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O País – A verdade como notícia

Trata-se de Ruhollah Zam, jornalista e editor de um canal de notícias que terá inspirado os protestos de 2017 no Irão.

Segundo a Euronews que cita uma televisão oficial do Irão, o jornalista foi enforcado este sábado.

Zam foi condenado à morte com 13 acusações – incluindo corrupção na terra, um crime normalmente imputado em casos de espionagem ou golpe de estado. A sentença foi mais tarde confirmada pelo Supremo Tribunal.

A Organização Repórteres Sem Fronteiras manifesta-se indignada pela execução e aponta o dedo ao aiatola Ali Khamenei como o responsável e lembra que há quase três semanas que avisou as Nações Unidas para o possível desfecho, escreve a Euronews.

O jornalista de 47 anos anos era filho de um clérigo iraniano e esteve uma década no exílio, em França. Regressou ao Irão no ano passado, em circunstâncias não determinadas, altura em que foi preso pelo serviço de informação dos Guardas da Revolução.

Durante os protestos de 2017, o canal da Telegram Amadnews, que editava, chegou a ter mais de um milhão de seguidores. Uma lista de distribuição de informação que foi depois bloqueada pelo Irão. Teerão acusava o ativista e jornalista de incitar à violência.

Os Estados Unidos estão prontos para começar a campanha de vacinação contra a COVID-19. A Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA, na sigla em inglês), que regula a comercialização de fármacos nos Estados Unidos, autorizou o uso da vacina da farmacêutica norte-americana Pfizer para prevenir o novo Coronavírus, após pressões políticas, escreve a Euronews.

Segundo o Notícias ao Minuto, o anúncio foi feito pela directora científica da agência norte-americana, depois de o processo de aprovação ter sido notícia devido às pressões políticas da Casa Branca, que ameaçou demitir o responsável da Administração de Alimentos e Medicamentos, caso o organismo não aprovasse a utilização da vacina até ao final de sexta-feira.

Donald Trump, segundo a Euronews, anunciou num vídeo divulgado na rede social Twitter que já começaram a ser enviadas remessas de vacinas para todos os estados e a vacinação contra a COVID-19 vai começar “em menos de 24 horas”.

São três milhões de vacinas que estão a ser distribuidas. A Pfizer garantiu entrega de 25 milhões de doses até ao final do ano.

Os Estados Unidos são o primeiro membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas que reconhece a soberania do Reino de Marrocos sobre o Sahara Ocidental, o que representa uma mudança drástica da política de Washington, a esse respeito.

“Assinei hoje (quinta) uma proclamação reconhecendo a soberania marroquina sobre o Sahara Ocidental. A proposta de autonomia séria, confiável e realista do Marrocos é a única base para uma solução justa e duradoura para a paz perdurável e prosperidade!”, anunciou Trump em sua conta no Twitter.

Além de um decreto presidencial, o comunicado oficial divulgado pelo presidente Trump nesta quinta-feira assinala: “Os EUA acreditam que um Estado saharaui independente não é uma opção realista para resolver o conflito e que a autonomia autêntica sob a soberania marroquina é a única solução viável. Exortamos as partes a iniciar conversações sem demora, utilizando o plano de autonomia do Marrocos de 2007 como único marco para negociar uma solução mutuamente aceitável”.

Para além de que, o Presidente Trump anunciou que os Estados Unidos se comprometeram a instalar um Consulado na cidade de Dakhla no Sahara. Essa iniciativa faz parte de uma série de Consulados abertos, nos últimos meses, pelos diversos países no Sahara Ocidental. Entre os países que já instalaram consulados neste território, nove fizeram-no em Laayoune, capital administrativa, e sete em Dakhla, cidade turística. A maioria desses países é africana. Até agora, o país de maior relevância eram os Emirados Árabes Unidos, que anunciaram a abertura de seu Consulado, a 4 de Novembro último.

Pelo acordo anunciado nesta quinta-feira, o Marrocos se compromete a estabelecer relações diplomáticas com Israel “o mais rápido possível” e a autorizar voos directos entre os dois países para o transporte de membros da comunidade judaica marroquina e de turistas israelitas. Também promete promover “relações inovadoras nos âmbitos económico e tecnológico” com Israel.

Numa Chamada com o Presidente Palestino, o Rei de Marrocos, Mohammed VI, indicou que as medidas de aproximação com Israel não afectarão “o compromisso permanente e sustentável do Marrocos, em favor da causa palestina”.

