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Netanyahu quer derrubar regime do Irão

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, em campanha para as legislativas de 27 de Outubro, defendeu que derrubar o Governo iraniano é a única opção para

Netanyahu quer derrubar regime do Irão

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, em campanha para as legislativas de 27 de Outubro, defendeu que derrubar o Governo iraniano é a única opção para

O corpo do ex-Presidente do Zimbabwe, Robert Mugabe, falecido na passada sexta-feira, em Singapura, chegou hoje ao início da tarde à capital Harare, no Zimbabwe, onde será enterrado no próximo domingo.

A urna contendo os restos mortais de Mugabe foi recebida com honras militares pelo actual chefe de Estado, Emmerson Mnangagwa, que esteve junto com veteranos da ZANU-FP, membros do governo e Grace Mugabe, a viúva do ex-presidente que esteve na tribuna de honra.

A urna, coberta com a bandeira do Zimbabwe, seguiu do aeroporto para a residência "Teto Azul", onde decorrerá a primeira homenagem pública, tendo percorrido as ruas sob olhar de milhares de pessoas que esperavam a chegada do corpo do ex-Presidente.

Segundo a ministra da Informação, Monica Mutsvangwa, o caixão deverá ser transferido, amanhã, para o estádio Rufaro, nos arredores de Harare, para "permitir que todo o país renda homenagem ao herói da guerra de libertação".

Ainda amanhã, o corpo deverá ser levado para a localidade de Zvimba, cerca de 100 quilómetros de Harare, onde o ex-Presidente tem uma casa.

As cerimónias fúnebres oficiais decorrerão na manhã de sábado no estádio nacional de Harare, que tem capacidade para 60 mil pessoas. São esperados para as cerimónias o Presidente chinês Xi Jinping, o ex-Presidente Cubano Raul Castro, e os Presidentes da África do Sul, Cyril Ramaphosa, da Nigéria, Mohammadu Buhari, e da República Democrática do Congo, Félix Tshisekedi.

Devido ao seu estatuto de "herói nacional", Robert Mugabe deveria ser sepultado no "Campo dos Heróis Nacionais", em Harare, mas a família e os chefes tradicionais têm-se oposto, alegando que o antigo chefe de Estado manifestou vontade de ser enterrado em Zvimba.

 

Poucas horas depois de regressar a Roma, o Papa Francisco juntou milhares de fiéis e peregrinos, para uma sessão de audiência geral na Praça de São Pedro.

Na sua catequese de ocasião, o Papa dedicou aos três países recentemente visitados, destacando em cada um, o ponto forte.

Em Moçambique, que foi o primeiro ponto da escala, que durou três dias, o destaque foi para a reconciliação.

“Recordando cada etapa, em Moçambique o objectivo era espalhar sementes de esperança, paz e reconciliação, numa terra que tanto sofreu no passado recente, por causa de um longo conflito armado e que recentemente foi atingido por dois ciclones que causaram muitos danos graves”, disse o Pontífice, citado pelo portal de Notícias do Vaticano-Vatican News.

O Papa disse ainda que a Igreja Católica continua a acompanhar o processo de paz no país e destacou o passo dado no dia 1 de Agosto, data que foi assinado o acordo de paz definitiva.

“Neste sentido, encorajei as autoridades do país, exortando-as a trabalharem juntas pelo bem comum" disse o Santo Padre.

Em jeito de rectrospectiva, falou também do encontro inter-religioso com os jovens nacionais tendo frisado que no encontro incentivou "os jovens a construir o país, superando a resignação e a ansiedade, espalhando amizade social e construindo as tradições dos idosos".

Da sua passagem por Moçambique, Francisco destacou ainda o encontro com os bispos, sacerdotes e consagrados, a visita ao hospital de Zimpeto, na periferia da capital, realizado com o empenho da Comunidade de Santo Egídio, onde enalteceu, de modo especial, o trabalho em prol dos doentes, "independente da crença" recordando que a diretora é muçulmana.

Outro momento destacado durante a sua catequese foi a Santa Missa, celebrada de baixo de chuva, onde pregou a necessidade de amar os inimigos, “a semente da verdadeira revolução, a do amor, que apaga a violência e gera fraternidade”.

Pobreza no Madagáscar

Sobre Madagáscar, que foi o segundo ponto do recente ciclo de visita pastoral a África, o Bispo de Roma destacou a necessidade de superação da pobreza, fazendo um melhor aproveitamento da riqueza em termos de recursos naturais, que contrastam com os índices da pobreza prevalecente.

“Fiz votos para que, animado por seu tradicional espírito de solidariedade, o povo malgaxe possa superar as adversidades e construir um futuro de desenvolvimento, conjugando o respeito pelo meio ambiente e a justiça social” explicou.

Diálogo inter-religioso nas Maurícias

Maurícias foi o último ponto de visita no recente périplo a Africa. Neste país, o destaque foi para o diálogo inter-religioso.

