário da embarcação, supostamente ilegal, estão detidos no distrito de Bilene.

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