A intensificação dos ataques contra imigrantes na África do Sul começa a produzir efeitos que ultrapassam a esfera social e política, alimentando preocupações quanto ao impacto sobre o ambiente de negócios, a confiança dos investidores e a capacidade da maior economia africana de atrair capital estrangeiro.
Numa conjuntura marcada por crescimento económico moderado, elevado desemprego, limitações fiscais e necessidade de maior investimento privado, analistas alertam que a deterioração do ambiente de segurança pode agravar a percepção de risco do mercado sul-africano.
Segundo a agência Reuters, economistas e analistas de mercado defendem que a sucessão de manifestações e episódios de violência contra cidadãos estrangeiros poderá reduzir o apetite dos investidores internacionais, sobretudo daqueles que avaliam novos projectos de investimento directo estrangeiro no país.
A consultora sul-africana ETM Analytics advertiu, citada pela Reuters, que os protestos contra imigrantes representam “o principal risco de curto prazo” para os mercados financeiros do país. A instituição considera que a evolução da crise poderá influenciar o comportamento do rand, aumentar a volatilidade dos activos financeiros e afectar as expectativas dos agentes económicos.
O receio surge numa altura em que a África do Sul procura recuperar o dinamismo económico. O país continua a enfrentar uma das mais elevadas taxas de desemprego do mundo, crescimento económico inferior ao potencial e uma necessidade crescente de mobilizar investimento privado para expandir a capacidade produtiva, modernizar infra-estruturas e estimular a criação de emprego.
O investimento directo estrangeiro desempenha um papel estratégico neste processo. Além da entrada de capitais, contribui para a transferência de tecnologia, desenvolvimento de competências, aumento da produtividade e integração das empresas sul-africanas nas cadeias globais de valor.
Entretanto, os sucessivos episódios de violência contra comerciantes e trabalhadores estrangeiros podem afectar um dos factores mais valorizados pelos investidores: a previsibilidade do ambiente de negócios.
A própria reputação internacional da África do Sul começa a sofrer desgaste. De acordo com a Reuters, membros do Governo sul-africano reconhecem que os ataques xenófobos podem comprometer a imagem do país, afectar empresas nacionais que operam noutros mercados africanos e reduzir o seu poder de influência económica no continente.
O Presidente Cyril Ramaphosa condenou os actos de violência e afirmou que “não permitiremos que grupos utilizem as legítimas preocupações da população para promover a violência e a ilegalidade”, reiterando que a aplicação das leis migratórias compete exclusivamente às instituições do Estado.
Embora os mercados financeiros ainda não tenham registado uma reacção expressiva, economistas consideram que a persistência da violência poderá reflectir-se no custo do financiamento, no comportamento da moeda sul-africana e nas decisões de investimento de empresas multinacionais.
A preocupação estende-se igualmente ao comércio regional. A África do Sul é o maior parceiro económico de vários países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), incluindo Moçambique. Qualquer deterioração do seu ambiente económico pode repercutir-se sobre o comércio transfronteiriço, os fluxos de investimento, as remessas dos trabalhadores migrantes e a integração económica regional.
Depois de receber do Governo cerca de 110 milhões de dólares para o Fundo Soberano, no dia 10 de Dezembro de 2025, o Banco de Moçambique, gestor operacional da entidade, depositou a prazo o valor em três bancos e ganhou juros.
Segundo as demonstrações financeiras do Fundo Soberano, a aplicação do valor nos bancos Bred Banque Populaire, The Toronto-Dominon Bank e Sumitomo Mitsui Trust Bank permitiu à entidade alcançar o seu primeiro lucro a 31 de Dezembro de 2025.
“O lucro registado no exercício findo em 31 de Dezembro de 2025 decorreu dos juros das aplicações em depósitos de muito curto prazo (overnight) efectuadas em três contrapartes no estrangeiro com início a 12 de Dezembro de 2025”, diz o documento.