Segundo o Pontífice este país foi o “local de integração entre diversas etnias e culturas”.

Segundo o Papa, um dos momentos marcantes e que testemunhou o forte diálogo inter-religioso, registou-se logo a sua chegada. Segundo o portal do Vaticano, ao chegar na casa episcopal, encontrou um maço de flores que lhe foi enviado pelo Imã local, “como sinal de fraternidade”.

Em jeito de conclusão, o Papa explicou que nas Maurícias, “o Evangelho das bem-aventuranças, carteira de identidade dos discípulos de Cristo, neste contexto é antídoto contra a tentação de um bem-estar egoísta e discriminatório, e é fermento de verdadeira felicidade”.

Papa Francisco terminou a sua radiografia do recente ciclo de visita papal ao continente africano, que durou 10 dias, solicitando aos crentes para que “peçamos a Deus que as sementes lançadas nesta viagem apostólica levem frutos abundantes para os povos de Moçambique, Madagáscar e Maurícias.

 
 

 

O antigo Presidente da Indonésia, Jusuf Habibie, morreu, hoje, aos 83 anos vítima de doença.

Segundo a família, Jusuf Habibie estava internado desde o início do mês, num hospital militar de Jacarta, na unidade de cuidados intensivos, com problemas cardíacos.

Habibie ficou ainda conhecido internacionalmente por ter permitido um referendo que escolheu por larga maioria a independência de Timor-Leste, em 1999, num sufrágio livre e democrático, apesar de a decisão da retirada das tropas indonésias ter conduzido a antiga colónia portuguesa, nesse mesmo ano, a uma crise política e social, na antecâmara de se proclamar um Estado independente.

Habibie nasceu na cidade de Parepare, na ilha de Celebes, e foi o terceiro presidente desde a independência da Indonésia (1945), substituindo Suharto e promovendo reformas sociais, políticas e económicas que abriram o caminho para a recuperação após a crise financeira asiática de 1997.

 

 

A Coreia do Norte realizou esta terça-feira dois disparos de projécteis não identificados, um dia depois de propor a retomada, no final de Setembro, das negociações com os Estados Unidos, anunciou a agência de notícias sul-coreana Yonhap. 

Segundo a agência, que cita fontes militares, Pyongyang disparou dois “projéteis não identificados”, no primeiro teste deste tipo desde julho. De acordo com o Estado Maior da vizinha Coreia do Sul, os lançamentos ocorreram na província de Pyongan do Sul em direcção a leste e aconteceram às 6h53 e 7h12 (horário local). 

Sobre os disparos, o Governo de Kim Jong-un ainda não se pronunciou. Em declarações recentes sobre outros testes, o governo norte-coreano disse que o desenvolvimento de novas armas tinha como objectivo conter "ameaças militares" contra o país.

Não está claro, com exatidão, onde os projéteis caíram, mas supõe-se que caído no Mar do Japão, também chamado de Mar do Leste, escreve a agência Yonhap.  O governo japonês afirmou, logo após os lançamentos, que não há registo de ameaça ao seu território.

O teste desta terça-feira é mais um de uma série de lançamentos feitos pela Coreia do Norte desde o fim de Julho, todos direcionados ao Mar do Japão. 

Pilotos da companhia aérea British Airways iniciaram uma greve, reivindicando melhores salários. A greve fez com que a companhia cancelasse quase todos voos no Reino Unido.

"Não temos escolha a não ser cancelar quase 100% dos nossos voos", afirmou a transportadora em comunicado.

A greve deverá afectar dezenas de milhares de viajantes, já que a empresa opera cerca de 850 voos diários no Reino Unido, sobretudo a partir dos aeroportos de Heathrow e Gatwick, em Londres.

Papa Francisco condenou ontem o enriquecimento de algumas pessoas à custa do trabalho da maioria que permanece na pobreza em Madagáscar. O Papa esteve na ilha de Madagáscar por dois dias, após a sua partida de Moçambique.

Cada vez mais preocupado com assuntos seculares, o Papa Francisco que chegou a Madagáscar no dia 06 de Setembro, após a saída de Moçambique, liderou no Domingo uma missa que contou com a presença de centenas de milhares de crentes. A alta pobreza nos países africanos voltou a ser um tema da agenda papal. O Papa Francisco criticou a cultura de privilégio e corrupção no Madagáscar.

“Quando olhamos à nossa volta, quantos homens e mulheres, jovens e crianças sofrem, na maior das necessidades! Isso não faz parte dos planos de Deus."

Estima-se que 90% da população de Madagáscar vive com menos de dois dólares por dia. Papa Francisco teve a ocasião de conhecer o padre Pedro Opeka, que é apelidado santo vivo de Madagáscar pelas suas nobres obras. Opeka, nos últimos 30 anos, dedicou-se a construção de casas a 25 mil pessoas. Também construi 100 escolas, seis clínicas e dois estádios de futebol. O Papa ruma para ilhas de Maurícia.

