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O País – A verdade como notícia

Europa e China exploram pesca em África de forma oportunista

Frotas europeias, chinesas e de outros países estão a aproveita-se da má gestão das águas africanas para explorar os recursos pesqueiros de África de forma "oportunista". A acusação é feita pela activista Ibrahima Cissé, da organização não-governamental Greenpeace.
 
"Aproveitam as fragilidades dos sistemas de gestão de pescas em África para fornecer os seus mercados e agem como se fosse terra de ninguém”, disse Ibrahima Cissé em declarações à agência Lusa, citada pelo site Notícias ao Minuto.

A África ocidental é considerada como sendo uma das regiões mais ricas do mundo em termos de biomassa e biodiversidade. Por exemplo, os 1,5 milhões de quilómetros de área marítima da Mauritânia, Gâmbia, Senegal, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné-Conacri e Serra Leoa (que integram a Comissão Sub-regional de Pescas) representam cerca de um quinto do total de capturas mundiais, escreve o Noticias ao Minuto, citando a Lusa.

Mas a falta de um organismo de gestão dos recursos pesqueiros compromete a sustentabilidade ambiental e económica das pescas nesta área, sujeita a uma enorme pressão de frotas industriais estrangeiras.

“Os problemas que temos na África Ocidental não se devem apenas aos chineses. Infelizmente, os media tendem a focar-se nestes, mas o que se passa é que África é um 'puzzle' com vários actores diferentes em que cada um quer levar a sua avante", explicou a activista da Greenpeace. 

Segundo estimativas dos investigadores de um estudo que compara o acesso de europeus e chineses às pescas na África ocidental, a União Europeia capturou uma média de 1,6 milhões de toneladas/ano e a China 2,3 milhões de toneladas/ano entre 2000 e 2010 na África Ocidental. Entretanto, a União Europeia reportou apenas 29% e a China 8% das suas capturas totais.

Estão actualmente em vigor 14 acordos relativos às pescas da União Europeia em países da África Ocidental, sendo 10 para o atum (Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Costa do Marfim, Gâmbia, Madagáscar, Senegal, Libéria, Seychelles, Ilhas Cook e Maurícias) e quatro para 'stocks' mistos (Mauritânia, Marrocos, Gronelândia e Guiné-Bissau).

A União Europeia tem também acordos, cujo período de vigência já terminou, com Moçambique, Gabão, Madagáscar, Guiné Equatorial, Micronésia e Ilhas Salomão, alguns dos quais em fase de renegociação.

 

O Presidente do Kosovo afastou hoje qualquer hipótese de acordo sobre as relações do país com a Sérvia sem a participação dos Estados Unidos.

Hashim Thaci diz que que a União Europeia está "muito fraca e desunida" para mediar sozinha as negociações. Estas declaradas foram emitidas após uma reunião à porta-fechada com a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, à margem de uma cimeira dos líderes balcânicos em Berlim, convocada pela Alemanha e pela França para retomar as conversações várias vezes entre os dois países vizinhos.

Kosovo proclamou a sua independência da Sérvia em 2008, depois de travar uma guerra entre 1998 e 1999 que terminou com a intervenção da NATO para pôr fim à sangrenta repressão sérvia dos separatistas albaneses do Kosovo. A Sérvia não reconhece a independência do Kosovo, mas foi dito a ambas as partes que devem melhorar as relações bilaterais se querem aderir à União Europeia (UE). O bloco comunitário tem mediado as negociações destinadas a solucionar o longo conflito balcânico desde 2011.

Embora o Presidente sérvio, Aleksandar Vucic, procure formalmente a adesão à UE, ele tem gradualmente aproximado a Sérvia da Rússia: na semana passada, reuniu-se com o Presidente russo, Vladimir Putin, durante uma cimeira na China e disse que a Rússia apoia a Sérvia na defesa dos seus interesses no Kosovo.
Na reunião de hoje em Berlim, que inclui também líderes de outros Estados da região, espera-se que seja igualmente abordada a controversa sugestão de uma troca de terras entre os dois países, sobretudo ao longo de linhas divisórias étnicas – uma coisa que muitos na UE esperam conseguir impedir.

