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O País – A verdade como notícia

Netanyahu quer derrubar regime do Irão

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, em campanha para as legislativas de 27 de Outubro, defendeu que derrubar o Governo iraniano é a única opção para

Netanyahu quer derrubar regime do Irão

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, em campanha para as legislativas de 27 de Outubro, defendeu que derrubar o Governo iraniano é a única opção para

Angola e Gana querem reforçar os laços de amizade e de cooperação a todos os níveis, segundo o comunicado final da reunião realizada ontem entre o chefe de Estado de Angola, João Manuel Lourenço, e o presidente do Gana, Nana Akufo-Addo, em Luada, no palácio presidencial.

Na ocasião foram rubricados três acordos: A implementação de uma comissão bilateral, o de supressão de vistos em passaportes diplomáticos e de serviço e ainda um memorando de entendimento entre os dois países no domínio da Educação.

Durante a reunião entre as duas delegações os chefes de Estado concordaram em cooperar em diversas áreas nomeadamente na Educação, Meio ambiente, ciência, Tecnologia e Inovação, aviação, pesca e aquacultura, promoção de investimentos, de exportação, imigração, alimentação e agricultura, petróleo hidrocarboneto e turismo.

A ocasião serviu igualmente para agendar a sexta sessão da comissão bilateral de cooperação para o último trimestre de 2019, que terá lugar em Acra, capital da República do Gana.

O primeiro e único acordo de cooperação entre a República do Gana e Angola foi assinado em 1981. Esta foi a primeira visita de um chefe de Estado ganês a Angola. Um encontro que serviu para reforçar e definir a cooperação em vários setores como a educação, mas também na agricultura e no turismo.

 

Pelo menos 57 pessoas morreram na manhã deste hoje após uma explosão de um camião-cisterna próximo da cidade de Morogoro, na Tanzânia, Dar es-Salam.

Segundo autoridades locais anunciadas pela agência Lusa a maioria das vítimas, “são condutores de moto-táxis e pessoas dos arredores que tentavam roubar combustível derramado da cisterna do camião que se despistou num acidente”.

Pela proporção da explosão, o número de vítimas poderá aumentar.

 

 

A Malásia anunciou hoje a instauração de processos judiciais contra 17 atuais e ex-directores de três subsidiárias do grupo financeiro Goldman Sachs, no seguimento do escândalo relacionado com o fundo soberano malaio 1MDB.

O desvio de milhares de milhões de euros do fundo 1MDB motivou múltiplas investigações judiciais e contribuiu para a queda do ex-primeiro-ministro da Malásia Najib Razak, acusado de corrupção.

O caso envolve supostamente o grupo financeiro norte-americano Goldman Sachs, suspeito de ter ajudado a efetuar os alegados desvios.

"Os processos criminais foram lançados hoje (…) contra 17 atuais e ex-diretores (…) de três subsidiárias do banco de investimento Goldman Sachs", disse em comunicado citado pela agência Lusa o Procurador-Geral da Malásia, Tommy Thomas.
"Prisões e multas serão exigidas contra os réus, dada a gravidade da fraude, bem como a devolução de milhares de milhões de dólares", acrescentou.

Esta parte do inquérito centra-se no papel do gigante financeiro em emissões de títulos de mais de 6,5 mil milhões de dólares para o fundo do 1MDB.

No comunicado mencionam-se os nomes das 17 pessoas processadas, que eram directores das subsidiárias da Goldman Sachs em questão entre maio de 2012 e março de 2013.
O processo foi lançado em Dezembro na Malásia contra três subsidiárias, a Goldman Sachs International, a Goldman Sachs (Ásia) e a Goldman Sachs (Singapura), e dois ex-funcionários, Tim Leissner e Ng Chong Hwa.

O Goldman Sachs respondeu, acusando o ex-governo da Malásia e os gerentes de fundos soberanos de terem mentido sobre o caso.
 

 

O Brexit continua complicado mesmo sob a liderança do novo Primeiro-ministro britânico. Boris Johnson exige novas negociações com à União Europeia.

A saída do Reino Unido da União Europeia continua problemática mesmo sob novo comando de Boris Johnson, o sucessor da ex-Primeira-ministra britânica Theresa May.

Johnson havia prometido tirar os britânicos da União Europeia, mesmo sem nenhum acordo, mas agora tende a recuar da sua decisão. O novo Primeiro-Ministro exige novas negociações com União Europeia, depois de esta ter fechado as portas de qualquer alteração.

Johnson disse que se a União Europeia não quiser negociar vai arcar todas as responsabilidades de um Brexit sem acordo. O Parlamento britânico mostra-se disposto a tudo, menos a backstop e um brexit sem acordo, que tantas vezes votou contra.