O resultado líquido positivo (lucro) alcançado pelo Fundo Soberano foi de 210 589,11 dólares, que, somados ao capital inicial, totalizam cerca de 110,2 milhões de dólares de capitais próprios da entidade criada para acumular poupanças para futuras gerações.
O conteúdo que consta das demonstrações financeiras foi aprovado pelo governador do Banco de Moçambique, na qualidade de entidade máxima responsável pela gestão operacional do Fundo Soberano, conforme previsto na lei criada para o efeito.
Em referidos bancos, as taxas de juro mínima e máxima aplicadas nos depósitos a prazo em moedas estrangeiras (overnight) foram de 3,60% e 3,9% válidas para um período de um mês, referem as demonstrações financeiras do Fundo Soberano.
Para manter as contas bancárias no exterior, o Banco de Moçambique, na qualidade de gestor do Fundo Soberano, fez pagamentos de 1103,07 dólares norte-americanos referentes aos serviços no exercício económico de 2025.
O valor foi desembolsado a título de adiantamento e deverá ser cobrado pelo banco ao Fundo Soberano, que por sua vez deverá encaixar nas receitas da produção de gás nas áreas 1 e 4 da Bacia do Rovuma, em Cabo Delgado.
São objectivos do Fundo Soberano apoiar o desenvolvimento socioeconómico do País; acumular poupanças para as futuras gerações oriundas das receitas de gás e estabilizar o Orçamento do Estado em caso de volatilidade das receitas.
Para o exercício económico do ano de 2026, espera-se que sejam canalizados ao Fundo Soberano de Moçambique mais 30,7 milhões de dólares (40% da receita global), e as receitas de gás remanescentes, cerca de 46,1 milhões (60% da receita global), vão para a Conta Única do Tesouro (CUT).
“Assim, quaisquer cobranças adicionais realizadas ao longo do ano serão integralmente transferidas para a conta do Fundo Soberano de Moçambique”, prevê o Governo no Plano Económico e Social e Orçamento de Estado de 2026.
Devido ao decréscimo na estimativa de produção da concessionária para o ano de 2026, a parte das receitas do gás natural liquefeito direccionada à Conta Única do Tesouro vai reduzir de 47,1 milhões para 46,1 milhões de dólares.
O valor que vai para a CUT será direccionado à construção da ponte sobre o rio Save, urbanização e disponibilização de terra infra-estruturada, construção e apetrechamento do Hospital Distrital de Chibuto, entre outras finalidades.
De acordo com o Governo, o Fundo é um mecanismo para fomentar a diversificação económica e aumentar a resiliência do País face a choques internos e externos, contribuindo para o crescimento sustentável e inclusivo.
O Ministro da Economia, Basílio Muhate, recebeu em audiências separadas a Alta Comissária da República de Moçambique na África do Sul, Maria Gustava, e o Alto Comissário da República de Moçambique no Quénia, Jacinto Januário Maguni. Na ocasião, Muhate apelou para que os dois exerçam as suas funções desempenhando o papel importante de promover o país naqueles dois países.
Dois encontros separados, mas com o mesmo objectivo! Basílio Muhate, Ministro da Economia, recebeu no seu gabinete de trabalho Maria Gustava e Jacinto Januário Maguni, nomeadamente Alta Comissária da República de Moçambique na África do Sul e Alto Comissário da República de Moçambique no Quénia.
Durante os encontros, o governante apresentou as prioridades do país no reforço das relações económicas e comerciais com a África do Sul e o Quénia, com enfoque na atracção de investimentos para dinamizar as pequenas e médias empresas, melhorar a balança comercial e ampliar a exportação de produtos nacionais.
Os dois diplomatas foram recentemente empossados pelo Presidente da República, Daniel Chapo, e Basílio Muhate fez questão de recordá-los das suas responsabilidades, as quais deverão desempenhar um papel importante na promoção da diplomacia económica e no fortalecimento das parcerias estratégicas de Moçambique com aqueles países.
