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O País – A verdade como notícia

Grande incêndio atingiu o porto de Beirute, um mês após uma megaexplosão no mesmo recinto. Até aqui, não são conhecidas as causas e ainda não há relatos de vítimas humanas.

Desta vez, o fogo deflagrou num armazém de carga de óleo e pneus. Pessoas que trabalham nos escritórios próximos ao Porto de Beirute foram evacuadas dos edifícios, quando uma densa fumaça negra se espalhou pela cidade.

Os bombeiros e a Defesa Civil libanesa estão no local para controlar as chamas. Mais uma vez o pânico se instalou nos trabalhadores portuários que ainda vivem o trauma de há um mês.

A 4 de Agosto, quase três mil toneladas de nitrato de amônio que tinham como destino Porto da Beira em Moçambique explodiram no Porto de Beirute, matando cerca de 200 pessoas.

Parte da capital libanesa transformou-se em destroços, por causa de uma tragédia agravou a crise económica vivida pelo país e fez saltar o número de casos de covid-19, causando um prejuízo de cerca de 15 biliões de dólares.

Uma investigação sobre as causas da explosão foi aberta e, até agora, não há responsáveis pela tragédia.

 

Duas pessoas foram encontradas mortas no Estado norte-americano de Oregon, elevando para seis o número de mortes registadas, nesta quarta-feira devido aos incêndios que estão a devastar a costa oeste dos Estados Unidos.

Segundo indicou a agência de informação Lusa, as vítimas encontradas são mãe e filho de 12 anos de idade.

No estado de Oregon, pelo menos cinco localidades foram totalmente destruídas pelos fogos “sem precedentes”, indicou a governadora Kate Brown, que teme “numerosas perdas, em termos de infraestruturas e de vidas humanas”.

No estado de Washington, uma criança de um ano morreu e os pais sofreram queimaduras graves quando tentavam fugir às chamas, informou o gabinete do xerife do condado de Okanogan, citado pela Lusa.

Ainda no mesmo Estado, em apenas 24 horas, nove incêndios queimaram mais do dobro da área ardida durante todo o ano de 2019, ultrapassando os 133 mil hectares carbonizados, segundo o governador de Washington.

Os meteorologistas preveem uma queda de temperatura até 15 graus, que poderá ajudar a combater os fogos.

“Pode ainda haver uma diminuição dos ventos até quinta-feira, trazendo algum alívio para os incêndios em curso e para a ameaça de mais fogos”, citou a Lusa.

O Papa Francisco condenou ontem quem se quer apropriar de futuras vacinas contra a COVID-19 e tentativas de aproveitamento político e económico da pandemia. Apelou ainda aos políticos e às sociedades para defenderem o bem comum.

“Infelizmente, estamos a assistir ao aparecimento de interesses partidários. Há quem deseje apropriar-se de possíveis soluções, como no caso das vacinas. Alguns aproveitam a situação para fomentar divisões, para procurar vantagens económicas ou políticas, gerando ou aumentando conflitos. Outros simplesmente não se importam com o sofrimento dos outros, caminham sobre ele e seguem o seu próprio caminho”, afirmou Papa Francisco, enfatizando a dimensão da “crise social e humana” provocada pelo novo Coronavírus.

Segundo a Angop, o Santo Padre alertou para os riscos de uma “cultura do egoísmo, da indiferença e do descartável” e defendeu uma resposta assente em valores como “criatividade, confiança e solidariedade” contra a COVID-19.

O Sumo Pontífice sublinhou que o “vírus não conhece barreiras, fronteiras ou distinções culturais e políticas”, daí que a importância da construção de uma “civilização do amor” que inclua os mais vulneráveis e a esperança em soluções políticas, apesar de reconhecer que, “muitas vezes, a política não goza de uma boa reputação” social.

“É necessário ter uma boa política, que coloca a pessoa humana e o bem comum no centro”, referiu Papa Francisco, acrescentando que “a crise que vivemos devido à pandemia atinge toda a gente; podemos sair dela melhor se todos juntos procurarmos o bem comum. Se não, sairemos pior”, disse a Angop.

Francisco salientou ainda que “o bem comum requer a participação de todos” e que se cada indivíduo “fizer a sua parte”, sem deixar ninguém para trás, será possível “regenerar boas relações a nível comunitário, nacional e internacional e também em harmonia com o ambiente”.

O novo surto de Ébola já matou pelo menos 48 pessoas e infectou outras 112 no nordeste da República Democrática do Congo (RDC), desde Junho deste ano, período em que a doença iniciou.

A doença é altamente contagiosa. Citando dados da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF), a Angop escreve que dos 112 casos confirmados, 106 tiveram resultados positivos, confirmados em laboratório, e seis são tidos como prováveis, enquanto 50 pacientes foram curados.

Esta epidemia foi a pior da história da RDC e a segunda mais grave do mundo, depois daquela que atingiu a África Ocidental, entre 2014 e 2016, na qual morreram 11.300 pessoas e houve mais de 28.500 casos, embora estes números, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), possam ser mais elevados.

A doença do Ébola, descoberta na RDC em 1976, é transmitida por contacto directo com o sangue e fluidos corporais de pessoas ou animais infetados.
O Ébola provoca hemorragias graves e pode provocar uma taxa de mortalidade de 90 por cento. Os seus primeiros sintomas são febre alta repentina, fraqueza grave, dores musculares, na cabeça e na garganta, bem como vómitos, indica a Angop.

O julgamento por corrupção do ex-Presidente da África do Sul, Jacob Zuma, foi ontem adiado para 08 de Dezembro. Jacob Zuma é acusado num caso de suborno com mais de 20 anos.

