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O País – A verdade como notícia

O governo de São Paulo assinou com a empresa chinesa Sinovac um acordo de compra de 46 milhões de doses da vacina contra o novo Coronavírus, a serem entregues até Dezembro deste ano.

As 46 milhões de doses da vacina são equivalentes a toda a população de São Paulo, segundo o Notícias ao Minuto. Aliás, São Paulo é a região do Brasil mais afectada pela pandemia em números absolutos, de acordo com o Observador.

A imprensa brasileira escreve que até Fevereiro de 2021 está prevista a entrega de mais 14 milhões de doses da mesma vacina.

Prevê-se que a campanha de vacinação inicie no dia 15 de Dezembro, mas a vacina em alusão carece de aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, no Brasil.

Todavia, a segurança da vacina [“Coronavac”] já foi comprovada numa investigação com mais de 50 mil voluntários na China. A imunização tem sido testada também no Brasil, desde Julho, diz o Notícias ao Minuto.

O acordo foi assinado no Palácio dos Bandeirantes pelo governador estadual, João Doria, pelo director do Instituto Butantan, Dimas Covas, e pelo vice-presidente mundial da Sinovac, Weining Meng.

O debate desta terça-feira entre o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump e Joe Biden, seu rival na disputa pela Casa Branca foi marcado por acusações e insultos. “Um dos piores debates da história dos Estados Unidos”, esta foi a classificação de alguns especialistas citados pela Euronews.

Horas depois do debate, segundo a fonte, Donald Trump recuou em relação aos comentários que fez sobre a extrema-direita no primeiro confronto televisivo com Joe Biden.

Desafiado pelo moderador do debate, Chris Wallace, a condenar os supremacistas brancos, o Presidente dos Estados Unidos dirigiu-se ao grupo extremista “Proud Boys” a quem pediu para recuarem e se manterem a postos. E atirou as culpas para a extrema-esquerda.

Com este pronunciamento, Donald Trump recebeu muitas críticas e horas depois mudou o seu discurso.

“Não sei quem são os “Proud Boys”. Vocês têm de me dar uma definição porque não sei quem são. Só posso dizer que eles têm que se retirar e deixar a polícia fazer o seu trabalho”, disse Trump.

Os “Proud Boys” são um grupo neofascista, anti-imigração, conhecido por incitar à violência nas ruas.

No primeiro debate entre os candidatos à Casa Branca, os insultos e os atropelos prevaleceram sobre a discussão de ideias. A Comissão que organiza os debates já prometeu alterações para evitar que a situação se repita.

Um frente a afrente marcado por interrupções, acusações e ataques pessoas. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e seu rival na disputa pela Casa Branca, Joe Biden, trocaram acusações e insultos esta terça-feira durante o primeiro debate entre os candidatos à presidência, escreve a Lusa.

Segundo a Lusa, a ausência do tradicional gesto cordial simbolizou a profunda divisão no país, em contagem regressiva para as eleições de 03 de Novembro.

“Um dos piores debates da história dos Estados Unidos”, foi assim que lguns especialistas classificaram o primeiro frente a frente entre os candidatos às eleições presidenciais.

Joe Biden chegou a perguntar se Trump não calaria a boca em um determinado momento do debate, marcado por diversas interrupções.
Se, por um lado, o actual Presidente dos EUA acusou o rival democrata de “não ter nada de inteligente”, Biden também não hesitou em mandar calar Trump, que chegou mesmo a tratá-lo de “palhaço”.

A pandemia do Coronavírus, que afecta particularmente os Estados Unidos, também serviu de base para acusações entre os candidatos citados pela Lusa.

“40.000 pessoas por dia são infectadas com a COVID-19. O presidente não tem um plano. Ele sabia desde Fevereiro em que medida a crise era séria e que a doença é mortífera. Há gravações onde reconhece que sabia e disse que não avisou a população porque não queria gerar o pânico entre os norte-americanos”, afirmou Joe Biden, candidato presidencial democrata.