 

 

Os restos mortais do libertador do Zimbabwe, Robert Mugabe, vão a enterrar no dia 15 de Setembro. Um dia antes, o Estado do Zimbabwe vai prestar-lhe uma homenagem em uma cerimónia de Estado.

O povo do Zimbabwe prepara-se para despedir-se de Robert Mugabe, o ex-presidente zimbabwiano e antigo líder da libertação nacional. O governo do Presidente zimbabwiano, Emmerson Mnagagwa, proclamou Mugabe um herói nacional, e garante uma cerimónia fúnebre estatal a 14 de Setembro, no Estádio Nacional de Harare. Já no dia seguinte, os restos mortais de Mugabe vão a enterrar, informou Reuters.

Mugabe morreu aos 95 anos, num hospital de Singapura, vítima de doença. Robert Mugabe passou 37 anos no poder. É considerado um dos poucos líderes africanos com maior formação académica.

Entretanto, em 2017, foi forçado a deixar o poder, após uma longa governação marcada por repressão violenta aos opositores e uma grave crise económica.

 

A ministra britânica do Trabalho e das Pensões, Amber Rudd apresentou este sábado a sua demissão, por não concordar com as escolhas governamentais do primeiro-ministro Boris Johnson, a quem acusa de “vandalismo político”.

Amber Rudd demitiu-se em protesto contra a expulsão do Partido Conservador dos deputados que votaram ao lado da oposição para impedir um Brexit sem acordo. Dentro do partido, Johnson conta com detratores e aliados.

Rudd confirmou a demissão na sua rede social Twitter e explicou a razão da sua decisão:

“Não suporto que os conservadores bons, leais e moderados sejam expulsos. Permaneço comprometida com os valores de uma nação que me atraíram para a política”, disse.

Ainda na carta publicada nas redes sociais, Amber Rudd admite que aquela foi “uma decisão difícil”: “Juntei-me a este ministério por boa fé, aceitando que a hipótese de uma saída do Reino Unido da União Europeia sem acordo tinha de estar em cima da mesa, porque era a forma através da qual teríamos a possibilidade de encontrar um novo acordo para sair a 31 de outubro”.

Mas, para a deputada, a missão do governo parece ter mudado. E já não é aquela em que ela própria acreditava: “Já não acredito que sair com um acordo é o principal objetivo deste governo”.

“O governo está a gastar demasiada energia em preparar-se para uma saída sem acordo, mas não tenho visto o mesmo nível de empenho nas nossas conversas com a União Europeia, que no pediu para apresentar soluções alternativas para o travão irlandês”, denunciou a ex-ministra.

“E também devo falar do ataque à decência e à democracia que aconteceu na semana passada quando demitiu 21 conservadores talentosos e leais”, escreveu Amber Rudd dirigindo-se a Boris Johnson.

O Governo de Boris Johnson está confrontado com uma profunda crise após ter decidido em agosto suspender as sessões parlamentares a partir de meados da próxima semana, uma medida rejeitada por uma parte dos conservadores e pelos partidos da oposição. Boris Johnson tem defendido que o Reino Unido deve sair da União Europeia no dia 31 de Outubro, incluindo na ausência de um acordo com o bloco comunitário.

Em declarações ao Sunday Times, Rudd acrescentou que vai abandonar o grupo parlamentar conservador e tornar-se deputada independente. Esta semana, Jo Johnson, irmão do primeiro-ministro, também deixou o Governo ao alegar incompatibilidade entre “lealdade à família e o interesse nacional”.

 

 

O Presidente dos Estados Unidos, Donal Trump cancelou este sábado a reunião com o presidente do Afeganistão e com líderes talibãs.
Os encontros foram cancelados depois de os talibãs terem assumido a autoria de um ataque, em Cabul, que matou um militar norte-americano e 11 outras pessoas.

No Twitter, o presidente dos Estados Unidos revelou os planos para estes encontros, que iriam decorrer em separado, em Camp David, e explicou que não os poderia manter depois da reivindicação do atentado de quinta-feira com um carro armadilhado, que matou um militar norte-americano e se seguiu a outro ataque mortífero, na véspera.

Segundo Trump, o ataque foi, para os Talibãs, apenas uma forma de chegar às negociações com uma posição reforçada.

Os talibãs controlam agora mais território do que nunca no Afeganistão, desde a guerra lançada pelos Estados Unidos em 2001, na sequência do 11 de setembro, para os desalojar.

Na semana passada, além de dois atentados suicidas em Cabul, os radicais lançaram novos ataques nas cidades de Kunduz and Pul-e Khumri. Desde o início do ano, já foram mortos 16 militares norte-americanos no Afeganistão.

 

 

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