Inicialmente previsto para Maio, o julgamento de Jacob Zuma foi, numa primeira fase, adiado para Junho devido à pandemia da COVID-19, tendo sido posteriormente alterado para Setembro, por razões administrativas, escreve a Lusa.

Desta vez, o juiz responsável pelo processo no qual Jacob Zuma está implicado explicou que a audiência foi novamente adiada para 08 de Dezembro, acrescenta o órgão a que nos referimos, citando a Agência France-Presse.

O juiz afirmou que está à espera da “retoma do tráfego aéreo internacional”, em particular devido à chegada de testemunhas e representantes do grupo francês Thales, acrescenta a Lusa.

Zuma enfrenta várias acusações de associação ilícita, fraude, corrupção e lavagem de dinheiro por envolvimento em operações, supostamente fraudulentas, a favor de um contrato público de aquisição de armamento com o grupo francês Thales de mais dois mil milhões de dólares, em 1999, quando era vice-presidente da República.

Zuma negou todas as acusações afirmando ser uma “caça às bruxas” política do partido no poder, diz a Lusa.

 

O Presidente francês, Emmanuel Macron, apelou ontem aos seus concidadãos para que sejam “mais vigilantes” na sua vida privada e respeitem as limitações impostas no sentido de evitar mais infecções pelo novo Coronavírus.

Na sua deslocação à região de Auvergne – centro da França – Emmanuel Macron afirmou: “não devemos relaxar nos momentos da vida privada, porque muitas vezes é nas festas privadas, nos momentos familiares, que ocorrem as infecções”, escreve a Lusa.

O Presidente francês deu indicação de que os momentos de relaxamento “são perfeitamente normais”, mas apelou a uma responsabilização das pessoas que negligenciam as medidas de prevenção da COVID-19 naquele país.

O Chefe de Estado francês anunciou que novas medidas de luta contra o Coronavírus serão analisadas num conselho de defesa sanitária esta sexta-feira, diz a Lusa, acrescentando que será discutida a questão da “utilização diferenciada de testes”, entre, por exemplo, “testes nasofaríngeos” e testes de “saliva ou antigénicos”, “muito mais simples e rápidos”.

O número de pessoas infectadas pela COVID-19 na França continua a aumentar. Por isso, Macron entende que é necessário “estudar o que fazer nas zonas onde há cada vez mais” casos.

O Presidente francês considerou, de acordo com a Lusa, “preocupante” a nova subida do “número dos casos que chegam ao hospital numa situação de urgência”.

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse, nesta segunda-feira, que o mundo deve estar pronto para a próxima pandemia.

“A COVID-19 está a ensinar muitas lições a todos nós. Uma delas é que a saúde não é um item de luxo para que possam pagá-la. É uma necessidade e um direito humano. A saúde pública é a base da estabilidade social, económica e política. Isto significa investir em serviços de base populacional para prevenir, detectar e responder às doenças ”, disse Tedros.

O diretor-geral fez o comentário em uma conferência de imprensa na sede da Organização Mundial da Saúde, quando os números actualizados revelaram que globalmente, até segunda-feira, houve 27.032.617 casos confirmados de COVID-19, incluindo 881.464 mortes.

“Esta não será a última pandemia. A história nos ensina que surtos e pandemias são um facto da vida. Mas quando a próxima pandemia vier, o mundo deve estar pronto, mais pronto do que estava desta vez”, acrescentou.

Tedros destacou que, embora muitos países tenham feito progressos consideráveis na medicina, outros negligenciaram seus sistemas básicos de saúde pública. Neste contexto, fez um apelo aos países para que aumentem os investimentos que são a base para respostas ao surto de doenças infecciosas.

O Brasil assinalou, esta segunda-feira, 7 de Setembro, os 198 anos de sua independência. Para celebrar a data, o Presidente brasileiro Jair Bolsonaro apareceu num evento acompanhado de várias crianças e sem máscara.

Segundo a Lusa, no local, o Presidente do Brasil, sem máscara, cumprimentou os apoiantes que lá se encontravam, apertou as mãos e tirou fotografias.

Bolsonaro foi criticado por não cumprir as regras de protecção contra o novo coronavírus.

A primeira-dama, Michelle Bolsonaro também cumprimentou os presentes, mas cumpriu as regras impostas pela pandemia.

As comemorações dos 198 anos da independência do Brasil foram reduzidas devido à pandemia do novo Coronavírus. De acordo com as autoridades cerca de 800 pessoas foram autorizadas a participar nas celebrações em frente ao Palácio da Alvorada, na capital do Brasil.

 

Seul já tinha colocado o país no seu nível de alerta de tufão mais alto antes do tufão Haishen atingir. O tufão Haishen atingiu Busan, o maior porto e a segunda maior cidade da Coreia do Sul, com velocidades do vento suficientemente fortes para fazer rolar carros em movimento e desalojar rochas, mas não conseguiu aterrar até chegar a Ulsan mais acima na costa.

Mais de 300 voos tiveram de ser cancelados juntamente com os serviços ferroviários acima do solo para Busan. Houve também falhas de energia em toda a cidade, com equipas de trabalho a deslocarem-se por trás do tufão para tentarem reconectar as pessoas o mais rapidamente possível. Milhares de barcos de pesca foram deslocados para locais seguros e mais de 1.600 residentes foram evacuados devido à possibilidade de deslizamentos de terra.

Alguns residentes que foram afectados pelas inundações causadas pelo tufão Maysak na semana passada conseguiram tomar medidas de precaução, embora as caves ainda estivessem inundadas e as áreas industriais tivessem sido duramente atingidas com danos generalizados causados pelo terceiro tufão a atingir a península no maior número de semanas.

Haishen atingiu a Coreia, após ter lavrado através de Okinawa e outras ilhas do sul do Japão durante o fim-de-semana.

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