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O País – A verdade como notícia

O ex-ministro da Costa do Marfim, Hubert Oulaye foi condenado a 20 anos de prisão por cumplicidade no homicídio de 18 pessoas, incluindo sete soldados das Nações Unidas. O ex-ministro que acabou por regressar a casa depois de os seus advogados terem pedido recurso, considerou que se trata de "uma condenação sem prova" e de "uma condenação política".

A procuradora-gera,l Mireille Kouassi, pediu a prisão dos dois acusados no processo sobre a morte de 18 pessoas num ataque na zona oeste da Costa do Marfim em Junho de 2012, Hubert Oulaye, de 64 anos e que foi ministro da Função Pública do ex-Presidente Laurent Gbagbo na década de 2000, e Maurice Djire, de 37 anos.

"De forma evidente, Hubert Oulaye forneceu os meios financeiros com vista à instalação de uma rebelião no Oeste", afirmou a responsável, considerando que o cúmplice é por vezes mais perigoso que o autor dos crimes.

Mais de dois milhões de eleitores estão inscritos para votar, hoje, na segunda volta das eleições presidenciais na Libéria, que opõem o vice-presidente cessante Joseph Boakai e o lendário jogador de futebol liberiano George Weah, escreve o Notícias ao Minuto.

A data da segunda volta esteve inicialmente marcada para 07 de Novembro, mas questões relacionadas com os vários recursos apresentados, em que se denunciaram ilegalidades eleitorais na primeira votação, realizada a 10 de Outubro último, obrigaram o Supremo Tribunal a remarcar o dia.

Na primeira volta, o senador George Weah e Joseph Boakai não conseguiram obter mais de 50% dos votos, ambos tentam suceder a Ellen Johnson Sirleaf, a primeira mulher eleita chefe de Estado em África e prémio Nobel da Paz em 2011, que está constitucionalmente impedida de se apresentar a um terceiro mandato.

Nos resultados apurados na primeira volta das eleições, que contaram com uma taxa de participação de 75%, o senador George Weah obteve 39% dos votos, à frente de Boakai, vice-presidente cessante e apoiado pelo Partido Unido (UP, no poder), com 29,1%, com os restantes 18 candidatos a dividirem o resto dos votos.

A Libéria, actualmente com cerca de quatro milhões de habitantes, foi fundada e colonizada por escravos americanos libertados com a ajuda entre 1821 e 1822, da organização privada American Colonization Society, na premissa de que os ex-escravos americanos teriam maior liberdade e igualdade nesta nova nação.

O Governo de Israel está em conversações com 10 países para a mudança das embaixadas destes estados para Jerusalém, divulgou hoje aquele executivo, um dia após Guatemala anunciar que iria fazê-lo, seguindo o exemplo dos Estados Unidos.

De acordo com o Notícias ao Minuto, a informação está a ser avançada por meios de comunicação locais, que citam uma entrevista à ministra-adjunta dos Negócios Estrangeiros, Tzipi Hotovely.

Em entrevista à rádio Kan Bet, Tzipi Hotovely revelou a existência destas negociações, mas escusou-se a apontar os países em causa.

Ainda assim, a estação televisiva Canal 10 avançou que, provavelmente, o próximo país a anunciar a mudança da embaixada será as Honduras.

Também em entrevista ao jornal israelita Haaretz, a ministra-adjunta dos Negócios Estrangeiros precisou que estas conversações se centram no reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel, mas não na "alteração imediata das missões diplomáticas".

O Presidente de Guatemala, Jimmy Morales, anunciou, ontem, que o país vai transferir a embaixada que tem em Telavive para Jerusalém, no seguimento da aliança com os Estados Unidos, que reconheceram esta última cidade como capital de Israel.

Guatemala, Honduras, Islas Marshall, Micronesia, Nauru, Palau e Togo aliaram-se aos Estados Unidos para reconhecer Jerusalém como capital de Israel.

