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O País – A verdade como notícia

Morreu, hoje, o empresário Américo Amorim, proprietário do Banco Único, na sequência de complicações de saúde que o afectavam há algum tempo, escreve o Jornal de Notícias.

Américo Amorim era o homem mais rico de Portugal e a sua fortuna aumentou para 4,4 mil milhões de dólares (4,09 mil milhões de euros) em 2017, segundo a lista das pessoas mais ricas do mundo divulgada pela revista "Forbes".

Américo Amorim, 82 anos, ocupava no ano passado a oposição 369 da lista e este ano surgia na posição 385, uma descida de 16 lugares, apesar de a sua fortuna ter aumentado de 4,1 mil milhões de dólares para 4,4 mil milhões de dólares.

Em Moçambique, o Grupo Amorim lançou o Banco Único, em Agosto de 2011, um banco universal de retalho que se propõe tornar-se uma instituição bancária de referência no país.

O empresário, que faria 83 anos no próximo dia 21, ficou conhecido como o "rei da cortiça" graças ao império que entretanto criou. A Corticeira Amorim é hoje a maior empresa mundial de produtos de cortiça.

Actualmente, de acordo com o Expresso, o Grupo Américo Amorim está organizado em seis áreas de negócio (cortiça, floresta, energia, sector financeiro, imobiliário e luxo), operando nos cinco continentes. A joia mais valiosa é a participação na Galp (18,4%) e da sua evolução bolsista (valor atual de 10,1 mil milhões depende em boa parte o cálculo do seu património. Na cortiça, detém 45% da Corticeira, avaliada pelo mercado em 1,65 mil milhões.

O ex-Presidente brasileiro reagiu à condenação de nove anos e meio, pelo juiz Sérgio Moro. Falando em directo esta tarde, Lula disse que vai recorrer da decisão juiz por todas vias legais. E Lula não ficou por aí. Desafiou a todos os seus inimigos a apresentarem uma prova, um papel com assinatura sua que o incriminasse.

Além disso, Lula da Silva anunciou que vai reivindicar ao seu PT o direito de lhe colocar como candidato às futuras eleições do Brasil, porque, para o ex-Presidente, o povo brasileiro precisa ser governado por quem conhece a sua alma. “Estou disposto a brigar do mesmo jeito que há trinta anos, agora, com mais experiência. Quem acha que é o fim de Lula, vai quebrar a cara”, garantiu.

Lula da Silva foi condenado pelo juiz Sério Moro nesta quarta-feira (12), pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no âmbito da Operação Lava Jato.

 

A investigação do caso Lava Jato havia sido aberta com base na delação premiada do ex-senador Delcídio do Amaral. Na altura, o ex-senador disse em depoimento aos investigadores da Lava Jato que Lula da Silva tentou persuadir os senadores Edson Lobão e Renan Calheiros a criar um gabinete de crise para conter os avanços da operação, que investiga os crimes cometidos na petrolífera estatal Petrobras e noutras instituições públicas do Brasil.

Conforme avançou a impressa brasileira, volvidos vários meses de investigação, o procurador Ivan Marx diz não haver provas da existência da tentativa de embaraço às investigações e pede arquivamento do processo.

"Não havendo nenhuma corroboração para a versão apresentada pelo delator, e nem mesmo a possibilidade de buscá-la por outros meios, o arquivamento dos autos é medida que se impõe", lê-se no pedido redigido pelo procurador.
Este não é o único processo que envolve o ex-Presidente Lula da Silva e o ex-senador Delcídio na Justiça brasileira.

O ex-Presidente é acusado de ter recebido vantagens indevidas da construção OAS através da compra de um apartamento de luxo na cidade de Guarujá. E também de ter recebido um terreno da construtora Odebrecht como forma de suborno para, em troca, favorecer os interesses da empresa perante o Governo brasileiro.

Recorde-se que Lula da Silva sempre negou todas as acusações contra si e declarou, em diversas oportunidades, que é vítima de perseguição de membros da operação Lava Jato e do aparelho judicial brasileiro.

 

O ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, foi condenado pelo juiz Sério Moro nesta quarta-feira (12) pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no âmbito da Operação Lava Jato, escreve a imprensa brasileira, nomeadamente O Globo e R7.

