Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Novos balanço aponta para 310 número de mortos no Sri Lanka. Já foram efectuados um total de 40 detenções de suspeitos de ligação aos atentados, de domingo.
A informação foi avançada pelo porta-voz da polícia do Sri Lanka, Ruwan Gunasekara.

Os feridos são "mais de 500", acrescentou, admitindo a dificuldade em fornecer números exatos relativos às vítimas.

O anterior balanço, de segunda-feira, era de 290 mortos e 500 feridos.

Subiu para 290 o número de mortos em ataques ocorridos este domingo, no Sri Lanka.

O número de pessoas detidas relacionadas com os ataques, que não foram ainda reivindicados, também aumentou de 13 para 24, disse à agência de notícias France-Presse o porta-voz da polícia, Ruwan Gunasekera, citado pela RTP.

Uma bomba artesanal foi encontrada e desactivada próximo ao aeroporto de Colombo.

Dentre os mortos encontra-se um cidadão de nacionalidade portuguesa. O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o Ministério dos Negócios Estrangeiros lamentaram os ataques e manifestaram pesar pela morte do cidadão português.

As primeiras investigações apontam para bombistas suicidas na origem de, pelo menos, seis das explosões.

O Sri Lanka decretou hoje a entrada em vigor do estado de emergência em nome da "segurança pública", após os ataques no domingo de Páscoa que fizeram pelo menos 290 mortos e 500 feridos, anunciou a Presidência cingalesa.

O estado de emergência visa fortalecer a ação das forças de segurança, dando-lhes poderes especiais.

A explosão esta segunda-feira de uma carrinha estacionada perto de uma Igreja, em Colombo, foi mais um sinal do clima de tensão no país. As forças de segurança cingalesas revelaram também ter descoberto 87 detonadores de bombas num terminal de autocarros da capital.

"A polícia encontrou 12 deles espalhados no chão e depois revistaram um aterro onde 75 detonadores adicionais foram encontrados", referiu a nota emitida pela polícia.

Até ao momento, já foram detidas 24 pessoas. O governo apontou a autoria dos atentados ao grupo islamita National Thowheeth Jamath, mas não descarta um eventual apoio de organizações estrangeiras. As oito explosões de domingo atingiram quatro hotéis, três igrejas e um complexo residencial. 

Por enquanto mantém-se também o bloqueio às principais redes sociais e serviços de mensagens, no sentido de travar a propagação de notícias falsas.

Em memória das vítimas, entre as quais 39 cidadãos estrangeiros, foi também declarado dia de luto nacional para esta terça-feira.

 

158 mortos e cerca de 400 feridos é o balanco das explosões em três igrejas e igual número de hotéis de luxo, que ocorreram este domingo no Sri Lanka.

É expectável que o número de vítimas mortais venha a subir. Só numa das igrejas atingidas, a de St. Sebastian, em Katuwapitiya, mais de 50 pessoas foram mortos. 

As explosões ocorreram "quase em simultâneo", logo nas primeiras horas do dia, de acordo com fontes policiais citadas por agências internacionais.

A capital, Colombo, foi alvo de pelo menos quatro explosões, em três hotéis de luxo e numa igreja. Duas outras igrejas foram também alvo de explosões, uma em Negombo, a norte da capital e onde há uma forte presença católica, e outra ao leste do país em Batticaloa.

O ataque, que parece ter sido coordenado, ainda não foi reivindicado, mas um responsável de segurança do país referiu que se suspeita terem sido levados a cabo por bombistas suicidas.

Trata-se de um ataque de grande dimensão, como já não se via desde o final da guerra civil, que até há 10 anos opôs forças governamentais e separatistas tamiles. 

O Presidente do Sri Lanka, Maithripala Sirisena, apelou à calma depois das explosões sentidas em três hotéis de luxo e três igrejas, onde muitos fiéis celebravam o Domingo de Páscoa.

                                                    

 

 

O Papa Francisco expressou, hoje, a sua “tristeza” perante os ataques mortais no Sri Lanka, neste domingo de Páscoa, mostrando-se próximo de “todas as vítimas de tal violência cruel”. Escreve a Euronews.

Pelo menos 207 pessoas perderam a vida e 450 ficaram feridas numa série de explosões esta manhã em quatro hotéis, três igrejas e um complexo residencial, ensombrando assim as cerimónias pascais na Praça de São Pedro, no Vaticano.

“Soube, com tristeza, da notícia dos graves atentados, precisamente hoje, dia de Páscoa, que trouxe dor e luto em várias igrejas e outros locais de encontro no Sri Lanka”, disse o Papa perante milhares de pessoas.

“Desejo expressar a minha proximidade afectiva à comunidade cristã, que estava reunida, e a todas as vítimas de tão cruel violência. Confio ao Senhor aqueles que desapareceram tragicamente e rezo pelos feridos e por todos aqueles que sofrem por causa deste evento dramático", acrescentou o pontífice durante a celebração da missa pascal.

O Papa presidiu à celebração da Missa de ressurreição de Cristo, mas não fez a homilia.

 

As autoridades sudanesas detiveram vários membros seniores do partido no poder do ex-presidente Omar al-Bashir, numa tentativa de poderá elevar a confiança dos militares sob pressão dos manifestantes para passar o poder aos civis. Um outro passo a ser dado tem a ver com a promessa da Junta Militar (TMC) demitir oito agentes dos Serviços de Inteligência e Segurança Nacional.