Angola deve receber a primeira tranche de cinco milhões de vacinas contra a COVID-19 em Fevereiro de 2021, e espera mais sete milhões até Abril, anunciou ontem a ministra da Saúde angolana, Sílvia Lutucuta.

“Acreditamos que, pelo menos, até Fevereiro tenhamos a oportunidade de receber a primeira tranche de cinco milhões e o que está programado é até Abril receber as restantes”, de um total de 12 milhões, salientou a ministra após o balanço epidemiológico diário relativo à COVID-19, escreve o Notícias ao Minuto.

Sílvia Lutucuta frisou que a vacinação terá regras muito específicas: “serão vacinados primeiro os profissionais de saúde e pessoas de risco, com idades avançadas ou comorbilidades, é por aí que vamos começar”.

O plano de vacinação será partilhado, “em tempo oportuno”, com a população, acrescentou.

A ministra salientou que uma campanha de vacinação desta dimensão “tem uma abrangência multissetorial” pelo que o Governo está a trabalhar para a definição de vários aspectos, entre os quais a cadeia de frio para conservação das vacinas, diz o Notícias ao Minuto.

Segundo Sílvia Lutucuta, Angola vai ter acesso numa primeira fase à vacina da Pfizer, mas poderá vir a receber outras que estão em fase final de estudo e têm pedidos de autorização, como as russas e chinesas, “desde que haja certificação da Organização Mundial de Saúde e entidades congéneres, com garantia de que serão eficazes e trarão menos efeitos colaterais”.

O julgamento do antigo Presidente da República da França, Nicolas Sarkozy, que é acusado de corrupção e de tráfico de influências, terminou ontem e a decisão será conhecida, em princípio, em 01 de Março de 2021.

O antigo chefe do Estado francês disse, pouco antes do encerramento da sessão, que está pronto para aceitar a decisão que o tribunal tomar.

“Este processo foi para mim um caminho de cruz, mas se este foi o preço a pagar para que a verdade progredisse, estou pronto a aceitá-lo”, afirmou Nicolas Sarkozy, acrescentando que tem “confiança na Justiça” do país.

O julgamento que terminou esta quinta-feira é considerado inédito e também tem como arguidos o advogado do ex-Presidente, Thierry Herzong, e o antigo magistrado Gilbert Azibert.

“Disse a verdade durante estas três semanas [de julgamento], como disse sob custódia policial e durante toda a investigação”, prosseguiu o antigo Presidente francês, de acordo com o Notícias ao Minuto.
O Ministério Público Financeiro pede quatro anos de prisão, dois dos quais suspensos contra o ex-chefe de Estado, processado por corrupção e tráfico de influências.

A mesma sentença foi solicitada para Gilbert Azibert e Thierry Herzog, com o acréscimo de cinco anos de proibição profissional para este último.
Depois de um falso começo em 23 de Novembro, o julgamento começou realmente em 30 de Novembro.

O ex-Presidente, de 65 anos e que exerceu o cargo entre 2007 e 2012, foi julgado em conjunto com Herzog, também de 65 anos, e Gilbert Azibert, a quem terão prometido em 2017 um posto no Conselho de Estado do Mónaco se este magistrado, que estava então no Supremo, ajudasse na investigação do designado “caso Bettencourt”, referência à investigação ao financiamento ilegal da campanha presidencial de 2007 pela mulher mais rica da França, a herdeira da L’Oreal Liliane Bettencourt, acrescenta o Notícias ao Minuto.

O suposto caso de corrupção agora em julgamento foi possível devido ao registo das conversas telefónicas de Sarkozy com o seu advogado, incluídas num outro processo relacionado com um alegado financiamento da sua campanha de 2007 com dinheiro do regime líbio de Muammar Kadhafi.

O alerta foi dado pelo Serviço Nacional de Saúde britânico depois de se terem verificado reações em dois funcionários do sistema de saúde, que recuperaram logo depois terem sido tratados. O conselho aplica-se a quem sofra reações a medicamentos, comida ou vacinas, escreve a Euronews.

A Rússia avança com a vacinação com a sua Sputnik V. Milhares de inoculações têm estado a decorrer. A vacinação de médicos e professores começou no fim de semana. Mesmo a Sibéria já recebe os primeiros lotes.

Segundo a Euronews, um dos responsáveis pela vacina, Alexander Gintsburg, nega a ideia de que quem é vacinado deve abster-se de beber álcool durante dois meses e evitar tomar imunossupressores, conforme foi pedido pela vice-primeira-ministra para saúde, Tatiana Golikova.

