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O País – A verdade como notícia

Os presidentes do Egipto, Abdul Fatah Al-Sisi, e Ruanda, Paul Kagamé, defenderam, hoje, a aposta numa maior integração regional para reduzir a dependência externa e promover o desenvolvimento sustentável do continente africano. Estas foram as notas de destaque dos discursos que marcaram a abertura oficial do II Fórum África, que decorre em Sharm El Sheik, no Egipto.

“Precisamos reforçar a nossa coesão e integração económica, como forma de garantirmos o desenvolvimento conjunto, explorando as potencialidades existentes em cada um dos nosso países. Só assim poderemos desenvolver a África sem depender de terceiros”, disse o presidente do Egipto.

Por sua vez, o presidente de Ruanda referiu-se ainda à melhoria do ambiente de negócios como forme de facilitar a integração do sector privado. Para  Kagamé, os governos têm um grande papel para tornar os mercados africanos mais atractivos.

Moçambique está representado no II Fórum África pelo Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, que vai intervir amanhã. Rosário manteve, no Egipto, um encontro de cortesia com o Primeiro-Ministro interino daquele país.  

 

 

 

Donald Trump, Presidente dos EUA, voltou a ser o centro das atenções ao reconhecer, ontem, Jerusalém como capital de Israel, afirmando que "há muito que já deveria ter sido tomada" a decisão.

O anúncio do Presidente norte-americano, que foi recebido por uma onda de contestação diplomática na Europa e no Médio Oriente, representa uma roptura com décadas de neutralidade da diplomacia norte-americana na questão israelo-palestiniana, conforme informa Notícias ao Minuto.

Reagindo aos pronunciamentos de Trump, o Presidente francês, Emmanuel Macron, condenou, hoje, a "decisão unilateral" de Estados Unidos reconhecer Jerusalém como capital de israelita. "A questão de Jerusalém é uma questão de segurança internacional. A solução só pode ser encontrada através de negociações entre israelitas e palestinianos sob a égide da ONU", disse Macron aos jornalistas durante uma visita ao Qatar, avança a Lusa.

Classificando a opção norte-americana de reconhecer Jerusalém capital de Israel como uma "decisão unilateral", Macron disse: "Não partilho desta decisão e desaprovo-a". E ainda afirmou que a França continua a defender "uma solução de dois Estados, israelita e palestiniano, com Jerusalém como capital de ambos".

O presidente francês chegou hoje a Qatar para uma visita de um dia, numa altura em que aquele país do Golfo enfrenta o isolamento e o boicote de alguns dos seus vizinhos árabes.

De acordo com a Lusa, citada por Notícias ao Minuto, Donald Trump também anunciou que vai dar ordens ao Departamento de Estado para mudar a embaixada dos EUA de Telavive para Jerusalém.

 

Depois das últimas posições jihadistas nas duas margens do rio Eufrates terem sido tomadas e destruídas, o presidente russo, Vladimir Putin, declarou, ontem, o fim do Estado Islâmico na Síria.

Em confirmação, o Chefe do Estado-Maior do Exército russo, assegurou que todo o território sírio estava livre daquele grupo extremista, graças às ofensivas levadas a cabo pelas forças militares russas, sírias e curdas. Aproveitando a ocasião, o chefe do Estado-Maior criticou a intervenção dos Estados Unidos na Síria que havia permitido o Estado Islâmico ocupar 70% daquele território.

Sobre um futuro acordo político na Síria, Vladimir Putin identificou como prioridade o reforço das zonas desmilitarizadas e, só depois, a redacção de uma nova Constituição e a realização de eleições parlamentares e presidenciais.

A propósito das eleições, Putin garantiu que vai concorrer ao quarto mandato presidencial, em em Março de 2018.

Com uma taxa de popularidade de 80%, Putin tem quase uma vitória garantida e poderá permanecer no poder até 2024.

 

Empossado a 24 de Novembro, depois da demissão de Robert Mugabe, Emmerson Mnangagwa está na mira dos críticos pela formação do seu Executivo.

Analistas e cidadãos zimbabweanos esperavam um Governo mais abrangente, que rompesse com a era Mugabe. Mas Mnangagwa reciclou vários oficiais e dois nomes, em particular, estão a causar descontentamento: o do titular da pasta dos Negócios Estrangeiros, Sibusiso Moyo, que a 15 de Novembro anunciou a intervenção militar na televisão estatal, e o de Perrance Shiri. O novo Executivo deverá ser empossado segunda-feira.

Entretanto, o líder da oposição zimbabweana, Morgan Tsvangirai, considera que o novo Presidente do Zimbabwe tem muito pouca margem para ir ao encontro das expectativas de mudança no país, sobretudo a um ano das eleições.

Para Tsvangirai, o novo Presidente terá muitas dificuldades em convencer seja quem for de que a nova liderança do país vai melhorar a situação rapidamente, sobretudo a crise económica que assola Zimbabwe.

 

Milhares de togoleses tomaram, ontem, as ruas da capital Lomé, pela terceira vez em uma semana, para pedir a demissão do Presidente Faure Gnassingbé.

Gnassingbé, que está no poder há 15 anos, prometeu em Novembro que o seu Governo discutiria com os grupos da oposição dentro de algumas semanas, mas, desde então, não houve reacções.

Os partidos da oposição estão a manifestar-se para que seja adoptado no país o limite de dois mandatos presidenciais, aplicado retroativamente, para prevenir que o actual presidente se perpetue no poder.

O Presidente do Gana, Nana Akufo-Addo, e da Guiné-Conacri, Alpha Condé, têm estado a intervir para que haja uma abertura para as negociações em ambos os lados.

