O Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, anuncia a conclusão das obras de reabilitação da estrada Quelimane–Namacurra, com cerca de 70 quilómetros de extensão. Segundo o governante, faltam apenas neste momento observar um troço de 4,6 quilómetros na entrada da cidade de Quelimane.
As obras arrancaram no segundo semestre de 2020 e tinham conclusão prevista para 2023. No entanto, diversos constrangimentos, sobretudo fenómenos climáticos extremos, condicionaram o cumprimento dos prazos inicialmente estabelecidos.
O ministro dos transportes e logística, João Matlombe, deslocou-se ao local para avaliar o andamento dos trabalhos e anúncio a conclusão dos trabalhos.
No âmbito do programa Mais Estradas, o ministro visitou igualmente o troço Malei–Maganja da Costa, com o objetivo de aferir o nível de preparação da província para o arranque das obras. O projeto encontra-se atualmente na fase de concurso público.
Ainda em Quelimane, Matlombe visitou a área destinada à implantação de um terminal de combustíveis, uma infraestrutura prevista no âmbito do projeto de concessão do Porto de Quelimane, recentemente aprovado pelo Conselho de Ministros.
De acordo com o ministro, o terminal será estratégico para reforçar a capacidade logística da região e responder à procura crescente de combustíveis, incluindo para o mercado do Malawi.
A secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e Comunidade Moçambicana no Exterior, Maria de Fátima Simão Manso, reafirmou o compromisso do Governo de Moçambique de continuar a cooperar com as Nações Unidas para alcançar uma resposta colectiva aos desafios no combate ao tráfico de seres humanos.
Ao proferir o seu breve discurso na reunião de alto nível da assembleia geral das Nações Unidas sobre a Avaliação Global do Plano de Acção contra o Tráfico de Pessoas, na tarde de terça-feira, dia 25 de Novembro corrente, em Nova York, a secretária de Estado considerou que a Declaração Política adoptada neste evento exige dos Estados-membros “coragem política, investimento sustentado e uma mudança da resposta à crise para a prevenção” do tráfico humano.
Na ocasião, saudou a organização mundial pela adopção da Declaração Política de 2025 sobre a Implementação do Plano de Acção Global das Nações Unidas para o Combate ao Tráfico de Pessoas, tendo considerado “um compromisso oportuno, visto que a dimensão e a complexidade deste crime continuam a ultrapassar a nossa resposta colectiva”.
Enalteceu o documento adoptado, que reconhece que o tráfico de pessoas é indissociável de factores mais amplos, como a pobreza, a desigualdade de género, o desemprego e as crises humanitárias, cujo combate exige, não apenas respostas da justiça criminal, mas também desenvolvimento socioeconómico e o respeito pelos direitos humanos.
Destacou três prioridades que devem traduzir a Declaração Política, nomeadamente a necessidade de investir na protecção social, educação, igualdade de género e trabalho decente, particularmente nos países mais afectados pela fragilidade; robustecer a perícia digital, sistemas de dados mais eficientes e investigações transfronteiriças para desmantelar fluxos financeiros, recrutamento online e as ligações com outros crimes; incrementar as parcerias entre os governos, o sector privado, as empresas de tecnologia, as instituições financeiras, a sociedade civil e as redes de sobreviventes, visto que estes têm papéis indispensáveis na limpeza das cadeias de abastecimento.
A secretária de Estado Maria Manso explicou, na reunião, que a estratégia nacional de Moçambique combina reformas legais, coordenação institucional, formação para a polícia e magistrados, cooperação transfronteiriça e sensibilização da comunidade.
A secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e Comunidade Moçambicana no Exterior participa na reunião da Assembleia Geral da ONU no quadro da visita de cinco dias que efectua à Nova York, na qual está acompanhada pelas directoras-adjuntas para Organizações Internacionais e Conferências para África e Médio Oriente no Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Ilda Trigo Raivoso e Georgina Lázaro Mugawa, respectivamente.
O Partido ANAMOLA quer participar na fase de harmonização das propostas no Diálogo Nacional Inclusivo, e sugere uma revisão na lei do diálogo para permitir a integração do Venâncio Mondlane, na qualidade de segundo mais votado nas presidenciais de 2024. O Partido sugere ainda a mudança de sistema de governação no país para um modelo semi-presidencialista.
A Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autônomo, ANAMOLA diz não fazer sentido que o seu presidente, Venâncio Mondlane, não esteja a participar do Diálogo Nacional Inclusivo. O partido julga que a terceira fase do processo, a da harmonização das propostas, é crucial e o ANAMOLA deve estar no processo para defender suas ideias.
“Nós vamos continuar a batalhar. Ainda é possível. Em um dia pode se fazer a alteração da Lei do Diálogo Nacional Inclusivo para se estender a outros participantes, como é o caso do engenheiro Venâncio Mondlane, que foi candidato presidencial e segundo mais votado. É legítimo, por isso nós queremos participar da discussão”, explicou Dinis Tivane.
O porta-voz questiona: “quem estará lá para defender nossas ideias? imagina que os moçambicanos se revejam mais nas nossas propostas do que noutros partidos que nem sequer apresentam ideias?”
Dinis Tivane, falava em conferência de imprensa, esta quarta-feira em Maputo, convocada para divulgar várias propostas de leis de reformas no Estado, uma das quais, a de revisão constitucional que sugere a criação de um sistema semipresidencialista, reforço da independência judicial, despartidarização do Estado e novos princípios de verdade eleitoral.
O foco principal é modernizar o Estado e reduzir a interferência política em órgãos soberanos, segundo disse o porta-voz do partido. “Na Roménia, Cabo Verde, Portugal e outros, estão a governar desta maneira, e são potência econômica e política. nós também podemos copiar”, disse.
Tivane foi mais longe ao dizer que o excesso de poder na figura do Presidente da República acaba criando ineficiências.
Entre as seis propostas, está também a revisão da lei da CNE, do Recenseamento, da Lei Eleitoral e da Lei de Impeachment.
Na proposta de Revisão da Lei da CNE, propõe-se a substituição da actual CNE por uma Comissão Eleitoral Independente (CEI), composta por membros apartidários escolhidos por mérito. O objetivo é garantir transparência, reduzir interferências políticas e eliminar estruturas intermediárias como Comissões Provinciais e Distritais.
Já a proposta de Revisão do Recenseamento Eleitoral sugere que, no acto de inscrição, os eleitores possam fornecer voluntariamente contactos telefónicos ou e-mail para receber os resultados da sua mesa via plataforma digital. Também reforça regras de fiscalização e observação do recenseamento, promovendo maior transparência.
Por outro lado, a proposta sobre Funcionamento das Autarquias propõe que as vereações sejam distribuídas proporcionalmente aos resultados da assembleia local, garantindo governação partilhada entre partidos com assento. Introduz também regras mais claras sobre nomeações e substituições de vereadores.
No quadro das soluções para melhorar a integridade das eleições autárquicas, incluindo medidas para evitar fraudes, garantir igualdade entre concorrentes e introduzir gradualmente a votação eletrónica nas capitais provinciais, foi criada a proposta de lei de revisão da lei eleitoral autárquica.
O sector privado moçambicano ganha uma nova folga financeira com a implementação do projecto “Mais Oportunidades”, uma iniciativa que promete injectar cerca de 20 milhões de dólares directamente nas pequenas, médias e grandes empresas de quatro províncias do país, incluindo Inhambane.
O programa, agenciado pelo Ministério das Finanças, financiado pelo Banco Mundial e operacionalizado por várias agências nacionais e internacionais, surge como uma das apostas mais ambiciosas do Governo para dinamizar três sectores estratégicos da economia: turismo, agro-negócio e construção civil.
Em Inhambane, o projecto chegou com expectativas elevadas. Empresários, técnicos e representantes institucionais participaram num encontro de apresentação que serviu, ao mesmo tempo, para esclarecer dúvidas, prestar contas sobre o andamento do processo e abordar, sem rodeios, os entraves que continuam a travar o acesso das empresas ao financiamento.
À frente da componente técnica do programa está Mário Ubisse, especialista em desenvolvimento do sector privado e membro da equipa de assistência técnica do projecto “Mais Oportunidades”, também operacionalizado por entidades como a agência Vale do Zambeze. Segundo explicou, o programa abrange quatro províncias — Sofala, Manica, Gaza e Inhambane — e desenvolve-se em várias frentes, desde capacitação empresarial até financiamento directo por via de subvenções.
