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O País – A verdade como notícia

Assinala-se esta quarta-feira o centenário do nascimento do líder da luta anti-apartheid, Nelson Mandela. O director do Instituto sul-africano para Estudos de Segurança (ISS), Jakkie Cilliers, disse que Mandela ficaria muito preocupado com a África do Sul dos dias de hoje.

"O Governo do Presidente Jacob Zuma, associado a corrupção, prejudicou bastante a África do Sul, e a coesão nacional foi afectada. Vai demorar muito até que o país recupere", afirma.

A África do Sul de hoje é vista por muitos analistas como um país em alvoroço, com uma sociedade desgastada pela corrupção, nepotismo e arbitrariedade, escreve a DW.

Cillies acrescentou ainda que, Ramaphosa era um homem de confiança de Mandela, e por isso, foi a primeira escolha do líder anti-apartheid para o suceder na presidência.

"A África do Sul tem de se voltar a unir mais. Ramaphosa tem essa possibilidade, porque é da era de Mandela, embora já tenham sido feitos muitos estragos", disse.

O director do ISS lembra que Mandela se concentrou na reconciliação de uma sociedade dividida pelo ódio racial, mas ficaram por resolver dois grandes problemas: a desigualdade social e a pobreza.

 

O ex-presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, discursou, esta terça-feira, no estádio Wanderers, em Johannesburgo, África do Sul, por ocasião do centenário do nascimento de Nelson Mandela, que se assinala esta quarta-feira.

Obama falou dos ideais do homem que esteve preso por 27 anos e que tornou-se o ícone mundial da luta contra o Apartheid, tendo dito que prevê um mundo onde a distância entre os pobres e os ricos seja reduzida. “Temos que construir e inovar para chegar lá. Estas não são ideias novas, Mandela tinha ideais semelhantes há muito tempo”, referiu, citado pelo News24, e disse acreditar na visão do antigo presidente sul-africano. “Eu acredito na visão de Mandela”.

No entanto, disse que as decisões de quem quer que seja devem ser baseados em factos e acrescentou haver ainda muito por se fazer, no que concerne à justiça, pois “A luta pela justiça básica nunca está verdadeiramente terminada”.

No entanto, disse que as decisões de quem quer que seja devem ser baseados em factos e acrescentou haver ainda muito por se fazer, no que concerne à justiça, pois “A luta pela justiça básica nunca está verdadeiramente terminada”.

O primeiro presidente negro dos EUA diz ter sido inspirado por Obama. “A luz de Madiba brilhou tão intensamente, mesmo daquela cela estreita da Ilha Robben, que no final dos anos 70 ele inspirou um jovem universitário do outro lado do mundo a reexaminar suas próprias prioridades”, acrescentou.

Deu exemplo da selecção francesa, que venceu o Mundial de 2018, para falar de inclusão, um dos ideais sempre defendidos por Mandela. “Nem todas essas pessoas parecem gauleses… mas são francesas! Elas são francesas”, concluiu.

Anualmente, a Fundação Mandela convida uma pessoa de prestígio para discursar no aniversário de Nelson Mandela, que nasceu a 18 de Julho de 1918 e perdeu a vida a 5 de Dezembro de 2013.

Em 1994, Mandela tornou-se o primeiro presidente eleito democraticamente na África do Sul, cargo que ocupou até 1999.

Cerca de 15.000 pessoas, entre as quais Graça Machel e Cyril Ramaphosa  estiveram na cerimónia estádio Wanderers.

A pretensão de adesão à Commonwealth, por parte da Angola, foi manifestada em Junho deste ano, pelo Presidente angolano, João Lourenço. Em Setembro está prevista uma visita de Lindsay Northover a Luanda, enviada especial da primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, para discutir a adesão de Angola à Commonwealth.

"Acolho com muita satisfação o interesse de Angola em aderir à Commonwealth e espero que o assunto seja um tópico de conversação relevante durante a minha próxima visita, em setembro. Em três anos esta será a minha oitava visita a Angola no cargo de Enviada da primeira-ministra britânica para o Comércio com Angola",  escreveu Northover.

Segundo Lindsay Northover, a Agência do Reino Unido para o Financiamento de Exportações (UKEF) tem actualmente uma disponibilidade de até 750 milhões de libras esterlinas (850 milhões de euros) para apoiar projetos em Angola, escreve o Notícias ao Minuto.

 

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a intenção de recandidatar-se à Presidente dos EUA EM 2020. Trump afirmou ainda não vislumbrar nenhum opositor Democrata capaz de vencê-lo.

"Não. Eu não vejo ninguém, conheço todos e não vejo ninguém". escreve o Expresso.

Trump diz que vai recandidatar-se porque é a vontade de todos. "Bem, eu tenho toda a intenção de fazer isso, parece que todo mundo quer que façamos",disse.

O Presidente norte-americano acrescentou que não acredita que um qualquer Democrata o consiga vencer nas eleições daqui a três anos.

 

Uma tentativa de salvar rinocerontes negros, no Quénia, terminou em desastre. Oito rinocerontes negros ameaçados de extinção morreram no Quénia depois que trabalhadores da vida selvagem os transferiram da capital para um novo parque nacional.

Investigações preliminares apontam para o envenenamento por sal quando os rinocerontes tentaram se adaptar à água mais salgada, disse o Ministério do Turismo e Vida Selvagem, citado pela bbc news.