Por outro lado, a oposição garante que as manifestações vão continuar até que suas exigências sejam atendidas pelo Governo.

Os protestos, que ocorrem desde Agosto em várias cidades do Togo, são organizados por uma coligação de 14 partidos da oposição, que dizem que só vão aderir ao diálogo quando o Governo libertar seus apoiantes detidos.

 

 

Reunidos na Costa do Marfim, líderes europeus e africanos decidem levar a cabo operações de evacuação para ajudar migrantes vítimas de tráfico humano em campos na Líbia.

O anúncio foi feito pelo presidente da França, Emmanuel Macron, quem afirmou que o resgate deverá começar nos próximos dias, sem adiantar mais detalhes.

A cooperação foi acordada durante uma reunião, na noite de ontem, na Costa do Marfim, local escolhido para a Cimeira da União Europeia e União Africana, entre 80 Chefes de Estado da Europa e África.

A decisão vem depois de um pedido feito pelo presidente da Costa do Marfim, Alassane Ouattara, para que todas as medidas urgentes sejam tomadas para pôr fim à venda de migrantes africanos como escravos em território líbio.

Segundo Macron, o chefe do governo líbio reconhecido pela ONU, Fayez al-Sarraj, concordou em cooperar, identificando os campos onde as cenas bárbaras foram registadas.

O escândalo na Líbia foi revelado há duas semanas pela emissora americana CNN e chocou o mundo. Imagens feitas com celular mostram homens negros, sendo apresentados a compradores do Norte da África no que seria um mercado de escravos próximo à capital do país, Trípoli.

A quinta Cimeira União Europeia e África está a decorrer, na capital da Costa do Marfim, Abidjan, de olhos postos no futuro da juventude.

A discussão faz-se em torno de propostas como um "Plano Marshall para a reconstrução africana e a criação de um programa Erasmus para jovens empreendedores, ambas avançadas pelo presidente do Parlamento Europeu, António Tajani.

Realizada pela primeira vez na África subsaariana, a cimeira visa alterar o paradigma do desenvolvimento no continente africano, virando-se para as novas gerações que, através das novas tecnologias, poderão dar um novo impulso para o avanço económico nos 54 países.

O plano de investimentos externos da União Europeia prevê um investimento de 3,4 mil milhões de euros em África.  

Alta Representante para a Política Externa e Segurança, Federica Mogherini, mostrou-se esperançada que este instrumento possa alavancar investimentos privados na ordem dos 44 mil milhões de euros em cinco áreas prioritárias.

O ponto de partida da cimeira é, na vertente demográfica, que aponta que, até 2050, África terá mais de dois mil milhões de habitantes, e mais de metade da população terá menos de 25 anos. Na visão dos chefes de Estado que participam da cimeira, África deve ser capaz de garantir um futuro aos jovens.

 

A guarda costeira líbia efectuou duas operações de resgate ao largo de Garaboulli, a 60 quilómetros a leste de Tripoli. No local das operações, foram descobertos dois barcos que naufragaram devido às condições climáticas.

A Guarda costeira conseguiu resgatar 60 pessoas no primeiro barco e 140 no segundo. Foram ainda recuperados 31 corpos no mar.

Os sobreviventes foram levados para uma base naval em Tripoli, onde as autoridades forneceram água, alimentos e assistência médica.

A Organização Não-Governamental francesa SOS Méditerranée anunciou mais tarde que recolheu nas águas internacionais, também ao largo das costas líbias, mais de 400 pessoas a bordo de um barco de madeira muito danificado.

Em paralelo, efectivos da guarda costeira italiana referiram que 1.500 pessoas foram salvas na quinta e sexta-feira.

O naufrágio de ontem ocorreu alguns dias após a difusão pela cadeia televisiva norte-americana CNN de um documentário que demonstrava a existência de venda de escravos, migrantes, perto de Tripoli, e que provocou uma vaga de indignação a nível internacional.

 

 

Pelo menos 305 pessoas morreram, incluindo 27 crianças, e outras 128 ficaram feridas num atentado numa mesquita, que foi perpetrado, ontem, em dia de oração muçulmana com recurso a explosivos instalados em redor da mesquita, avança a RTP.

Depois das detonações seguiram-se disparos de espingardas automáticas, a partir de vários veículos todo-o-terreno, contra os fiéis que procuravam fugir.

Hoje, o Egipto começou a observar três dias de luto nacional para homenagear as mais de três centenas de vítimas mortais do atentado da véspera contra uma mesquita do Sinai-Norte. Escassas horas depois de o Presidente do país, Abdel Fattah al-Sissi, ter prometido “vingar os mártires”, a aviação militar atacou o que foi descrito como posições jihadistas na região.

As suspeitas das autoridades egípcias recaem sobre o Estado Islâmico, responsável por inúmeros ataques do passado recente

A Procuradoria egípcia revelou, entretanto, que os autores do ataque – “entre 25 a 30” homens – transportavam bandeiras do Daesh.

A mesquita atingida é frequentada por fiéis da corrente sufista, ramo místico do Islão insistentemente condenado pelo Daesh.

Poucas horas depois de o Presidente egípcio ter prometido retaliar com mão de ferro, foram lançadas sucessivas vagas de bombardeamentos aéreos sobre alegadas posições islamitas no Sinai-Norte.

O ataque foi condenado à escala internacional. O Secretário-Geral da ONU considerou-o Horrífico. O Papa diz ter ficado chocado e manifesta a sua “solidariedade com o povo egípcio nesta hora de luto nacional”.

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