À margem das reuniões, Vucic disse à imprensa: "Somos contra mudanças nas fronteiras, mas estamos disponíveis para falar sobre todas as soluções possíveis". À entrada para a cimeira, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o Presidente francês, Emmanuel Macron, reduziram as expetativas de resultados concretos, afirmando que se trata sobretudo de proporcionar aos líderes regionais uma oportunidade de diálogo para discutiram as questões em aberto.
"É um passo num caminho muito longo, e não necessariamente um processo orientado para a obtenção de resultados hoje", declarou Merkel à imprensa. Macron acrescentou que é do maior interesse da Europa promover a estabilidade na região.

"Não temos qualquer intenção de prescrever uma solução", disse o chefe de Estado francês, segundo o qual os líderes dos Balcãs querem "analisar todas as opções possíveis, debatê-las pacificamente e avançar sem tabus e sem provocar novas tensões regionais".
Mogherini desencadeou a ira do Kosovo em Dezembro passado, quando apelou às autoridades kosovares para levantarem as tarifas impostas aos bens procedentes da Sérvia, para apaziguar o conflito entre os dois países.
 

 

Aumentou o número de mortes causadas pelo vírus Ébola na província de Kivu Norte, na República Democrática do Congo (RDC). Segundo dados do Ministério da Saúde do país o número de mortes aumentou para 865 até este sábado, 66 possivelmente causadas pelo Ébola, e 410 pessoas curadas.

De acordo com o Ministério da Saúde o registo da contaminação do vírus cresceu na última semana fixando-se 1.439, dos quais 1.373 confirmados. Neste momento existem no país 263 casos suspeitos da doença sob investigação. Desde a semana passada, foram registados mais 22 novos casos confirmados, incluindo seis em Butembo, quatro em Katwa, quatro em Mabalako, três em Mandima, três em Kalunguta, um em Beni e um em Musienene.

O Ministério da Saúde da RDC admitiu que a epidemia de Ébola, nas províncias de Kivu Norte e Ituri, é já a maior da história do país relativamente ao número de infecção. A RDC foi atingida nove vezes pelo Ébola, depois da primeira manifestação do vírus no país africano, em 1976.

É a primeira vez que uma epidemia de Ébola é declarada numa zona de conflito, onde existe uma centena de grupos armados, o que leva à deslocação contínua de centenas de milhares de pessoas que podem ter estado em contacto com o vírus e a dificuldades na resposta à doença das organizações de socorro.

O mais devastador surto de ébola a nível mundial foi registado em Março de 2014, na Guiné Conacri, Serra Leoa e Libéria. Dois anos depois, em Janeiro de 2016, a OMS declarou o fim da epidemia, que causou 11.300 mortos, sendo que, no total, foram contaminadas 28.599 pessoas.

 

 

O principal líder dos protestos na Argélia disse, ontem, que o país precisa de seis meses para organizar eleições livres e sugeriu que o antigo ministro respeitado por manifestantes e islamitas liderasse o governo de transição.

A sugestão de Seif Islam Benatia sobre o governo de transição a ser liderado por Ahmed Taleb Ibrahimi, antigo ministro conservador de 87 anos, com papel fundamental nestes protestos, ocorre um dia depois de centenas de milhares de manifestantes terem marchado pacificamente, exigindo a saída da elite no poder.

Benatia disse no encontro dos activistas e académicos que nem o presidente interino Abdelkader Bensalah nem o Primeiro-Ministro, Nouredine Bedoui, nomeado por Bouteflika, são idóneos para liderar o governo de transição, pois eles são parte da elite.

O principal líder dos protestos sugeriu um período de transição de seis meses que se mostra maior do que os 90 dias previstos pela constituição.
“Definitivamente, o presidente interino e o primeiro-ministro devem deixar o poder”, disse Seif Islam, um dentista de 31 anos.

Ibrahimi, filho de um prominente pregador islâmico, Bachir Ibrahimi, serviu sob mandato de dois presidentes, como ministro de negócios estrangeiros. Ele não foi permitido sob governação de Bouteflika registar o seu próprio partido, uma situação que o faz ser visto como diferente da elite no poder.

“Taleb Ibrahimi está pronto a ajudar-nos para nova era”, disse, acrescentando que manteve encontro com ele. “Taleb não vai ser um candidato nas eleições presidenciais. Ele é competente, honesto e confiável”.

