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O País – A verdade como notícia

Durante um debate sobre a actual corrida para o desenvolvimento de uma vacina contra a COVID-19, representantes de empresas farmacêuticas e o director-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS) expressaram suas opiniões sobre a forma como este assunto deve ser conduzido.

Tedros Adhanom, director-geral da OMS, alerta que o orgulho nacionalista deve ser evitado a todo custo nesta corrida para o desenvolvimento da vacina.

Segundo Tedros, o nacionalismo pode atrapalhar aquela que deve ser a principal prioridade que é: vacinar pessoas em todos os países ao invés de todas pessoas em alguns países.

Asgar Rangoonwala, o presidente da Xian Janssen Pharmaceutical criticou a forma como se tem estado a discutir este problema.

“Há muitas discussões sobre quem possui as vacinas primeiro, quem recebe as vacinas primeiro. Penso que essa não é a discussão certa a se ter”, disse ele.

Contudo, Wu Kun, presidente do conselho executivo da Pfizer China Biopharma, entende que é importante definir um grupo prioritário.

Para Wu, os idosos chineses devem ter prioridade no uso da imunização, por serem os mais vulneráveis que a maioria da população naquele país.

Estas declarações foram feitas na Conferência Internacional de Pequim para a Cooperação em Saúde Pública, no âmbito da Feira Internacional de Comércio de Serviços da China, que decorre desde o dia 04 e terminará no dia 09 do corrente mês.

 

Mais de 20 pessoas morreram na noite deste domingo em confrontos em Al-Jawf, uma província no norte do Iémen, onde as tropas governamentais tentavam retomar posições dos rebeldes Huthis.

De acordo com uma fonte militar do Governo, citado pela agência de notícias AFP, 16 rebeldes Huthis e oito combatentes do regime foram mortos nos confrontos que ocorreram na noite de domingo.

“As tropas do Governo capturaram mais de 40 rebeldes”, disse a fonte à agência de notícias AFP.

A fonte explica ainda que “os rebeldes avançaram na província de Marib, em particular no distrito de Mahliya, depois de intensos combates que também fizeram vítimas.”

Os rebeldes Huthis assumiram o controlo da capital de Al-Jawf no início deste ano, um movimento estratégico que significa que agora ameaçam a província petrolífera de Marib.

A guerra no Iémen já deixou dezenas de milhares de mortos, a maioria civis, de acordo com várias organizações não-governamentais.
De acordo com a ONU, cerca de 24,1 milhões de pessoas, ou mais de dois terços da população, precisam de assistência.

 

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, considera que 15 de outubro é a data limite para a conclusão de um acordo pós-Brexit com a União Europeia (UE), antes do início, em Londres, da oitava ronda de negociações, a decorrerem esta semana.

De acordo com Downing Street, o chefe do Governo conservador deverá anunciar hoje “a fase final das negociações com a UE”, fazendo aumentar a pressão antes do reinício das negociações agendadas para esta semana, além de reafirmar que o Reino Unido não irá transigir na sua independência.

O Reino Unido deixou formalmente a UE em 31 de Janeiro, cerca de quatro anos após o histórico referendo que assinalou o fim de 50 anos de integração na União Europeia. No entanto, permanece submetido à regulamentação europeia até ao final de 2020, tentando as duas partes concluir um acordo de comércio livre.

“Não tem sentido pensar em prolongar este prazo. Se não conseguirmos um acordo até lá, não vejo a possibilidade de um acordo de comércio livre entre nós”, disse o Primeiro-ministro britânico,

As negociações estão bloqueadas designadamente nas pescas e nas condições equitativas de concorrência.

“Mesmo neste estado tardio, caso a UE esteja preparada para repensar a sua posição (…) ficarei satisfeito”, concluiu Boris Johnson, advertindo que a Reino Unido não fará compromissos “nos fundamentos do que significa ser um país independente”.

O chamado “período de transição”, contemplado no Acordo de Saída negociado entre as partes e consumado em Janeiro passado, termina em 31 de Dezembro, mas, por questões processuais e jurídicas, as partes devem chegar a um acordo sobre as relações futuras a nível comercial, o mais tardar até final de Outubro, cenário que se afigura cada vez menos provável à luz da evolução das negociações e das recriminações de parte a parte.

Na ausência de acordo antes de 31 de Dezembro, diversas empresas de transporte de carga britânicas com actividade nos portos e o fornecimento de bens essenciais para o Reino Unido poderão ser “severamente atingidos” a partir de 01 de Janeiro de 2021.

 

Subiu para 24 o número de mortos causados por uma explosão ocorrida na noite da última sexta-feira, numa mesquita perto da capital do Bangladesh, segundo dados divulgados hoje pela polícia local.

De acordo com a agência de informação LUSA, os fiéis participavam na oração da noite de sexta-feira, o dia santo dos muçulmanos, quando a explosão causou uma “bola de fogo”. Entre as principais causas está a ocorrência de uma faísca num aparelho de ar condicionado, após uma falha de energia e uma fuga de gás.

Pelo menos 37 pessoas foram internadas na unidade de queimados num hospital estatal em Daca, onde 24 acabaram por morrer, informou a agência de notícias Associated Press.

“Fontes médicas adiantaram que os feridos estão em estado crítico, com queimaduras em praticamente 90% do corpo”, acrescentou a LUSA.

Fontes oficiais, citadas pela LUSA afirmaram que pelo menos seis aparelhos de ar condicionado explodiram, lançando o pânico, e que o fogo se espalhou rapidamente pelo interior da mesquita.

As autoridades suspeitam que o gás se tenha cumulado no interior da mesquita, cujas janelas estavam fechadas devido ao ar condicionado, a partir da fuga de gás de uma conduta subterrânea.