"Se a posição da UE é que o acordo de saída não pode ser alterado – sem adicionar ou retirar condições, ponto final… que é a posição que assumem… Então, neste caso estão a tomar a decisão de ver o Reino Unido sair sem acordo. E esta é uma responsabilidade que vão ter de assumir. Gostaríamos de chegar a acordo, mas o "backstop" nos termos em que está é antidemocrático e é algo que terá de ser removido," disse Boris Johnson.

"Vamos deixar a União Europeia a 31 de Outubro, foi para isso que o povo deste país votou, foi para isso que os deputados votaram e é isso que os parlamentares deste país devem fazer. Creio que os deputados devem seguir em frente e cumprir o que prometeram várias vezes ao povo deste país. Cumprirão o mandato de 2016 e deixarão a UE a 31 de outubro," acrescentou.

 

 

A República Democrática do Congo (RDC) registou 257 novas infeções pelo vírus do Ébola nas últimas três semanas, elevando para 2.781 o número de casos e para 1.866 as mortes ligadas à doença, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

De acordo com os dados mais recentes divulgados pela OMS, entre 17 de julho e 06 de agosto foram registados 257 novos casos em 16 zonas de saúde, com a maioria a serem registados nas zonas de Beni (119) e Mandima (58).

Segundo a OMS, não houve registo de novos casos em Goma, uma cidade de dois milhões de habitantes, próxima da fronteira com o Ruanda, onde a 14 de julho foi registado o primeiro caso confirmado de Ébola.

As autoridades continuam a registar novas infeções entre o pessoal dos serviços de saúde, com 14 casos confirmados naquele período.

Os novos casos elevaram para 149 o número de trabalhadores dos serviços de saúde infetados.
Até 06 de agosto, o número acumulado de casos registados no país era de 2.781, incluindo 2.687 confirmados e 94 prováveis, dos quais 1.866 se revelaram fatais, elevando para 67% a taxa de mortalidade da doença.

Do total de casos, 56% (1.572) eram mulheres e 28% (791) crianças e jovens com menos de 18 anos.
A epidemia de Ébola, que está localizada nas províncias de Kivu Norte e Ituri (leste e nordeste da RDC), mantém, segundo a OMS, a intensidade de transmissão com uma média de 86 novos casos por semana nas últimas seis semanas.

Actualmente não há casos confirmados fora da República Democrática do Congo.
Desde que a epidemia do vírus foi declarada no país, já foram vacinadas 181.389 pessoas.
A Organização Mundial de Saúde declarou no dia 17 de julho o estado de emergência internacional na RDC devido ao Ébola.

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, assinala amanhã 20 anos no poder no país. Analistas políticos destacam as mudanças protagonizadas pelo presidente russo e questionam o que será o futuro após 2024, quando terminar o seu mandato.
Quando Vladimir Putin foi nomeado primeiro-ministro, muitos acreditaram que o pouco conhecido chefe dos serviços de inteligência pretendia continuar as reformas democráticas dos anos pós-soviéticos e restaurar a ordem. Vinte anos depois, o cenário que criou é de um poder quase absoluto e centrado em si mesmo, que parece determinado a manter.

Nas últimas semanas, a recusa das autoridades em permitir que a oposição concorra às municipais das maiores cidades do país, incluindo Moscovo, e a forte repressão policial e judicial ao movimento de protesto que se seguiu, deixaram pouco espaço para dúvidas. Depois de ter marginalizado todas as vozes críticas, o ex-agente da KGB, de 66 anos, não pretende deixar nenhuma oposição surgir. Mesmo que a Constituição não permita que se candidate a novo mandato, em 2024.

A história política de Putin começou em 1999, quando o então Presidente, Boris Ieltsin, nomeou, em 9 de agosto, o diretor do FSB, herdeiro da KGB soviética, como chefe do Governo. Na altura, os analistas políticos classificaram-no como um representante dos serviços de segurança, capaz de acabar com a instabilidade política e a agitação no Cáucaso. Putin foi ainda considerado um estadista eficaz, escolhido por Ieltsin para desenvolver a economia de mercado na Rússia. Quando um enfraquecido Ieltsin renuncia, em 31 de Dezembro, passa a pasta ao seu Delfim, assegurando, na televisão, que Vladimir Putin será capaz de "consolidar a sociedade" e "garantir a continuação das reformas".

No início do seu "reinado", a Rússia era" um país pobre e com altas taxas de crimes, mas também livre e democrático", lembra o jornalista político russo Nikolai Svanidze, que recorda Putin como um "bom parceiro de conversa", com "muito sentido de humor".
"Depois de 20 anos de poder ilimitado, cercado por bajuladores, coisa inevitável num regime relativamente autoritário,  mudou e não foi para melhor", acrescentou em declarações à agência francesa de notícias AFP.

