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O País – A verdade como notícia

O ex-presidente brasileiro, Michel Temer, foi concedido a liberdade pelo juiz desembargador do Tribunal Regional, Antonio Ivan Athié.

Temer estava preso desde quinta-feira acusado de participar da operação “Lava Jato”.

"Mesmo que se admita existirem indícios que podem incriminar os envolvidos, não servem para justificar prisão preventiva, no caso, eis que, além de serem antigos, não está demonstrado que os pacientes atentam contra a ordem pública, que estariam ocultando provas, que estariam embaraçando, ou tentando embaraçar eventual, e até agora inexistente instrução criminal", disse Athié.

A prisão de Temer foi ordenada na passada quinta-feira, pelo juiz federal do Rio de Janeiro, Marcelo Bretas, escreve a SIC.

O político de 78 anos é o segundo ex-Presidente brasileiro a ser detido no espaço de um ano.

O pentágono anunciou o desbloqueio de mil milhões de dólares para a construção de um muro na fronteira entre os Estados Unidos e o México. A informação foi avançada pelo secretário de Defesa norte-americano, Patrick Shanahan.  

O departamento de segurança interna pediu ao pentágono a construção de 92 quilómetros de um muro de 5,5 metros de altura, noticiou o jornal online Notícias ao Minuto.  

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tinha declarado estado de emergência, alegando razões de segurança, para conseguir canalizar fundos orçamentais para a construção de um muro ao longo da fronteira com o México, uma das suas bandeiras da campanha eleitoral, em 2016.

Por 51 votos a favor contra 49 contra (onde os Republicanos dominam por 53 contra 47), a resolução foi aprovada.

Desde o início da epidemia do Ébola na República Democrática do Congo já foram registados mais de mil casos, dos quais 944 confirmados e 65 prováveis.

O ministro da saúde, Oly Ilunga Kalenga, disse que o Ébola é um drama humano e social.

"Por trás destes números, encontram-se centenas de famílias congolesas diretamente tocadas pelo vírus e centenas de órfãos", destacou o ministro, acrescentando que mais de seis em cada 10 pessoas que são tratadas nos centros de tratamento Ébola sobrevivem, escreve a imprensa internacional.

Este surto é o mais letal na história da RDCongo e o segundo maior de sempre em todo o mundo em número de mortes e de casos de contaminações.

O controlo da epidemia foi afectado pela resistência de algumas comunidades em receber o tratamento, assim como pelo elevado nível de insegurança na região, onde operam muitos grupos armados.

 

As mesas de voto abriram esta manhã e cerca de 51 milhões de tailandeses, em aproximadamente 90.000 escolas em todo o país são chamados a escolher o próximo primeiro-ministro.

Estas são as primeiras eleições gerais depois que o governo golpista assumiu o poder em Maio de 2014, quando os generais justificaram o golpe como forma de acabar com a corrupção e a instabilidade política após meses de protestos de rua.

Com as urnas abertas até às 17H00, estas eleições servem para avaliar o apoio ou a rejeição popular à junta militar e ao actual primeiro-ministro, Prayut Chan-ocha, rayuth Chan-ocha que aspira renovar o cargo, desta vez com a legitimidade das urnas.

No escrutínio serão eleitos os 500 membros do futuro Parlamento da Tailândia, dos quais 350 serao eleitos pelos círculos eleitorais, e outros 150 por listas de partiudos, por um período de quatro anos. Os deputados serão responsáveis pela nomeação do novo primeiro-ministro numa votação conjunta com os 250 senadores, que são escolhidos a dedo pela junta militar e incluirá os chefes das forças armadas.

Prayut, proposto como candidato pelo partido Phalang Pracharat, parte com vantagem para estender o seu mandato, uma vez que só precisa do apoio de 126 deputados eleitos.
A Comissão Eleitoral também colocou em prática novas regras que prejudicam os principais partidos, com regulamentos destinados a prejudicar as possibilidades do clã Shinawatra, cujas plataformas políticas venceram em todas as eleições desde 2001.

Thaksin Shinawatra e sua irmã Yingluck, cujos governos foram depostos pelos militares em dois golpes, vivem no exílio para evitar a justiça tailandesa e são considerados inimigos pelos adeptos da monarquia e pelo comando militar. Para ir às urnas, os Shinawatra dividiram o apoio político entre quatro formações, algumas delas novas.

O Pheu Thai, que formou o último governo democrático, é o principal partido dessa fação, que desta vez decidiu participar dividida em quatro formações para evitar a nova regra que limita o número de lugares por partido. Numa tentativa de surpreender os militares, o partido Thai Raksa Chart, uma das formações ligadas a Thaksin Shinawatra, propôs a candidatura de Ubolratana Mahidol, irmã mais velha do actual rei da Tailândia.

A candidatura não sobreviveu um dia, já que o monarca Vajiralongkorn declarou publicamente a candidatura da irmã como "inapropriada" e "contra o sistema constitucional". A Comissão Eleitoral apresentou uma queixa ao Tribunal Constitucional, que finalmente dissolveu o Thai Raksa Chart duas semanas antes das eleições.

O beneficiário desta situação poderá ser o Anakot Mai, partido recém-formado e liderado pelo empresário Thanathorn Juangroongruangkit, cujo sucesso entre os jovens eleitores e a sua proposta para reduzir o orçamento militar o colocou na mira dos militares.

