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O País – A verdade como notícia

A partir deste domingo, Ruanda vai entrar em 100 dias de luto nacional e uma semana de actividades de comemoração do fim do genocídio que matou 800 mil tutsis e alguns hútus moderados.

O massacre levou 100 dias, estimando-se que em cada dia 10 mil pessoas eram chacinadas. Eis alguns factos históricos do maior crime contra uma etnia em África no séc. XX.

Na noite de 6 de Abril de 1994, um avião que levava o então presidente do Ruanda, Juvenal Habyarimana e seu homólogo do Burundi, Cyprien Ntaryamira, ambos hútus, é atingido, matando todas as pessoas a bordo.

Os Hutus extremistas lançam culpa a Frente Patriótica Ruandesa, um grupo rebelde formado por exilados Tutsis.

Durante 100 dias, mais de 800 mil Tutsis e moderados Hutus foram massacrados pelos Hutus extremistas, liderados pelo exército ruandês e milícias.

Eles serviram-se da rádio para propagar discursos de ódio e incitando os vizinhos a matar todos tutsis, incluindo os seus próprios familiares.

As estradas foram bloqueadas, os civis e soldados servindo-se de armas e machados foram de casa em casa matando todos os indivíduos que fossem da etnia Tutsi. Mais de 250 mil mulheres foram violadas, contaminadas com o vírus do HIV Sida e ou engravidadas.

Em Julho de 1994, um dos mais bárbaros genocídios do séc. XX chega ao fim, quando o grupo rebelde da Frente Patriótica do Ruanda, liderado pelo actual presidente Paul Kagame, apoiado pelo exército do Uganda, iniciou uma ofensiva, conquistando mais territórios ao ponto de controlar todo Ruanda.

Passados 25 anos, ainda sob a liderança de Kagame, Ruanda tornou-se num dos países mais estáveis de África, onde o uso de termos étnicos como hútus e tutsis é proibido.

 

Apoiantes do ex-presidente brasileiro, Luna da Silva, em 16 países, irão manifestar-se pela passagem de um ano da prisão do ex-governante.
A campanha “Lula livre” vai transmitir as manifestações, durante 12 horas, através do Youtube

"As manifestações dentro e fora do Brasil vão denunciar o caráter político da prisão do ex-presidente Lula. Quando foi preso, ele era o primeiro colocado nas sondagens para as eleições de 2018. O juiz que comandou as investigações e condenou Lula foi Sérgio Moro que, actualmente, é ministro de Jair Bolsonaro, o maior beneficiado pela prisão de Luiz Inácio Lula da Silva", sustenta o PT no seu.

Para além das manifestações, em Curitiba, cidade onde Lula se encontra preso, será realizada uma vigília, escreve o notícias ao Minuto.

"Vamos a rua. Presidente Lula, vamos provar a sua inocência. Essa caminhada vamos fazer juntos. Vamos ocupar as ruas de todo o Brasil e lutar pela soberania, pela liberdade de Lula, contra a reforma da Previdência e pela democracia", disse Gleisi Hoffmann, presidente do PT.

As manifestações estão marcadas para este domingo em Alemanha, Amesterdão, Austrália, Áustria, Brasil, Dinamarca, Espanha, EUA, França, Inglaterra, Itália, México, Portugal, Suécia, Suíça e Uruguai.

A primeira-ministra britânica enviou esta sexta-feira uma carta ao presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, solicitando que a data de saída do Reino Unido da União Europeia seja prorrogada até 30 de Julho.

Na carta citada pela Euronews, a ministra britânica diz que o adiamento do Brexit vai permitir que o acordo seja aprovado pelos britânicos antes de 23 de Maio e evitar que o Reino Unido participe nas eleições para o Parlamento Europeu. No entanto, assume que está a preparar a participação nas eleições caso não seja alcançado um acordo no Parlamento britânico.

"O governo vai querer acordar uma data para a ratificação que permita ao Reino Unido sair da União Europeia antes de 23 de maio de 2019 e por isso cancelar as eleições para o Parlamento Europeu, mas vai continuar a fazer preparativos responsáveis para as eleições caso isso não seja possível", garantiu ainda.