Trump anunciou em 06 de dezembro que os Estados Unidos reconhecem Jerusalém como capital de Israel e que vão transferir a sua embaixada de Telavive para Jerusalém, contrariando a posição da Organização das Nações Unidas (ONU) e dos países europeus, árabes e muçulmanos, assim como a linha diplomática seguida por Washington ao longo de décadas.

A questão de Jerusalém é uma das mais complicadas e delicadas do conflito israelo-palestiniano, um dos mais antigos do mundo.

Israel ocupa Jerusalém oriental desde 1967 e declarou, em 1980, toda a cidade de Jerusalém como a sua capital indivisa.

Os palestinianos querem fazer de Jerusalém oriental a capital de um desejado Estado palestiniano, coexistente em paz com Israel.

Jerusalém é considerada uma cidade santa para cristãos, judeus e muçulmanos.

 

O Presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, anunciou que concedeu perdão humanitário ao antigo chefe de Estado, Alberto Fujimori, condenado a uma pena de 25 anos de prisão por abuso de direitos humanos e corrupção, escreve a Lusa, citando uma nota oficial divulgada ontem à noite: “o Presidente do Peru, usando os poderes que lhe são conferidos pela Constituição, decidiu conceder perdão humanitário a Alberto Fujimori e a outros sete presos".

De acordo com um comunicado agora emitido pela Presidência do Peru, uma junta médica avaliou a situação e verificou que Alberto Fujimori, de 79 anos, sofre de "uma doença progressiva, degenerativa e incurável". Fujimori já havia pedido perdão este mês.
No sábado, Alberto Fujimori foi transferido da prisão, onde cumpre uma pena de 25 anos de cadeia, para uma clínica da capital, Lima, devido a tensão arterial baixa e arritmia, anunciou o seu médico.

Alberto Fujimori, presidente do Peru entre 1990 e 2000, cumpre desde 2007 uma pena de 25 anos de prisão por corrupção e crimes contra a humanidade.

 

A celebração do Natal correu de forma trágica, para a família filipina que, hoje, perdeu 20 membros, incluindo seis crianças, num acidente que se deu quando o pequeno autocarro em que se dirigiam para a missa de Natal colidiu com outro maior, na cidade de Agoo.

De acordo com a Lusa, outras nove pessoas a bordo do mesmo veículo ficaram feridas, assim como 17 ocupantes do autocarro maior. Os viajantes deslocavam-se a Manaoag, onde se encontra a igreja centenária de Nossa Senhora do Santíssimo Rosário, um local de peregrinação católica nas Filipinas.

A família filipina estava a viajar a partir da cidade de Bauang, a uma hora de distância de Manaoag, segundo a polícia.

 

A Líbia continua a enfrentar um contexto conturbado, depois da revolta de 2011, que derrubou Muammar Khadafi. Fayez Serraj, Primeiro-Ministro líbio, afirmou, ontem, que a realização de eleições pode resolver a crise política no país, durante um encontro com o ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Angelino Alfano, na capital Tripoli.

Segundo informa a Lusa, Fayez Serraj indicou que a Comissão Eleitoral da Líbia iniciou o registo de eleitores e os preparativos para realizar eleições no próximo ano, depois da aprovação da lei eleitoral e da votação de uma Constituição para o país. Para que a paz seja uma realidade naquele país africano, o representante das Nações Unidas instou os dois governos líbios — o de Tripoli e o de Tobruk (leste), controlado por Khalifa Haftar — a negociar e criar uma instituição transitória que organize os actos eleitorais, apelando às partes para "se absterem de qualquer acção passível de minar o processo político".

Conforme noticia a Lusa, as duas autoridades disputam o poder no país: um governo de união nacional reconhecido pela comunidade internacional, sediado em Tripoli, e uma autoridade que exerce o poder no leste da Líbia, com o apoio do marechal Khalifa Haftar e do autoproclamado Exército Nacional Líbio (ANL), vinculado ao governo em Tobruk.

