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O País – A verdade como notícia

As chuvas torrenciais que estão a fustigar a cidade de Luanda, em Angola, já fizeram 14 mortos e mais de oito mil desalojados, segundo dados divulgados pelo porta-voz do Serviço de Protecção Civil e bombeiros, Austino Miguens.

Austino Miguens, que falava a canal televisivo local, indicou que para além dos 14 mortos, 1.600 casas ficaram completamente inundadas, escreve o Notícias ao Minuto.

No município de Luanda, foram registados cinco mortos, enquanto nos municípios do Cazenga, três pessoas morreram, no Cacuaco outras duas e igual número em Viana e Kilamba Kiaxi, que morreram em consequência de eletrocussão e desabamento de paredes, enquanto uma criança de um ano e a sua mãe foram arrastadas pelas águas.

Além das vítimas e dos danos materiais ainda por calcular, a chuva dificultou a circulação e impediu os transportes públicos de transitar em algumas zonas.

Faustino Miguens adiantou que as pessoas afectadas vão receber apoio por parte das administrações municipais, garantindo que a prioridade é acudir a essas pessoas.

Há previsão de que as chuvas, acompanhadas de trovoadas, persistam até esta quarta-feira, segundo os serviços Meteorológicos locais.

O ano de 2020 foi um dos três anos mais quentes desde que há registos. Na apresentação do relatório sobre o Estado do Clima Global, o secretário-geral da ONU, citado pela Euronews disse que “é preciso agir e parar com a guerra contra a natureza”.

Os dados são alarmantes e a Organização Meteorológica Mundial das Nações Unidas diz que o tempo para enfrentar a crise climática está a esgotar rapidamente.

Segundo António Guterres, o planeta aproxima-se de forma perigosa do limite do aumento da temperatura fixado pela comunidade científica e está “à beira do abismo”.

O alerta da ONU não é novo e acontece antes da Cimeira de Líderes do Clima convocada pelo presidente dos Estados Unidos. Na próxima quinta e sexta-feira, quarenta líderes mundiais vão participar nas conversações virtuais.

Esta segunda-feira, o Enviado Especial do Presidente norte-americano para o Clima encontrou-se com o vice-primeiro-ministro chinês. No final do encontro, John Kerry garantiu que Washington está disposto a trabalhar com Pequim para acelerar o Acordo de Paris.

Antes da China, no fim-de-semana, Kerry esteve na Coreia do Sul também com o objectivo de dinamizar os esforços para enfrentar a crise das alterações climáticas.

Um incêndio florestal de grandes proporções atingiu uma universidade e deixou feridos na África do Sul, em Cape Town, no último domingo, informou o Serviço de Emergências sul-africano.

De acordo com a News 24, o fogo começou dentro do Parque Nacional de Table Mountain, próximo à Universidade da Cidade do Cabo.

No final da tarde de domingo, o incêndio espalhou-se para o campus e destruiu vários prédios e uma biblioteca com livros raros e históricos.

A estudante moçambicana na África do Sul, Victorina Cumbana, diz que, quando os bombeiros chegaram ao local do incêndio, já se havia alastrado para outras zonas vizinhas, o caso de Rondebosch e Rosebank.

“Eu vivo em Rosebank e é mesmo próximo ao local do incêndio, então os estudantes foram recomendados a sair da área, pois havia muita fumaça e não era seguro. Estávamos a inalar a fumaça”, narrou a estudante ao “O País”.

Cumbana conta ainda que, até por volta das 23 horas, os bombeiros tentavam controlar a situação, mas um restaurante que fica na montanha explodiu e uma escola que fica há dois blocos de onde reside, também, não escapou ao incêndio.

“Esta manhã, as coisas estão mais controladas, mas acordámos com a casa cheia de cinza e há muito tráfego na área”, concluiu.

Centenas de estudantes, que vivem no campus, foram evacuados. Além disso, o moinho de vento mais antigo da África do Sul, o Moinho Mostertz, construído em 1796, pegou fogo.