“O projecto actua em três áreas-chave: turismo, agro-negócio e construção civil. Além das subvenções, estamos a investir fortemente em capacitação, porque entendemos que não basta dar dinheiro; é preciso fortalecer as empresas para que saibam gerir e ampliar esses recursos”, afirmou Ubisse, sublinhando que a formação já arrancou em Gaza está em fase de implementação em Inhambane, com a província de Sofala prevista para entrar no calendário nas próximas semanas.
No que toca ao financiamento, os números impressionam. Só para as quatro províncias abrangidas pela primeira fase, estão reservados cerca de 20 milhões de dólares em subvenções, enquanto as acções de capacitação contam com mais um milhão de dólares. No conjunto, o projecto “Mais Oportunidades” movimenta um pacote global de cerca de 200 milhões de dólares, abrangendo outras componentes como infra-estruturas da “última milha” e inclusão financeira.
A expectativa criada em Inhambane é grande. Ao nível da província, 42 pequenas e médias empresas já foram pré-seleccionadas e encontram-se, neste momento, a desenvolver os seus planos de negócio ou subprojectos. Estas empresas fazem parte de um universo mais vasto: ao todo, 393 empresas submeteram candidaturas nas quatro províncias, das quais 138 passaram para a fase de elaboração de projectos, sendo Inhambane responsável por quase um terço dessa lista.
A leitura sectorial confirma as tendências económicas locais. Inhambane destaca-se sobretudo no turismo, enquanto Gaza apresenta maior peso no agro-negócio. A construção civil, por seu turno, marca presença transversal nas quatro províncias, impulsionada pelo crescimento urbano e pelos investimentos em infra-estruturas.
Mas a corrida ao financiamento não tem sido um percurso sem obstáculos. Um dos pontos mais sensíveis — e frequentemente ignorados por muitas empresas — é o cumprimento das obrigações fiscais. Para Mário Ubisse, este é, actualmente, o maior nó de estrangulamento no acesso às subvenções.
“Estamos a falar de fundos públicos, administrados pelo Ministério das Finanças. Uma empresa que não cumpre as obrigações legais terá, naturalmente, dificuldades para aceder a este financiamento. Muitos empresários não conseguem apresentar evidências do cumprimento fiscal, e isso compromete seriamente as suas candidaturas”, explicou, num tom directo.
É aqui que o discurso técnico encontra eco no desabafo empresarial. Abdul Razak, presidente do Conselho Empresarial de Inhambane, não escondeu as frustrações do sector privado quanto ao ritmo e à previsibilidade dos processos.
“Temos muitos fundos lançados, mas o problema é a demora e a falta de comunicação. Não se pode deixar um empresário dois ou três meses sem saber se foi ou não aprovado. Isso é angustiante para quem está a planear o futuro da empresa com base nesses fundos”, lamentou.
Além da morosidade, Razak aponta problemas mais profundos na articulação entre o fisco e o sistema financeiro. Um dos exemplos mais citados no encontro foi a incompatibilidade entre os modelos fiscais exigidos às pequenas empresas e os requisitos bancários.
“Muitas microempresas são registadas no modelo 10 nas Finanças, mas quando chegam aos bancos pedem o modelo 20, que é próprio de médias e grandes empresas. Isto cria uma barreira desnecessária. Não é uma questão de capacidade de pagamento de impostos, mas de classificação administrativa”, explicou.
Na sua visão, é urgente que o Estado harmonize estas exigências, permitindo que pequenas empresas possam beneficiar de modelos fiscais flexíveis sem que isso as impeça de aceder ao crédito e aos fundos públicos.
“O problema não é a contabilidade organizada. Uma empresa pequena pode ter contabilidade organizada à sua escala. O verdadeiro bloqueio é o modelo fiscal que não conversa com a realidade do empresariado local”, acrescentou.
O debate decorreu num ambiente marcado por expectativas elevadas, mas também por uma clara exigência de mais transparência, mais agilidade e mais diálogo. Para muitos empresários, o “Mais Oportunidades” representa mais do que um fundo: é uma porta para sair da sobrevivência económica e entrar numa lógica de crescimento.
A província de Inhambane, com forte vocação turística e um sector agrário em expansão, tem no projecto uma oportunidade rara para consolidar empresas locais e atrair novos investimentos. Ao apostar simultaneamente em financiamento e capacitação, o programa tenta quebrar o ciclo vicioso que limita o crescimento empresarial: falta de formação, má gestão, incumprimento fiscal e exclusão financeira.