Na carta escreve ainda que "não se pode permitir que o impasse continue", pois está a "criar incerteza e a danificar a fé na política" do Reino Unido.

Donald Tusk diz que está disposto a dar mais um ano aos britânicos. Segundo a BBC, o presidente do Conselho Europeu mostra-se a favor de conceder ao Reino Unido um adiamento "flexível" do “Brexit” por 12 meses, até 31 de Março de 2020, no entanto tem de ser aprovado de forma unânime pelos 27 países do bloco europeu.

O Reino Unido tem como data de saída marcada para 12 de Abril mas ainda não foi aprovado nenhum acordo pelos deputados.

 

Presidente argelino, Abdelaziz Bouteflika, apresentou sua demissão esta terça-feira, ao fim de 20 anos no poder.

O anúncio tem lugar pouco depois do chefe de estado do exército argelino, Ahmed Gaid Salah, ter apelado ao recurso à solução constitucional para ultrapassar a crise em que o país se encontra mergulhado.

O estado de saúde do chefe de estado argelino tem vindo a degradar-se desde que sofreu um derrame cerebral em 2013.Na segunda-feira a presidência havia anunciado que Bouteflika não iria participar nas eleições previstas para 18 de Abril e iria afastar-se do cargo até ao final do mês.
 

Os britânicos reagiram com frieza à proposta da primeira-ministra de um "pacto" de unidade nacional para evitar que o Reino Unido deixe a União Europeia no dia 12, sem acordo.

As reacções nas ruas de Londres são mistas: "Foi uma tentativa de unidade nacional, eu não posso ver nisto um motim. Na minha opinião, é a única coisa que ela pode fazer, mas não vejo que alguém nos possa tirar desta confusão, de qualquer forma", afirmou uma fonte citada pela Euronews. 

“Eu acho que tudo isto deveria ter acontecido logo após o referendo, eles deveriam ter conversado sobre isto, para depois decidirem se queriam seguir em frente com isto ou não,” disse uma britânica defendendo que não deviam ter arrastado o acordo por tanto tempo e agora, no último minuto, começarem a mexer-se.

Outra fonte citada pela Euronews defende que "eles só estão a fazer figura de parvos, não conseguem decidir nada. É tudo uma bagunça”.

Theresa May pediu unidade nacional e hoje tem um encontro crucial com Jeremy Corbin. Mas falta saber se o líder trabalhista e a chefe do governo conseguem chegar a um acordo.

 

 

Continua incerto caminho que o Reino Unido deve seguir para deixar a União Europeia. Mais uma vez, o Parlamento britânico não conseguiu obter um acordo alternativo a um Brexit sem acordo.

Das quatro moções votadas, nenhuma teve votos suficientes para passar. Entretanto, a primeira moção que defende um Brexit com uma união aduaneira especial ficou perto da aprovação, faltando apenas quatro votos. A moção de Theresa May foi chumbada por três vezes.
Jeremy Corbyn, líder do Partido Trabalhista da oposição, voltou a pedir mais uma votação, dizendo que era justo que assim fosse, ponderando as oportunidades que foram dadas à Primeira-Ministra.

A União Europeia continua à espera de uma resolução definitiva dos britânicos. A única certeza que se tem, como disse o presidente da Comissão Europeia, é que o Reino Unido sabe o que não quer, mais ainda não sabe o que quer.

 

Depois de uma avalanche recente de escândalos sexuais revelados na França e em outras partes do mundo, Papa Francisco convocou um encontro extraordinário entre cardiais e bispos.

Nesta sexta-feira, o Sumo Pontífice aprovou novas leis que reforçam a proteção de crianças e pessoas vulneráveis contra abusos sexuais no vaticano e noutras instituições da Santa Sé em Roma.

A legislação, que entra em vigor a 1 de junho, torna nomeadamente obrigatória a denúncia dos casos, aumenta o prazo de prescrição dos crimes e garante o afastamento do cargo em caso de condenação, mas também um acompanhamento "psicológico e espiritual" com vista à "reinserção social" do infrator.

