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Estados Unidos da América e Irão acordaram nesta segunda-feira  suspender  temporariamente os ataques militares e vão realizar conversações de alto nível no Qatar na terça-feira, numa tentativa urgente de salvar o frágil acordo de paz. A informação foi avançada pelo portal de notícias norte-americano Axios.

Na tentativa de resolver os diferendos em torno do estreito de Ormuz,  Teerão e Estados Unidos aceitaram suspender qualquer ataque e planeiam reunir-se no Qatar.

O avanço surge após vários dias de escalada de trocas militares que ameaçavam comprometer um memorando de entendimento provisório assinado em 17 de junho, destinado a pôr fim ao conflito iniciado no final de fevereiro e que perturbou o tráfego  na via marítima vital.

Nos termos deste acordo, Teerão comprometeu-se a garantir passagem segura a navios comerciais pelo estreito de Ormuz, enquanto Washington aceitou levantar o bloqueio aos portos iranianos.

Segundo meios de comunicação norte-americanos que citam altos responsáveis dos EUA,  no sábado o presidente norte-americano Donald Trump repetiu os avisos de ação militar total se os ataques iranianos contra navios forem retomados.

Segundo fontes diplomáticas, a reunião de terça-feira estava inicialmente prevista para a Suíça, para abordar questões mais amplas, incluindo o programa nuclear iraniano. 

Porém, após o aumento dos confrontos militares no fim de semana, o local foi transferido para o Qatar e a agenda foi reduzida especificamente ao impasse no estreito de Ormuz.

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Os encarnados, que ocupam a 25ª posição da classificação actual, buscam uma vitória que os coloque no grupo das equipas que se qualificam para o play-off, mas terão pela frente uma Juventus que está na 17ª posição, que quer garantir um apuramento directo. Já o Pafos (26º colocado), equipa em que milita o moçambicano Bruno Langa, tem deslocação difícil a Inglaterra, onde defronta o Chelsea, actual campeão mundial de clubes.

É a penúltima jornada da fase da liga da Liga dos Campeões, onde todas as equipas procuram firmar-se para assegurar a passagem, quer directa aos oitavos-de-final, bem como ao play-off de acesso à fase do “mata-mata” da prova.

Benfica de Portugal e Pafos do Chipre têm uma missão espinhosa nas suas pretensões, com deslocações a Itália e Inglaterra respectivamente.

 

Juventus vs. Benfica

O Benfica venceu sete dos nove confrontos anteriores entre as duas equipas (1E 1D), tendo registado mais recentemente uma vitória por 2-0 em Turim, na Jornada 8 da Champions League da época passada. O único sucesso da Juventus foi um triunfo por 3-0, em casa, nos quartos-de-final da Taça UEFA, em Março de 1993.

A Juventus perdeu apenas três dos seus 12 jogos em casa contra adversários portugueses (7V 2E) e essas três derrotas aconteceram contra o Benfica.

O clube italiano perdeu apenas dois dos seus últimos 12 jogos europeus em casa (6V 4E) e pretende somar três vitórias consecutivas na Champions League pela primeira vez desde 2021/22, quando registou cinco.

Weston McKennie pode tornar-se no segundo jogador dos Estados Unidos a chegar aos 40 jogos na Champions League, depois de Christian Pulišić (63).

O Benfica não perdeu nos últimos quatro jogos com adversários italianos (2V 2E) e venceu o Napoli por 2-0, em casa, na Jornada 6.

A equipa portuguesa procura também somar a terceira vitória consecutiva na fase de grupos/fase de liga. A última vez que conseguiu esse feito foi na temporada 2022/23.

Leandro Barreiro marcou nos últimos dois jogos do Benfica na Champions League.

 

Chelsea vs. Pafos

Este é o primeiro jogo na UEFA entre estas equipas e o primeiro do Pafos contra uma equipa inglesa.

O Chelsea perdeu apenas duas das últimas 62 partidas disputadas em Stamford Bridge na fase de grupos/fase de liga das competições da UEFA. O clube inglês também não perde há 17 jogos (13V 4E), uma sequência que remonta à derrota contra o Valencia na Champions League em Setembro de 2019.