A Índia registou mais de 90 mil casos positivos da COVID-19 nas últimas 24 horas, um novo recorde diário no país. Os novos casos surgem numa altura em que nas últimas semanas, tem sido registado o maior número de infeções, de acordo com o Ministério da Saúde indiano.

Mais de um milhão de casos foram diagnosticados na Índia em menos de duas semanas. As autoridades dizem que os testes diários no país excedem agora um milhão, citou a agência de informação LUSA.

O país registou, igualmente, mais 1.065 mortes nas últimas 24 horas, elevando o total de óbitos para 70.626.

A pandemia do novo Coronvírus já provocou pelo menos 875.703 mortos e infectou mais de 26,6 milhões de pessoas em 196 países, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP, citada pela LUSA.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela, citado pela Lusa, anunciou este sábado que 107 partidos políticos apresentaram 14.400 candidatos para as eleições legislativas previstas para 6 de Dezembro no país.

A presidente da CNE anunciou que nestas eleições “participam 30 organizações de carácter nacional, 53 de carácter regional, seis indígenas nacionais e 18 indígenas regionais, num total de 107 organizações com fins políticos participando activamente nesta festa eleitoral”.

Segundo Indira Alfonzo “o processo eleitoral conservou as mesmas 87 circunscrições eleitorais das eleições (legislativas) de 2010 e 2015”.

Segundo Indira Alfonzo o número de candidatos a eleger aumentou 66%, em relação as eleições anteriores, passando de 167 a 277 deputados dos quais 144 fazem parte de uma listagem proporcional e 133 de eleição nominal.

“O CNE tem trabalho para gerar condições óptimas que permitam a mais ampla participação, a maior pluralidade política e a implementação dos princípios democráticos de direito e de justiça”, explicou.

“Fizemos uma auditoria do software do sistema automatizado de selecção das entidades eleitorais subalternos com a participação das organizações com fins políticos, que a validaram e certificaram a sua integridade”, sublinhou.

Segundo o registo preliminar eleitoral, estão recenseados para votar mais de 20 milhões (20.733.941) dos 32 milhões de venezuelanos.

No entanto, 27 organizações, entre elas os quatro maiores partidos da oposição (Ação Democrática, Primeiro Justiça, Vontade Popular e Um Novo Tempo), tinham anunciado que não participariam nas legislativas, que antecipam ser “uma fraude”.

Pelo menos 22 pessoas, das quais 19 agentes da polícia foram mortas na sequência de dois ataques perpetrados por homens armados no centro da Nigéria, anunciaram, esta sexta-feira, as autoridades locais, citadas pela agência de informação Lusa.

“Criminosos mataram na quarta-feira 22 pessoas em ataques em Dukku e Kagara, duas cidades no estado do Níger”, informou à agência AFP o oficial de segurança local, Kabiru Muhammad Maikundi.

Segundo Muhammad Maikundi, durante o primeiro ataque em Dukku, no distrito de Rijau, vários assaltantes tentaram raptar residentes para exigir resgates, entretanto, a polícia local interveio e ocorreu um tiroteio.

No mesmo dia, aconteceu um outro ataque em Kagara, no distrito vizinho de Rafi. Os homens armados tentaram roubar um banco, mas não conseguiram abrir o cofre.

De acordo com especialistas em segurança, também citados pela Lusa, grupos ‘jihadistas’ podem ter-se infiltrado em grupos de ladrões de gado no centro e noroeste da Nigéria.

Em agosto, o grupo Boko Haram, que tem vindo a desenvolver uma insurreição islamita sangrenta no nordeste da Nigéria desde 2009, divulgou um vídeo de propaganda no qual criminosos do estado do Níger se fidelizaram ao grupo.

O Governo francês apresentou um plano para salvar a economia após a pandemia causada pelo novo coronavírus, que levou à maior recessão económica desde a Segunda Guerra Mundial.

O plano “France relance” – o relançamento de França, em tradução literal – disponibiliza 100 mil milhões de euros para serem utilizados em dois anos.

O projecto inclui medidas fiscais, como a redução dos impostos sobre a produção, subsídios estatais e o combate ao desemprego, especialmente entre os jovens.

A França pretende criar 160.000 postos de trabalho até 2021.

As previsões de crescimento para 2020 não são boas: espera-se agora uma recessão de 11%. 30 mil milhões de euros são destinados a políticas mais ecológicas e outros 35 mil milhões de euros serão utilizados em políticas de coesão social.

 

O Produto Interno Bruto da Índia caiu 23.9%, no segundo trimestre, devido ao novo Coronavírus.

Esta é descrita como a maior queda no PIB desde 1996, contudo, os problemas da Índia não param por aí.

Nos últimos tempos, o país tem sido campeão de records quando o assunto é COVID-19. Só nesta quinta-feira, foram registados 83.883 casos da doença.

Contudo, estes dados podem ser apenas a ponta do iceberg, já que a gravidade da situação é relatada por quem a vive de perto como sendo muito pior.

“Eu trabalho em uma ONG que ajuda pessoas muito pobres. Então 23.9% é apenas um dado. Estou vendo a realidade em que as pessoas estão realmente a sofrer porque não têm salário e não têm comida”, disse Avani.

Dados do Centro de Monitoramento da Economia Indiana mostram que a taxa média de desemprego continua a crescer, tendo registado 8.35% em Agosto, contra 7.43% em Julho.

Enquanto isso, o governo tenta aliviar o declínio económico, com o relaxamento gradual das medidas restritivas, sendo agora permitidas reuniões de até 100 pessoas e retoma do serviço de metrô.

 

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