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O País – A verdade como notícia

O Presidente norte-americano, Donald Trump, apelou aos militares venezuelanos para se juntarem ao presidente autoproclamado Juan Guaidó e alertou sobre as terríveis consequências de ficar ao lado de Maduro. O chefe de Estado da Venezuela, Nicolás Maduro, rejeitou o apelo e comparou o tom do discurso de Donald Trump com o de um nazi.

Trump disse na segunda-feira, na Universidade Internacional da Flórida, em Miami, que os Estados Unidos apoiam o líder da oposição, o autoproclamado Presidente Juan Guaidó, e condenam Maduro e as políticas socialistas do seu Governo. Maduro respondeu a Trump num discurso transmitido pela televisão estatal, acusando o Presidente dos Estados Unidos de falar num "estilo quase nazi" e criticou ainda Trump por pensar que pode dar ordens aos militares da Venezuela.

"Quem é o comandante das forças armadas, Donald Trump de Miami? Eles acham que são os donos do país"? Questionou Maduro.

A crise política na Venezuela agravou-se em 23 de janeiro, quando o líder da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, se autoproclamou Presidente da República interino e declarou que assumia os poderes executivos de Nicolás Maduro.

 

 

Uma delegação do Parlamento Europeu (PE), que tinha sido convidada pela Assembleia Nacional venezuelana a visitar aquele país, foi impedida de entrar.

De acordo com o Ministro dos Negócios Estrangeiros venezuela, Jorge Arreaza, a delegação já tinha sido notificada, há vários dias, de que não seria permitida sua entrada na Venezuela.

"Por vias oficiais e diplomáticas, as autoridades do Governo Bolivariano da Venezuela, notificaram, há vários dias, o grupo de eurodeputados que pretendia visitar o país com fins conspirativos, que não seria admitido", disse Arreaza, citado pelo Notícias ao Minuto.

Arreaza acrescentou que o Governo não irá permitir que a extrema direita europeia perturbe a paz e estabilidade do país

A expulsão dos eurodeputados foi denunciada pelo deputado opositor Francisco Sucre, onde afirma que a delegação já tinha chegado ao Aeroporto Internacional. Sucre diz ainda que a decisão das autoridades venezuelanas foi um novo atropelo contra a liberdade e a democracia.

"Proíbem a entrada aos eurodeputados e retêm os seus passaportes sem razão ou explicação alguma, o que é um abuso de força de um regime que recorre à força para aferrar-se ao poder", sublinhou.

A percepção dos franceses sobre a importância das manifestações dos “coletes amarelos” já não é a mesma de há três meses. A maioria quer o fim dos protestos de rua dos "coletes amarelos".

Os franceses mostram-se cansados dos tumultos que, quase todos finais de semana resultam das manifestações. De 32% o número dos franceses que reprovam as manifestações dos “coletes amarelos” subiu para 52%, de acordo com a sondagem publicada este domingo pelo journal du Dimanche.

Tendo iniciado a 17 de Novembro, o movimento de coletes amarelos protestava primeiro contra as altas taxas de combustíveis, como forma de incentivar-se o uso de carros eléctricos e prevenir-se da poluição do meio-ambiente. De seguida, os coletes amarelos começaram a protestar contra presidente Macron sob a acusação de favorecer os ricos em detrimentos dos pobres.

Várias vezes, as eleições foram marcadas por violência com a polícia, tendo havido cerca de oito mil detidos, 1.300 agentes de segurança feridos, bem como vandalização dos bens públicos.

 

Foi com apelos à paz que foram recebidos os líderes mundiais presentes na Conferência da Segurança, em Munique. O protesto realizado às portas do encontro destinou-se a questionar as despesas militares que a NATO acarreta e a intenção do governo alemão de duplicar os gastos neste sector até 2024, o que configura um valor de mais de 80 mil milhões de euros.

Segundo Mike Pence, "chegou a altura de os parceiros europeus deixarem de travar as sanções americanas contra um Governo que é assassino. Chegou a altura de os parceiros europeus se juntarem aos Estados Unidos e ao povo iraniano. Chegou a altura de os parceiros europeus se retirarem do acordo nuclear com o Irão".

Para Angela Merkel, o momento é, na verdade, de olhar para a questão sob um outro prisma. "Há programas de mísseis balísticos, há o Irão no Iémen, há o Irão na Síria. E a única pergunta sobre esta matéria que separa os Estados Unidos dos europeus é a seguinte: será que com a retirada do único acordo que ainda existe a solução para a causa comum é conter as influências nefastas do Irão? Ou será que manter essa âncora ajuda, pelo contrário, a exercer pressão noutras áreas?", perguntou a chanceler.