Moçambique lança auscultação estratégica para a indústria do couro
O Governo de Moçambique, em parceria com a SADC e a Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ), promoveu um workshop de auscultação para a elaboração do Plano Estratégico do Sector de Couro e Produtos de Couro no país.
O encontro reuniu representantes do sector público e privado, parceiros de cooperação e demais actores da cadeia de valor, com o objectivo de recolher contribuições que permitam transformar o sector do couro num motor de industrialização, criação de emprego e geração de valor acrescentado.
O Governo reafirma que o sector do couro é prioritário no quadro da Política de Industrialização, destacando o seu potencial para reduzir importações, aumentar exportações e reforçar a integração regional no âmbito da SADC e da Zona de Comércio Livre Continental Africana.
A iniciativa visa fortalecer a produção e a transformação local, promover investimentos e tornar o sector mais competitivo e sustentável, contribuindo para o desenvolvimento económico do país.
O Governador da Província de Nampula, Eduardo Abdula, defendeu o envolvimento activo das lideranças religiosas no combate aos actos de corrupção, considerando-o uma condição essencial para garantir um desenvolvimento inclusivo e sustentável.
O apelo foi feito na quarta-feira durante a cerimónia de abertura da Conferência Regional de Líderes Religiosos, subordinada ao lema “Recursos Islâmicos sobre Paz: Um Intercâmbio entre Teólogos Muçulmanos no Norte de Moçambique”, que reúne líderes com reconhecida influência espiritual, social e comunitária.
Na ocasião, o Chefe do Conselho Executivo Provincial de Nampula sublinhou que a paz não é um dado adquirido nem um simples ponto de chegada, mas sim uma construção colectiva, permanente e exigente, que se realiza diariamente nas comunidades, instituições e consciências.
Na ocasião, Abdula destacou que, pela sua proximidade às comunidades, autoridade moral e capacidade de escuta e mediação, as confissões religiosas são parceiras incontornáveis na promoção da paz social, na prevenção de conflitos e na defesa da dignidade humana, reiterando que “a paz não se decreta, constrói-se, quando cada actor assume a sua responsabilidade”.
Para concluir, o Governador reafirmou a total disponibilidade do Governo da Província de Nampula para continuar a trabalhar em estreita colaboração com as confissões religiosas, a sociedade civil e os parceiros, “não apenas em momentos formais, mas na construção de soluções práticas que consolidem a paz, reforcem a segurança e criem condições para um desenvolvimento verdadeiramente inclusivo e sustentável”.
Desenvolvimento do turismo local requer envolvimento de todos
Eduardo Abdula afirmou, numa outra actividade, que o desenvolvimento do turismo local requer o envolvimento de forma coordenada do sector público e privado.
O Chefe do Conselho Executivo Provincial falava na Ilha de Moçambique, durante a cerimónia de lançamento da Gala de Turismo e Fórum de Turismo e Investimentos 2026, a decorrer em Junho próximo.
Para garantir competitividade aos operadores turísticos e hoteleiros, Eduardo Abdula, explicou ser essencial continuar a trabalhar na redução dos custos de conectividade aérea, estando já visíveis alguns sinais com a redução das passagens aéreas, bem como iniciativas como a marca “Wamphula Noophiya”, expressão da alma turística de Nampula.
Neste contexto, o Governador lembrou que o sector privado é igualmente chamado a investir na formação e valorização dos seus trabalhadores, garantindo qualidade, profissionalismo e experiências memoráveis aos visitantes.
A Federação de Desenvolvimento Empresarial de Moçambique (FDEM) manifestou o seu profundo repúdio e condenação ao atentado armado contra o jornalista da STV, Carlitos Cadangue, ocorrido na noite de 04 de Fevereiro, no bairro Trangapasso, na cidade de Chimoio, província de Manica.