A Reuters não obteve comentário imediato de Ibrahimi.

Bouteflika deixou o poder este mês, cedendo à pressão dos militares e dos manifestantes que procuram mudanças e melhorias de vida.
Os protestos têm continuado, pois os manifestantes rejeitam a nomeação de Bensalah como presidente interno para liderar o governo durante 90 dias até a realização de eleições no dia 4 de Julho. Bouteflika que estava no poder há 20 anos foi forçado a resignar-se pelo chefe do exército.

 

Oposição e junta militar no Sudão consideraram, hoje, como “transparente e favorável” a reunião que mantiveram para formar um governo de transição no país, depois de o Presidente, Omar al-Bashir, ter sido deposto.

Ambas as partes anunciaram a constituição de uma comissão formada por membros do Conselho Militar de Transição e das Forças da Declaração da Liberdade e Mudança, uma coligação de grupos da oposição liderada pela Associação dos Profissionais Sudaneses, escreve Lusa.

A reunião ocorreu depois de os opositores terem concordado na quarta-feira a retoma das conversações com os militares, que anunciaram a resignação de três elementos da junta militar, acusados de serem próximos de Al-Bashir.

“As negociações de hoje foram dominadas por um espírito positivo e caracterizadas por uma grande transparência, para elevar o valor da pátria”, afirmou numa conferência de imprensa o porta-voz da junta militar, Shamsaldín Kabashi, no final da reunião.

Por sua vez, o porta-voz das Forças da Declaração da Liberdade e Mudança, Madani Abas Madani, disse que foram “discutidos pontos de discórdia”, esperando que se produzam “resultados positivos que satisfaçam as aspirações do povo sudanês o mais rápido possível”.

“A discussão foi positiva e favorável”, concluiu o activista.

A reunião aconteceu após uma semana de protestos para exigir a transição do poder para um governo civil.

Os opositores propõem um conselho soberano, constituído por um número limitado de militares, durante um período de transição de quatro anos.

Em contrapartida, os militares defendem a cedência do poder soberano aos generais durante dois anos.

Milhares de pessoas continuam em protesto no Sudão para reclamar uma transição democrática para um governo civil, depois de manifestações contra Omar al-Bashir terem levado os militares a deporem o Presidente sudanês em 11 de Abril.

Desde então, o Sudão é governado por uma junta militar, o Conselho Militar de Transição.

Os protestos contra Omar al-Bashir começaram em dezembro devido ao agravamento da situação económica no país, com o aumento dos preços de produtos básicos e do combustível.

A repressão das manifestações provocou mais de 50 mortos e milhares de feridos, assim como vários detidos, que foram posteriormente libertados pelo Conselho Militar de Transição.

Os católicos do Sri Lanka assistiram, hoje, pela televisão à missa, já que as igrejas do país estão encerradas com receio que se repitam ataques como os de Domingo de Páscoa, há uma semana, nos quais morreram 250 pessoas, avançou Lusa.

O cardeal Malcolm Ranjith, arcebispo de Colombo, celebrou uma homilia antes de membros do clero se reunirem numa pequena capela na sua residência em Colombo – uma medida extraordinária motivada pelo medo que ainda se vive nesta nação de 21 milhões de pessoas.

A Embaixada dos EUA em Colombo alertara contra a participação este fim-de-semana em qualquer serviço num local de culto.

Desde os atentados de há uma semana, reclamados pelo Estado Islâmico, a polícia tem feito rusgas e desativado dezenas de explosivos.

A polícia deteve dois principais suspeitos dos atentados do Sri Lanka no dia de Páscoa que são irmãos.

A informação avançada pelo portal noticioso Ada Derana dá ainda conta de que os suspeitos detidos pelas autoridades foram identificados como Mohamed Saadik Abdul Haq e Mohamed Saahid Abdul Haq.

A força especial da polícia e os oficiais do exército do Sri Lanka levaram a cabo as detenções durante uma missão que teve por base uma denúncia recebida pela polícia de Nawalapitiya.

A queixa indicava que os suspeitos estariam escondidos numa sapataria de um parente na região de Gampola.