A União Europeia, a Rússia e a China têm tentado segurar o acordo sobre o nuclear iraniano desde meados do ano passado, quando Donald Trump decidiu abandoná-lo.

 

A ajuda humanitária dos Estados Unidos começou a chegar este sábado à cidade colombiana de Cúcuta através de três aviões norte-americanos C-17 com toneladas de suplementos nutricionais e conjuntos de higiene.

O líder opositor venezuelano, Juan Guaidó convocou ontem, milhares de voluntários em Los Cortijos, a nordeste de Caracas, para receber instruções sobre sua colaboração no processo de entrada de remédios e alimentos no país, um acto rejeitado pelo Presidente Nicolás Maduro, que considera este o início de uma invasão militar.

Juan Guiadó pediu aos venezuelanos para se manifestarem massivamente nesse dia para apoiar esses voluntários. “Cerca de 600 mil pessoas se inscreveram como voluntárias e as caravanas deverão ir não apenas à cidade colombiana de Cúcuta, mas também à fronteira com o Brasil e ao ponto onde chegará a de Curaçao. Não será apenas na fronteira que estará o movimento voluntário (brigadas de colaboradores). Em todas as cidades do país, haverá concentrações no dia 23 para aguardar a entrada da ajuda humanitária”, anunciou Guaidó.

Medicamentos e alimentos estão armazenados desde 7 de fevereiro na cidade colombiana de Cúcuta, perto da ponte fronteiriça de Tienditas, bloqueada por militares venezuelanos com contêineres de carga, um navio-tanque e outros obstáculos. Outro carregamento chegou neste sábado a Cúcuta vindo de Miami (EUA) e um enviada por Porto Rico chegou na sexta-feira. Os centros de coleta em Roraima, no Brasil, e no aeroporto de Curaçao estão em processo de instalação.

Guaidó, chefe do Congresso, de maioria opositora, redobrou o chamado aos militares para que permitam a entrada de ajuda: “Vocês têm sete dias para se colocarem ao lado da Constituição e fazerem a coisa cerca”, afirmou.

Maduro convocou nesta sexta-feira os militares a preparar um “plano especial de implementação” na fronteira com a Colômbia, ante o que denunciou como “planos de guerra” dos governos dos presidentes americano, Donald Trump, e colombiano, Iván Duque.

 

 

Os dois principais partidos da Guiné-Bissau, PAIGC e PRS, abriram a campanha eleitoral em Gabu, no leste, sem incidentes, como chegaram a recear a população e a polícia guineenses dada a inimizade que existe entre ambos.

Separados apenas por escassos metros de distância, o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e o Partido da Renovação Social (PRS) realizaram os comícios perante milhares de apoiantes aos quais cada um garantiu que a victória nas legislativas de 10 de março está assegurada.

O líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, disse ter ficado satisfeito com a adesão popular e aproveitou para anunciar uma série de propostas para "melhoria das condições de vida" da população de Gabu e de todos os guineenses. Simões Pereira disse que o PAIGC "não tem complexos de pedir desculpas pelos erros do passado", mas que agora tem um programa para mudar a Guiné-Bissau e lançá-la no caminho do desenvolvimento.

O presidente do PAIGC prometeu que os 21 dias da campanha eleitoral, "não serão de comes e bebes", mas para explicar ao povo sobre porque deve confiar o seu voto ao PAIGC, frisou.

Alberto Nambeia, líder do PRS disse que o seu partido está pronto para "tomar a chave da ‘primatura’ (gabinete de trabalho do primeiro-ministro), depois da receção que teve em Gabu”, onde, disse, sentiu que o povo já decidiu a quem entregar a governação do país.
Nambeia, que repetiu por várias vezes pretender apenas que a paz reine na Guiné-Bissau, pediu que a vontade popular seja respeitada no dia 10 de março.

Em Bafatá, também no leste da Guiné-Bissau, o coordenador do MADEM- G15 (Movimento de Alternancia Democratica) Braima Camará mostrou-se satisfeito pela "resposta dos guineenses, perante um partido fundado há sete meses". O MADEM G-15 foi criado por dissidentes do PAIGC. Braima Camará anunciou que se o MADEM ganhar as eleições de 10 março, Bafatá, a segunda capital da Guiné-Bissau, será transformado num polo universitário.

O primeiro dia da campanha eleitoral, que termina a 08 de março, ficou marcado pela inédita iniciativa de uma rádio de Bissau, a Capital FM, que decidiu fazer emissões ao ar livre nos bairros, juntando candidatos a deputados com os eleitores para perguntas sobre os seus programas.

 

 

A primeira potência petrolífera do continente africano e o país com a maior população de África, com 190 milhões de habitantes, Nigéria, elege hoje o seu presidente. Os candidatos à presidência são Muhammadu Buhari e o líder da oposição, Atiku Abubakar.