Em comunicado, a FDEM considera que o acto criminoso, que colocou em risco a vida do jornalista e do seu filho, representa uma grave ameaça à liberdade de imprensa, à segurança dos profissionais da comunicação social e ao direito dos cidadãos à informação, princípios essenciais para a estabilidade democrática e para um ambiente de negócios saudável e transparente.
A organização sublinha que o atentado ocorre num contexto em que o jornalista vinha abordando matérias de elevado interesse público, com destaque para os sectores da mineração e da segurança, considerados estratégicos para o desenvolvimento económico do país.
A FDEM saudou a pronta reacção da Polícia da República de Moçambique na abertura de um processo-crime e apelou ao Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) para a condução de uma investigação célere, imparcial e rigorosa, de modo a responsabilizar os autores materiais e morais do crime.
No documento, a federação reafirma que não pode haver desenvolvimento económico sustentável num ambiente marcado pela intimidação e violência, defendendo que a segurança dos jornalistas é também um pilar da confiança institucional e do investimento.
A FDEM expressou ainda solidariedade a Carlitos Cadangue, à sua família, à STV e à classe jornalística moçambicana, reiterando o seu compromisso com a promoção de um país onde o jornalismo e a actividade económica sejam exercidos com liberdade, segurança e responsabilidade.
Conselho Executivo Provincial condena atentado contra Carlitos Cadangue em Manica
O Conselho Executivo Provincial manifestou, esta quinta-feira-feira, profundo repúdio pelo atentado ocorrido na noite de 4 de fevereiro de 2026 contra o jornalista e correspondente da STV e do Grupo Soico em Manica, Carlitos Francisco Cadangue, e o seu filho, quando regressavam a casa.
Em comunicado, o órgão classificou o acto como uma grave violação da liberdade de expressão e do livre exercício do jornalismo, apelando às autoridades competentes para uma investigação célere, rigorosa e transparente, de modo a responsabilizar os autores do crime.
O Conselho expressou ainda solidariedade ao jornalista, à sua família, aos colegas de profissão, à STV e ao Grupo Soico.
Cristiano Ronaldo festejou o 41.º aniversário em protesto contra aquilo que considera ser um tratamento desigual do Fundo de Investimento Público para com o Al Nassr, e, na Arábia Saudita, esperam que o regresso ocorra já hoje ante o Al-Ittihad Jeddah.
Cristiano Ronaldo celebrou, nesta quinta-feira, o 41.º aniversário, no meio daquele que é um momento inédito da carreira, marcado pela recusa de jogar com a camisola do Al Nassr, clube que considera estar a ser alvo de um tratamento desigual por parte do Fundo de Investimento Público (PIF) da Arábia Saudita em relação aos principais rivais.
O organismo detém a maioria do capital social dos quatro principais emblemas do país, entre eles, o Al Hilal, que, só no já encerrado mercado de transferências de verão, adquiriu sete reforços (Kader Meité, Saimon Bouabré, Murad Al-Hawsawi, Rayan Al-Dossary, Sultan Mandash, Pablo Marí e, o mais mediático de todos, Karim Benzema, que entrou em ‘rota de colisão’ com o Al-Ittihad Jeddah), ao passo que Jorge Jesus só pôde contar com um (Haydeer Abdulkareem).
Face a isto, o internacional português entrou naquilo a que está a ser chamado de “greve”, colocando, inclusive, em causa a continuidade no Médio Oriente, pese embora tenha renovado contrato, há menos de meio ano, até Junho de 2027, mostrando-se totalmente comprometido com o projecto desportivo delineado pelo país.
Ainda assim, o próprio tem-se mantido em silêncio… com excepção de uma fotografia publicada, na quarta-feira, nas redes sociais, na qual se mostrou a treinar, dois dias depois de ter ficado de fora da lista de convocados, no triunfo conquistado sobre o Al-Riyadh, no Prince Faisal bin Fahd Stadium, por 0-1.