O Chelsea marcou nos seus últimos 21 jogos europeus.

O Pafos venceu apenas dois dos últimos sete jogos disputados nas competições da UEFA (3E 2D).

A equipa cipriota não marcou nenhum golo nos três jogos fora de casa disputados nesta fase da liga.

O defesa brasileiro David Luiz, do Pafos, venceu a Champions League com o Chelsea em 2012 e conquistou os títulos da UEFA Europa League em 2013 e 2019 em duas passagens pelo clube.

 

Slavia Praha vs. Barcelona

Os únicos encontros anteriores entre o Slavia Praha e o Barcelona ocorreram na fase de grupos da Champions League de 2019/20, quando o Barça venceu por 2-1 na Chéquia na Jornada 3, antes de um empate 0-0 em Espanha na ronda seguinte.

A equipa checa não marcou nenhum golo nos últimos cinco jogos disputados na Champions League.

O Barcelona não perdeu nos últimos oito jogos contra adversários checos (7V 1E).

Os homens de Hansi Flick venceram apenas um dos últimos cinco jogos fora de casa na Champions League (1E 3D) e sofreram três ou mais golos em quatro dessas partidas.

Lamine Yamal tem mais participações em golos do que qualquer outro jogador com 18 anos ou menos na história da Champions League (da Jornada 1 até à final), com 14 (sete golos e sete assistências), superando o recorde anterior de 13 (dez golos e três assistências) pertença de Kylian Mbappé.

 

Galatasaray vs. Atlético de Madrid

O Atlético não perdeu nos últimos seis confrontos entre as duas equipas (4V 2E), tendo registado mais recentemente duas vitórias por 2-0 na fase de grupos da Champions League de 2015/16. Os espanhóis venceram nos três encontros disputados na Turquia.

O clube turco pretende recuperar após duas derrotas consecutivas na fase de liga, ambas por 1-0.

Os comandados de Diego Simeone venceram dez dos últimos 13 jogos da Champions League (3D) e não empatam há 23 jogos na competição.

Jan Oblak poderá tornar-se no primeiro jogador esloveno a atingir 100 jogos na Champions League (a partir da fase de grupos/fase de liga), e apenas o segundo a atingir essa marca pelo Atlético de Madrid, depois de Koke (108).

Julián Álvarez marcou dez golos nos seus últimos 11 jogos na Champions League.

 

Qarabağ vs. Frankfurt (17h45)

Os confrontos anteriores entre o Qarabağ e o Frankfurt na UEFA aconteceram no play-off da Europa League de 2013/14, com a equipa alemã apurada com 4-1 no total, após uma vitória por 2-0 no Azerbaijão e outra por 2-1 em casa. Esses jogos são os únicos do Frankfurt com uma equipa do Azerbaijão.

O Qarabağ marcou pelo menos duas vezes em cada um dos seus últimos cinco jogos europeus em casa.

O Frankfurt conseguiu apenas uma vitória nos últimos oito jogos da UEFA (2E 5D) e nenhuma nas últimas cinco partidas (1E 4D). O clube alemão nunca ficou seis jogos europeus consecutivos sem vencer.

 

Atalanta vs. Athletic Club

Este é o primeiro confronto da UEFA entre o Atalanta e o Athletic Club.

O clube de Bergamo não perdeu nos últimos cinco jogos da Champions League (4V 1E), tendo vencido os três anteriores, e perdeu apenas um dos últimos dez jogos em casa na fase de grupos/fase de liga na Europa (5V 4E).

Os oito golos da Atalanta na presente fase de liga foram marcados na segunda parte. Charles De Ketelaere marcou nos dois jogos anteriores.

O clube basco venceu apenas um dos seus últimos oito jogos nas competições da UEFA (2E 5D), tendo os dois últimos terminando sem golos.

 

Bayern München vs. Union Saint-Gilloise

Este é o primeiro confronto entre estes clubes numa competição da UEFA.