“Se lhe tivessemos dados ouvidos a si, teríamos deixado o país completamente aberto e milhões teriam morrido, não 200.000… Uma pessoa já é demasiado. É a culpa da China e nunca deveria ter acontecido”, rebateu Donald Trump.

 

Continua um desafio saber se o número real de casos existentes da COVID-19, sobretudo, em países em desenvolvimento como nações africanas onde o nível de testagem está aquém do real.

Para responder a este desafio, o director-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, citado pela Lusa, anunciou esta segunda-feira que a organização vai disponibilizar para países mais pobres 120 milhões de testes rápidos de COVID-19, com resultados em 15 a 30 minutos.

“Esperamos que outros testes rápidos se sigam”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus durante uma conferência de imprensa online na sede da OMS, em Genebra, ao anunciar um acordo com várias entidades para que sejam produzidos estes testes para países com poucos recursos.

Na ocasião, segundo a Lusa, a organização anunciou que beneficiarão dos testes 133 países, a maioria em África.

Para o director-geral da OMS, a iniciativa vai permitir que o nível de testagem aumente, sobretudo, em zonas recônditas de difícil acesso, mas que o impacto da COVID-19 é real.

Tedros Ghebreyesus afirmou ainda que os testes rápidos vão ser disponibilizados ao longo dos próximos seis meses, com um preço de cinco dólares por unidade, “substancialmente mais baratos” do que os testes PCR (testes também usados para confirmar se uma pessoa está infectada ou não).

Actualmente, há mais de 34 milhões de infectados no mundo, dos quais cerca de um milhão estão mortos.

O Presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, ameaçou encerrar a rede social Facebook depois de a empresa ter apagado várias contas ligadas às Forças Armadas e à Polícia do país por violação das regras da plataforma, escreve a Lusa.

“F”Facebook, ouve-me. Permitimos-lhes operar aqui na esperança de que nos possam ajudar. Se o governo não pode defender algo que é para o bem do povo, qual é o seu objectivo aqui no meu país”, questionou Rodrigo Duterte, num discurso transmitido pela televisão, na segunda-feira.

Segundo a Lusa, a empresa removeu, na semana passada, 57 contas no Facebook, ligadas às forças de segurança filipinas por “comportamento coordenado e não autêntico” e por utilizar perfis para “enganar sobre a identidade, finalidade ou origem”, disse o chefe da política de segurança da empresa norte-americana, Nathaniel Gleiche, citada pela Lusa.

A fonte avança ainda que naquelas contas tinha sido publicadas notícias de propaganda em inglês e tagalo sobre as actividades de contrainsurreição dos militares, os benefícios da controversa lei antiterrorismo aprovada em julho, bem como críticas a grupos de esquerda, activistas e opositores e ao banido Partido Comunista e ao seu braço armado, os guerrilheiros do Novo Exército Popular (NPA).

“Qual seria a vantagem de lhes permitir continuar se não nos puderem ajudar? Não defendemos a destruição em massa, nem massacres. É uma luta de ideias”, disse Duterte.

“Não podem proibir-me ou impedir-me de defender os objetivos do Governo”, acrescentou, acusando a rede social de “apoiar a esquerda” e de “promover a causa da rebelião”.

O Facebook também removeu outras contas de origem chinesa, que publicavam conteúdos de apoio ao Presidente filipino e à possível corrida presidencial da filha Sara Duterte, actual presidente da câmara de Davao.

Um spray nasal desenvolvido para reforçar o sistema imunológico contra a gripe e as constipações demonstrou, em provas pré-clínicas, que pode travar a reprodução viral da COVID-19, disse hoje a empresa biotecnológica australiana responsável pela investigação, citada pela Lusa.

Segundo informções avançadas pela Agência Lusa, a empresa Ena Respitarory, que desenvolve o produto INNA-051 indicou em comunicado que as provas realizadas com furões, coordenadas pelo subdirector do organização da Saúde Pública de Inglaterra, Miles Carroll, revelaram uma eficácia de 96 por cento.