Em seu despacho, Moro informou que "considerando que a prisão cautelar de um ex-Presidente da República não deixa de envolver certos traumas, a prudência recomenda que se aguarde o julgamento pela Corte de Apelação antes de se extrair as consequências próprias da condenação".  

Assim, poderá o ex-Presidente Luiz apresentar a sua apelação em liberdade.

Para determinar a pena de nove anos, Moro considerou que Lula agiu com "culpabilidade extremada" uma vez que os crimes teriam ocorrido em razão de sua posição como Presidente da República.

Esta é a primeira vez que um ex-presidente da República é condenado por corrupção no Brasil.

Segundo avançou o Noticias ao Minuto, a primeira-ministra britânica, Theresa May, convidou, hoje, a oposição a contribuir com propostas políticas, durante a apresentação de um relatório sobre práticas laborais actuais, aludindo à perda da maioria absoluta no parlamento.
 
"Quando encomendei este relatório, eu liderava um governo com maioria absoluta na Câmara dos Comuns e a realidade que agora enfrento como primeira-ministra é diferente", admitiu Theresa May.

"Neste novo contexto, é ainda mais importante fundamentar as nossas políticas e os nossos valores, e vencer a batalha de ideias, tanto no parlamento como no país", admitiu a líder do partido Conservador.

Theresa May foi nomeada líder do partido Conservador há um ano.

A imprensa britânica considera o seu discurso como uma forma de relançamento da sua autoridade política. O discurso foi feito durante o lançamento de um relatório sobre formas de protecção aos trabalhadores da chamada “economia gig”.

A criação de uma nova categoria de trabalhador, o “empreiteiro dependente”, foi uma das propostas de estudo feita pelo Governo, de forma a garantir flexibilidade e segurança laboral.
A primeira-ministra avançou a necessidade de acabar com trabalhos que não pagam impostos.

Pouco depois de Donald Trump, assegurar a nomeação republicana, o filho mais velho do Presidente teve um encontro com a advogada ligada ao Kremlin, para tentar conseguir informações prejudicais sobre Hillary Clinton.

O encontro na Trump Tower com a advogada Russa, Natalia Veselnitskaya envolveu Trump Jr., o cunhado Jared Kushner e Paul Manafort, director da campanha. Segundo o jornal New York Times, Donald Trump Jr. Concordou com a reunião depois de lhe ter sido prometido informação comprometedora sobre a então nomeada democrata, Hillary Climton, citou o Noticias ao Minuto.

A existência deste encontro foi apenas divulgada recentemente aos dirigentes governamentais e confirmada no sábado por representantes de Trump Jr. e Kushner, após um artigo do jornal.

Durante o encontro, a advogada disse ter informações de que "indivíduos ligados à Rússia estavam a financiar o Comité Nacional Democrata e a apoiar Clinton", afirmou e Trump Jr. Porém, Trump Jr. diz que a advogada não tinha nenhuma informação significativa, e o actual presidente dos Estados Unidos não teve conhecimento do encontro.

Segundo o filho do Presidente dos EUA, a conversa com a advogada era sobre a adopção de crianças russas, a ideia de que teria informações uteis à campanha terá sido apenas um pretexto para a reunião.

O papa Francisco manifestou hoje preocupação face à possibilidade de "alianças muito perigosas", especialmente para os emigrantes, entre as 20 maiores economias mundiais, segundo o jornal italiano La Repubblica, citado pelo Notícias ao Minuto.

"Temo alianças muito perigosas entre poderes que têm uma visão distorcida do mundo: América e Rússia, China e Coreia do Norte, Putin e Assad na guerra a Síria", disse Jorge Bergoglio numa entrevista ao jornal.

"O perigo é com a imigração. O nosso principal problema é, infelizmente, crescer num mundo com pobres, fracos, excluídos, e os imigrantes estão incluídos", disse, explicando ser por essa razão que o G20 "o preocupa.

Ontem, o papa enviou uma mensagem aos países do G20, apelando para uma concentração de esforços quanto aos pobres e refugiados, e soluções para evitar conflitos.

Na mensagem enviada à chanceler Angela Merkel, anfitriã do encontro do G20, o papa Francisco pede aos participantes "prioridade absoluta aos pobres, aos refugiados, aos sofredores, aos deslocados e excluídos, sem distinção de nação, raça, religião ou cultura" e que "rejeitem os conflitos armados".