Nos seus primeiros anos de poder, Putin mostrou-se relativamente tolerante e disposto a ter boas relações com os ocidentais. No entanto, cultivou sempre a imagem de um homem duro e lançou, em 1999, a segunda guerra na Tchetchénia, que o tornou popular e lhe permitiu ser eleito Presidente em 2000, com 53% dos votos.

Graças à abundância de petróleo, a sua primeira década no poder foi marcada por um aumento da qualidade de vida dos russos, mas também pelo regresso do controlo da comunicação social aos grupos oligarcas.

"O Putin de hoje não é o mesmo do período 1999-2000: passou de liberal a conservador", considerou à AFP o politólogo russo Konstantin Kalachev, que defende que "essa evolução foi desencadeada pela deceção em relação aos ocidentais".
Um dos momentos de mudança na vida de Putin aconteceu em 2004, com a "Revolução Laranja", que levou à eleição na Ucrânia de um Presidente pró-Ocidente, visto pelo Kremlin como uma ingerência ocidental no seu território. Em 2007, Putin fez em Munique um discurso que representou a grande mudança de posição em relação ao Ocidente.

 

O ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva vai ser transferido de Curitiba onde encontra-se detido desde o dia 7 de Abril 2018 para uma prisão em São Paulo. A decisão foi assinada pela juíza substituta Carolina Lebbos, da 12ª Vara (tribunal) Federal de Curitiba, na manhã desta quarta-feira.  

O pedido de transferência foi solicitado pela Polícia Federal do Paraná, que argumentou que a transferência de Lula minimizaria as exigências diárias para a corporação e para outras instituições.

A Polícia Federal salientou que, devido à prisão de Lula, as forças de segurança têm de agir de forma permanente para evitar "confrontos entre grupos antagónicos" e que isso também gerou alterações nas rotinas da região de Curitiba. A Polícia  Federal também alega que as suas instalações são limitadas para reclusos de longa permanência.

A juíza Carolina Lebbos que autorizou a transferência de Lula refere no documento, citado pela Folha de São Paulo, que cabe à justiça do estado de São Paulo decidir em que estabelecimento prisional o antigo presidente vai cumprir o resto da pena. A data de transferência ainda não foi definida.

Lula da Silva está a cumprir uma pena de oito anos e dez meses de prisão depois de ter sido condenado no âmbito do caso do triplex em Guarujá, que faz parte da operação Lava Jato.

 

 

A Casa Branca anunciou que os Estados Unidos congelaram todos activos do governo venezuelano que traduz uma escalada das tensões com o líder socialista, Nicolás Maduro.

Os americanos estão proibidos de efectuar quaisquer negócios com o Governo da Venezuela, medida que entra em vigor imediatamente.

A ordem executiva assinada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, citou a "usurpação" do poder de Maduro e abusos dos direitos humanos por parte daqueles que lhe são leais.

A decisão ilustra a intensificação dos esforços dos EUA para remover Maduro do cargo desde que o Governo Trump reconheceu em Janeiro o líder da oposição, Juan Guaidó, como o Presidente legítimo da Venezuela.

Sanções anteriores tiveram como alvo a indústria petrolífera da Venezuela, a fonte da maior parte das receitas de exportação do país.

A greve geral convocada pelo movimento pró-democracia causou o cancelamento de mais de 200 voos. Um terço dos controladores de tráfego aéreo juntou-se ao protesto contra as emendas à lei da extradição e está a condicionar fortemente as operações no Aeroporto Internacional de Hong Kong.

Aquele que é um dos aeroportos mais movimentados do mundo reduziu drasticamente as suas operações de voo e está a utilizar apenas uma das duas habituais pistas, escreve a LUSA.

Os protestos de hoje, após dois dias de confrontos entre manifestantes e a polícia, já causaram a suspensão total ou parcial de pelos menos oito linhas de metro.

O serviço de comboio rápido que liga o centro da cidade ao aeroporto também foi suspenso.

Hong Kong vive há dois meses um clima de contestação social desencadeado pela apresentação de uma proposta de alteração à lei da extradição, que permitiria ao Governo e aos tribunais da região administrativa especial a extradição de suspeitos de crimes para jurisdições sem acordos prévios, como é o caso da China continental.

A proposta foi, entretanto, suspensa, mas as manifestações generalizaram-se e denunciam agora aquilo que os manifestantes afirmam ser uma "erosão das liberdades" na antiga colónia britânica.

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