O Bayern não perde há 37 jogos em casa na fase de grupos/fase de liga da Champions League, tendo registado 35 vitórias e 2 empates desde a derrota por 2-3, diante do Manchester City, em Dezembro de 2013.

O Bayern procura a 250ª vitória na Taça dos Campeões e pode tornar-se no segundo clube a atingir esse marco, depois do Real Madrid (306 antes da Jornada 7).

Lennart Karl, que terá 17 anos e 333 dias no início do jogo, pode tornar-se no jogador mais jovem a marcar em quatro jogos seguidos da Champions League, batendo o recorde de Kylian Mbappé (18 anos e 120 dias).

O Union Saint-Galoise perderu quatro dos últimos cinco jogos disputados na Champions League (1V).

 

Newcastle United vs. PSV Eindhoven

O PSV venceu os dois confrontos anteriores entre as equipas na Champions League, tendo derrotado o Newcastle por 1-0 em casa e por 2-0 fora na fase de grupos de 1997/98. Os outros encontros entre ambos os clubes ocorreram nos quartos-de-final da Taça UEFA de 2003/04, quando o Newcastle avançou para as meias-finais após um empate 1-1 em Eindhoven e uma vitória por 2-1 em casa.

Anthony Gordon marcou cinco golos em seis jogos da presente edição da Champions League.

O clube de Eindhoven marcou em 18 dos seus últimos 19 jogos da fase de grupos/fase de liga da Champions League. Guus Til marcou nos últimos dois jogos, enquanto Ricardo Pepi marcou três golos nos últimos quatro.

 

Marseille vs. Liverpool

O histórico geral de confrontos entre as duas equipas na UEFA apresenta duas vitórias para o Marseille, três para o Liverpool e um empate. O clube inglês venceu os últimos três encontros, o mais recente em 2008.

Na Jornada 5, o Marseille pôs fim a uma série de 12 jogos seguidos sem vitórias contra equipas inglesas (3E 9D) ao derrotar o Newcastle por 2-1.

Se vencer, o Marseille somará três triunfos seguidos na Champions League pela primeira vez desde 2010/11.

Igor Paixão marcou quatro golos nos últimos cinco jogos do Marseille na Champions League.

O Liverpool venceu 16 dos seus últimos 19 jogos da fase de grupos/fase de liga da UEFA Champions League (D3) e perdeu apenas dois dos últimos oito contra equipas francesas nesta etapa (V5 E1).

Dominik Szoboszlai marcou em três dos últimos quatro jogos do Liverpool na Champions League.

O Presidente da República, Daniel  Chapo, reuniu-se hoje, no seu Gabinete de Trabalho, com  representantes do Sector Privado, no âmbito do Alerta Vermelho  decretado pelo Governo face às chuvas intensas e inundações  severas que assolam várias regiões do país, tendo apelado à união  nacional e à mobilização solidária de recursos para salvar vidas e  mitigar os impactos da emergência humanitária em curso. 

A reunião insere-se no quadro das acções de monitoria, coordenação  e mobilização de recursos desencadeadas pelo Estado para  responder aos efeitos das cheias, proteger vidas humanas e assegurar 

condições mínimas de dignidade às populações afectadas pelas  intempéries, sobretudo nas regiões Centro e Sul de Moçambique. 

Na sua intervenção, o Chefe do Estado explicou o objectivo do  encontro, sublinhando a importância do alinhamento de informação e  do envolvimento de todos os actores na resposta à crise. “Achei que  era importante chamar, de forma a ter uma informação do nível em  que nós nos encontramos, e também estarmos a par da informação  oficial sobre os danos que estas cheias e inundações estão a causar  no nosso país, e, em função disso, cada um de nós, poder ver o que  pode fazer”, afirmou. 

O Presidente da República defendeu a necessidade de uma  actuação conjunta e permanente, enfatizando que a prioridade  absoluta do Governo, neste momento, é a protecção da vida  humana. “Achamos que isto é extremamente importante estarmos em  todos os momentos unidos de forma que possamos minimizar os danos  que estas cheias e inundações estão a causar. Neste momento, a  nossa prioridade é salvar vidas”, declarou. 