Os Democratas, outro partido na corrida eleitoral, é tradicionalmente preferido pelas elites de Banguecoque, a mesma que apoiou o golpe, mas cujo líder, o ex-primeiro-ministro Abhisit Vejjajiva, anunciou a sua oposição à continuação de Prayut no cargo de primeiro-ministro.

O exército tailandês, liderado por Prayut Chan-ocha, actual primeiro-ministro, tomou o poder em 22 de maio de 2014 com a promessa de acabar com a corrupção, dar fim à crise política no país e realizar as eleições o mais rápido possível, uma promessa que foi adiada em várias ocasiões.

O golpe aconteceu poucos dias depois que a então primeira-ministra e líder do Pheu Thai, Yingluck Shinawatra, foi destituída pelo Tribunal Constitucional por abuso de poder em um caso de nepotismo, quando deslocou para outro cargo o chefe de Segurança Nacional, que havia sido indicado pela oposição, e o substituiu por seu próprio cunhado.

O golpe de 2014 foi o décimo segundo golpe de Estado que os militares tailandeses levam a efeito desde a queda do regime monárquico, em 1930.

As eleições serão as primeiras após a morte do rei Bhumibol, que morreu em outubro 2016, após 70 anos de reinado.

 

 

A Procuradoria-Geral da República recuperou todos activos financeiros e não financeiros pertencentes ao fundo soberano de Angola.

Trata-se de activos no valor de dois mil milhões e trezentos e cinquenta milhões de dólares, que estavam sob gestão do empresário angolano, Jean Claude de Morais Bastos e das empresas do grupo Quantum global. O valor estava nos bancos do Reino Unido e das Ilhas Maurícias, informa o governo angolano em comunicado.

Para além deste valor foi igualmente recuperado, a favor do fundo soberano de Angola, património imobiliário avaliado em cerca de mil milhões de dólares.

O Ministério Público decidiu não prosseguir criminalmente contra Jean Claude de Morais Bastos e restituiu-lhe a liberdade.

O presidente da empresa Quantum Global, que administrava os fundos do Fundo soberano de Angola, foi acusado de corrupção, desvio de fundos e lavagem de dinheiro.

 

Uma fábrica de produtos químicos explodiu num parque industrial em Yancheng, na China, causando a morte de 44 pessoas. Um total de 640 pessoas estão a receber cuidados médicos entre os quais  90 feridos graves.

Alguns dos trabalhadores ficaram presos nas instalações da fábrica, após a explosão ter derrubado os edifícios à volta, informa a imprensa internacional.

Acidentes industriais são frequentes na China, onde, em média, morrem 70.000 trabalhadores por ano, segundo a Organização Mundial do Trabalho.

A maioria das 33.000 unidades de produtos químicos na China está concentrada no leste do país, onde os níveis de densidade populacional são maiores.

Foi detido, hoje, o ex-presidente do Brasil, Michel Temer, no âmbito da investigação da Operação Lava Jato.

O antigo presidente é suspeito de ter tido conhecimento do pagamento de um suborno por parte de José Antunes Sobrinho, o dono da Engevix. O empresário revelou à polícia federal que pagou um suborno de um milhão de reais (cerca de 232 mil euros) a pedido do coronel João Baptista Lima Filho, um amigo de Temer, e do ex-ministro Moreira Franco. 

A Engevix conseguiu o contrato para um projecto da central nuclear Angra 3.

Michel Temer responde actualmente a 10 processos. Cinco deles foram autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, e foram abertos na altura em que Temer era presidente.

Michel Temer foi detido na sua casa em São Paulo.  A justiça do Rio de Janeiro também emitiu um mandado para a detenção de Moreira Franco, antigo ministro de Minas e Energia.

 

 

Um grupo de terroristas liderado por um desertor que passou nas fileiras jihadistas, atacou uma base militar em Dioura, Mali, causando a morte de 21 soldados.

De acordo com uma fonte da AFP o grupo que atacou a base militar durante a noite, chegou de moto e a bordo de veículos.

O ataque registou-se numa área com forte presença de extremistas islâmico. Na semana passada, sete soldados foram mortos em ataques à bomba na estrada, informa a imprensa internacional.

Apesar da presença de várias missões militares no Mali, das Nações Unidas, do G5-Sahel, de França, a violência extremista persiste no país, com 237 ataques registados em 2018.

Subiu para 50 o número de mortos na sequência dos ataques a duas mesquitas em Christchurch, na Nova Zelândia. A informação foi confirmada pelas autoridades neozelandesas.

Segundo o comissário da Polícia, Mike Bush, o número foi revisto depois de ter sido encontrado outro corpo numa das mesquitas. Desses, 36 permanecem no hospital, sendo que dois estão em estado crítico.

"É com tristeza que digo que o número de pessoas que morreu neste incidente subiu para 50. Conseguimos retirar todas as vítimas de ambos os locais. Ao fazê-lo localizámos mais uma vítima", disse Mike Bush citado pela Euronews.

Recorde-se que, ao início da tarde de sexta-feira, um homem de nacionalidade australiana, identificado como Brenton Tarrant, de 28 anos, entrou nas mesquitas Al Noor e Linwood e atirou sobre centenas de pessoas.

Um ataque que o suspeito garantiu, num manifesto de 74 páginas intitulado "A grande mudança: Rumo a uma nova sociedade", ter motivações xenófobas.

A primeira-ministra, Jacinda Ardern, classificou o ataque como "um  acto de violência sem precedentes" e como sendo um dos "dias mais negros da Nova Zelândia".

 

 

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