A campanha para as presidenciais e legislativas na Nigéria terminou esta quarta-feira, os dois candidatos percorreram os 36 estados do país.

Os resultados deverão ser anunciados nas 48 horas seguintes ao encerramento das urnas, mas o processo de contagem dos votos é complexo e pode demorar mais tempo.

O vencedor terá que obter, para além da maioria dos votos sufragados, pelo menos 25% dos votos em dois terços dos 36 estados, e ainda do território da capital federal, Abuja. Se esta conjugação de resultados não se verificar, haverá uma segunda volta das presidenciais na semana seguinte, informa o Notícias ao Minuto.

As eleições de hoje são um desafio para este país, que em 2015 se mostrou como exemplo democrático em África.

Um dos fatores determinantes nas escolhas políticas na Nigéria, é o fator étnico. Porém os dois candidatos são houçás e muçulmanos, por isso a decisão não será tomada por força da religião ou etnia.

Apesar do número recorde de eleitores inscritos, 84 milhões, a afluência às urnas tem vindo a ser ameaçada pelo surto de violência associada ao extremismo islâmico protagonizado pelo grupo rebelde Boko Haram.

Buhari foi eleito em 2015 com a promessa de destruir os rebeldes do Boko Haram durante o mandato que agora chega ao fim. O facto, no entanto, é que o grupo terrorista se mantém como uma muito forte ameaça, e os seus ataques provocaram já 1,9 milhões de deslocados na Nigéria, segundo a Amnistia Internacional (AI).

A comissão eleitoral da Nigéria informou hoje que a eleição presidencial está adiada para 23 de Fevereiro devido a "desafios" não especificados, quando surgem relatos de que materiais de votação chegaram a todas as regiões do país.

Segundo avança o Sítio da RTP, o presidente da comissão, Mahmood Yakubu, anunciou o adiamento quase cinco horas antes do início das eleições naquele que é o país mais populoso da África e maior democracia do continente. A comissão prometeu fornecer mais detalhes numa conferência de imprensa marcada para às 15 horas de Moçambique, na capital, Abuja.

Yakubu adiantou que se tratou de uma decisão difícil de se tomar, entretanto foi necessária para o sucesso das eleições e a consolidação da democracia.

Mas isto não é nenhuma novidade para os nigerianos, já que em 2015 a Nigéria atrasou a eleição durante seis semanas, alegando então problemas ligados com a segurança.

Nestas eleições, os nigerianos escolhem o seu Presidente, os deputados à Assembleia Nacional e os governadores dos 36 estados do país, num escrutínio que se apresenta como imprevisível.

Disputam o cargo do presidente da República federal da Nigéria, Muhammadu Buhari, presidente cessante, e Atiku Abubakar.

Muhammadu Buhari tem 76 anos, e já governou o país em 1983, na sequência de um golpe de Estado e durante o período das ditaduras militares. Já o outro candidato, Atiku Abubakar, quer conquistar os eleitores da faixa etária 18-30 anos, com o argumento da sua juventude em relação a Buhari.

As eleições de 2015 desenrolaram-se quase sem violência, e foram as primeiras assinaladas como livres e transparentes desde o início do período democrático em 1999, após décadas de ditaduras militares e de golpes de Estado.

Um atentado suicida em Caxemira, na Índia, provocou a morte de 41 pessoas. O atentado foi perpetrado por uma carrinha carregada de explosivos que explodiu perto de uma coluna de 78 veículos transportando cerca de 2 500 membros de uma força paramilitar. O grupo islâmico, Jaish-e-Mohammed, reivindicou o atentado.

"O sacrifício dos nossos bravos membros das forças de segurança não será em vão", disse o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi.

Em 2001 o grupo islâmico, Jaish-e-Mohammed protagonizou um atentado suicida, que matou 40 pessoas em Srinagar, informou o Notícias ao Minuto.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros indiano acusou de imediato o Paquistão num comunicado: "Este ato ignóbil e odioso foi cometido pelo Jaish-e-Mohammed, uma organização terrorista sediada no Paquistão e por ele apoiada", e acrescentou que a Índia tem a intenção de tomar medidas necessárias para preservar a sua segurança nacional.

Por sua vez, o Paquistão negou qualquer envolvimento no atentado. "Rejeitamos firmemente qualquer insinuação por elementos da comunicação social e do Governo indianos que tentem ligar o ataque ao Paquistão sem que tenha havido uma investigação", declarou o Ministério dos Negócios Estrangeiros paquistanês.

A região de Caxemira é reivindicada tanto pela Índia como pelo Paquistão desde o fim da colonização britânica, em 1947. O total das forças indianas na parte controlada por Nova Deli é estimado em cerca de 500.000 efectivos.

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