Os grupos da oposição haviam exigido que as agências de segurança sejam restruturadas.

Os procuradores públicos iniciaram uma investigação contra Bashir sobre acusações de lavagem de dinheiro e posse de largas somas de fundos internacionais sem bases legais, disse uma fonte judicial no sábado.

A fonte disse que os agentes da inteligência militar que vasculharam a residência de Bashir, encontram maletas cheias de mais de 351 mil dólares e seis milhões de euros, bem como cinco milhões de escudos sudaneses.

“O procurador-geral ordenou o antigo presidente detido que fosse levado ao julgamento”, uma fonte judicial disse a Reuters.

“O julgamento contra Bashir vai ter lugar na prisão Kobar em Cartum”, disse a fonte, acrescentando que Bashir ainda não foi questionado. Dois dos seus irmãos foram detidos sob alegacões de corrupção, avançou uma fonte.

Ainda não se têm comentários dos parentes dos indiciados.

Doutro lado, uma fonte do Partido do Congresso Nacional afirmou que as autoridades detiveram o actual líder do partido, Ahmed Haroun, antigo vice-presidente, Ali Osman Taha, antigo conselheiro de Bashir, Awad al-Jaz, o secretário-geral do movimento islâmico, AL-Zubair Ahmed Hassan e o antigo presidente do Parlamento, Ahmed Ibrahim al-Taher.

A fonte acrescentou que o presidente do parlamento, Ibrahim Omae, e o conselheiro presidencial, Nafie Ali estão também detidos.

Bashir, que é também procurado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) sobre alegado genocídio em Darfur, no Sudão, foi tirado a 11 de Abril pelos militares, após meses de protestos contra o seu governo.

A sua família disse semana passada que o antigo presidente foi transferido do palácio presidencial para cadeia de máxima segurança, Kobar em Cartum.

 

 

A Justiça peruana condenou o antigo Presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski a 36 meses de prisão preventiva.

Segundo a imprensa local, um tribunal especializado em ofensas de corrupção ordenou a prisão preventiva do ex-presidente, no âmbito de uma investigação por lavagem de dinheiro à construtora brasileira Odebrecht.

O ex-presidente é acusado de ter recebido dinheiro da Odebrecht quando era ministro da economia no governo de Alejandro Toledo. Em 2017, a construtora brasileira revelou que pagou quase 5 milhões de dólares por serviços de consultoria às empresas First Capital e Westfield Capital, ligadas a Kuczynski.

Pablo Kuczynski, de 80 anos estava preso provisoriamente desde a semana passada. A detenção provisória, de 10 dias, expiraria hoje, mas na passada quarta-feira (17), o político teve uma crise de hipertensão e foi submetido a uma cirurgia cardíaca. Kuczynski encontra-se atualmente internado numa clínica de Lima.
Os advogados do Kuczynski já anunciaram a intenção de recorrer.

Em Março do ano passado, Pablo Kuczynski renunciou à presidência, em meio à suspeita de conexão com a Odebrecht. Kuczynski fugiu para os Estados Unidos, mas o Peru pediu sua extradição.

As denúncias envolvendo a Odebrecht no Peru investigam os quatro últimos ex-presidentes peruanos: Pablo Kuczynski e Alan Garcia, Alejandro Toledo e Ollanta Humala. Todos sempre negaram as acusações.
Alan Garcia morreu esta semana na sequência de um disparo sobre si mesmo quando ia ser detido.

Presidente entre 1985 e 1990 e entre 2006 e 2011, Garcia, 69 anos, morreu enquanto era operado no hospital Casimiro Ulloa, para onde foi transportado pelos agentes da polícia que se tinham deslocado a sua casa para o prender.

 

Um grupo armado invadiu uma festa privada em Minatitlan, no estado de Veracruz, no México, e fez pelo menos 13 mortos, entre eles uma criança, e ainda quatro feridos.

De acordo com informações avançadas pela Euronews o grupo procurava o proprietário de um bar daquela cidade.

As autoridades ainda não conseguiram apurar se o alvo da busca era o dono do espaço onde teve lugar a tragédia ou se estaria presente no local àquela hora.

A cidade é um alvo preferencial do crime organizado nos últimos anos, devido à forte importância do petróleo na região, o que tem motivado inúmeros sequestros.

Num gesto inesperado, o Primeiro-Ministro de Mali, Boubeye Maiga, e o governo decidiram na quinta-feira renunciar ao poder, sem indicar as razões do abandono das pastas. O Presidente Ibrahim Boubacar Keita já emitiu um comunicado aceitando a decisão do governo, um dia depois de o Parlamento ter discutido a possibilidade de avançar com uma moção de censura contra o governo.

Foi em Março que cerca de 160 pastores de gado da etnia Fulani foram assassinados por um grupo étnico vigilante, mas ainda não se conhecem os devidos responsáveis. Apenas cinco pessoas foram detidas. O massacre parece ter sido uma retaliação pela morte de 23 soldados por um grupo terrorista afiliado a al-Qaeda. Maior parte dos membros pertencem à etnia Fulani.

 Mali está em conflito civil desde 2012, e mais de metade do país está sob o controlo de jihadistas.

 

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE