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O País – A verdade como notícia

As autoridades mexicanas encontraram 19 corpos enrolados em sacos no interior de um canal de águas residuais, na cidade de Ixtlahuacán de los Membrillos. Os corpos pertencem a uma mulher e 18 homens.
De acordo com o procurador, Gerardo Solis, os corpos foram depositados no local em datas diferentes, uma vez que o estado de decomposição é diferente, escreve a imprensa internacional.

"Alguns tinham morrido entre os dois e os dez dias, outros entre sete e 14 e outros cerca de 21 dias", explicou.

Os corpos foram descobertos graças a um telefonema anónimo sobre a localização dos corpos.

Um ataque terrorista em duas mesquitas na Nova Zelândia provocou 40 mortos e mais de 20 feridos.

As autoridades avançaram que detiveram quatro pessoas em conexão com os ataques nas mesquitas e que após os tiroteios desactivaram explosivos que se encontravam num carro no centro da cidade de Christchurch.

Os tiroteios foram reivindicados por um australiano que se identificou como Breton Tarrant e que transmitiu em directo o momento do ataque. Tarrant deixou um manifesto anti-imigrantes no qual procurou justificar as ações, escreve a imprensa internacional.

As imagens mostram o momento em que o suspeito se dirigiu à mesquita de Al Noor, saiu do carro e disparou contra um veículo que passava. Depois dirigiu-se à entrada da mesquita e matou uma pessoa que se encontrava à porta.

Assim que entrou na mesquita, Brenton começou a disparar a arma semiautomática de forma indiscriminada. Segundo o jornal New Zealand Herald, uma das vítimas tentou fugir depois de ser atingida pelas balas, mas o atirador não a deixou escapar e disparou continuamente até a matar.

Para impedir que alguém saísse da mesquita com vida, o suspeito posicionou-se no corredor principal e disparou contra tudo e todos.

Quando acabaram as munições, o homem dirigiu-se ao carro, recarregou a arma e regressou ao interior da mesquita continuando a disparar, só saindo quando não havia ninguém com vida.

O vídeo termina com o suspeito a abandonar o local no seu carro.

A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinta Ardern, considerou o ataque um dos dias mais negros do país.

"Um acto de violência sem precedentes que não tem lugar na Nova Zelândia", disse.

A primeira-ministra disse que muitas pessoas afectadas podem ser migrantes ou refugiadas.

Os ataques aconteceram nas mesquitas de Al Noor, em Hagley Park, e de Linwood Masjid.

Christchurch é a maior cidade da Ilha Sul da Nova Zelândia e a terceira maior cidade do país com cerca de 376.700 habitantes, localizada na costa leste da ilha e a norte da península de Banks. É a capital da região de Canterbury.

Numa altura em que, na Argélia, continuam protestos pela demissão do presidente Bouteflika, o Primeiro-Ministro daquele país promete um novo governo até quarta-feira. Desde já Noureddine Bedoui promete formação de um novo governo de transição.

Bedoui garante que o novo governo será uma equipa de tecnocratas que fará proveito a capacidades dos jovens, homens e mulheres.

Desde 22 de Fevereiro que os argelinos protestam nas ruas da capital pelo fim do regime de Bouteflika. Há quem suspeita que Bouteflika, ao adiar as eleições, queira perpetuar-se no poder.

 

A primeira-ministra britânica, Theresa May submete hoje no parlamento, uma nova proposta de votação do seu acordo de saída da União Europeia até 20 de Março. O acordo concluído em Novembro após 17 meses de negociações, já foi duas vezes chumbado pelos deputados britânicos.

Se a proposta for aprovada, May pedirá aos dirigentes europeus um pequeno adiamento do Brexit, inicialmente marcado para 29 de Março, até 30 de Junho. Mas se for rejeitado a prorrogação da saída do Reino Unido do bloco comunitário deverá prolongar-se e implicará que o país realize eleições europeias em Maio.

Depois de o parlamento britânico ter rejeitado ontem, por 312 votos a favor e 308 contra, a saída da UE sem acordo com Bruxelas "em qualquer momento e em qualquer circunstância", May advertiu os deputados que a ausência de acordo de divórcio com a União Europeia poderá exigir um adiamento de longa duração do Brexit.

A diferença entre o acordo de saída negociado por May com a UE e a moção ontem aprovada pelos deputados britânicos é que o texto proposto pelo governo excluía uma saída sem acordo mas só na data marcada, a 29 de Março ao passo que a moção ontem aprovada, embora não vinculativa, prevê que não haverá saída sem acordo "em qualquer momento e em qualquer circunstância".

 

As eleições de 10 de Março, na Guiné-Bissau, resultaram na vitória do Partido Africano para Independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde (PAIGC).

Este partido conseguiu conquistar 46.1% dos votos, o que significa 47 assentos parlamentares dos 102 existentes.

E contando com acordos celebrados com os outros partidos parlamentares, PAIGC garante uma maioria absoluta para governar.

Em segundo e terceiro lugar ficaram o Madem G15 e o partido da renovação eleitoral.

Com estas eleições legislativas fortemente aplaudidas pelos observadores internacionais, espera-se que a crise política que dura há quatro anos chegue ao fim na Guiné-Bissau.

Recorde-se que o presidente José Mário Vaz demitiu o governo do líder do PAIGC que dispunha de uma maioria absoluta. Em substituição, nomeou um governo que não tinha apoio parlamentar. Em conferência de imprensa, realizada depois de o partido mais votado – Partido Africano para a Independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde (PAIGC) – ter dito que respeitava os resultados provisórios que lhe davam uma maioria parlamentar, dois dirigentes do Madem apelaram à calma entre os seus apoiantes e prometeram reagir, mas só após a resposta da Comissão Nacional de Eleições (CNE) às reclamações feitas.

O director da campanha eleitoral, Marciano Barbeiro, disse aos jornalistas que o Madem espera que a CNE “seja competente” para apreciar de “forma serena e tranquila” os elementos apresentados pelo movimento que, no seu entender, irão provar que os resultados eleitorais que lhe foram atribuídos “não são aqueles que, de facto, alcançou” nas urnas.

 

Após o parlamento britânico ter chumbado novamente o acordo se saída do Reino Unido, com 391 votos contra e 242 votos a favor, o parlamento europeu volta a debater o Brexit.

O debate que será feito no âmbito da sessão plenária do Parlamento Europeu irá contar com a presença do presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker

Durante a sessão os eurodeputados vão analisar o novo chumbo da Câmara dos Comuns e avaliar as suas consequências.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, não conseguiu fazer passar o acordo apesar dos três documentos adicionados segunda-feira que o Governo considerava terem as alterações necessárias para conseguir uma maioria de deputados favorável, escreve o Notícia ao Minuto.

O principal negociador da UE para o Brexit disse que a União Europeia fez de tudo para ajudar à aprovação do acordo de saída.

"O impasse do Brexit só pode ser resolvido no Reino Unido. Os nossos planos de contingência para um não acordo são mais importantes do que nunca", disse Michel Barnier.

Além do Acordo de Saída e da Declaração Política sobre as relações futuras, foram votados, no âmbito da proposta apresentada pela chefe de Governo britânica, três novos documentos, que só foram finalizados ao final do dia de segunda-feira em Estrasburgo pela primeira-ministra britânica, Theresa May, e o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.

O Acordo de Saída negociado com Bruxelas foi submetido ao parlamento britânico pela segunda vez, depois de ter sido chumbado a 15 de janeiro por uma margem de 230 votos, incluindo 118 de deputados do partido do Governo, o partido Conservador.

Um edifício de três andares, onde funcionava uma escola privada, desabou em Lagos, na Nigéria, na manhã desta quarta-feira, deixando mais de 100 pessoas soterradas, incluindo crianças.  

Segundo o governo regional, os alunos estavam nas salas de aula quando ocorreu o desabamento.

O porta-voz da Agência de Gestão de Emergências Nacional, Ibrahim Farinloye, acredita que há varias pessoas soterradas e teme que as crianças não tenham resistido.

Adianta, entretanto, as autoridades locais que foram retiradas dos destroços, com vida, sete crianças e 12 adultos. As causas do incidente ainda são desconhecidas.

 

Aumenta o número de países que suspendem voos do Boeing 737 MAX 8, após o trágico acidente que matou 157 pessoas. Entretanto, os Estados Unidos dizem que não há necessidade de tomar-se estas medidas, pois aviões deste modelo continuam seguros.

O mundo ainda não se livrou do choque causado pelo trágico despenhamento do Boeing 737 Max 8 que matou todas 157 pessoas que seguiam a bordo na Etiópia, no passado domingo. Como medida de prevenção, vários países como Etiópia, China, Indonésia, Singapura e Austrália ordenaram a suspensão do uso de aviões desse modelo nos seus territórios.

Além destes países, são várias companhias aéreas que imobilizaram as frotas do Boeing 737 MAX 8. Estas medidas de precaução estão, ao mesmo tempo, a gerar bilhões de dólares de prejuízo à empresa norte-americana Boeing, uma das maiores fabricadoras de aeronaves do mundo.

Entretanto, a Administração de Aviação Federal dos Estados Unidos (FAA) emitiu um comunicado às companhias aéreas do mundo, apelando-lhes a continuar com os voos do Boeing 737 Max 8, pois o modelo ainda era seguro.

A FAA disse que só se devia tomar medidas de suspensão, após a divulgação do relatório baseado na informação das duas caixas negras encontradas no local do acidente. A empresa Boeing desde já arrisca a ser processada pelas famílias das vítimas e estima-se que possa pagar uma indemnização de dois a três milhões de dólares por cada pessoa, dependendo da lei a ser aplicada.

Com dois despenhamentos trágicos do Boeing 737 Max 8 em menos de cinco meses é já um caso para se dizer que esta marca tem um historial negativo nas suas jornadas aéreas.

A queda do avião no último domingo que resultou na morte de 157 pessoas a bordo, incluindo um moçambicano, acabou por forçar a Ethiopian Airlines a suspender toda a frota do Boeing 737 Max 8 por questões de segurança.

O governo da Etiópia, além de declarar luto nacional, esta segunda-feira, decidiu juntamente com a China suspender o uso de aviões desse modelo, invocando questões de segurança. Oito cidadãos chineses viajavam no avião que despenhou seis minutos após a decolagem.

O avião levava 149 passageiros de 33 nacionalidades e oito membros da tripulação, tendo caído perto da cidade de Bishoftu a cerca de 62 quilómetros de Adis Abeba. O destino do voo era Nairobi, capital do Quénia.

A equipa de investigação já encontrou a caixa negra do avião.

 

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