O estadista alertou que a situação no terreno continua crítica, com  impactos severos em infra-estruturas estratégicas e na mobilidade das  populações, destacando a interrupção de troços da Estrada Nacional  Número Um. “Estamos num momento em que a ocorrência das cheias  e inundações ainda está a acontecer e está a causar danos enormes  em todo o país, por isso que a estrada Nacional Número Um está  interrompida em certos troços”, disse. 

Para garantir a circulação de pessoas e bens essenciais, informou que  o Governo está a recorrer a soluções alternativas, incluindo a ligação  aérea entre as regiões afectadas. “Estamos a fazer a ponte aérea 

para ligar de Maputo a Xai-Xai pelo Aeroporto Internacional de  Chongoene, mas também para Inhambane, Vilankulo, com preços de  voos especiais e promocionais de forma que as pessoas possam  conseguir fazer esta ponte aérea”, precisou. 

O Presidente alertou ainda para os riscos sanitários nos centros  de acolhimento, onde se encontram milhares de deslocados,  sublinhando a urgência de garantir assistência básica. “Estas cerca de  91.000 pessoas estão em 68 centros de acolhimento, que são escolas,  principalmente, salas de aula, e é muita gente no mesmo sítio,  podendo haver até eclosão de doenças hídricas, como a cólera, a  malária, a diarreia, e as pessoas perderem a vida depois de serem  salvas”, advertiu. 

Face a este cenário, apelou ao reforço da solidariedade nacional,  incentivando o Sector Privado a contribuir não apenas  financeiramente, mas também com bens essenciais. “Então, teremos  que encontrar comida para alimentá-las, temos que encontrar  medicamento, temos que encontrar água. Queria também sensibilizar  a outra forma de mobilização: não queremos só dinheiro, queremos  também bens não perecíveis, aqueles que conseguirem comida,  conseguirem roupa”, afirmou, apelando a um movimento solidário ao  nível das empresas e dos cidadãos. 

Na ocasião, a Presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução  do Risco de Desastres (INGD), Luísa Meque, apresentou dados  provisórios que indicam que a época chuvosa, iniciada a 1 de  Outubro de 2025, já afectou cumulativamente 645.781 pessoascorrespondentes a 122.863 famílias, tendo igualmente resultado em  112 óbitos, 99 feridos e três desaparecidos, além de danos significativos 

em habitações, infra-estruturas sociais e económicas, áreas agrícolas e  meios de subsistência, mantendo-se activos 68 centros de  acomodação, que acolhem mais de 91 mil pessoas, enquanto  prossegue a recolha e actualização da informação no terreno. 

O seleccionador nacional de Futsal, Nadir Narotam, anunciou a lista final dos 19 jogadores que vão representar a selecção nacional da modalidade na eliminatória diante da Mauritânia, de acesso ao Campeonato Africano das Nações.

Com ambições de ultrapassar o único adversário que separa o país do CAN de Marrocos, ainda neste ano, o seleccionador nacional chamou os melhores, com destaque para a estreia absoluta de Lineu Alberto Máquina, do Grupo Desportivo Xicomo (GDX), bem como os regressos de Mário Jona e Vasco Mahoesse (Maputo Futsal), Ziraldo António (GDX) e Ricardo Ferreira, atleta que actua no Ripollet, da Espanha.

Com o leque dos jogadores convocados, Nadir Narotam procura o regresso à fase final da prova, depois de não ter disputado o CAN de 2024, que também teve lugar em Marrocos. A ambição é voltar a fazer história, tal como aconteceu em 2016, na África do Sul, quando terminou em terceiro lugar, assegurando lugar no Mundial da modalidade que decorreu na Colômbia, no mesmo ano. Sua melhor posição foi o segundo lugar alcançado em 2004, numa competição que organizou e perdeu na final diante do Egipto.

