O activista social e Director Executivo do Centro para Democracia e Direitos Humanos (CDD), Adriano Nuvunga, foi condenado a pagar uma indemnização de um milhão de meticais a Albino Forquilha, na sequência de um processo por calúnia e difamação.
O caso tem origem nas acusações segundo as quais Albino Forquilha teria recebido 219 milhões de meticais para alegadamente influenciar ou “vender” aquilo que, no contexto das eleições gerais de 2024, ficou conhecido como a “verdade eleitoral”. Na altura, Adriano Nuvunga submeteu uma participação à Procuradoria-Geral da República (PGR), solicitando a investigação das alegações.
Após analisar o caso, a PGR decidiu arquivar o processo por insuficiência de provas que sustentassem as acusações.
Na sequência do arquivamento, Albino Forquilha avançou com uma ação judicial contra Adriano Nuvunga, acusando-o de calúnia e difamação. O processo foi julgado e, esta quarta-feira, foi lida a sentença que condena Adriano Nuvunga ao pagamento de um milhão de meticais por danos não patrimoniais causados ao queixoso.
A decisão judicial representa o desfecho de um caso que ganhou grande visibilidade pública no contexto pós-eleitoral de 2024.