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O País – A verdade como notícia

Os residentes de Trípoli vivem o inferno gerado pelos confrontos entre tropas líbias do general Khalifa Haftar e os grupos armados do governo, reconhecido a nível internacional. Há mais de três semanas que as tropas do general Haftar avançam em direcção ao centro da capital, ignorando os apelos de contenção da comunidade internacional. As Nações Unidas falam de cerca de 300 mortos, 900 feridos e mais de 20 mil deslocados.

“Apelamos às Nações Unidas e ao Conselho de Segurança para ouvirem os bombardeamentos. A vida é assim na zona de Al-Suani: morteiros lançados em nossa direção. Por esse motivo, apelamos a que se encontre uma solução. Haftar bombardeia os civis. As forças dele estão envolvidas em ataques aleatórios a civis com rockets, tanques e artilharia pesada. Arruinou Al-Suani". Disse um cidadão líbio deslocado.

As tropas líbias apelam ao boicote ao governo de Trípoli e que prevaleça a lei do mais forte. A Líbia está mergulhada num caos e transformada num corredor de migrantes desde a queda de Muammar Khadafi, em 2011.

 

A catedral Notre Dame de Paris foi destruída parcialmente devido a um incêndio que deflagrou na noite de ontem. O pináculo do monumento acabou por ruir,

A causa do incêndio ainda não foi determinada, mas os investigadores consideram que o incêndio pode ter sido acidental. Por outro lado, as autoridades admitem que o incidente pode estar relacionado com as obras de renovação que estavam a decorrer no edifício, escreveu a Euronews.

Cerca de 500 bombeiros estiveram durante grande parte da noite a lutar contra as chamas, para impedir o desmoronamento de uma das torres e resgatar relíquias religiosas e obras de arte de valor inestimável.

Construída em 1163, Notre Dame resistiu à Revolução Francesa e a duas guerras mundiais. Mais de 850 anos de história num monumento classificado como Património Mundial da Humanidade, pela UNESCO, EM 1991.

Um incêndio está a consumir a Catedral de Notre-Dame de Paris. Sabe-se que o incêndio terá começado por voltas das 18h50 (hora local), hora também em que o edifício fecha ao público.

Segundo autoridades locais ainda é prematuro avançar com as causas do incêndio. Até aqui não há registo de mortos e feridos.

O presidente francês já reagiu ao que está a acontecer. Emmanuel Macron disse que se sente "triste por uma parte de todos nós estar em chamas".

 

Tirana continua palco de vários protestos contra o Governo socialista liderado pelo primeiro-ministro Edi Rama.

Milhares de militantes dos partidos da oposição concentrara-se, mais uma vez, na capital e maior cidade da Albânia exigindo a demissão do executivo, que é acusado de corrupção, e avançar para eleições antecipadas.

Já este sábado, numa mensagem publicada na rede social Twitter, o líder do governo albanês manifestou a sua solidariedade relativamente aos agentes da autoridade que vigiaram os protestos e criticou os partidos da oposição.

Os protestos em Tirana duram já desde 16 de Fevereiro, mas o primeiro-ministro, Edi Rama, já garantiu que não se vai demitir do cargo.

 

A explosão de uma bomba num mercado na cidade de Quetta, Paquistão, matou 16 pessoas e deixou 30 feridos. De acordo com o chefe de polícia local, Abdur Razzaq, a explosão aconteceu numa área residencial onde vivem muçulmanos da minoria xiita.

Quetta é a capital da província do Baluchistão, onde vários grupos rebeldes operam, incluindo os talibãs paquistaneses, ligados ao grupo extremista Estado Islâmico, cuja base se encontra do outro lado da fronteira, no Afeganistão, escreve a imprensa internacional.

O ataque ainda não foi reivindicado por nenhum grupo extremista.

O fundador do Wikileaks, Julien Assange, foi detido em Londres depois de quase sete anos asilado na embaixada do Equador em Londres.

Assange foi detido, nesta quinta-feira, por agentes do Serviço da Polícia Metropolitana na embaixada do Equador em cumprimento de um mandado emitido pelo tribunal dos magistrados de Westminster a 29 de Junho de 2012, em informação avançada pelo Observador.

Julien Assange encontrava-se desde Agosto de 2012 no interior da embaixada do Equador em Londres, depois de aquele país lhe ter concedido asilo político na sequência das acusações de que é alvo nos Estados Unidos devido à publicação de documentos diplomáticos norte-americanos através do Wikileaks.
 