Ademais, Narotam quer levar a selecção nacional à sua quinta fase final do CAN, depois das participações nas provas de 2004, 2008, 2026 e 2020.

Agora, o combinado nacional defronta a Mauritânia na única eliminatória, uma selecção sem grande histórico na modalidade, e por isso ao nível da selecção nacional.

O jogo da primeira mão será disputado entre os dias 3 e 4 de Fevereiro, em Rabat, Marrocos, enquanto a segunda mão terá lugar em solo moçambicano, nos dias 7 ou 8 de Fevereiro. O vencedor da eliminatória garante presença na fase de grupos do CAN Futsal 2026, a maior prova continental da modalidade, a ter lugar em Marrocos.

Eis a Lista final dos convocados: 

Liga Desportiva de Maputo: Carlos Júnior, Fernando de Sousa, Xavier Márcio e Délcio Zandamela;

Maputo Futsal Clube: Zaid Pananchande, Vasco Mahoesse, Idelson Benesse, Oséias dos Santos, Mário Jona e Amin Dale;

Petromoc FC: André Mangue, Abílio Levessene e Chume Júnior;

Escola de Condução Planalto: Ivan Andrade e Taimo Reginaldo; 

Grupo Desportivo de Xicomo (GDX): Ziraldo António e Lineu Alberto Máquina;

Ferroviário de Nampula: Eugénio Mendes;

Internacional: Ricardo Ferreira – F.S. Ripollet (Espanha).

O director do Instituto de Cereais de Moçambique (ICM) diz que o mandato de importação de arroz e trigo, atribuído pelo Governo, vai combater a subfacturação, que lesa o Estado em 85,2 milhões de euros anuais.

O Governo moçambicano atribuiu ao Instituto de Cereais de Moçambique, no último dia do ano passado, o mandato de conduzir a importação de cereais, especificamente arroz e trigo, reconhecendo a necessidade de eliminar a “exportação ilegal de divisas através de subfacturação” destes produtos.

Nesta terça-feira, em reacção à decisão do Governo, o director do Instituto de Cereais de Moçambique reiterou que o mandato de importação de arroz e trigo vai combater a subfacturação, que lesa o Estado em 85,2 milhões de euros anuais.

“O Governo atribui essa exclusividade, primeiro pelo facto do ICM ser aquela entidade que faz a gestão da cadeia de valor, da comercialização de cereais em primeira fase. Evidentemente, sendo esta entidade com estas atribuições de competências, o Governo reparou que, nos últimos anos, tem estado a haver subfacturação, evasão fiscal”, com “o Estado a perder cerca de 100 milhões de dólares ao ano”, disse Luís Fazenda, citado pela Lusa.

Segundo o responsável, a decisão surge ainda pelos problemas registados com algumas empresas durante o processo de importação dos cereais e a desorganização no mercado, “porque o Estado não tinha informações apuradas nem registo organizado dos operadores que actuam nesta área de importação de arroz nem da questão ligada às quantidades que são importadas”.

Por outro turno, segundo Luís Fazenda, a medida surge também numa altura em que em Moçambique se debate, actualmente, a questão das divisas para pagar bens e serviços importados. “E, neste processo, algumas empresas aproveitavam esses processos de importação para fazer a expatriação ilegal de capital de divisas para fora do país”, justificou Luís Fazenda a medida governamental.

Face à situação, o director do Instituto de Cereais de Moçambique assinalou que, entre as medidas tomadas, “com vista a salvaguardar aquilo que é a produção nacional e o consumo do arroz nacional”, o Governo restringiu o processo de importação destes cereais, delegando ao ICM a competência de gerir o processo que vai funcionar “mais ou menos como na área dos combustíveis”.

E explica que “na reunião que tivemos com os próprios importadores, eles entenderam o que vai acontecer (…). O ICM já vai ter informação de vários mercados onde esses produtos são adquiridos, o que permite ter um preço mais baixo. Então, depois de o Estado pegar as garantias [bancárias] dos importadores, vai depois fazer a encomenda, a compra dessa mercadoria, e ela tem de ser vendida aqui, no mercado nacional, naquilo que seria um preço justo”, disse.