O papa chama também a atenção para a "situação trágica no Sudão do Sul, na bacia do lago Chade, no Corno de África e no Iémen, onde 30 milhões de pessoas não têm comida e água necessárias à sua sobrevivência".

Recordando que os G20 incluem um número reduzido de países, que representam 90% da produção mundial de bens e serviços, o Papa considerou que tal "deve levar os participantes a uma profunda reflexão".

"Os Estados e pessoas que têm menos força na cena política mundial são precisamente os que mais sofrem os efeitos prejudiciais das crises económicas, em relação às quais têm muito pouca ou nenhuma responsabilidade", lamentou.

O terrorismo internacional, a luta contra as alterações climáticas e o comércio livre são alguns dos temas da agenda da reunião do G20.

A Amnistia Internacional culpa a União Europeia pelo crescente número de mortes em torno da crise dos migrantes e refugiados do mediterrâneo. Só este ano, mais de duas mil pessoas morreram na tentativa de chegar à Europa, de acordo com a BBC News.

O Director da Amnistia na Europa, John Dalhuisen, acusou a União Europeia de não ter políticas e estratégias viáveis para pôr fim à crise de refugiados e migrantes que iniciou há mais de três anos.

Dalhusein afirma que, em vez de salvarem vidas e oferecer a protecção, os Ministros da Europa limitam-se a fazer acordos inúteis com a Líbia num desesperado desejo de impedir que os refugiados e migrantes cheguem à Itália.

O Ministro de Negócios Estrangeiros, Angelino Alfano, reiterou o plano de afastar cada vez mais os migrantes e refugiados do território Europeu.

“Para que possamos reduzir o número de pessoas que vêm aqui, na Europa, precisamos reduzir o número daqueles que chegam à Líbia. Não basta o controlo da fronteira do Norte da Líbia, o mar, mas também um maior controlo de suas fronteiras do Sul para diminuir o número de migrantes e refugiados que entram na Líbia. Este é o ponto crucial que gostaria de enfatizar”, disse o Ministro na conferência de imprensa sobre imigração.

As três principais rotas usadas por migrantes e refugiados de vários países africanos em direcção à Europa desencadeiam na Líbia. É naquele país onde milhares de refugiados e migrantes ficam vulneráveis à tortura, abuso sexual e afogamento no processo da travessia.

 

O Centro de Informação de Assistência Social e de Saúde, um ramo do departamento de Saúde da Inglaterra (NHS Digital), divulgou 5 391 casos de mutilação genital feminina presenciados na Inglaterra desde Abril de 2016 a Março de 2017.

O relatório anual mostra que 95% das mulheres e meninas foi submetida à mutilação genital antes de ter atingido 18 anos de idade.

Dos casos, 112 referem-se a mulheres e crianças nascidas no Reino Unido e 175 envolvem mulheres vindas da Ásia. Maior parte dos casos foi denunciada, como um dever legal, por parteiras e médicos que trabalham nas maternidades e unidades obstétricas do Reino Unido.  

“Requer a coragem para denunciar essas práticas ilegais, pois muitas pessoas sentem vergonha ou medo de ser consideradas traidoras pelos familiares e amigos. Mas todos nós precisamos quebrar o silêncio que cobre a mutilação genital para protegermos mais crianças”, encorajou a NSPCC, uma organização inglesa que visa reconstruir a vida das crianças abusadas e protege-las de mais riscos.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a mutilação genital femenina é a remoção total ou parcial do clitóris. Mas, também, pode ser considerada como retirada do lábio inferior da vagina com ou sem excisão do lábio superior, assim como toda modificação da genitália feminina sem o propósito médico, incluindo a colocação do piercing, incisão, raspagem e cauterização. Desta prática, pode ocorrer sangramento prolongado, morte, contração de infecções e complicações durante o parto.

As comunidades praticantes da mutilação acreditam que as mulheres mutiladas perdem o desejo de manter relações sexuais fora do casamento, aumentam a fertilidade e que o contacto com a clitóris é fatal para uma criança.

A Convenção sobre os Direitos da Criança, assinada em Setembro de 1990, considera a mutilação genital feminina um acto de tortura e abuso sexual.

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