O quadro jurídico é aplicável a todos os funcionários do Estado do Vaticano e da Cúria Romana, bem como aos representantes diplomáticos no mundo inteiro.

O Vaticano anunciou ainda a criação de um serviço de acompanhamento das vítimas de abusos, coordenado por um perito qualificado, que oferecerá não só assistência médica e psicológica, como também jurídica.

As novas normas reformam as provisões do atual código penal no Estado da Cidade do Vaticano, que data de 1889.

 

 

O líder da igreja católica, Papa Francisco, iniciou hoje uma visita ao Marrocos, país considerado como exemplo da tolerância religiosa. No seu primeiro discurso oficial, Francisco se dirigiu ao povo do Marrocos e às autoridades em cerimônia de boas-vindas na Esplanada da Mesquita Hassan, em Rabat: "a construção de pontes entre os homens, na perspectiva do diálogo inter-religioso, deve ser encarada sob o signo da convivência, da amizade e da fraternidade”.

O Santo Padre deixou o Vaticano, na manhã deste sábado (30/3), para mais uma Viagem Apostólica, a de número 28 do seu Pontificado, esta vez, para visitar o Marrocos, por dois dias, sob o lema: “Papa Francisco: servidor da Esperança”. Francisco é o segundo Papa a visitar o Marrocos, depois de São João Paulo II, em 1985: um país de 34 milhões de habitantes, onde os católicos são apenas 23 mil.

Francisco partiu do aeroporto romano de Fiumicino às 11h00 – (7h00 horário de Brasília) – e chegou ao aeroporto de Rabat após três horas de viagem. Durante suas Viagens Apostólicas, o Santo Padre costuma enviar telegramas aos Chefes de Estado dos países sobrevoados. Esta vez enviou telegramas aos Presidentes da Itália, Sergio Mattarella, e da França, Emmanuel Macron, e ao Rei da Espanha, Sua Majestade Felipe VI.

Papa encontra povo do Marrocos

Ao chegar em terras marroquinas, Francisco dirigiu-se à Esplanada da Mesquita “Tour Hassan II”, em Rabat, para a cerimônia de boas-vindas. Ali, o Santo Padre manteve seu primeiro encontro com o povo marroquino, as autoridades civis e religiosas e o Corpo Diplomático, do qual participaram 25 mil pessoas.

O Santo Padre iniciou seu discurso com a saudação em árabe “As-Salam Alaikum”, desejando a Paz para todos:
“Estou feliz por pisar o solo deste país, rico de muitas belezas naturais, defensor dos vestígios de antigas civilizações e testemunha de uma história fascinante… Esta visita é, para mim, motivo de alegria e gratidão, porque me permite descobrir as riquezas desta terra, deste povo e das suas tradições, como também pela grande oportunidade de promover o diálogo inter-religioso e o conhecimento mútuo entre os fiéis das nossas duas religiões”.

Aqui, o Santo Padre recordou o histórico encontro entre São Francisco de Assis e o Sultão al-Malik al-Kamil, há oitocentos anos. Este evento profético demonstra a coragem deste encontro e da mão estendida que representam “um caminho de paz e harmonia” para a humanidade, em situações onde o extremismo e o ódio são fatores de divisão e destruição. E o Papa acrescentou: “Desejo que a estima, o respeito e a colaboração entre nós possam contribuir para aprofundar os nossos laços de sincera amizade, a fim de permitir às nossas comunidades preparar um futuro melhor às novas gerações.”

O desafio do diálogo inter-religioso

Naquela terra, ponte natural entre a África e a Europa, o Papa  reiterou a necessidade de unir os esforços, de muçulmanos e católicos, para dar novo impulso à construção de um mundo mais solidário, mais comprometido com um diálogo honesto, corajoso e necessário, no respeito das riquezas e especificidades de cada povo e de cada pessoa: “Este é um desafio que todos somos chamados a assumir, sobretudo neste tempo em que se corre o risco de fazer das diferenças e mútuo desconhecimento motivos de rivalidade e desagregação.”