O desafio agora é garantir que o dinheiro não fique preso em teias burocráticas e que o discurso de apoio ao empresariado se traduza em resultados palpáveis. Não basta anunciar milhões, é preciso que cheguem ao destino.
Para os empresários de Inhambane, o recado é claro: quem quiser aceder aos fundos precisa de organizar a casa, regularizar a situação fiscal e apresentar projectos consistentes. Para o Governo e parceiros, a exigência é outra: tornar o processo mais transparente, previsível e funcional.
Se essas duas partes se encontrarem a meio caminho, o “Mais Oportunidades” poderá deixar de ser apenas mais um programa e transformar-se, de facto, num catalisador de negócios, empregos e desenvolvimento real.
E é exactamente isso que o empresariado espera: menos promessas e mais resultados.
O Governo promete duplicar o valor disponível para o Fundo de Desenvolvimento Económico Local, FDEL, em 2026, passando dos actuais 824,6 milhões de meticais para 1,5 mil milhões. O aumento visa responder à submissão de projectos, cujo valor esteve, neste ano, acima do disponível.
O Governo disponibilizou cerca de 830 milhões de meticais para os municípios e governos distritais financiarem projectos de geração de renda, com especial destaque para iniciativas juvenis.
Neste momento, apenas 20% dos projectos, a nível nacional, foram aprovados, e o ministro da Planificação e Desenvolvimento explica porquê.
“Este é um fundo descentralizado. Foi definido logo no início até onde vai o Governo central. Nós capacitamos as equipas centrais, capacitamos as equipas provinciais. Da província para o município, distrito, é a província que tem de assegurar isso. Portanto, não fiquem surpreendidos quando houver coisas, desvios. Descentralização é assim. Nós não comandamos tudo, nós não controlamos tudo do centro. Há criatividade, e, às vezes, a criatividade é para aspectos positivos, mas às vezes a criatividade excede e resvala para outros aspectos. Nós tomámos conhecimento, tentámos interagir, mas um fundo descentralizado tem esses dilemas e temos de estar preparados para não conduzir tudo. Há coisas que o distrito, o município, a província têm de tratar”, disse Salim Valá.
Os dados apresentados durante a 26ª sessão do comité interministerial de apoio ao desenvolvimento de adolescentes e jovens indicam que 34% dos projectos submetidos são de negócio de compra e venda de produtos básicos, seguido de agricultura, com 22%. Contudo, o número de projectos submetidos superou as expectativas, isto é, 10 mil milhões de meticais, contra os 824,6 milhões. Por isso, o Estado faz promessas.
“Nós estamos a trabalhar também com parceiros. O Estado neste ano… foi de 824,6 milhões de meticais. No próximo ano, o Estado vai alocar 1,5 mil milhões, quase o dobro, mas nós sabemos que ainda é insuficiente, por isso estamos a mobilizar com outros parceiros”, avançou o ministro, diante do comité composto pelos titulares das pastas das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, da Juventude e Desportos, Educação e parceiros.
Os dados indicam ainda haver mais homens a submeterem projectos (78%), do que mulheres, (22%). Em relação aos Jovens, que é, no caso, o grupo-alvo prioritário, nota-se uma participação baixa, estimada em perto de 25%, porque há menos jovens a concorrerem ao fundo, no caso cerca de 25%.
Diante da realidade, o ministro da Juventude e Desportos fala de maior difusão do FDEL como uma das saídas.
“Podemos ter números, por exemplo, se vem 1 milhão, 2 milhões, 3 milhões de jovens a concorrer e chegarem lá e não terem este fundo podem ganhar frustração. Então nós, como Ministério da Juventude, achamos que devemos, como Governo, continuar a trabalhar para que haja mais fundos, este fundo seja, de facto, um fundo robusto e que a iniciativa, que é muito boa, vinque e a juventude vá lá concorrer”, declarou Caifadine Manasse, desmerecendo as alegações de que “o limite dos valores disponibilizados é baixo e desmotiva a juventude”.
Este órgão é dirigido ao mais alto nível pela primeira-ministra.
O Fundo de Desenvolvimento da Economia Azul (ProAzul) realizou, hoje, , no distrito do Lago, província do Niassa, a cerimónia de entrega de equipamentos de trabalho a 203 mulheres beneficiárias do programa MaisPeixe Sustentável – Ciclo da Mulher.