Fazenda referiu ainda que o processo de facilitação para os operadores pelo ICM vai assegurar o conhecimento do preço real dos cereais no local de origem, permitindo à Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE) moçambicana fiscalizar e sancionar em casos de aumento de preços.

“O mecanismo será transparente, porque haverá livre concorrência. Qualquer operador vem inscrever-se no ICM e apresenta (…) a quantidade [que] quer importar, e este, por sua vez, vai instruir o fornecedor, principalmente os Estados congéneres, e esses vão garantir que o arroz e o trigo cheguem a Moçambique”, acrescentou.

Para apoiar a produção nacional e as linhas de financiamento para a comercialização, além de organizar o armazenamento dos próprios cereais, Fazenda assinalou que o ICM tem uma reunião marcada para 27 e 28 deste mês com o Programa Alimentar Mundial (PAM) e a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês), em Itália, onde será apresentado um projecto.

“Estamos no processo de mobilização de recursos, mais de 100 milhões de dólares para financiar a produção, abrir linhas de financiamento para financiar a produção, mas também financiar a comercialização agrícola e também o processo de reabilitação e construção dos armazéns”, avançou Luís Fazenda, referindo que o apoio vai servir também para constituir uma reserva estratégica de mais de 100 mil toneladas de alimentos, para apoiar a população em caso de eventos extremos e desastres.

A Confederação Africana de Futebol (CAF) nomeou um quarteto moçambicano para dirigir o jogo da terceira jornada da Liga dos Campeões africanos, edição 2025/2026 entre o Simba SC da Tanzânia e o Espérance Sportive de Tunis da Tunísia.

A nomeação da CAF recaiu no árbitro internacional Celso Alvação, designado como árbitro principal, que será auxiliado por Zacarias Horácio Balói (árbitro assistente 1) e Venestâncio Tomás Cossa (árbitro assistente 2).

O quarteto é completado com a nomeação de Simões Bernardo Guambe, que será o quarto árbitro do encontro agendado para o próximo dia 01 de Fevereiro, às 16h00 no Estádio Benjamin Mkapa, em Dar es Salaam, na Tanzânia.

Para além do quarteto nacional, a CAF nomeou Amir Abdi Hassan, da Somália, como comissário do jogo, Moses Ojwang Osano, do Quénia, como avaliador de arbitragem, e Youcef Koudri, da Argélia, como coordenador geral.

Os jogadores, equipa técnica e todo o staff dos Mambas já receberam o prémio de 500 mil meticais prometido pelo Governo pela histórica campanha feita no Campeonato Africano das Nações de Marrocos. A informação foi avançada pelo Ministério da Juventude e Desporto, nas redes sociais oficiais.

O velho ditado “promessa é dívida” não faz parte do dicionário do Ministério da Juventude e Desporto, que se desdobra em cumprir todas as promessas que faz em tempo útil.

Depois da brilhante campanha dos Mambas no CAN de Marrocos, que terminou no domingo, onde a selecção nacional alcançou a primeira vitória de sempre numa fase final, bem como a qualificação, pela primeira vez, para os oitavos-de-final, os jogadores tinham pedido que a premiação fosse dada antes do término da prova continental.

Na altura, o ministro da Juventude e Desporto, Caifadine Manasse, garantia que o Governo estava a criar todas as condições para que a premiação fosse dada o quanto antes. E a promessa foi cumprida logo a seguir à final do CAN.

De acordo com uma nota divulgada nas redes sociais da instituição, o Ministério da Juventude e Desporto refere que foi cumprida a promessa do Presidente da República feita aos Mambas.

