Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Numa carta dirigida a Temer, Roberto Freire, Ministro brasileiro da Cultura, assegurou que tendo em vista os últimos acontecimentos e a instabilidade política gerada pelos factos que envolvem directamente a Presidência da República, decidiu, com carácter irrevogável, renunciar ao cargo de Ministro de Estado da Cultura. Assim, Freire voltará a ocupar o seu mandato na câmara dos deputados.

Presidente do Partido Popular Socialista, Freire foi anunciado em meados de Novembro como novo ministro da Cultura, em substituição de Marcelo Calero, que deixou o lugar depois de notícias de que recebeu pressões para aprovar um plano urbanístico.

Freire demitiu-se um dia depois do ministro das Cidades, Bruno Araújo, do Partido da Social Democracia Brasileira ter anunciado também a sua saída do Executivo devido às polémicas sobre envolvimento do Presidente da República em escândalos de corrupção.

O Presidente Michel Temer foi gravado por empresários da empresa JBS, grande produtora de carnes do Brasil, a concordar com um alegado pagamento de subornos ao ex-deputado Eduardo Cunha, condenado por envolvimento nos esquemas de corrupção na Petrobras.

A renúncia dos ministros acontece numa altura em que se multiplicam protestos contra a permanência no poder de Temer apesar de acusações de que é alvo sobre seu envolvimento em actos de corrupção.

 

 

Algumas linhas de investigação, de facto, usam embriões humanos causando a sua destruição. Mas nenhum fim, por muito nobre que seja como a possibilidade de ser útil para ciência, para outros seres humanos ou para a sociedade, pode justificar a destruição de embriões humanos", disse o Papa Francisco, citado pela Lusa, perante um grupo de pessoas que espera por uma cura.

O Papa falava durante uma audiência a um grupo de pessoas com Huntington, uma doença neurodegenerativa de origem genética e hereditária, que participa num colóquio dedicado à doença, e manifestou "solidariedade com a América do Sul", onde esta tem uma incidência 500 a 1000 vezes maior em relação a outras regiões do mundo.

Francisco recebeu na ala Paulo VI, doentes e associações que se ocupam da alteração genética mortal, que não tem cura e que afeta 2,7 em cada 100 mil pessoas no mundo.
Ao dirigir-se à especialistas em genética e cientistas presentes, Papa Francisco elogiou quem se dedica a estudar e a procurar uma cura para a doença.

"É óbvio que se olha para o vosso trabalho com muita expetativa: a esperança de encontrar um caminho para a cura definitiva da doença depende dos vossos esforços, mas também para melhorar as condições de vida destes irmãos", disse.

Por demasiado tempo, disse Francisco, os medos e as dificuldades que têm caracterizado a vida das pessoas com doença de Huntington têm criado à sua volta mal-entendidos, barreiras, e autênticas marginalizações, e em muitos casos, os doentes e as suas famílias têm vivido o drama da vergonha, isolamento e abandono.

Huntington é uma doença degenerativa do sistema nervoso central, causada pela perda de células numa parte do cérebro (gânglios da base). Esta perda afecta a capacidade cognitiva, o equilíbrio emocional e a motricidade.

Os sintomas surgem muito gradualmente, geralmente entre os 30 e os 50 anos. No entanto, a doença pode por vezes atingir crianças e idosos.

Os manifestantes empunharam cartazes e bandeiras a exigir a realização de eleições directas, ao mesmo tempo que gritaram: "Fora Michel Temer".  Consta que o empresário Joesley Batista, acionista da empresa JBS, gravou uma conversa na qual o Presidente brasileiro, Michel Temer, o autoriza a pagar um suborno pelo silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha, condenado por participação no esquema de corrupção na Petrobras.

Na sequência da manifestação, a Polícia fechou parte da avenida Paulista ao trânsito. Pouco antes da meia-noite, os manifestantes começaram a abandonar a avenida, que foi reaberta ao trânsito.

Os manifestantes que entoavam cânticos e ostentavam dísticos exigem responsabilização criminal do actual presidente do Brasil que é implicado nas novas revelações sobre a maior investigação de corrupção e lavagem de dinheiro denominada Operação Lava Jato.

Por sua vez, Michel Temer disse que jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio de ex-deputado Eduardo Cunha, num comunicado divulgado pelo Palácio do Planalto.

No comunicado, o chefe de Estado brasileiro afirmou que "não participou e nem autorizou qualquer movimento com o objectivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar".

