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O País – A verdade como notícia

Pelo menos 50 mortos e mais de 100 feridos é o balanço dos incêndios que atingiram a Grécia nas últimas horas. Trata-se da pior ocorrência de fogos em mais de uma década.

O pior caso dos incêndios foi em Mati, uma região popular entre os turistas locais, sobretudo reformados e crianças. As causa dos incêndios são a onda de calor que se faz sentir naquela região.

De acordo com a Cruz Vermelha foram encontrados 26 corpos, juntando-se à anterior contagem de 24 mortos. Muitas pessoas foram encurraladas pelas chamas enquanto tentavam fugir.

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, afirmou que “Fazemos tudo o que for humanamente possível para controlar a situação”.

Para combater os incêndios a Grécia lançou um apelo para os parceiros da União Europeia para ajudarem com meios aéreos e terrestres.

 

O ministro da Saúde República Democrática do Congo declarou, esta terça-feira, fim do surto do ébola que terá tirado a vida a 33 pessoas. Passam 42 dias que ainda não foi identificado nenhum novo caso naquele país da África central.

O surto do ébola, que foi descoberto em Abril deste ano, chegou ao fim graças ao trabalho em conjunto da Organização Mundial de Saúde e as autoridades da República Democrática do Congo, incluindo vacinas experimentais enviadas pela China para cerca de 3.300 pessoas.

Este esforço ajudou a combater o impacto do vírus que havia atingido a cidade de Mbandaka com cerca de uma população de 1.5 milhão de habitantes. Havia receios que o vírus se alastrasse por meio de ar e das águas do rio até Kinshasa, capital da República Democrática do Congo.

A ébola causa febre, hemorragia e vómitos, e é altamente transmissível, fazendo a vítima sangrar pelos ouvidos e boca. O surto do ébola de 2014 causou morte de, pelo menos, 11,300 pessoas na Guiné, Serra Leoa e Libéria.

“Declaro a partir de hoje, o fim do ébola na província de Equador, na República Democrática do Congo”, disse o ministro de Saúde, Oly Ilunga Kalenga, em comunicado.

O surto do ébola é normalmente declarado terminado 42 dias depois de ter-se notificado e tratado o último caso do vírus.

 

Numa mensagem dirigida ao Presidente iraniano, Hassan Rouhani, o Presidente norte-americano, Donald Trump, escreveu na sua conta do Twitter. "Não voltem a ameaçar os Estados Unidos ou sofrerão consequências tais como poucos conheceram ao longo da história".

"Já não somos um país que apoie as vossas palavras dementes de violência e de morte. Cuidado!", acrescentou Trump.

Esta mensagem foi publicada depois de Rouhani ter avisado o Presidente dos Estados Unidos para "não puxar os bigodes do tigre", garantindo que um conflito com o Irão seria a "mãe de todas as guerras", escreve o Notícias ao Minuto.

Estas disputas verbais lembram as mensagens entre Trump e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, antes de as tensões terem dado lugar a uma cimeira histórica.

 

O Irão tem sofrido pressão económica depois da saída dos Estados Unidos da América do acordo nuclear assinado em 2015. Para além da saída do acordo, Donal Trump impôs sanções contra o Irão, que poderá resultar na perca do mercado mundial para o petróleo daquele país.

Falando este domingo aos diplomatas iranianos, o presidente Hassan Rouhani ameaçou o governo dos Estados Unidos, ao afirmar que:

 “Sr. Trump não cutuque a cauda de leão, isso vai gerar arrependimentos. A América devia saber que a paz com o Irão é a mãe de toda paz, e uma guerra com Irão é a mãe de todas as guerras”.

Enquanto os países signatários tentam salvar o acordo nuclear debilitado com a saída dos Estados Unidos. O Irão assegurou que caso não obtenha benefícios do acordo, poderá voltar ao programa nuclear, desta vez com maior intensidade.

O Presidente brasileiro, Michel Temer, não vai se recandidatar à presidência do Brasil. A informação foi revelado por Temer numa entrevista no final da cimeira da CPLP, escreve a euronews.

“Não serei candidato a reeleição, na medida do possível participarei da campanha eleitoral”, disse Temer.

Com Temer fora da corrida, sobram 16 possíveis candidatos às presidenciais, com Lula da Silva, Jair Bolsonaro e Marina Silva a reunirem as maiores intenções de voto entre os brasileiros.

 

Segundo o relatório da fundação australiana Walk Free apresentado nesta quinta-feira pelas Nações Unidas, 720.000 pessoas que vivem em Angola, Brasil e Moçambique são ” escravos modernos”.

O relatório, denominado "Índice de Escravatura Global 2018" e que analisou 167 países, estima que o Brasil tenha 369.000 "escravos modernos", seguindo-se Angola com 199.000 e Moçambique com 152.000, segundo notícia a LUSA.

