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O País – A verdade como notícia

Os hospitais da capital indiana estão em colapso. Este sábado, o país bateu um novo recorde diário de 2.624 mortes associadas à COVID-19, enquanto o Governo se esforça para tentar fornecer oxigénio aos hospitais, sobrecarregados por centenas de milhares de novos casos.

De acordo com relatos de médicos e pacientes da capital indiana de Nova Deli, recolhidos pela Sky News, centenas de pessoas estão a morrer nos passeios das ruas, juntos aos grandes hospitais, enquanto esperavam para ser admitidas e vistas por um médico.

Neste momento, a falta de oxigénio, camas e espaço para os doentes são as questões mais urgentes, segundo escreve o Notícias ao Minuto.

O caso mais grave foi registado no Hospital Guru Teg Bahadur. A agência Reuters documentou a situação através de imagens, nas quais é possível ver-se profissionais de saúde a recolherem corpos de cidadãos que morreram nas ruas e familiares em desespero devido ao momento trágico.

Nas imagens vê-se também pessoas em macas no parque de estacionamento do hospital, algumas a receberem oxigénio. Fotografias tiradas com um drone mostram ainda crematórios improvados nas cidades, construídos pelos próprios residentes com piras funerárias.

Além das mortes, a Índia mais 340 mil novos casos, elevando o total para 16,5 milhões no país, colocando-o em segundo lugar atrás dos Estados Unidos, o país mais afectado do planeta.

A Rússia disse que responderá à expulsão de quatro diplomatas seus, anunciada, esta sexta-feira, pelos países bálticos, em solidariedade com a República Checa em conflito diplomático com Moscovo devido a uma explosão em território checo em 2014.

“As autoridades desses países não devem duvidar da nossa resposta. Os seus diplomatas podem continuar a interrogar-se quem terá de fazer as malas”, disse a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova.

Os três países bálticos, Estónia, Letónia e Lituânia, anunciaram, ontem, a expulsão de quatro diplomatas russos em sinal de solidariedade com a República Checa, pelo alegado envolvimento de Moscovo na explosão de um paiol de pólvora checo, no qual dois trabalhadores morreram, em 2014.

De acordo com o Notícias ao Minuto, o Ministério dos Negócios Estrangeiros lituano declarou que o seu país vai expulsar dois membros do pessoal da embaixada da Rússia por solidariedade face a este “incidente sem precedentes e perigoso”, enquanto a Letónia e a Estónia indicaram que cada um vai expulsar um diplomata russo.

O Ministério das Relações Exteriores da Estónia também anunciou a expulsão de um diplomata russo na sua conta na rede social Twitter, enquanto na capital lituana o chefe da diplomacia, Gabrielius Landsbergis, disse que o seu país iria expulsar dois diplomatas russos.

O ministro explicou que “a acção da Rússia viola o direito internacional, compromete a segurança e a estabilidade europeias e é inaceitável”.

Já o ministro dos Negócios estrangeiros letão, Edgars Rinkevics, justificou a decisão ao indicar que o seu país “não tolerará actividades subversivas no seu território ou no dos seus parceiros e aliados”.

De acordo com os media internacionais, as explosões causadas pelos alegados sabotadores russos tiveram como objectivo impedir a entrega de armas à Ucrânia, durante a ocupação russa da Crimeia.

Moscovo reagiu às acusações dizendo que eram “absurdas” e expulsou 20 diplomatas da República Checa.

As autoridades norte-americanas vão retomar o uso da vacina Johnson & Johnson contra a COVID-19, seguindo a recomendação de um painel de conselheiros do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

O anúncio da retoma da imunização contra o novo Coronavírus, usando a vacina de uma só dose Johnson & Johnson, foi feito em comunicado conjunto do CDC e da Administração para Alimentos e Medicamentos (FDA), de acordo com a RTP Notícias.

Em linha com a recomendação dos peritos, as duas agências governamentais sustentam que o benefício do uso da vacina supera os riscos da sua administração, ligados a casos muito raros de coágulos sanguíneos, que levaram à suspensão do seu uso há 11 dias.

Entre quase oito milhões de pessoas vacinadas com a vacina da Johnson & Johnson, antes da suspensão do uso da vacina, as autoridades de saúde identificaram 15 casos de um tipo raro de coágulo de sangue, três deles fatais. Todos os casos deram-se em mulheres, a maioria com menos de 50 anos.

A decisão hoje divulgada pelos conselheiros do CDC refere que é fundamental que mulheres mais jovens sejam informadas sobre esse risco, em termos claros e compreensíveis, para que possam decidir se preferem escolher uma vacina alternativa.

O painel aprovou com 10 votos a favor e quatro contra a suspensão da interrupção do uso da vacina, sem restrições de idade.

O alívio das restrições contra o novo Coronavírus no Malawi abrange o recolher obrigatório, cujo início passa das anteriores 21 horas para meia-noite.

Os bares, que até quinta-feira estavam autorizados a funcionar até às 20 horas, já podem abrir até à meia-noite.

As portas dos supermercados e de outros estabelecimentos comerciais podem permanecer abertas até às 22 horas.

Segundo o executivo malawiano, os transportes públicos passam a observar uma lotação de até 75 por cento da sua capacidade.

Relativamente às reuniões públicas, os recintos fechados devem albergar apenas 100 pessoas e 250 participantes para eventos ao ar livre.

As novas medidas foram anunciadas pela ministra da Saúde malawiana, Khumbize Chipond, que esclareceu que vão vigorar durante quatro semanas.