Além de auxiliar as pessoas mais vulneráveis, o spray, que se aplicaria uma ou duas vezes por semana também evita que as pessoas infectadas contagiem outras pessoas, disse Christophe Demaison, director da Ena Respiratory, citado pela Lusa.

O responsável afirmou ainda que as provas clínicas da substância vão ser realizadas dentro dos próximos quatro meses.

A empresa indicou que conseguiu sete milhões de euros de investidores australianos para prosseguir a investigação enquanto espera a realização dos estudos de toxicidade e se obtenham as autorizações legais correspondentes.

A maior parte das vacinas que estão a ser desenvolvidas para combater o novo vírus utilizam esqualeno, um óleo produzido pelo fígado dos tubarões. Activistas temem que a necessidade desta substância leve à extinção de algumas espécies de tubarões. É que 500 mil tubarões poderão ser mortos para o fabrico de vacinas contra a COVID-19.

De acordo com a Sky News, órgão de comunicação britânico, os tubarões produzem um óleo no fígado, conhecido como esqualeno, que está a ser utilizado no desenvolvimento de muitas das vacinas que estão a ser criadas para combater o Coronavírus.

O esqualeno já é uma substância a que a medicina e a estética recorre há algum tempo, sendo que no caso de uma vacina contra vírus, este ingrediente é especialmente utilizado pois aumenta a eficácia do tratamento.

Por exemplo, detalha a Sky News, a farmacêutica inglesa GlaxoSmithKline usa actualmente este óleo nas suas vacinas contra a gripe.

Segundo a associação norte-americana Shark Allies, citada pelo jornal online Notícias ao Minuto, para se obter uma tonelada de esqualeno são necessários três mil tubarões e para toda a população mundial receber uma dose da vacina contra a Covid-19 será necessário matar cerca de 250 mil destes animais marinhos. Para duas doses, serão necessários meio milhão de tubarões.

Para garantir que os tubarões não se tornam numa espécie em vias de extinção devido a esta vacina, cientistas estão a testar uma alternativa ao esqualeno, uma versão sintética feita através de uma fermentação da cana-de-açúcar. Contudo, ainda não há uma solução.

Peritos mostram-se preocupados com o aumento da procura pelo óleo do fígado dos tubarões e temem que a necessidade de esqualeno leve à extinção de algumas espécies destes animais marinhos, cujo algumas já estão em risco de desaparecer.

O Comité Internacional de Salvamento (IRC) avisou esta segunda-feira que um quarto das crianças da capital libanesa está em risco de ficar sem escola, após a explosão no porto de Beirute no início dom mês de Agosto deste ano.

“Com 163 escolas danificadas na explosão de Beirute, pelo menos uma em cada quatro crianças da cidade está agora em risco de ser privada de escolaridade”, apontou o IRC numa declaração.

Entretanto, a organização não-governamental diz que mais de 85.000 estudantes foram inscritos nas escolas danificadas, contudo levará até um ano a reconstrução dos edifícios mais destruídos.

A explosão no porto de Beirute a 04 de Agosto matou mais de 190 pessoas e feriu mais de 6.500, devastando zonas inteiras da capital.
De acordo com o exército libanês, mais de 85.000 instalações foram danificadas, incluindo casas, hospitais e escolas.

“Globalmente, esperamos ver muito menos crianças matriculadas nas escolas e uma elevada taxa de abandono escolar à medida que o ano avança”, acrescentou o diretor do IRC Líbano, Mohammad Nasser.

A ONG explica esta potencial taxa de abandono escolar pelo possível ritmo lento da reconstrução, pais preocupados com os custos adicionais e a segurança dos seus filhos a caminho de uma nova escola, ou crianças forçadas a trabalhar para ajudar as suas famílias.
As escolas libanesas ainda não reabriram, devido a um grande aumento de casos de Covid-19 no país nas últimas semanas. O início do ano lectivo foi adiado para meados de Outubro.