As autoridades pediram que a área popular entre os residentes e visitantes seja evacuada imediatamente.

A Table Mountain é um dos marcos históricos da cidade do Cabo, pois está sob a protecção da natureza. Os incêndios graves são comuns na estação seca na África do Sul.

Mais de 300 mil eleitores cabo-verdianos elegem, hoje, 72 deputados para o parlamento do arquipélago. São cerca 597 candidatos de seis partidos que procuram assentos na casa do povo de Cabo Verde.

No processo de votação de hoje, em Cabo Verde, os eleitores poderão votar até 18 horas locais, uma hora a mais, comparativamente às anteriores eleições de 2016. A medida visa garantir o cumprimento das normas sanitárias contra a COVID-19 vigentes no país.

Para travar aglomerações típicas neste processo, a Comissão Nacional de Eleições de Cabo Verde fixou para 350 o número máximo de eleitores por cada mesa de voto.

Nestas eleições, são escolhidos 72 deputados para um mandato de cinco anos. Desses, dois são eleitos para o círculo de África, igual número para os círculos da América, Europa e resto do mundo.

Ainda este ano, a 17 Outubro, Cabo Verde vai acolher eleições presidenciais, nas quais será eleito o sucessor de Jorge Carlos Fonseca, actual presidente da República de Cabo Verde.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE) reúnem-se, segunda-feira, para discutir a situação na província de Cabo Delgado, em Moçambique, e analisar a tensão entre Ucrânia e Rússia.

De acordo com o Observador, os ministros vão ainda trocar impressões com o chefe da diplomacia ucraniana sobre as tensões com a Rússia.

A reunião, que irá decorrer por videoconferência e será presidida, a partir de Bruxelas, pelo Alto Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Josep Borrell, abordará, num primeiro momento, os temas de assuntos correntes, onde consta a situação em Cabo Delgado.

Após o ataque recente na vila de Palma, que provocou dezenas de mortos e obrigou à fuga de milhares de residentes, agravando uma crise humanitária em que já morreram mais de 2.500 pessoas e 700 mil estão deslocadas, os chefes da diplomacia europeia irão procurar “contribuir para encontrar uma solução à crise que se vive em Cabo Delgado”, segundo fontes europeias.

“É uma crise com origem muito complexa, por isso estamos a considerar diversas opções para ajudar a resolvê-la, incluindo através de uma potencial missão não executiva, ou seja, uma missão sem meios militares, no âmbito da Política Comum de Segurança e de Defesa” da UE, referem as mesmas fontes.

Os chefes da diplomacia da UE irão também abordar a actual situação no Myanmar (antiga Birmânia), onde, após um golpe de Estado em 01 de Fevereiro, têm ocorrido várias manifestações contra a Junta Militar que se apoderou do poder, a que o exército respondeu com uma violenta repressão que já fez 720 mortos e três mil detidos.

Além dos assuntos correntes, dois temas constam na agenda dos ministros dos Negócios Estrangeiros: as actuais tensões na fronteira entre a Ucrânia e a Rússia, e um ponto de situação sobre a Etiópia, escreve o Observador.

O ex-Presidente peruano, Martin Vizcarra, está proibido de ocupar qualquer cargo público durante dez anos por se ter vacinado secretamente no ano passado contra a COVID-19.

A decisão foi do Congresso do Peru que teve 86 votos a favor e sem votos contra ou abstenções. O Congresso também desqualificou a ex-ministra da Saúde Pilar Mazzetti por oito anos, segundo a agência Lusa.

Vizcarra e Mazzetti foram impugnados como parte do caso “Vaccinegate” em que pelo menos 100 pessoas se imunizaram não estando ligadas ao ensaio clínico realizado no ano passado pelo laboratório chinês Sinopharm.

No caso de Vizcarra, os deputados dizem que o antigo estadista mentiu e cometeu violações constitucionais quando era o mais alto funcionário ao serviço da nação.