Na classificação dos países lusófonos seguem-se Portugal, com 26.000, Guiné-Bissau, com 13.000, Timor-Leste, com 10.000, Guiné Equatorial, com 7.000 e Cabo Verde, com 2.000 "escravos modernos". No contexto do relatório, a "escravatura moderna” inclui trabalho forçado, servidão por dívida, casamento forçado, tráfico de seres humanos, escravidão e práticas semelhantes à escravidão.

Existem no mundo cerca de 40,3 milhões de escravos modernos, dos quais dois terços foram identificados na região da Ásia-Pacífico. Muitos dos produtos produzidos na região Ásia-Pacífico. Só na Índia (7,99 milhões de indivíduos estimados), China (3,86 milhões), Paquistão (3,19 milhões), Coreia do Norte (2,64 milhões), Nigéria (1,39 milhões), Irão (1,29 milhões), Indonésia (1,22 milhões) e República Democrática do Congo (1,05 milhões) são os oito países com acima de um milhão de "escravos", embora tal facto possa resultar de serem dos países mais populosos do mundo.

O presidente da República Democrática do Congo, Joseph Kabila, disse em um discurso sobre o estado da nação, nesta quinta-feira, que uma eleição presidencial em Dezembro seguirá em frente como planejado, mas se recusou a dizer se desafiaria os limites do mandato para se candidatar à reeleição, segundo a agência de notícias Reuters.

Kabila busca um terceiro mandato nas próximas eleições, mas é barrado pela constituição. O presidente está no comando do maior país da África Subsaariana desde 2001.

Dezenas de pessoas foram mortas em protestos desde o final de 2016, quando Kabila pretendia se manter no poder para o segundo mandato, uma cláusula constitucional lhe permitiu permanecer no cargo até que um sucessor fosse eleito.

Novas eleições deveriam ter sido realizadas em dezembro de 2016, mas foram adiadas para 2017 e agora estão agendadas para 23 de Dezembro de 2018.

Segundo a TRTWORLD, o prazo para as candidaturas é de pouco menos de três semanas. Mas em um discurso antes de uma sessão do parlamento, Kabila se recusou a dizer se se candidatava.

A pressão internacional sobre o presidente, a renunciar o poder é maior. Os Estados Unidos e a União Europeia sancionaram vários aliados próximos de Kabila por supostamente supervisionar as repressões e obstruir o processo eleitoral.

Em uma aparente tentativa de empurrar Kabila para a saída, o parlamento do Congo aprovou uma lei nesta quarta-feira estendendo os privilégios financeiros aos ex-presidentes, incluindo pensão, moradia, segurança, saúde e passaportes diplomáticos.

Os ex-presidentes já desfrutam de considerável imunidade legal sob a constituição, que os designa como senadores vitalícios.

 

A XIII cimeira de chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), a ter lugar em 2020, irá realizar-se em Angola. A votação em Angola para receber a cimeira da CPLP foi unânime.

A decisão foi tomada durante o encontro do Sal, ilha de Cabo Verde, onde foi eleito o embaixador português, Francisco Ribeiro Teles, como novo secretário executivo da instituição, escreve o Macauhub.

Durante a XII conferência da CPLP, na ilha do Sal, foi  aprovado também a concessão da categoria de observadores associados da CPLP aos países como Chile, Sérvia, Argentina, Itália, Andorra, França e Luxemburgo.

Foi ainda assinado um pacote de apoio financeiro para os países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), iniciativa do Banco Africano de Desenvolvimento.

A CPLP foi criada a 17 de Julho de 1996, em Lisboa, por sete Estados: Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. Em 2002, com a independência, Timor-Leste tornou-se o oitavo Estado-membro.

A Guiné-Equatorial foi admitida como membro da organização em 2014, durante a Cimeira realizada na capital de Timor-Leste, Dili.

 

O Pacto Global para Migração Segura  e Regular foi aprovado na passada sexta feira por 193 nações membros da ONU, com a excepção dos Estados Unidos, que desistiram no ano passado.

Mas a Hungria decidiu nesta quarta-feira abandonar as negociações para assinatura que será em Dezembro, julgando o documento tendencioso, se concentrando apenas nos direitos dos imigrantes e não nos direitos de todas as pessoas.

“Este documento é totalmente contra os interesses de segurança da Hungria” disse Péter Szijjártó, Ministro dos Negócios Estrangeiros, daquele país, citado pela Reuters

A Hungria, Polónia e República Checa, tomaram a decisão contra admissão de imigrantes, porque consideram a imigração irregular uma ameaça a estabilidade europeia, posição esta que tem sido criticada pela União Europeia.

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