Foi igualmente detido o motorista do carro que levou os suspeitos a Gampola, que é também o proprietário de uma casa onde o veículo estava escondido e o dono da sapataria.

Os detidos foram entregues ao Departamento de Investigação Criminal para investigações adicionais.

Depois de alguns meses a ouvir reclamações dos franceses, Emmanuel Macron dirige-se ao povo para apresentar medidas de combate à crise na França.

O presidente francês viu a necessidade de reformar o sistema democrático, aproximando o poder dos cidadãos. Uma diretriz que, para Macron, deverá passar pela descentralização do serviço público, a redução do número de parlamentares e do número de mandatos, pelo recurso a referendos de iniciativa partilhada e pela criação de um conselho consultivo com participação dos cidadãos escolhidos por sorteio.

"Temos de restaurar uma esperança de progresso para todos, pedindo a cada um o melhor de si mesmo, é assim que poderemos reconstruir verdadeiramente o que chamaria de arte de ser francês, a capacidade de discutir tudo em permanência", disse o presidente, durante o discurso.

A justiça fiscal foi um dos temas dos protestos dos coletes amarelos. Mas Macron descartou a possibilidade de voltar a aplicar o imposto sobre as grandes fortunas, de modo a continuar a atrair investimento para o país. Macron reconhece, no entanto, que a carga fiscal sobre os trabalhadores é já pesada.

"Vou ser claro: não quero uma subida de impostos. Quero baixar os impostos para quem trabalha, reduzindo significativamente o imposto sobre os rendimentos", anunciou Macron.
A idade da reforma aos 62 anos permanece intacta, mas Macron deixa o aviso: "os franceses terão de trabalhar mais para fazer face às despesas".

"Temos de trabalhar mais, já disse, é o famoso debate que dura há semanas e é um eixo central, porque se formos a ver, França trabalha muito menos que os vizinhos. Em média, entramos mais tarde no mercado de trabalho, saímos mais cedo, e trabalhamos menos durante o ano. Portanto, precisamos de fazer um verdadeiro debate sobre o assunto, de forma a construirmos reais opções para seguirmos em frente. É essencial", afirmou.

Emmanuel Macron anunciou ainda a criação de um "conselho de defesa ecológica" e, no campo social, um mecanismo de garantia de pagamento de pensões alimentares.
Em vista, deixou uma "reforma profunda" das políticas migratórias do país

Para pagar as contas, o presidente francês quer subtrair na despesa pública, uma solução que segundo ele, se poderá alcançar através de uma reorganização do Estado.

 

O Presidente russo Vladimir Putin e o líder norte-coreano Kim Jong-un reuniram-se hoje, pela primeira vez, na cidade portuária russa de Vladivostok, para debater o programa nuclear da Coreia do Norte. A situação na Coreia do Norte e o desenvolvimento da tecnologia nuclear foram os pontos principais das conversações.

Este foi o primeiro encontro entre os dois chefes de Estado, cujos países mantêm relações amistosas. A última vez que um líder da Coreia do Norte se reuniu com um homólogo russo foi há oito anos, quando Kim Jong-Il (pai do actual dirigente norte-coreano) se encontrou com Dmitri Medvedev, o actual primeiro-ministro russo.

A reunião entre os dois dirigentes surge dois meses após a segunda cimeira entre Kim Jong-un e Donald Trump, em Fevereiro, no Vietname, que ficou marcada pelas exigências da Coreia do Norte de um maior alívio de sanções impostas pelos Estados Unidos em troca do desarmamento nuclear.

Neste momento, a Coreia do Norte procura novos apoios internacionais para o seu braço de ferro com os Estados Unidos.

 

Os juízes do Superior Tribunal de Justiça brasileiro decidiram esta terça-feira, de forma unânime, reduzir a pena do ex-Presidente Lula da Silva, de 12 anos e um mês para oito anos, 10 meses e 20 dias de prisão.

O antigo chefe de Estado brasileiro cumpre pena em regime fechado, há mais de um ano, na sede da Polícia Federal em Curitiba, por corrupção passiva e branqueamento de capitais.

De acordo com a Justiça Brasileira, Lula recebeu um apartamento como suborno em troca de beneficiar contratos da construtora OEA com a petrolífera estatal Petrobras.

 

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