A actividade foi dirigida pelo Secretário de Estado do Mar e Pescas, Momade Juízo, e contou com a presença da Governadora da Província do Niassa, Judite Massengela, além de representantes do Governo local, parceiros de cooperação e membros das comunidades beneficiárias.
A iniciativa enquadra-se no âmbito do programa MaisPeixe Sustentável e tem como principal objectivo reforçar o papel e a autonomia económica das mulheres na cadeia de valor da pesca, promovendo uma participação mais activa e sustentável no sector pesqueiro.
Na Província do Niassa, o programa MaisPeixe Sustentável beneficia actualmente 348 pessoas, das quais 240 são mulheres e 108 homens, demonstrando o forte compromisso do ProAzul com a inclusão social e o empoderamento feminino nas comunidades costeiras e ribeirinhas.
O Secretário de Estado do Mar e Pescas, Momade Juízo, afirmou que a economia azul é uma prioridade do Governo para promover um desenvolvimento sustentável, inclusivo e gerador de emprego, especialmente para a juventude e as mulheres moçambicanas.
Por sua vez, Judite Massengela, Governadora do Niassa, afirmou que esta iniciativa contribui para o desenvolvimento económico das mulheres, permitindo-lhes fortalecer as suas atividades, aumentar a sua renda e reduzir os desafios que têm enfrentado.
Durante a cerimónia, as beneficiárias manifestaram a sua satisfação pelo apoio recebido, destacando que os equipamentos irão contribuir significativamente para a melhoria das suas condições de trabalho e aumento da produtividade.
O ProAzul reafirma, desta forma, o seu compromisso em promover uma economia azul inclusiva e sustentável, contribuindo para o desenvolvimento socioeconómico das comunidades ligadas ao sector das pescas.
Tiros de armas ligeiras e de guerra estão a ser ouvidos no centro da cidade de Bissau, capital da Guiné-Bissau. Segundo a RTP Notícias, há ainda a informação de que o presidente Umaro Sissoco Embaló terá sido detido.
O facto acontece a menos de 24h da divulgação dos resultados das eleições gerais, de domingo último.
A Guiné-Bissau aguarda os resultados oficiais das eleições gerais, presidenciais e legislativas, de domingo.
O candidato da oposição à presidência da República, Fernando Dias, reclamou na segunda-feira vitória e disse que tinha derrotado o Presidente Umaro Sissoco Embaló na primeira volta.
A Guiné-Bissau saiu das eleições gerais deste domingo, 23 de Novembro, com um cenário que deverá ficar marcado pela elevada abstenção e por um número preocupante de votos nulos e brancos, sobretudo nas legislativas. A Comissão Nacional de Eleições (CNE) anunciou que os resultados provisórios serão divulgados até quinta-feira, 27 de Novembro, cumprindo o calendário estabelecido.
“A CNE vai divulgar os resultados provisórios até quinta-feira, conforme o calendário eleitoral.”
A Comissão Nacional de Eleições assegura que não foram registadas irregularidades relevantes, apelando à população para ignorar informações paralelas e manter a calma enquanto decorre a contagem. O país aguarda agora os resultados oficiais, que irão definir o próximo Presidente da República e a composição da 12.ª legislatura.
“Não registámos irregularidades relevantes. As operações de votação decorreram de acordo com os critérios legais e com o profissionalismo habitual das equipas no terreno.”
Dos 966 152 eleitores inscritos, a Comissão estima que a taxa de participação possa ultrapassar os 65%, apesar da fraca afluência registada nas primeiras horas da manhã. Nas legislativas, realizadas sem a participação das principais forças políticas nacionais, verificou-se muito baixa mobilização e um elevado número de votos invalidados. Importa recordar que o PAIGC e a candidatura de Fernando Dias haviam instruído os seus apoiantes a expressarem abstenção ou voto nulo nas legislativas, por considerarem este escrutínio “sem validade”.
No campo político, ganha relevo a posição do candidato Fernando Dias da Costa, apoiado pelo PAIGC e pela coligação PAI–Terra Ranka, que, durante a campanha, prometeu que, caso vença as presidenciais, irá restaurar o Parlamento dissolvido em 2023 e devolver a governação ao PAIGC, defendendo o regresso à “normalidade constitucional”.
