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O País – A verdade como notícia

Depois de 10 meses do início da pandemia do novo Coronavírus, registou-se hoje o primeiro caso positivo da doença nas Ilhas Salomão, no Pacífico Sul.

As Ilhas Salomão deixam assim a lista dos países não afectados pela pandemia tal como Kiribati, Ilhas Marshal, Micronésia, Nauru, Palau, Samoa, Tonga, Tuvalu e Vanatu e todos os territórios oceânicos, escreve o Notícias ao Minuto.

O primeiro caso positivo é de um estudante repatriado das Filipinas, que testou negativo em vários testes nesse país, contudo, não apresenta nenhum tipo de sintomatologia.

“Dói-me dizer que perdemos o nosso estatuto de nação livre da COVID-19, apesar do nosso esforço colectivo para prevenir a entrada da pandemia”, disse o primeiro-ministro, Manasseh Sogavare, numa mensagem transmitida na televisão, este sábado.

O isolamento geográfico das nações insulares do pacífico ajudou-as a escapar da pandemia e os seus governos trabalham para evitar o contágio, uma vez que a COVID-19 poderia saturar, rapidamente, os seus frágeis sistemas de saúde.

A Índia registou 75.829 casos de infecções pelo novo Coronavírus nas últimas 24 horas e continua a ser o país com maior número de casos diários no mundo, mas com uma taxa de recuperação superior a 83%.

Desde o início da pandemia, a Índia contabilizou 101.782 mortos e mais de 6,5 milhões de casos, com o número total de infecções a saltar de um milhão, em meados de Julho, para mais de seis milhões, em menos de dois meses e meio, escreve o Notícias ao Minuto.

O número de pessoas curadas ultrapassou os 5,5 milhões, disse o Ministério da Saúde daquele país. A Índia tem também a baixa taxa de mortalidade de 1,56%, que é quase metade da taxa global.

A Índia realizou quase 79 milhões de testes até agora, de acordo com dados oficiais, refere também o Notícias ao Minuto.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em Fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

O México registou 4.863 infectados pelo novo Coronavírus e 388 mortos nas últimas 24 horas, elevando o total de casos positivos para 757.953 e 78.492 de óbitos e 626.114 recuperados, de acordo com o Ministério da Saúde.

A COVID¬19 é a quarta principal causa de morte no México, logo abaixo de doenças cardíacas, diabetes e tumores malignos, segundo o Instituto Nacional de Estatística e Geografia (Inegi), diz a Notícias ao Minuto.

O México ocupa o quarto lugar no mundo em termos de número de mortes, atrás dos Estados Unidos, Brasil e Índia. Ao contrário de outros Estados, o país ainda não superou a primeira onda da doença.

O novo lockdown, declarado na última sexta-feira, para conter a propagação da COVID-19, causa divisão entre o governo central e o governo regional da região espanhola de Madrid.

Os últimos dados oficiais, divulgados este sábado, pelo Ministério da Saúde espanhol, o número total de pacientes com COVID-19 confirmados no país chegou a 810.807, de acordo com a CCTV.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sanchez, disse que os números crescentes mostram que o governo precisa estar ciente “do quão sério” o Coronavírus pode se tornar.

Tem havido preocupação de que tentar isolar uma cidade tão grande como a capital espanhola seria praticamente impossível. Madrid registra mais de 2,2 milhões de viagens por dia entre a cidade e os demais bairros da região, escreve a CCTV.

O chefe de justiça da região, Enrique Lopez, advertiu que o fechamento custaria à economia 9,4 bilhões de dólares ao durante um mês.

O debate entre os governos de regional e central sobre a melhor forma de lidar com a crise em Madrid poderá continuar, indica a fonte a que nos referimos.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, advertiu ontem que a pandemia do novo Coronavírus pode acabar com uma geração de progresso na igualdade de género, apelando aos governos para agirem imediatamente e protegerem mulheres e raparigas.

“A menos que actuemos agora, a COVID-19 pode apagar uma geração de progresso frágil em direcção à igualdade de género”, declarou António Guterres numa reunião que assinala o 25º aniversário da Declaração de Pequim, o primeiro grande acordo global para impulsionar os direitos das mulheres, diz a Angop.

Guterres assinalou que a pandemia destacou a necessidade de dar um impulso urgente à “promessa não cumprida de Pequim” e de mudar os “sistemas e estruturas do mundo, baseados em milénios de dominação masculina”.

“Mulheres e raparigas aguentam o pior do enorme impacto social e económico da pandemia”, disse, o secretário-geral das Nações Unidas, adiantando que as mulheres sofrem uma segunda “pandemia” durante a crise, a de violência de género.