 

A situação foi abordada, ontem, num encontro do Comité de Auditoria sobre Saúde Materna e Infantil do Município de Luanda, dirigido pela vice-presidente da Comissão Administrativa da Cidade de Luanda para a Área Política, Social, Assuntos Comunitários e Ambiente, Mara Quiosa.

Durante o encontro foram apresentados dados referentes a Janeiro, período em que foram contabilizadas 29 casos de mortalidade materna nas duas principais maternidades da capital angolana.

Segundo a responsável, dos casos avaliados no encontro, chegou-se à conclusão que a chegada tardia às unidades sanitárias é também uma das causas de mortes de mulheres grávidas.

“Tivemos casos de jovens que estiveram durante uma semana a receber tratamento tradicional e só depois de a família ter verificado o agravamento do estado de saúde é que acorreram ao hospital”, apontou.

Para a responsável, o recurso primeiro ao tratamento tradicional deve-se a factores culturais e não a falta de condições nas unidades hospitalares.

“Nós, enquanto africanos, ainda temos essa cultura e damos uma atenção especial àquilo que é o tradicional, por isso não acorremos de forma imediata às nossas unidades hospitalares, pelo que temos estado a orientar e temos verificado que se tem estado a cumprir, aquilo que é a sensibilização para que recorram aos nossos postos de saúde”, salientou.

Mara Quiosa disse que é preciso admitir-se também que o atendimento em muitas unidades hospitalares tem sido feito de forma tardia, devido às enchentes que as mesmas registam.

“É preciso divulgarmos mais que os centros de saúde, a nível dos distritos, também realizam esse tipo de trabalho”, disse.

Além da malária, os inquéritos que vêm sendo realizados, permitiram identificar, igualmente, como causas de mortalidade materna, os abortos quer provocados, quer espontâneos, e casos de eclampsia: perturbação da gravidez em que se verifica hipertensão arterial grave, que também se está a verificar em mulheres bastante jovens.

Por sua vez, a responsável pela área de saúde reprodutiva no município de Luanda, Ágata Capimgâlã, referiu que as mortes infantis têm na sua maioria como causas as infecções e o tétano neonatal

O elevado número de adolescentes grávidas constitui também uma preocupação, segundo avançou aquela parteira especializada, indicando que só em Janeiro e em apenas uma unidade hospitalar registaram-se mais de 15 grávidas com idades até aos 15 anos.

O próximo encontro do referido comité multissetorial está previsto para Julho.

 

Uma mina de ouro explodiu na cidade de Welkom, na última quinta-feira, e fez pelo menos 24 vítimas mortais. A informação foi divulgada, hoje, pelas autoridades sul-africanas. A mina era explorada de forma ilegal e não se sabe o número de pessoas que estavam dentro dela durante a explosão, adiantaram as autoridades locais.

“Os resgates continuam”, assegurou a Polícia, prevendo-se que mais vítimas sejam encontradas. “A empresa de segurança da mina continua a fazer buscas. Porém, neste momento, não temos a identificação da maior parte dos mortos. Alguns corpos têm etiquetas de nome, por isso conseguimos identificar”, disse o porta-voz da Polícia, Coronel Thandi Mbambo.

Suspeita-se que uma fuga de gás pode ter dado origem à explosão. Contudo, as autoridades vão continuar a investigar para apurar as reais causas do acidente.
A mina, de nome Eland Shaft, pertence à empresa Harmony Gold e localiza-se na cidade de Welkom.

O chefe de Estado da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, reúne-se hoje pela primeira vez com o Presidente dos EUA, Donald Trump, com o objetivo de reaproximar os dois países e convencê-lo a não fornecer armamento às milícias curdas da Síria, escreve a Lusa.

"Encaro esta visita como um novo começo na relação turco-norte-americana", disse Erdogan antes da deslocação a Washington, que se prevê complicada para os interesses turcos.

A relação entre a Turquia e os Estados Unidos degradou-se na sequência da decisão de Washington em fornecer armamento pesado às milícias curdas da Síria Unidades de Proteção Popular (YPG) para a ofensiva contra Raqa, ‘capital’ do grupo jihadista Estado Islâmico (EI).

A Turquia define o YPG como uma formação "terrorista" pelos seus vínculos à guerrilha do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) que actua no sudeste da Turquia, onde se concentra a maioria da população curda do país.

Os Estados Unidos e a Turquia são aliados na NATO e na Coligação 'anti-jihadista', mas Ancara tem demonstrado crescente preocupação pelos ganhos territoriais das milícias curdas na vizinha Síria e a eventualidade de garantirem um consistente grau de autonomia ou a formação de uma entidade administrativa própria.