Um gesto que, de acordo com informações adiantadas, nesta quinta-feira, pela estação televisiva britânica Sky Sports, as autoridades que regem o desporto saudita estão a torcer para que signifique que esta acção de protesto está em vias de terminar, dada a importância que o jogador formado no Sporting assume para o próprio governo.
O Al Nassr tem encontro marcado com o Al-Ittihad Jedah, de Sérgio Conceição, para as 19h30 (hora de Moçambique) desta sexta-feira, num embate de tal dimensão que os responsáveis esperam que seja “demasiado grande” para que fique de fora, até porque pode valer um ‘salto’ para a liderança do campeonato saudita.
“Os dirigentes estão surpreendidos por este estar infeliz – apesar de auferir uns supostos 500 mil libras [576,8 mil euros] por dia – e querem que jogue, na sexta-feira”, aponta a publicação, que recorda, ainda, que o madeirense “está contratualmente obrigado a jogar, a não ser que esteja lesionado”, pelo que uma nova ‘falta’ pode vir a deixá-lo em apuros.
Arábia Saudita ainda acredita em Cristiano Ronaldo
No referido artigo é, ainda, referido que, apesar de toda esta polémica, Cristiano Ronaldo mantém o “total apoio” por parte da Arábia Saudita, ainda que as mais altas instâncias não estejam de acordo com os argumentos que este tem vindo a apresentar para justificar a indisponibilidade de jogar pelo Al Nassr.
Isto porque, além das quantias monetárias e dos poderes que lhe foram oferecidos, insistem que o investimento na janela de transferências de Janeiro só não foi maior… porque, no verão, foram gastos mais de 100 milhões de euros, nas contratações de João Félix, Kingsley Coman, Mohamed Simakan, Saad Al-Nasser, Haroune Camara, Abdulmalik Al-Jaber, Iñigo Martínez e Nader Al-Sharari.
Mercado de Janeiro teve recorde de transferências e menos investimento
O mercado de transferências de Janeiro de 2026 estabeleceu um novo recorde no número de movimentações no futebol profissional masculino, embora com uma quebra no investimento total em comparação com o período homólogo de 2025.
Já no futebol feminino, registou-se um valor recorde de gastos, apesar de uma ligeira diminuição no número de transferências.
De acordo com o relatório January Transfer Snapshot 2026 da FIFA, o futebol masculino registou mais de 5900 transferências internacionais em Janeiro de 2026. Este número representa um máximo histórico para uma janela de inverno, superando em pouco mais de 3 por cento o recorde anterior, estabelecido há 12 meses.
No que toca aos valores envolvidos, os clubes investiram mais de 1,6 mil milhões de euros em taxas de transferência, o que assinala uma descida de cerca de 18% face a Janeiro de 2025. Ainda assim, este montante é mais de 20% superior aos valores registados em Janeiro de 2023.
O futebol feminino também atingiu um marco histórico. Pela primeira vez, os clubes ultrapassaram a barreira dos oito milhões de euros gastos em transferências internacionais durante o mercado de Janeiro, um aumento superior a 85% em relação ao recorde anterior, de Janeiro de 2025.
Foram registadas mais de 420 transferências, uma ligeira quebra de quase 6% em comparação com o mesmo período do ano passado.
No sector masculino, os clubes ingleses lideraram o investimento, com um gasto total superior a 300 milhões de euros. O top-5 de países mais gastadores ficou completo com clubes de Itália, Brasil, Alemanha e França.
Em sentido inverso, foram os clubes franceses que mais encaixaram com vendas, recebendo mais de 180 milhões de euros, seguidos por emblemas de Itália, Brasil, Inglaterra e Espanha.
O Brasil destacou-se como o país com o maior número de jogadores contratados, à frente de Espanha, Argentina, Inglaterra e Portugal. Já a Argentina foi o país com o maior número de transferências para o exterior, com Inglaterra, Brasil, Espanha e Estados Unidos a completarem os cinco primeiros lugares.