Considerando que a desigualdade de género é sobretudo uma “questão de poder”, Guterres defendeu que a resposta ao problema deve começar por uma representação igualitária das mulheres em cargos de liderança, quer públicos, quer privados.

Tal exige medidas como quotas e que os países estabeleçam compromissos ambiciosos, diz ainda a Angop.

Setecentas e trinta e nove pessoas suicidaram-se nos primeiros seis meses deste ano em Angola. O número é superior aos casos registados ano passado, 590, contra 651 em 2018. A informação foi divulgada, esta sexta-feira, em Luanda, pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC).

Segundo escreve a Angop, a província de Luanda lidera, com 826 suicídios, segue-se a Huíla, com 118, Moxico, com 117, Lunda Sul e Benguela, com 105 e 101, respectivamente.

O director do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa do SIC, superintendente Manuel Halaiwa, que não precisou as causas que levaram ao suicídio nem as idades, avançou, porém, que neste momento peritos deste órgão afecto ao Ministério do Interior (Minint) estão empenhados a apurar dados precisos que reflictam as reais causas e as percentagens por sexo e idade.

“Estamos a trabalhar neste sentido. Em alguns casos, os familiares solicitam as autoridades para não divulgarem as causas, enquanto em outras deixam algum sinal e na maior parte dos casos recolhemos os cadáveres sem qualquer tipo de sinal que determinam o porque”, disse Halaiw, de acordo com Angop.

A propósito, o padre da Igreja Católica, Samuel Jamba,  sublinhou a necessidade de as pessoas não enveredar pela prática do suicídio como forma de resolver os diferendos ou dificuldades encontradas no quotidiano. “Deus sempre encontra um caminho seguro para se ultrapassar os problemas”.

Ao falar sobre a problemática do suicídio em Angola, a psicóloga criminal Suzana da Conceição Tumba apontou a depressão, os transtornos bipolar, personalidade, associado a abuso de álcool, esquizofrenia e outras drogas como principais factores de risco.
Acrescentou, escreve a Angop, que por cada suicídio existem  10 tentativas em diferentes faixas etárias.

Por seu turno, o sociólogo Abel Chico adianta que o conflito militar em Angola não só devastou o país em termos físicos, mas, acima de tudo, afectou o sentido de confiança básica das pessoas e gerou traumas e perturbações até aqui não avaliadas na medida certa.

 

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e sua esposa, Melania Trump, confirmaram esta sexta-feira que testaram positivo para a COVID-19, segundo a imprensa internacional. O anúncio foi feito pelo presidente norte-americano através da sua conta no Twitter.

“Hoje à noite, Melania e eu testamos positivo para a COVID-19. Vamos começar a nossa quarentena e o processo de recuperação imediatamente. Vamos ultrapassar isto juntos!”, escreveu Trump no Twitter, na madrugada desta sexta-feira, escreve a Reuters.

A notícia chega horas depois de o Presidente norte-americano ter anunciado que uma das suas principais assessoras, Hope Hicks, estava infectada com o novo Coronavírus.

A primeira-dama, Melania Trump, também recorreu ao Twitter para comentar a situação.

“Assim como muitos norte-americanos fizeram este ano, o Presidente norte-americano e eu estamos em quarentena em casa depois de termos testado positivo para a COVID-19. Sentimo-nos bem e adiamos todos os compromissos que tínhamos agendado”, lê-se na publicação da primeira-dama, citada pela Renascença.

Os Estados Unidos registaram 884 mortos e 46.164 infectados com o novo Coronavírus, nas últimas 24 horas, segundo a Universidade Johns Hopkins, citada pela Euronews. Com estes dados o país atingiu um total de 207.743 óbitos e 7.273.943 casos confirmados na segunda-feira.

 

O director do Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (CDC África), John Nkengasong, disse esta quinta-feira que a utilização de máscaras é tão importante para prevenir a propagação da COVID-19 como a existência de vacinas, avisando que ninguém se pode cansar de usar máscara.

“Usar máscara é tão importante como haver uma vacina, não vamos poder cansar-nos de usar máscara e temos de a usar sempre que possível, porque a vacina e a máscara vão conviver neste ‘novo normal’ que vai durar muito tempo”, disse o director, de acordo com a Angop.

A partir de Adis Abeba, durante a conferência de imprensa semanal sobre a evolução da pandemia da COVID-19 no continente, John Nkengasong salientou que “os Estados-membros e as pessoas não se podem cansar de usar máscara”.

“Mesmo quando a vacina estiver pronta, provavelmente no primeiro trimestre de 2021, será preciso conjugar as duas coisas”, sublinhou a fonte.