A coligação PAI–Terra Ranka havia vencido as legislativas de 2023, mas foi afastada do poder três meses depois, na sequência da contestada dissolução do parlamento pelo Presidente Umaro Sissoco Embaló. A desistência de Siga Batista em favor de Fernando Dias deu novo impulso político à sua candidatura.
Cinquenta alunos, entre os mais de 300 raptados na sexta-feira de uma escola católica na Nigéria, escaparam dos seus sequestradores, anunciou uma organização cristã em comunicado. “Recebemos boas notícias: 50 alunos escaparam e foram reunidos com os pais”, disse a Associação Cristã da Nigéria em comunicado, especificando que escaparam entre sexta-feira e sábado.
Homens armados atacaram a escola católica mista de Santa Maria, localizada no estado do Níger, oeste da Nigéria, na madrugada de sexta-feira, e raptaram 303 alunos e 12 professores. Este é um dos maiores raptos em massa já realizados na Nigéria. Este sequestro ocorre depois de outro grupo de homens armados ter invadido uma escola secundária no estado vizinho de Kebbi, na segunda-feira, e raptado 25 raparigas.
Estes acontecimentos estão a alimentar os receios de segurança no país mais populoso de África e levaram ao encerramento preventivo de inúmeras escolas em todo o país. Os rapazes e raparigas raptados da escola Santa Maria, com idades entre os 8 e os 18 anos, representam quase metade dos 629 alunos da instituição. O Governo nigeriano ainda não fez comentários sobre o número de alunos e professores raptados.
“Embora o regresso destas 50 crianças que conseguiram escapar nos traga algum alívio, peço a todos que continuem a rezar pelo resgate e regresso em segurança das outras vítimas”, disse o reverendo Bulus Dauwa Yohanna, presidente da Associação Cristã da Nigéria no estado do Níger e proprietário da escola, em comunicado. A Nigéria está ainda marcada por outro rapto em massa: o de quase 300 raparigas estudantes por ‘jihadistas’ do Boko Haram em Chibok, no estado de Borno (nordeste), há mais de 10 anos. Algumas delas ainda continuam desaparecidas.
Mais de 22 mil mulheres e meninas foram mortas pelo companheiro ou familiar em África, em 2024, sendo o continente responsável pelo maior número de vítimas, divulgaram nesta terça-feira as Nações Unidas. De acordo com o comunicado, em África são três vítimas de feminicídio em cada 100 mil mulheres.
Um novo relatório do Gabinete da Organização da ONU para a Droga e o Crime (UNODC, na sigla inglesa) revela que África é o continente com maior taxa de feminicídio do mundo, impulsionada por homicídios cometidos por companheiros ou familiares, estimando que cerca de 22 600 (entre 19 300 e 25 800) mulheres e meninas foram mortas na região em 2024.
A taxa de homicídio por parceiros íntimos ou membros da família em África é de três vítimas por 100 mil mulheres, a mais alta do mundo, embora este número tenha um certo grau de incerteza devido à escassez de dados disponíveis.
Embora homens e meninos representem a maioria (80%) de todas as vítimas de homicídio em 2024, a violência que resulta em morte dentro da família atinge muito mais as mulheres – “quase 60% de todas as mulheres mortas intencionalmente em 2024 foram vítimas de parceiros íntimos ou membros da família”.
Em contraste, apenas 11% dos homicídios de homens em 2024 foram atribuídos a assassinatos por parceiros ou familiares.
No relatório destaca-se que África é responsável pela maior parte (74%) das vítimas registadas em 2024.
No documento apresenta-se ainda um caso de estudo sobre o Lesotho, país que enfrenta elevadas taxas de violência contra mulheres por parte do companheiro, com 44% das mulheres entre os 15 e os 49 anos a relatarem violência física ou sexual por parte dos parceiros.
Esta forma extrema de violência baseada no género continua a afectar mulheres e raparigas em todo o mundo.
Cerca de 50 mil mulheres ou meninas foram mortas pelos respectivos companheiros ou outros familiares em 2024 – uma a cada 10 minutos do ano em todo o mundo –, segundo o relatório.
Os dados recolhidos pelo UNODC indicam terem existido 137 feminicídios por dia, ou seja, mantendo o ritmo constante já verificado em anos anteriores, sem que tenha havido qualquer evolução positiva.

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