O Líbano registou mais de 35.000 casos de infecção com o novo Coronavírus desde Fevereiro, que provocaram pelo menos 340 mortes, de acordo com os números oficiais.

Em todo o mundo a pandemia de Covid-19 já provocou mais de um milhão de mortos e mais de 33 milhões de casos de infecção, segundo um balanço feito pela agência de notícias France-Presse.

O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, pediu na Organização das Nações Unidas (ONU), último sábado, um programa de recuperação para África da crise provocada pela COVID-19, com um pacto global para perdão de dívida externa e acesso de todos à futura vacina. O dirigente entende ainda que “todos concordam que é necessário reformar” a ONU.

Ao intervir na 75ª sessão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o chefe do Governo de Cabo Verde assumiu que a pandemia da COVID-19 obriga não apenas a um “combate interno de cada país”, mas “ao mesmo tempo um combate global, que exige soluções colaborativas globais”.

“Ninguém ganha com uma África mais empobrecida, com o aumento de crises humanitárias e securitárias. Todos ganham se os países africanos tiverem as condições necessárias para superar a grave crise sanitária, económica e social provocada pela COVID-19, e entrarem numa nova era de transformações estruturais que impactem positivamente as suas economias e os Índices de Desenvolvimento Humano”, afirmou Ulisses Correia e Silva, na mensagem pré-gravada, segundo a Lusa.

“É neste quadro, que o acesso equitativo e universal à vacina como um bem público essencial e a iniciativa de perdão da dívida externa, devem ser objecto de um Pacto de Responsabilidade Mundial de modo a não deixar ninguém para trás”, apelou o governante, a partir da cidade da Praia.

Ulisses Correia e Silva alertou que esta pandemia “veio agudizar ainda mais a desigualdade entre países desenvolvidos e países em desenvolvimento” e que “poucos países do mundo possuem poupança suficiente para acomodar os custos extraordinários impostos” por esta “crise global”, e ao mesmo tempo, recuperar e relançar a economia.

“Nos países mais desenvolvidos, como é o caso da União Europeia, foi necessário um pacote financeiro de 750 mil milhões de euros para apoiar os Estados-membros. Os estímulos financeiros dos países mais ricos ultrapassam centenas de biliões de dólares. E a África? E os pequenos estados insulares em desenvolvimento? Conseguem suportar os custos e a recuperação e o relançamento das suas economias sozinhos? Claro que não”, afirmou Ulisses Correia, de acordo com a Lusa.

O governante entende ser “necessário” o perdão da dívida externa, “não só para fazer face à contração económica e aos desequilíbrios macroeconómicos” provocados pela pandemia, mas “como um ponto de viragem para impulsionar o desenvolvimento sustentável dos países africanos”, num quadro de “um forte compromisso” com os Objectivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Para Ulisses Correia e Silva, as lideranças políticas actuais “têm uma responsabilidade acrescida” de assegurar que “nenhum país” fique “para trás”, face ao “compromisso com milhões de jovens que legitimamente se preocupam com o seu futuro e dos seus filhos e netos que virão”.

Daí defender que as Nações Unidas sirvam para “Unir as Nações na construção do Futuro”, o que “só pode ser conseguido com a reafirmação da importância insubstituível do multilateralismo”, acrescenta a Lusa.

Segundo o primeiro-ministro cabo-verdiano, após 75 anos, “todos concordam que é necessário reformar” a ONU, nomeadamente na composição e no funcionamento do Conselho de Segurança, na revitalização da Assembleia Geral, no reforço do Conselho Económico e Social, e no alinhamento dos métodos de trabalho entre estes órgãos.

“Há urgência em fazermos essas reformas, tanto em relação à construção da paz, como em relação à promoção do desenvolvimento. E isso depende de nós, dos Estados das Nações Unidas e dos líderes dos povos das Nações Unidas”, concluiu Ulisses Correia e Silva, remata o órgão que citamos.

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