 

A decisão de Donald Trump reconhecer Jerusalém como capital de Israel levantou um grande debate a nível internacional. Devido à gravidade do assunto, numa disputa que também envolve a Palestina, as Nações Unidas levaram o caso à votação, na qual, a maioria dos países disse “Não” à decisão do presidente norte-americano. A embaixadora dos EUA nas Nações Unidas chegou a dizer, depois dos resultados da votação serem conhecidos, que o seu país iria se lembrar dos que votaram a favor da decisão de Donald Trump.

Neste contexto, de acordo com AIM, Moçambique integra um grupo de 128 países que, quinta-feira, votaram a favor de uma resolução na Assembleia Geral das Nações Unidas que exige dos Estados Unidos o não reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel.

A resolução em causa refere que “qualquer decisão ou acção que tenha o propósito de alterar o carácter, o status ou a composição demográfica da Cidade Sagrada de Jerusalém não terá nenhum efeito legal, será nula, vazia e deverá ser rescindida conforme as resoluções relevantes do Conselho de Segurança”. Por isso, a resolução apela a todos os Estados a absterem-se de estabelecer missões diplomáticas em Jerusalém, de acordo com a resolução 478 de 1980, aprovada pelo Conselho de Segurança.

A votação segue-se a um sinal dirigido ao presidente dos EUA, Donald Trump, quando dias antes os membros do Conselho de Segurança deixaram totalmente isolada a embaixadora dos EUA na ONU Nikki Haley.

Conforme informa AIM, a resolução que convida os EUA a retirar o reconhecimento de Jerusalém como a capital de Israel ganhou o apoio dos restantes 14 membros do Conselho de Segurança, incluindo países normalmente considerados aliados próximos dos EUA, tais como a Grã-Bretanha e França.

A resolução não tem efeito vinculativo, porque os EUA usaram o seu poder de veto. Contudo, a embaixadora americana não conseguiu esconder a sua fúria, descrevendo a resolução como 'um insulto' que os EUA jamais iriam esquecer.

A AIM avança que Trump ameaçou cortar assistência financeira aos países que votassem a favor da resolução da ONU, o que é mesmo que dizer votar contra a sua decisão de reconhecer Jerusalém como capital israelita. O presidente norte-americano afirmou: 'nós vamos economizar muito. Nós não nos importamos. Não será como dantes quando eles podiam votar contra nós e continuarmos a dar-lhes centenas de milhões de dólares. Não vamos permitir que continuem a aproveitarem-se de nós”.

Se Nelson Mandela estivesse vivo, completaria, em 2018, 100 anos de vida, o que, certamente, mereceria uma celebração especial. Ainda assim, mesmo tendo perecido o antigo presidente sul-africano e Prémio Nobel da Paz 1993 (com Frederik de Klerk), a data dos seus 100 anos não vai passar em branco, pois a Assembleia-Geral da ONU decidiu assinalá-la com uma cimeira de alto nível, focada na paz mundial.

Adotada sexta-feira, sem votação, conforme informa a Lusa, a resolução diz que a "Cimeira da Paz Nelson Mandela" vai incluir discursos de altos responsáveis da ONU, da Comissão da União Africana e de Estados-membros, de acordo com a agência de notícias norte-americana Associated Press.

Esta decisão da Assembleia-Geral da ONU surge depois de, em 2009, ter estabelecido 18 de Julho como "Dia Internacional de Nelson Mandela", data do aniversário do histórico líder sul-africano.

Madiba morreu em 05 de Dezembro de 2013, aos 95 anos, vítima de doença prolongada.

 

Entidades religiosas e organizações da sociedade civil moçambicanas condenam a decisão do Governo dos Estados Unidos de América de reconhecer Jerusalém como capital de Israel. As mesmas instituições reiteraram, esta manhã, em Maputo, o seu total apoio à luta do povo da Palestina contra o regime de Israel.

O grupo explica que a luta é contra o regime expansionista de Israel e não contra o povo Judeu.  

Por sua vez, o embaixador da Palestina em Moçambique agradeceu o apoio, dizendo que se trata de um gesto muito nobre por parte do povo moçambicano.

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