Depois de meses de protestos e 30 anos no poder, o presidente do Sudão, Omar al-Bashir foi destituído e detido pelo exército do país, anunciou o ministro da defesa, Awad Mohamed Ahmed Ibn Auf, numa televisão pública sudanesa.

O anúncio do ministro da defesa surge na sequência de um movimento de contestação popular contra Omar al- Bashir, que chegou ao poder depois de um golpe de Estado há mais de três décadas.

O ministro da defesa disse que com a detenção do Al-Bashir o país será governado por um conselho militar presidido por si durante um período de transição de dois anos, que será seguido de eleições.

De acordo com a BBC, foi ainda declarado o estado de emergência durante três meses. Segundo a CNN, o presidente destituído está em prisão domiciliária e a sua equipa de segurança substituída por membros do exército.
Ahmed Ibn Auf revelou ainda que a constituição sudanesa será suspensa e as fronteiras fechadas por tempo indeterminado. O espaço aéreo vai ser encerrado durante 24 horas.

Omar al-Bashir, que há muito tempo é indesejado em vários países do continente africano e que é alvo de acusações por parte de instâncias jurídicas internacionais por genocídio, governou o Sudão durante mais tempo do que qualquer outro líder desde que o país se tornou independente em 1956.

Omar al-Bashir chegou ao poder em 1989 como um general pouco conhecido. Durante os seus 30 anos no poder espalhou a guerra pelo seu país, com o seu governo a bombardear civis com aviões, a cometer crimes de guerra, contra a humanidade e a levar a cabo genocídio na região de Darfur.

 

O parlamento britânico aprovou uma lei que obriga o governo a pedir aos líderes da UE um novo prazo para evitar um Brexit sem acordo.

Caso os parlamentares não consigam superar as suas divergências e não cheguem a acordo sobre a modalidade de saída do Reino Unido da UE, a câmara dos Lordes apresentou um projecto de lei para forçar a chefe do governo a adiar o Brexit.

Theresa May deverá nas próximas horas apresentar uma moção ao Parlamento britânico com a duração do prazo que, na quarta-feira, irá sugerir à União Europeia, escreve o Notícias ao Minuto.

Originalmente marcada para 29 de março, a saída do Reino Unido da UE já foi adiada para 12 de Abril.

Contudo, devido à falta de um acordo entre os deputados britânicos, May pediu aos líderes da UE um segundo adiamento, até 30 de Junho, com a possibilidade de o Reino Unido sair mais cedo, caso os parlamentares cheguem a um compromisso.

Após a surpreendente renúncia do Presidente do Cazaquistão, Nursultan Nazarbayev, o chefe de Estado interino, Kassym-Jomart Tokayev, anunciou hoje eleições presidenciais antecipadas para 09 de Junho.

 A eleição presidencial tinha sido inicialmente marcada para Abril de 2020.

No seu discurso à nação, o Presidente interino explicou que é "necessário acabar com todas as incertezas" para "garantir o acordo dentro da sociedade" e trazer "o desenvolvimento" para este país rico em hidrocarbonetos, que tem enfrentado dificuldades económicas nos últimos anos.

Como ex-Presidente, Nursultan Nazarbayev, continuará a ocupar posições-chave no país que liderou por trinta anos. A sua sucessão será um desafio para a ex-República soviética, que nunca passou por uma transição democrática em quase 30 anos de independência.

Nursultan Nazarbayev, de 78 anos, chegou ao poder da República soviética do Cazaquistão em 1989 e, uma vez proclamada a independência em 1991, assumiu a Presidência do maior país da Ásia Central.

Em Maio de 2010, Nazarbayev foi proclamado líder da nação com imunidade vitalícia, por isso que não pode ser detido e nem processado por actos cometidos em activo ou uma vez que deixe o poder.

Em Março do ano em curso, Nazarbayev anunciou a sua renúncia ao cargo de Presidente da República.
Kassym-Jomart Tokayev, de 65 anos, até então líder do Senado, tornou-se Presidente interino. Tokayev ainda não disse se vai concorrer à Presidência do Cazaquistão, apesar de a maioria dos analistas o considerar um candidato potencial para as próximas eleições.

"Eu não penso que haja muita dúvida", disse o analista político Aidos Sarym, acreditando que Tokayev se apresente como candidato presidencial.

Segundo Sarym, a decisão de convocar uma eleição presidencial antecipada visa aliviar os temores de incerteza que pairam sobre o país após a surpreendente demissão de Nazarbayev.

“Segundo a legislação, em caso cessação das faculdades do presidente, suas obrigações serão assumidas pelo presidente do Senado. Depois haverá eleições”, disse.

 

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