"A acção disciplinar será definitivamente tomada" se uma investigação sobre as mortes indicar negligência por parte dos funcionários da agência, disse o Ministério da Vida Selvagem do Quénia.

Segundo a WWF, as populações de rinocerontes negros diminuíram drasticamente no século 20, principalmente nas mãos de caçadores e colonos europeus. Entre 1960 e 1995, os números caíram 98%, para menos de 2.500.

Há uma estimativa da existência de 5500 rinocerontes-negros, dos quais 750 estão no Quénia. Espécie é alvo de caça furtiva devido ao valor dos chifres no mercado asiático.

Desde então, a espécie se recuperou, embora permaneça extremamente ameaçada. Além da caça furtiva, os animais também enfrentam a perda de habitat.

Para o caso de Moçambique, até 2016, constatou-se que só existiam pouco mais de duas dezenas de rinocerontes.

 

Sete mortos e 15 feridos é o resultado de um ataque suicida ao edifício do governo em Cabul, no Afeganistão. O ataque ocorreu à saída dos funcionários do edifício.

O atentado tinha como objectivo atingir o edifício do Ministério para a Reabilitação Rural e Desenvolvimento, escreve o Notícias ao Minuto.

O porta-voz do ministério confirma o ataque e diz que o suicida explodiu o colete de explosivos na entrada do ministério.

Entre as vítimas há civis e membros das forças de segurança.

 

Presidente dos Camarões recandidata-se ao sétimo mandato

O Presidente da República dos Camarões, Paul Biya, anunciou que se vai recandidatar ao cargo que ocupa desde 1982.

No poder, há 36 anos, Biya fez o anúncio esta sexta-feira, na sua conta no Twitter.

“Caros compatriotas dos Camarões e da Diáspora, consciente dos desafios que juntos devemos ultrapassar, por um Camarões ainda mais unido, estável e próspero, respondo favoravelmente aos vossos incessantes apelos. Serei vosso candidato à próxima eleição presidencial”, pode ler-se na publicação.

As eleições estão marcadas para sete de Outubro próximo e, segundo a DW, já são conhecidos outros candidatos às presidenciais, entre os quais o Joshua Oish, da Frente Democrática Social (FDS), principal partido da oposição, além do vice-presidente local da organização Transparência Internacional, Akere Muna, e o presidente do Movimento para a Renascença dos Camarões, Maurice Kamto.

John Fru Ndi, eterno rival de Biya e histórico líder da FDS, que já concorreu três vezes às eleições presidenciais, anunciou em Fevereiro que desta vez não será candidato e dará espaço "às juventudes do partido".

A DW avança ainda que as eleições estão previstas num contexto de tensão, com o país a enfrentar invasões do grupo jihadista nigeriano Boko Haram a norte e também tem sido palco de conflitos nas regiões anglófonas, a noroeste e sudoeste, entre o exército e grupos separatistas radicais.

 

Durante a visita oficial do chefe do Estado sul-africano, Cyril Ramaphosa, na Nigéria, o presidente nigeriano, Muhammadu Buhari , garantiu, nesta quarta-feira, que em breve vai assinar o acordo de livre comércio africano de 3 trilhões de dolares (US).

A Nigéria é uma das duas maiores economias da África, sendo a outra a África do Sul. O governo de Buhari se recusou a ingressar em uma zona de livre comércio continental estabelecida em março, sob o argumento de que deseja defender seus próprios negócios e indústria.

"Sou um leitor lento, talvez porque eu fosse um ex-soldado. Não o li rápido o suficiente antes que meus funcionários vissem que estava tudo bem para a assinatura. Mantive-o na minha mesa. Em breve assinarei," afirmou Buhari, citado pela eNCA news.

A zona de livre comércio continental, que abrange 1,2 bilhão de pessoas, foi inicialmente integrada por 44 países em Março, onde Moçambique fez parte, representado por José Pacheco, o ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação . África do Sul se inscreveu no início deste mês.

 

O líder do maior partido da coligação do Governo em Timor-Leste, Xanana Gusmão, ameaçou desencadear um processo de destituição do Presidente da República, Francisco Guterres Lu-Olo, se este mantiver a "rejeição sistemática e não fundamentada" de membros do Governo propostos pelo primeiro-ministro, escreve o Notícias ao Minuto.

Gusmão diz que o chefe de Estado tem obrigação de respeitar o princípio da separação dos poderes. Por isso, diz que a rejeição sistemática e não fundamentada, pelo PR, dos nomes dos titulares propostos pelo primeiro-ministro, Taur Matan Ruak, para integrar o Governo pode ser vista como uma tentativa de usurpação de poderes.
Lu-Olo continua a recusar-se a dar posse a um conjunto de membros do Governo propostos por Ruak, ou por alegadamente terem o seu nome identificado nas instâncias judiciais competentes.

As bancadas da AMP no Parlamento negaram um pedido de autorização de Lu-Olo para uma visita de Estado a Portugal, que a constituição exige, por o responsabilizarem pelo impasse.

Por duas vezes Xanana Gusmão já se recusou a tomar posse, faltando ainda cerca de uma dezena de elementos poderem assumir formalmente as suas funções, sendo que a maioria dos que não tomaram posse são do Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT).

 

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