“Eu percebo que temos que fazer algo. Os números aumentam continuamente e nada melhora. Ao mesmo tempo penso que as pessoas acabam se reunirem em casa. Ou seja, não podem sair num ambiente controlado e vão estar num ambiente não controlado em casa”, disse Alexander Gintsburg.

As conversações para o Brexit, entre os britânicos e a União Europeia, foram prolongadas novamente. Após um encontro em Bruxelas entre o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ficou definido que até domingo tem de ficar fechado um acordo sobre a futura relação entre o Reino Unido e a União Europeia, escreve a Euronews.

Segundo a Euronews, à chegada Johnson e Von der Leyen mantiveram a distância social devido à COVID-19, uma distância que se reflete também nas dificuldades nas negociações, no entanto os dois líderes acreditam na possibilidade de um acordo.

Numa publicação no Twitter, von der Leyen referiu que entende “a posição de cada um”, mas que se mantêm “muito distantes”.

“As equipas devem reunir-se imediatamente para tentar solucionar estas questões. Vamos chegar a uma decisão no final da semana”, lê-se na publicação citada pelo Notícias ao Minuto.

Os principais pontos de discórdia estão relacionados com os direitos de pesca, regras da concorrência empresarial e à forma como o acordo será supervisionado. O tempo esgota-se para chegar a uma solução antes de 31 de Dezembro, altura em que o período de transição termina e o Reino Unido deixa de seguir as regras comerciais da UE.

Na ausência de um acordo, as relações económicas e comerciais entre o Reino Unido e a UE passam a ser regidas pelas regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) e com a aplicação de vários controlos alfandegários e regulatórios.

Cinco pessoas morreram, ontem num acidente de helicóptero no sudeste da França, quando o aparelho se despenhou a cerca de 1.800 metros de altura. A informação foi partilhada por um responsável municipal da região de Saboia (sudeste) citado pela Lusa.

Segundo as autoridades locais, no aparelho, que se despenhou perto da localidade de Bonvillard pelas 19h00 locais, viajavam quatro trabalhadores da companhia privada Socorro Aéreo Francês (SAF), e as equipas e dois socorristas das unidades de montanha da polícia.

“Para salvar vidas, assumem todos os riscos. Esta noite em Saboia, três membros do Socorro Aéreo Francês e dois polícias dos Alpes morreram num acidente de helicóptero. Uma pessoa ferida luta para viver. O apoio da nação às famílias, amigos e colegas destes heróis franceses”, escreveu na sua conta social Twitter o Presidente Emmanuel Macron.

Segundo a Lusa, o responsável da região de Saboia, Pascal Bolot, explicou em conferência de imprensa que o único sobrevivente, o piloto, se encontra em estado grave.

A neblina na zona impediu de início que outros três helicópteros se aproximassem do local do acidente, para onde foi mobilizada uma equipa aérea e terrestre de 40 pessoas.

Brasil registou, nas últimas 24 horas, 842 mortes devido à COVID-19 e 51.088 casos de infecção, anunciou o Ministério d Saúde do Brasil citado pelo Notícias ao Minuto.

Actualmente, o país conta com 6.674.999 pessoas infectadas e 178.159 óbitos desde a chegada da pandemia no Brasil.

Segundo o Notícia ao Minuto que cita o último boletim epidemiológico do Governo brasileiro, a taxa de incidência da COVID-19 aumentou para 85 mortes e 3.176 casos por cada 100 mil habitantes.

Entre as 27 unidades federativas do Brasil, as que concentram mais mortes são São Paulo, (43.282), Rio de Janeiro (23.270), Minas Gerais (10.345) e Ceará (9.738).

Já a lista de estados com mais casos de infeCção é liderada por São Paulo (1.296.801), Minas Gerais (444.800), Bahia (428.024) e Rio de Janeiro (374.753).

No Brasil, país lusófono mais afectado pela pandemia e um dos mais atingidos no mundo, mais de 5,8 milhões de pessoas recuperaram da doença e 642.131 casos continuam activos sob cuidados médicos.

O Brasil enfrenta um aumento no número de infecções e mortes, o Governo brasileiro continua sem apresentar um plano definitivo de vacinação contra o novo Coronavírus, o que tem gerado muita pressão por parte de governadores e prefeitos de todo o país, escreve o Notícias ao Minuto.

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