A governante clarificou ainda que o uso de máscaras, a lavagem frequente das mãos e o dever de manter o distanciamento físico continuam em vigor.

O Malawi tem um cumulativo de 33.975 pessoas com a COVID-19, das quais 1.142 morreram, 31.852 recuperaram-se da doença e 842 continuam com o vírus activo.

O governo japonês vai recolocar Tóquio e três outras cidades em Estado de Emergência até 11 de Maio, devido ao aumento do número de casos da COVID-19 e hospitalizações, a três meses de o país receber os Jogos Olímpicos.

Segundo Notícias ao Minuto, além de Tóquio, os distritos de Osaka, Kyoto e Hyogo voltarão ao Estado de Emergência a partir de domingo, prevendo-se que a decisão seja formalizada hoje pelo primeiro-ministro, Yoshihide Suga, de acordo com fontes do governo japonês citadas pela agência Kyodo.

A decisão permitirá que as autoridades solicitem o encerramento temporário de restaurantes, de bares e de centros comerciais com uma área superior a 1.000 metros quadrados, de acordo com um plano elaborado pelo governo, escreve o Notícias ao Minuto.

Os eventos deverão realizar-se sem espectadores e o governo poderá solicitar às autoridades locais que considerem o encerramento de locais públicos, como parques e que solicitem aos restaurantes que evitem servir bebidas alcoólicas, adianta a agência japonesa.

As restrições manter-se-ão durante os feriados da “Semana Dourada”, ao longo da próxima semana, e até 11 de Maio.

O número de vítimas das chuvas torrenciais de segunda-feira, em Luanda, aumentou para 24, dos quais nove são crianças, segundo dados actualizados pelo porta-voz da Comissão Provincial de Protecção Civil.

As informações foram transmitidas no final da reunião da Comissão Provincial, presidida por Joana Lina, governadora de Luanda e que coordena a comissão. Em declarações à uma estação de rádio local.

Do total de vítimas mortais, 10 residiam no Município de Cacuaco, cinco no Município de Luanda, três em Viana, e igual número nos Municípios do Cazenga e Kilamba Kiaxi.

Para além das vítimas humanas, há registo de 2.289 residências inundadas, 60 casas desabadas, 14 escolas alagadas, duas pontes parcialmente destruídas e outras quatro inundadas, 58 árvores caídas e quatro centros de saúde inundados, bem como o transbordo de nove bacias de retenção.

Mais de 40 líderes mundiais reúnem-se virtualmente a partir de hoje e durante dois dias para discutir o aquecimento global, numa cimeira convocada pelo Presidente dos Estados Unidos.

Num dia em que se comemora o Dia da Terra, o Presidente norte-americano, Joe Biden, abre a cimeira, em que pretende sublinhar a necessidade urgente de as principais economias mundiais reforçarem a sua ambição climática até à próxima cimeira da ONU sobre alterações climáticas (COP26), marcada para Glasgow no final deste ano.

Na cimeira de Paris, em 2015, os países do mundo comprometeram-se em manter o aquecimento global abaixo dos dois graus celsius, preferencialmente 1,5ºC, em relação à época pré-industrial. Para isso têm de apresentar, e rever, as suas contribuições para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa.

No evento, os Estados Unidos vão anunciar que percentagem de emissões de gases que querem reduzir até 2030.

A cimeira terá a duração de dois dias.

O Tribunal Constitucional Federal da Alemanha anunciou, esta quarta-feira, a rejeição de um pedido para bloquear a ratificação do plano de recuperação pós pandemia da União Europeia, incluindo o mecanismo de dívida conjunta dos “27”.

De acordo com a Euronews, a ratificação tinha sido aprovada, em Março, pelas duas câmaras do Parlamento alemão, mas a conclusão do processo, pelo Presidente Frank-Walter Steinmeier, tinha sido suspensa, no final de Março devido, a um recurso apresentado por diversas forças políticas germânicas, entre elas a AfD, da extrema-direita.

Os opositores do plano de recuperação dos “27” acreditavam que a Constituição alemã impedia o país de partilhar o peso financeiro da dívida de outros parceiros europeus.

“Com base num exame sumário, não parece haver uma probabilidade forte de que o tribunal venha a encontrar uma violação no procedimento”, lê-se no comunicado do Tribunal Constitucional Federal, citado pela Euronews.

O Presidente Frank-Walter Steinmeier pode, assim, avançar para a concretização da ratificação do chamado Fundo Europeu de Recuperação, “NEXTGenerationEU”, avaliado em €750 mil milhões.

A Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, saudou a decisão judicial e considerou que “a União Europeia se mantém dentro do plano estabelecido para a sua recuperação económica, após esta pandemia sem precedentes”.

Morreu, esta terça-feira, o Presidente do Chade, Idriss Déby, após contrair ferimentos enquanto comandava o exército na luta contra rebeldes, no norte, anunciou o porta-voz do exército.

“É com profunda amargura que anunciamos ao povo chadiano a morte, esta terça-feira, 20 de Abril de 2021, do marechal do Chade”, enquanto “defendia a integridade territorial no campo de batalha”, disse o general Azem Bermandoa Agouna, em declaração lida numa estação televisiva local, de acordo com a DW.

A mesma fonte indica que um conselho militar assumiu o poder no Chade e que o filho do Chefe de Estado, Mahamat Idriss Déby Itno, chefe da guarda presidencial, foi nomeado como seu sucessor.

A morte de Idriss Déby, que estava no poder há 30 anos, é anunciada um dia depois de ter sido declarado vencedor das presidenciais de 11 de Abril.

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