“Por orientação de Sua Excelência o Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, e com o apoio de parceiros estratégicos, o Governo de Moçambique, cumpriu integralmente a premiação atribuída à Selecção Nacional de Futebol, os Mambas, pelos feitos alcançados no Campeonato Africano das Nações (CAN) Marrocos 2025”, escreve o MJD, realçando que no quadro da decisão foi assegurada a atribuição global de 50 000,00 MT a cada membro da delegação oficial, nomeadamente atletas, equipa técnica e staff de apoio, “em reconhecimento da campanha histórica que culminou com a qualificação para os oitavos-de-final da maior competição africana de futebol”.

Segundo o Ministério da Juventude e Desporto, a medida reafirma o compromisso do Governo com o desenvolvimento sustentável do desporto, bem como “o reforço das parcerias institucionais e a criação de condições para que conquistas históricas deixem de ser episódios isolados e passem a constituir um padrão consistente de desempenho ao mais alto nível”.

Ademais, o MJD diz que a atribuição do prémio é mais do que um incentivo financeiro, “este gesto traduz um reconhecimento político e institucional do esforço colectivo, da disciplina e da dedicação dos Mambas, consolidando o desporto como um poderoso factor de unidade nacional, orgulho colectivo e fonte de inspiração para a juventude moçambicana”, salientando que a operacionalização do pagamento foi assegurada pelo Fundo de Promoção Desportiva, no âmbito da sua competência institucional de financiamento ao desporto de alta competição.

 

Mambas sobem um lugar no ranking da FIFA 

A selecção nacional de futebol, os Mambas, teve uma ligeira subida no ranking da FIFA, actualizado nesta segunda-feira à noite, um dia após o término do Campeonato Africano das Nações de Marrocos.

Os Mambas saem da posição 102 e passam a ocupar o 101.º lugar, agora com de 1224,31 pontos. Uma subida que acontece graças à histórica campanha feita na fase final do CAN de Marrocos, onde alcançou a primeira vitória de sempre, diante do Gabão, por 3-2, e a primeira qualificação aos oitavos-de-final da prova africana.

Apesar da subida ligeira, os Mambas continuam à frente de vários países lusófonos, sendo a quinta melhor da CPLP e a terceira dos PALOP, atrás do Brasil (5º colocado), Portugal (6º), Cabo Verde (67) e Angola (89), todas que mantiveram as suas posições relativamente ao ranking anterior.

Recorde-se que, no CAN, os Mambas disputaram quatro jogos, nomeadamente diante da Costa do Marfim (derrota por 0-1), Gabão (vitória por 3-2), Camarões (derrota por 1-2) e Nigéria (derrota por 0-4, nos oitavos-de-final), regressando com uma participação melhor de todas as campanhas.

Ao nível do continente africano Moçambique, ocupa a 12ª posição.

Ao nível de outras selecções, o destaque vai para Senegal, campeão africano de futebol, que ascendeu sete lugares e ocupa agora a 12ª posição do ranking mundial e a segunda posição do ranking africano, apenas atrás do Marrocos, finalista vencido do CAN-2025, que é 8ª no mundo e líder em África.

Nigéria (26ª), Argélia (28ª), Egipto (31ª), Costa do Marfim (37ª) e Camarões (45ª) também ganharam posições importantes graças ao desempenho no CAN de Marrocos.

O topo do ranking mundial continua na mesma e é dominado por selecções tradicionais da Europa e da América do Sul. A Espanha continua líder com 1877,18 pontos, seguida pela Argentina (1873,33) e pela França (1870 pontos), que fecha o top-3. Inglaterra e Brasil completam o top 5.

O Executivo determinou a observância de Luto Nacional de dois dias pelo falecimento de Luísa Dias Diogo, antiga Primeira-Ministra, cujo corpo chega ao país nesta quarta-feira, após ter falecido vítima de doença, em Portugal. O funeral oficial está marcado para o dia 23 de Janeiro de 2026.

O Conselho de Ministros, na sua 1.ª Sessão Ordinária, realizada no dia 20 de Janeiro de 2026, aprovou a resolução que determina a realização do funeral oficial de Luísa Dias Diogo e a observância de Luto Nacional de dois dias, a contar das zero horas do dia 23 de Janeiro, data em que se realizará o funeral da antiga governante.