O ministro de Estado e Negócios Estrangeiros de Portugal, Augusto Santos Silva, disse, hoje, que dos 30 mil milhões de euros de financiamento ao abrigo do novo orçamento comunitário, cerca de 30% estão destinados a investimentos com objectivos relacionados com o clima.

“ A União Europeia acabou de aprovar o novo instrumento para o desenvolvimento regional e cooperação internacional, com uma alocação de 30 mil milhões de dólares para a África subsaariana, que tem 30% como meta de despesa para investimentos com objectivos de natureza climatérica”, disse Augusto Santos Silva, citado pelo Notícias ao Minuto.

O ministro falava no encerramento do Fórum Empresarial Europa-África, que terminou hoje com uma ‘Green Talk’ de alto nível sobre “Acelerar a Parceria UE-África para a Transição da Energia Verde”, organizada pela presidência portuguesa da União Europeia.

“A próxima cimeira entre a União Europeia e a União Africana é o momento perfeito para a consolidação da parceria sobre eixos semelhantes, e a transição verde estará na nossa agenda, com o nosso empenho, quer através dos países individualmente, quer através da presidência da União Europeia, para que esta abordagem seja frutuosa e mutuamente vantajosa”, acrescentou o governante.

Supremo Tribunal Federal brasileiro rejeitou, esta quinta-feira, o recurso de anulação das condenações do antigo presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, na Operação Lava Jato, interposto pela Procuradoria-Geral da República (PGR) do país.

De acordo com a G1, oito ministros, Fachin, Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia e Luís Roberto Barroso, votaram a favor da rejeição do recurso e três votaram a favor da aceitação, a saber, Nunes Marques, Marco Aurélio Mello e Luiz Fux.

Assim, ficou decidido pelo Supremo tribunal retirar os processos de Lula da 13.ª Vara Federal de Curitiba, mantendo a decisão já conhecida, em 8 de Março, do juiz do Supremo Edson Fachin, que considerou irregulares os julgamentos em que Lula da Silva foi condenado a quase 25 anos de prisão, já que foram realizados na Justiça federal da cidade de Curitiba, que entendeu não ter jurisdição para analisar os processos.

Com esta decisão, o antigo presidente brasileiro recupera os seus direitos políticos e poderá concorrer às próximas eleições presidenciais no país, previstas para 2022.

O Presidente americano, Joe Biden, garante retirar todas as tropas americanas que ainda se encontram no Afeganistão, antes de 11 de Setembro deste ano, data do vigésimo aniversário do ataque às torres gémeas em 2001. Joe Biden disse que é altura de encerrar a longa guerra que Estados Unidos da América travam.

Trata-se da guerra mais longa já travada pelos Estados Unidos da América. Falando aos jornalistas, na Casa Branca, Joe Biden afirmou que é o quarto presidente a lidar com a questão das tropas americanas no Afeganistão, e que não pretende passar a responsabilidade para o quinto presidente.

“Não podemos continuar o ciclo, de estender ou fortalecer a nossa presença militar no Afeganistão. Chegou a hora de encerrar a guerra mais longa da América. Chegou a hora de trazer as tropas americanas de volta à casa”, disse Biden.

Apesar do discurso pacificador, Joe Biden ponderou que haverá retaliação caso os militares sejam atacados durante a retirada:

“Não vamos precipitar-nos com a saída. Vamos fazer isso de forma responsável, deliberada e segura. Vamos fazer isso em plena coordenação com nossos aliados, que, agora, têm mais tropas no Afeganistão que nós. Que o Talibã saiba que, se nos atacarem enquanto retiramos as tropas, nós vamos defender-nos e defender os nossos aliados com todas as ferramentas à nossa disposição”, referiu.

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, também anunciou que as tropas da Aliança irão começar a sair do Afeganistão a 01 de Maio, prevendo a retirada total da Aliança do país nos meses que se seguirão.

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