Na conferência de imprensa, John Nkengasong disse que a pandemia de COVID-19 já infectou 1,4 milhões de pessoas no continente africano, resultando em 36 mil mortes, sendo por isso necessário “manter as medidas de distanciamento, a lavagem das mãos e a utilização de máscaras”.

O responsável do CDC África disse ainda que na segunda-feira será lançada uma aplicação informática chamada “my COVID-19 pass”, com informações fornecidas pelos Estados e que são úteis para os cidadãos.

“Numa primeira fase temos 35 países que se registaram nesta plataforma e colocam informação (app)” na referia aplicação. “Depois vamos apontar para as plataformas de distribuição (‘hubs’) de passageiros, como Quénia, Cairo, Adis Abeba, Togo e África do Sul, com o objectivo de alargar para todos os países, colocando informação sobre o que é preciso para viajar de um sítio para o outro”, disse Nkengasong.

“É preciso harmonizar os procedimentos e as medidas para a economia poder funcionar, porque há 29 países em África que exigem um teste negativo PCR para deixar entrar um viajante, mas há nove que pedem um teste PCR à chegada e 13 ainda impõem uma quarentena de 14 dias à chegada”, apontou o responsável, citado pela Angop.

 

Há falta de infra-estruturas escolares, professores, suspensão da merenda escolar e más avaliações no sector da Educação no Timor-Leste, constatou uma comissão parlamentar timorense, apontando também problemas no ensino superior.

Além da “falta de infra-estruturas escolares em número suficiente e de qualidade para garantir a boa qualidade de ensino e aprendizagem que se deseja”, um relatório da Comissão G, de Educação, Juventude, Cultura e Cidadania, do Parlamento Nacional daquele país, aponta ainda a manutenção em funções de professores já em idade de reforma, mas “que continuam a ser precisos devido ao seu conhecimento da língua portuguesa, o que os torna por enquanto indispensáveis”.

No mesmo relatório, a que a Lusa teve acesso, indica-se também carências de equipamentos – carteiras, mesas e cadeiras – e de manuais.

O não funcionamento do Programa de Merenda Escolar e o elevado número de alunos por salas de aula foram igualmente referidos no relatório em questão, segundo a Lusa.
Por resolver está ainda a situação de “professores contratados e professores reclamantes”, a melhoria da metodologia do ensino para “tornar mais eficiente a aprendizagem no Timor-Leste” e a “necessidade da melhoria do sistema de protecção de saúde para os professores, aponta o documento.

“Tem havido alguns casos de morte súbita entre a classe docente, o que deixa perceber que falta o devido acompanhamento médico e melhoria da prestação de cuidados médicos aos professores”, acrescenta a Lusa.

O relatório nota ainda o problema do “atraso do funcionamento das Escolas CAFE, devido a ausência de professores”, referindo-se ao programa que conta com docentes portugueses e timorenses.

Há “necessidade de um novo estudo de viabilidade para o uso da língua materna como língua auxiliar no processo de ensino aprendizagem para ver se de facto existem vantagens no seu uso da forma como tem sido feito, por estar a colocar em segundo plano o ensino da Língua Portuguesa, quando as línguas maternas deviam servir apenas como auxiliares”, diz o órgão que temos citado.

NO ENSINO SUPERIOR

A nível do ensino superior, os deputados defendem a realização, “com a maior urgência”, de uma inspecção da Câmara de Contas à gestão da Universidade Nacional Timor Lorosa’e (UNTL) para avaliar a gestão, tendo em conta “o problema das dívidas com os privados que continuam a assolar” a instituição.

Os deputados referiram, entre outras questões, a “desnecessidade de uma Cidade Universitária”, proposta pelo Governo para a vila de Aileu, a sul de Díli, “dada a necessidade que existe de, em primeiro lugar, criar as condições nos estabelecimentos de ensino que já existem e que carecem de condições”.

Os Deputados referiram ainda “o problema da avaliação e acreditação dos estabelecimentos de ensino superior que receberam qualificação de C, e que, portanto, não podem graduar pessoas, mas que continuam a funcionar sem mostrar sintomas de melhorias”.

Finalmente, no que se refere à UNTL, o relatório refere “a falta de qualidade de ensino ministrado por alguns Departamentos que foram avaliados e tiveram a classificação C, quando o Estado tem feito grandes investimentos no Ensino Universitário Público”.

Destaca ainda “o elevado número de alunos admitidos pela UNTL não tomando em consideração as condições reais existentes”, o que leva “à superlotação das salas de aulas e à diminuição da qualidade do ensino ministrado”, acrescenta a Lusa.

Os deputados apontam ainda a “necessidade de uma pesquisa alargada a nível nacional acerca das reais necessidades do país em termos de recursos humanos qualificados para se saber em que área se deve concentrar a formação universitária”.

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