No futebol feminino, os clubes de Inglaterra foram os que mais investiram (mais de quatro milhões de euros), sendo também os que realizaram o maior número de contratações.
Esteve cortada, desde a manhã desta quinta-feira, a ligação Sul e o resto do país através da estrada Chissano-Chibuto, que cedeu ao fluxo de viaturas de elevada tonelagem. A Administração Nacional de Estradas esteve a trabalhar todo dia desta quinta-feira e conseguiu fechar as zonas que obrigaram à interrupção e reabriu a transitabilidade ao princípio da noite de ontem. Ainda assim, a Administração Nacional de Estradas apela a todos os automobilistas a pautarem pela prudência na condução e respeitar toda sinalização colocada ao longo da via, dada a transitabilidade condicionada devido aos trabalhos que continuam no terreno.
Cerca de á 24 horas depois do O País ter reportado a queda de dois camiões na via Chissano-Chibuto, na província de Gaza, um troço importante que garantia a ligação entre o Sul e as restantes regiões do país, devido a intransitabilidade da EN1 na baixa de Xai-Xai, e que está a sofrer grande pressão por estas alturas, na manhã desta quinta-feira a mesma acordou plenamente intransitável.
O facto derivou de um vazio por baixo da base que tinha sido criado, numa zona que se encontrava oca durante o galgamento pelas águas das inundações, e que obrigou a uma infra-escavação, já que os solos foram removidos pela acção da água.
A confirmação foi feita por Jeremias Mazoio, delegado da Administração Nacional de Estradas em Gaza, que disse que a descoberta só foi possível depois de uma inspecção feita na via.
“Os solos foram removidos pela acção da água e como o pavimento aparentemente está bom, a base está boa, o asfalto está bom, são situações que não se detetam de imediato”, disse.
Depois que se detectou a situação, e antes que haja uma situação de ruptura, que pode acontecer durante a passagem de uma viatura e criar um desastre, o delegado da ANE disse que houve necessidade de se interromper momentaneamente o tráfego para permitir que o empreiteiro fizesse uma reparação naquele ponto.
“A reparação consiste em demolir a base naquele local para poder preencher o espaço vazio constatado e voltar-se a colocar tudo ao mesmo nível e abrir-se ao tráfego. Esta é uma acção que vai levar poucas horas, o empreiteiro está a mobilizar a máquina para o local onde precisa fazer essa intervenção e assim que essa intervenção já tiver sido concluída, abre-se normalmente a circulação do tráfego”, esclareceu Jeremias Mazoio.
O delegado da ANE em Gaza destacou que as situações de interrupção poderão acontecer em outros locais que ainda não foram detectados, até que “é daí que se vai fazendo essa verificação ao longo dos dias para que caso as situações sejam verificadas, sejam rapidamente corrigidas”.
Mazoio esclareceu que a previsão da execução dos trabalhos era de algumas horas, sendo que havia ainda previsão de reabertura do tráfego ainda ontem para que os carros fluem normalmente no trânsito.
Entretanto, sabe-se que há camiões de carga muito elevados que têm estado a circular na via, violando a recomendação da tonelagem estabelecida, ou seja, camiões com mais de 10 toneladas.
Jeremias Mazoio esclarece que o excesso de peso é sempre uma preocupação para a Administração Nacional de Estradas e que a situação não aconteceu por causa do peso, mas sim devido a acção da água.
“Portanto é um vazio que não foi detectado de imediato, quase agora constatou-se que existe lá e tem de ser reparado. Então é uma situação que nós deveríamos verificar em outros pontos porque também pode estar a acontecer em outros locais. Aliás, esse é o exemplo do receio que temos vindo a dizer quanto à abertura da EN1 aqui neste ponto”, disse.