 

A empresária Isabel dos Santos desmentiu, ontem, notícias que circularam, semana passada, sobre o agravamento do estado de saúde do pai, o Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, actualmente com 74 anos.

A posição foi assumida em duas mensagens que a empresária e Presidente do Conselho de Administração da petrolífera estatal angolana Sonangol colocou, como o faz habitualmente, na sua conta na rede social Instagram, nas últimas horas.

Numa das mensagens questiona com que propósito continuar a insistir em divulgar notícias falsas sobre a saúde do Presidente de Angola.

Numa cerimónia marcada para as 10 horas de Paris, mesma hora de Maputo, no Palácio do Eliseu, sede da presidência francesa, Emmanuel Macron tomou posse, hoje, como Presidente da República de França. No discurso de investidura, o novo presidente afirmou que os franceses elegeram o espírito da esperança e da conquista, e sublinha que o mundo e a Europa nunca precisaram tanto de uma França forte e segura do seu destino, como agora.

Macron quer devolver a confiança aos franceses, a quem disse que o país não está em declínio e prometeu não ceder em nenhum dos compromissos que assumiu na campanha, escreve a imprensa internacional.

Num discurso com frases fortes sobre o futuro o novo presidente, que fará a sua primeira viagem oficial esta segunda-feira à Alemanha, para se reunir com Angela Merkel, deixou mensagens para dentro e para fora do país.

O trabalho será libertado, as empresas apoiadas, os franceses e as francesas vão estar mais protegidos. Aquilo que fez da França um país onde se pode viver sem medo será fortalecido. A Europa de que precisamos será refundada e relançada. As nossas instituições devem reencontrar a eficácia. A França só será um modelo para o mundo se for exigente consigo própria. O mundo inteiro estará atento à palavra da França. Daremos em conjunto o exemplo de um povo que sabe afirmar os seus princípios: a democracia e a República, disse Macron.

Na hora da despedida, o antigo presidente, François Hollande faz um balanço positivo do seu mandato, sublinhando que apesar de todas as crises a França continuou a ser a França, e que está bem melhor do que o país que encontrou em 2012 quando sucedeu a Nikolas Sarkosy. O socialista Hollande termina o mandato como o presidente mais impopular da história de França desde 1979, com 83% de impopularidade.

Aos 39 anos, Emmanuel Macron torna-se o presidente mais jovem da história de França. Candidatou-se como independente, e apostado na renovação da política francesa, foi eleito há uma semana com 66,1% dos votos, derrotando a candidata da extrema-direita, Marine Le Pen, que obteve 33,9%. O novo presidente deverá indicar o seu primeiro-ministro no início desta semana.

 

O presidente da Somália chegou, ontem, a um acordo com a comunidade internacional para estabilizar o frágil Estado do Corno de África e que tem como principais objectivos reforçar a segurança, lutar contra a fome e relançar a economia.

Segundo o jornal Noticias ao Minuto, Mohamed Abdullahi Mohamed saudou o que qualificou como um “dia histórico para a Somália”, após a celebração do acordo, em Londres, entre Mogadíscio e cerca de 40 delegações e instituições como o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional ou a Liga Árabe.

Também presentes estiveram o secretário-geral das Nações Unidas, o antigo primeiro-ministro português António Guterres, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, James Mattis, e a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini.

“Os objectivos são ambiciosos, mas não alcançá-los não é opção”, declarou o presidente da Somália, também conhecido como Farmajo.

A Somália e os seus parceiros chegaram a um pacto de segurança de 17 páginas, que visa estabelecer os alicerces de um país com paz e próspero. Uma das coisas que prevê é que o exército somaliano assuma a segurança do país africano.

Farmajo apelou para um levantamento, num futuro próximo, do embargo de armas imposto ao seu país, considerando que o conflito pode durar outra década, caso o exército não tenha armas mais modernas para combater a insurreição armada do grupo extremista islâmico al-Shabab.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos reuniu-se, ontem, com o presidente da Somália e disse aos jornalistas que Washington continuará a apoiar a infantaria somaliana com equipamentos não letais.

“Há, sem dúvida, uma esperança renovada, fundada na eleição de alguém que parece ser um bom líder tanto pela sua compreensão das necessidades em matéria de segurança militar, como em questões económicas”, disse o secretário de Defesa norte-americano.

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE