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O País – A verdade como notícia

O ex-presidente do Zimbabwe, Robert Mugabe, terá conseguido garantir a imunidade diplomática na sequência da sua decisão de abandonar o poder.

Depois de afirmar que queria morrer no seu país e que não tinha planos de viver em exílio, o líder de 93 anos foi garantido que lhe será assegurada segurança para que permaneça na sua residência.

"Para ele foi muito importante saber que terá segurança para permanecer no país, embora isso não o impeça de viajar sempre que queira ou tenha de o fazer", afirma fonte do governo daquele país.

O ex-vice-presidente zimbabwiano, Emmerson Mnangagwa, será empossado na sexta-feira como novo Chefe de Estado do Zimbabwe, anunciou o porta-voz do parlamento zimbabwiano, Jacob Mudenda.

Mnangagwa, cuja exoneração motivou a actual crise política no país, foi escolhido pelo partido no poder para substituir Robert Mugabe, que anunciou ontem a renúncia ao cargo de Presidente do Zimbabwe.

Segundo Mudenda, a União Nacional Africana do Zimbabwe, já notificou o Parlamento da decisão sobre Mnangagwa, cujo regresso é aguardado, hoje, depois de se ter refugiado na África do Sul após ter sido exonerado por Mugabe.

Mnangagwa deverá aterrar cerca das 18h00 locais, numa base aérea militar próximo de Harare, que, segundo a agência Associated Press, é já palco de uma grande concentração de populares que pretendem dar-lhe as boas vindas e felicitá-lo.

"Neste momento, temos pelo menos 50 mortos e muitos feridos", disse Othman Abubakar, acrescentando que o bombista era um adolescente e detonou os explosivos quando se encontrava entre os fiéis reunidos para a oração da manhã, avançou o Notícias ao Minuto.

O 'kamikaze' fez-se explodir entre os fiéis durante as orações da manhã. "Uma quinzena de fiéis morreram e muitos outros ficaram feridos", disse, por seu lado, um responsável da agência de gestão de emergências (Sema) do estado de Adamawa, Haruna Furo.

Apesar de o ataque ainda não ter sido reivindicado, as suspeitas apontam para o grupo extremista islâmico Boko Haram, que está baseado no estado vizinho de Borno e tem sido responsável por numerosos atentados do mesmo tipo.

O histórico líder do partido ZANU-PF, e Presidente do Zimbabwe desde 1980, Robert Mugabe, resignou o cargo de Chefe do Estado, disse o Porta-voz do parlamento Jacob Mudenda, de acordo com a BBC.

O anúncio de Robert Mugabe acontece numa altura em que o parlamento zimbabweano debate a moção de impeachment ao presidente de que deixa o cargo aos 93 anos de idade.

O Supremo Tribunal do Quénia validou, esta segunda-feira, a reeleição do presidente cessante, Uhuru Kenyatta, avança o Euronews.

Os seis juízes da máxima instância rejeitaram, de forma unânime, as duas queixas contra o escrutínio, repetido no passado dia 26 de Outubro.

 

Com a situação política e económica no Zimbabwe a degradar-se, um número elevado de cidadãos daquele país passou a recorrer as províncias do centro de Moçambique para encontrar meios de subsistência. Para estes, com o afastamento de Robert Mugabe do Zanu-FP ontem, novas expectativas são abertas na economia daquele país que em tempos foi uma referência.

“Ficamos satisfeitos com a medida, não podemos impedir em nada. Somos pela restauração da economia.

Queremos que haja dinheiro nos Bancos” disse Kudzanai Tinashe que passou a residir na cidade de Chimoio, devido ao declínio da economia no seu país.

Para alguns, Robert Mugabe não foi de todo um mau, por isso poderá deixar saudades.

É o caso de Gerald Massunda que disse que precisava ainda do Presidente Rober Mugabe no poder, mas os seus procedimentos já estavam a ser incorrectos ao nomear para altos cargos de liderança pessoas das suas relações pessoais.

Presidente do Zimbabwe há 37 anos, Robert Mugabe encontra-se sob forte pressão por parte dos militares para abandonar o poder.

Vice-presidente Emmerson Mnangagwa será o sucessor do Mugabe
Robert Mugabe foi, hoje, afastado da liderança do ZANU-PF e substituído por Emmerson Mnangagwa, durante uma reunião extraordinária do partido, disse à Reuters um dos participantes, citado pelo Diário de Notícias.

O exército assumiu o controlo do Zimbabwe apoiando Emmerson Mnangagwa, o vice-Presidente demitido na última semana pelo chefe de Estado, na sequência de uma intensa campanha da sua mulher, Grace Mugabe, a qual também foi agora afastada do partido.

A influente Liga dos Jovens da ZANU-PF pedira a Robert Mugabe que se demitisse do cargo de Presidente e exigira a "expulsão" de Grace Mugabe do partido no poder no Zimbabwe desde a independência, em 1980.

Cidadãos do Zimbabwe saíram à rua. Alguns traziam cartazes com uma imagem do chefe das Forças Armadas, que, no início desta semana, colocou Mugabe sob prisão domiciliária. No cartaz eram ainda visíveis palavras de apoio: "Go, go, our general!!!" ["Força, general], na tradução livre", conforme noticia Notícias ao Minuto.

Os manifestantes deram bandeiras aos soldados, que as aceitaram e agitaram de seguida. "É como o Natal", disse um dos manifestantes, Fred Mubay, que afirmou que os zimbabweanos estão a sofrer há muito tempo, escreve Notícias ao Minuto.

O Zimbabwe vive pela primeira vez uma divergência aberta entre o Presidente, que dirige o país desde 1980, e o exército.

Robert Mugabe, de 93 anos, o chefe de Estado mais velho em funções a nível mundial, terá pedido mais tempo no decurso das negociações em curso para a sua saída com dignidade. No entanto, de acordo com Notícias ao Minuto, Mugabe está virtualmente sem poder e sem o apoio da maioria dos seus aliados, e as multidões em Harare saíram à rua para deixar claro que o país está pronto para seguir em frente sem ele, acrescenta.

Apesar de se manterem as preocupações sobre quem vai assumir a liderança e sobre as liberdades que vão existir se os militares ficarem no poder – ou se Mnangagwa liderar um novo Governo – a população aproveitou a rara oportunidade para se pronunciar.

Os manifestantes, num evento aprovado pelos militares, esperam que uma grande adesão acelere o fim oficial do Governo de Mugabe, que é amplamente responsabilizado pelo colapso de uma economia que já foi uma das mais ricas de África.

Das ruas cheias de gente soavam buzinas dos carros, apitos e gritos de alegria, enquanto muitos outros mantinham os seus afazeres.

Veteranos de uma longa guerra de libertação contra o governo minoritário branco, e antigos aliados de Mugabe, participaram na manifestação, assim como activistas da oposição que enfrentaram a repressão policial sob o Governo de Mugabe.

 

O exército do Zimbabwe, que controla a capital Harare, anunciou, hoje, que deteve pessoas próximas do Presidente, Robert Mugabe, e congratulou-se pelos "progressos significativos" da sua operação de purga no seio do partido no poder, o Zanu-PF, avança o Notícias ao Minuto.

"Queremos informar à nação de que progressos significativos foram alcançados no âmbito da nossa operação. Detivemos vários criminosos, enquanto outros continuam em fuga", disse o exército num comunicado publicado no jornal estatal The Herald.
Robert Mugabe e as forças armadas tiveram, ontem, uma reunião na sede da Presidência, com a mediação de um sacerdote e enviados do Governo da África do Sul.

Os militares tomaram o controlo do país na madrugada de quarta-feira e, numa mensagem emitida durante a tomada da televisão nacional, disseram que não se tratava de um golpe contra o presidente, mas sim de uma operação contra "criminosos" ligados a Mugabe.

A crise no Zimbabwe foi iniciada com a tomada das ruas da capital, Harare, pelas forças armadas, que mantêm o Presidente, Robert Mugabe, e a mulher, Grace, em regime de prisão domiciliária, além de terem detido vários ministros.

Segundo os meios de comunicação social locais, os militares prenderam pelo menos três ministros com ligações às aspirações políticas da "primeira-dama", Grace Mugabe, que pretende candidatar-se à vice-presidência, após o marido, Robert Mugabe, ter destituído desse cargo Emmerson Mnangagwa.

A crise foi desencadeada precisamente pela exoneração do vice-presidente, tido como um incondicional do partido no poder (ZANU-PF) e veterano de guerra, previsível sucessor de Mugabe.

Informações provenientes da vizinha África do Sul dão conta de que Mnangagwa está a negociar com a oposição zimbabweana e com os veteranos de guerra um governo de transição até às eleições de 2018.

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