Outrossim, Jeremias Mazoio destacou que há ainda troços da EN1 que estão submersas e com o sinal de estar a haver alguma infra-escavação, o que não permite abertura da via, uma vez que pode causar situações graves em caso de passagem de camiões, até porque a estrada ainda está submersa nas águas.
“Então é daí que continuamos a monitorar a EN1 até que a água desapareça por completo da estrada e havendo algum conforto quanto à integridade da estrada será anunciada a abertura ao tráfego”, disse Mazoio.
O delegado da ANE em Gaza disse que a intransitabilidade que se observa na N220, que liga Chissano a Chibuto, deve-se a questões técnicas que deverão ser intervencionadas. Em relação à EN1 na baixa da cidade de Xai-Xai, o trabalho continua a ser realizado e ainda não há data para a sua reabertura.
Há pessoas a aguardar pela carta de condução biométrica após renovação há já três anos. Os condutores dizem que o INATRO está a faltar-lhes com a verdade e exigem que melhore a sua coordenação com polícia de trânsito para evitar multas.
No dia 27 de Janeiro, o Administrador do Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários, Cláudio Zunguze, deu uma Conferência de Imprensa, na qual anunciou que a partir do sábado passado, 31 de Janeiro, a fábrica de produção das Cartas de Condução Biométricas passaria a funcionar seis dias por semana. A comunicação de Zunguze, pode ter animado a muitos utentes do Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários que há muito já aguardavam pelas respectivas cartas de condução.
Desde o início da semana o número de condutores que buscam levantar as suas habilitações biométricas cresceu, mas todos que entram e saem do INATRO, delegação da Cidade de Maputo, saem desapontados.
Sem acesso ao interior da instituição, O País encontrou nas imediações da delegação do INATRO, condutores que procuram cartas biométricas há três anos.
“É constrangedor vir aqui todos os dias e sempre averbamento 90 dias”, desabafou Geronea Sambo, uma utente com carta provisória emitida a 20 de Março de 2023. “É melhor voltar a carta antiga, porque a biométrica não estão a conseguir” pediu outro utente, Narciso Sitoe, apelando a melhor coordenação entre entre a polícia de trânsito e INATRO.
“Se passar três dias após os aumentos improvisados que INATRO atribui de 90 em 90 dias, e a polícia de interpelar na estrada, são problemas. O INATRO deve dizer à polícia que não estão a conseguir ser céleres”
Para esta materiais, o INATRO não aceitou gravar entrevista. A divisão de comunicação institucional disse ter dado uma suficiente conferência de imprensa no último dia 27 de janeiro, e a instituição continua com esforços de duplicação da capacidade de produção, de 750 para 1500 cartas diárias.
A cidade da Matola celebrou, ontem, 54º aniversário de elevação a esta categoria, com olhos postos no combate à corrupção, inundações urbanas e ao desemprego.
Uma cidade em expansão, que cresce em extensão e população.
Somando a cidade cimento e os bairros de expansão, a população da Matola chega a atingir 1.5 milhões de pessoas, sendo agora a mais populosa do País.
Considerada cidade industrial, o seu crescimento é marcado por desafios antigos, alguns deles sobejamente conhecidos: desemprego, criminalidade urbana, transporte e gestão de resíduos sólidos…Mas não é de desafios que pretendemos falar.
Em meio a desafios, Matola parou nesta quinta-feira, para celebrar os 54 anos de elevação à categoria de cidade.
Após a deposição de flores na praça dos herois local, o Edil da Matola reiterou se tratar de uma efeméride celebrada com tristeza.
“Celebramos esta efeméride num momento particularmente marcado pelos impactos das inundações severas que assolaram a nossa Cidade, afectando 62.580 pessoas, das quais 2.684 ficaram alojadas em 11 Centros de acomodação temporária, com registo de 4 óbitos. Os impactos estendem-se igualmente em danos a infraestruturas sociais e económicas com destaque para 4 unidades sanitárias, 6 escolas, 10 estradas profundamente danificadas, entre outros”, listou Júlio Parruque.
Prejuízos à parte, Júlio Parruque decidiu fazer uma autoavaliação dos dois anos de Governação municipal. Os municípios receberam elogios na contribuição tributária.
“Recalcar a nossa gratidão e felicitação aos Matolenses e a todos que de forma mais dedicada contribuíram para o nosso bom desempenho em 2025 com um crescimento de 103.80% de receita global até o mês de Setembro quando comparado com o ano de 2024”, disse Parruque”, mas há muito que Parruque diz que já fez por Matola, nestes dias.
“Construímos ao longo desse tempo, mais de 35 km de estradas urbanas, a nossa rede viária cresceu em cerca de 18 por cento. Estamos a concluir a estrada Sidwava-Mwanatibjana (asfalto), zona-verde – dlhavela (pave), Muhalaze-mgodlhoza-Mukhatine (asfalto), são mais de 20 km de estradas em obras de conclusão”.
A gestão de resíduos sólidos, gestão de águas da chuva e o desemprego juvenil compõem a lista dos desafios reconhecidos pelo Edil.
“Implementamos em 100 por cento a iniciativa Avante Jovem. São 7.5 milhões de meticais que entregamos à juventude, anualmente. Criamos mais 150 postos de emprego para a Polícia Municipal: mais do que emprego é o dever de servir ao município, mas queremos acabar com os ruídos de que há venda de vagas para acesso à PM, isso é crime. Queremos eliminar”, disse, ameaçando levar à barra do tribunal todos aqueles que se envolvem em esquemas.
Para reforçar a recolha do lixo, o Município da Matola entregou 11 viaturas de recolha de lixo e de inertes, três viaturas de fiscalização para a polícia municipal e duas motobombas, para reforçar a sucção de águas.
Foi igualmente inaugurado um posto de abastecimento de combustível, com participação do Município da Matola. E o transporte público é o principal beneficiário.
O Governo provincial apela aos outros municípios da província a apostarem neste tipo de investimentos para a subsistência das autarquias.
A selecção nacional de Futsal do nosso país defronta domingo a sua similar da Mauritânia em partida da segunda mão da segunda e última eliminatória de acesso ao Campeonato Africano das Nações deste ano.
O combinado nacional entra para este jogo com vantagem de um golo em relação ao jogo da primeira mão, onde venceu em Marrocos por 4-3, de reviravolta.
Nadir Narotam, seleccionador nacional, disse ter tirado boas ilações do jogo da Mauritânia e que ao longo desta semana, nos trabalhos de preparação para o jogo da segunda mão, iria trabalhar os aspectos que foram negativos em Casablanca.
As falhas na defensiva e as hesitações no ataque são dos aspectos que Narotam vem ensaiando na equipa nacional, por forma a que as tremedeiras que aconteceram em Casablanca não voltem a acontecer em casa.
Entretanto, os jogadores mostram-se motivados e ansiosos em defrontar o adversário deste domingo, com convicção de voltar a vencer e apurar-se para a fase final do Campeonato Africano das Nações de Marrocos, ainda este ano.
No jogo da primeira mão, em Marrocos, casa emprestada da Mauritânia, Moçambique esteve a perder, mas soube reerguer-se e dar a volta ao resultado, com dois golos de Caló, um de Idelson e outro de Danny, deixando a confirmação ou não da qualificação para a segunda mão, este domingo, no pavilhão da Liga Desportiva de Maputo, a partir das 16:30h.
As sete selecções que irão se juntar aos marroquinos na fase final do CAN de Futsal serão conhecidos este fim-de-semana quando acontecerem os jogos da segunda mão da última eliminatória, com Líbia, Angola, Tanzania, Moçambique e Argélia em vantagem nos seus jogos, enquanto outros dois jogos estão em abertos.

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