Por isso, – afirmou Francisco -, para participar da construção de uma sociedade aberta, pluralista e solidária, é essencial desenvolver e assumir, com constância e sem cessar, a cultura do diálogo, a colaboração como conduta, o conhecimento recíproco como método e critério: “Eis o caminho que somos convidados a percorrer, sem cessar, para nos ajudar a superar, juntos, as tensões e os mal-entendidos, as máscaras e os estereótipos, que sempre levam ao medo e à contraposição. E assim, abrir alas para um espírito de mútua colaboração frutuosa, com base no respeito.”

Com efeito, disse Francisco, “é indispensável contrapor ao fanatismo e ao fundamentalismo a solidariedade de todos os fiéis, com base nas nossas ações os valores que nos acomunam”. Nesta perspectiva, o Papa irá visitar, logo a seguir, o Instituto Mohammed VI, criado pelo rei Mohammed VI, para imames pregadores e pregadoras, com o objetivo de proporcionar uma formação adequada e sadia contra todas as formas de extremismo, que, muitas vezes, levam à violência e ao terrorismo e constituem uma ofensa à religião e ao próprio Deus.

E o Papa ponderou:
“Um diálogo autêntico convida-nos a não subestimar a importância do fator religioso para construir pontes entre os homens e enfrentar com êxito os desafios. De fato, no respeito das nossas diferenças, a fé em Deus nos leva a reconhecer a dignidade e os direitos do ser humano”.

A construção de pontes entre os povos

Acreditamos – afirmou Francisco – que Deus criou os seres humanos iguais em direitos, deveres e dignidade, e os chamou a viver como irmãos, segundo os valores do bem, da caridade e da paz. Por isso, a liberdade de consciência e a liberdade religiosa – que não se limitam à liberdade de culto, mas consente viver segundo a própria convicção religiosa – estão inseparavelmente ligadas à dignidade humana:
“ Neste sentido, a construção de pontes entre os homens, na perspectiva do diálogo inter-religioso, deve ser encarada sob o signo da convivência, da amizade e da fraternidade.”

O término do seu primeiro discurso em terras marroquinas, o Santo Padre recordou a grave crise migratória, que constitui para todos um urgente apelo para erradicar suas causas. Sabemos que a consolidação de uma paz verdadeira passa pela busca da justiça social.

Comunidade católica e ação pastoral no Marrocos

Enfim, falando dos cristãos, que ocupam seu lugar na sociedade marroquina, Francisco disse que “querem colaborar para a edificação de uma nação solidária e próspera e do bem comum”. Aqui, recordou a ação pastoral da Igreja Católica no Marrocos: obras sociais, educação em escolas abertas a estudantes de todas as confissões, religiões e proveniência.

Enfim, encorajou os católicos e os cristãos a serem, no Marrocos, servidores, promotores e defensores da fraternidade humana. Shukran bi-saf! Obrigado a todos.

 

 

Depois de na quarta-feira o parlamento britânico ter rejeitado todas as oito propostas apresentadas como opções de saída do Reino Unido da União Europeia pela primeira-ministra, Theresa May, Bruxelas instou hoje o parlamento a votar uma proposta sobre o caminho a seguir no “Brexit”.

"A votação faz parte de um processo político em curso no Reino Unido, que respeitamos. Contámos oito nãos na noite passada e agora precisamos de um sim sobre o caminho a seguir", declarou o porta-voz do executivo comunitário, Margaritis Schinas.

Margaritis Schinas, que falava na habitual conferência de imprensa diária da Comissão Europeia em Bruxelas, recordou que o Conselho Europeu determinou que se o Acordo de Saída não fosse ratificado até ao final desta semana, o Artigo 50.º do Tratado de Lisboa, que define um período de dois anos para negociar a saída de um Estado-membro, seria prolongado até 12 de abril.
"Cabe agora ao Governo britânico informar-nos sobre quais são os próximos passos", frisou.

O principal porta-voz do executivo comunitário escusou-se a fazer projeções sobre quem será o interlocutor de Bruxelas na próxima fase de negociações com Londres, depois de na quarta-feira a primeira-ministra britânica ter dado conta da sua intenção de sair de funções antes da próxima fase de negociações com UE, após o Acordo de Saída para o “Brexit” ser aprovado.

 

 

 

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