Segundo o porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, a decisão visa honrar o legado e a contribuição de Luísa Diogo para a consolidação da governação e desenvolvimento do país.

O corpo da antiga Primeira-Ministra, que faleceu em Portugal vítima de doença, chegará ao país nesta quarta-feira, dando início às cerimónias fúnebres oficiais.

O luto nacional reflete o reconhecimento do Estado pelo papel desempenhado por Luísa Diogo ao longo da sua carreira política, marcada por passagens significativas no Executivo e contribuições para a estabilidade institucional e económica de Moçambique.

Treze alunos morreram esta segunda-feira, num grave acidente de viação,  na África do Sul. O autocarro escolar em que seguiam colidiu com um camião numa estrada próxima da cidade industrial de Vanderbijlpark, a cerca de 60 quilómetros de Joanesburgo.

De acordo com as autoridades da província de Gauteng, que consideraram o acidente como uma tragédia, onze crianças perderam a vida no local e outras duas no hospital devido à gravidade dos ferimentos, na sequência do embate entre o autocarro escolar e um camião, esta segunda-feira.

As vítimas frequentavam o ensino primário e secundário, mas as idades ainda não foram divulgadas.

As investigações preliminares apontam que o motorista do autocarro terá perdido o controlo da viatura durante uma manobra de ultrapassagem.

O embate foi violento. Imagens partilhadas nas redes sociais mostram o autocarro destruído à beira da estrada, enquanto pais e familiares, visivelmente abalados, aguardavam informações junto da polícia.

Através de um comunicado, o presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, lamentou o acidente e apelou ao reforço das medidas de segurança no transporte escolar, defendendo o respeito pelas regras de trânsito e a contratação de serviços adequados.

O caso volta a levantar preocupações sobre a segurança rodoviária na África do Sul. Só em 2025, mais de 11 mil pessoas morreram nas estradas sul-africanas.

As autoridades marítimas da Zambézia apreenderam este domingo 600 quilogramas de camarão capturado de forma ilegal durante o período de veda. A captura ocorreu nas águas do distrito de Pebane e a mercadoria seguia numa camioneta em direcção ao seu destino. A apreensão aconteceu no troço Maganja–Malei.

O período de veda do camarão de profundidade e do caranguejo do mangal está em vigor, mas há quem continue a pescar mesmo perante a proibição, que se estende até ao mês de Março. No terreno, as autoridades estão a reforçar o cerco.

Amélia Mabazo, Administradora Marítima da Zambézia, confirmou a apreensão, realçando que foi no âmbito do controlo do decreto ministerial do período da veda.

“Esta mercadoria que foi apreendida é do camarão de profundidade e foi apreendida no troço de Maganja a Malé. Nós estamos neste momento no período de veda e defesa do caranguejo do mangau, portanto, nós estamos a cumprir com aquela opção que é o Diploma Ministerial, do cerco que foi decretado neste período de veda”, confirmou, destacando ainda que “estamos a fazer a nossa fiscalização marítima e apreendemos a fiscalização terrestre”. 

São aproximadamente 600 kilos de camarão que foram apreendidas e, de acordo com Amélia Mabazo esta é uma que há muita procura do produto. 

De acordo com a Administradora Marítima da zambézia, após a apreensão seguem-se os procedimentos legais previstos.

“Este camarão sai de Pebane e depois da apreensão será vendido em hasta pública como é que nos orienta e vamos também sancionar o proprietário do produto, uma vez que estamos ainda no período de veda”, esclareceu. 

Relativamente ao camarão apreendido, Amélia Mabazo esclarece que o mesmo será confiscado e apreendido. “Segue-se os procedimentos legais, portanto, para o processo de venda em hasta pública. O comerciante que trouxe esta mercadoria será penalizado”, frisou, apelando ainda para os pescadores não voltem a cometer os mesmos erros, sob pena das sanções serem agravadas. 

Por enquanto, o período de veda mantém-se, e as autoridades reiteram que quem insistir em violar a lei será tratado com tolerância zero.

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