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O País – A verdade como notícia

As forças de segurança de Myanmar dispararam tiros hoje numa manifestação de pessoal médico na cidade de Mandalay e detiveram cerca de 20 pessoas num novo dia de protestos contra a junta militar, noticiaram os meios de comunicação locais.

Segundo o portal Mizzima News, citado por Notícias ao minuto, dezenas de trabalhadores da saúde reuniram-se em Mandalay, a segunda cidade do país, para protestar contra a junta militar, mas as forças de segurança dispersaram, abrindo fogo e ferindo várias pessoas.

Também o portal Khit Thit Media indicou que 20 dos manifestantes foram detidos.

Desconhece-se ainda o número de possíveis mortos ou números exactos sobre feridos, num contexto de opacidade de informação, devido aos cortes diários do sinal da internet e às dificuldades dos poucos meios digitais independentes, que ainda estão activos.

Myanmar celebra o Ano Novo Budista desde terça-feira, mas as celebrações tradicionais foram suspensas em muitos lugares e os protestos em diferentes partes do país estão a encher as ruas.

O Presidente norte-americano, Joe Biden, vai proferir o seu primeiro discurso político no Congresso, a 28 de Abril corrente, no âmbito dos 100 dias no cargo.

Joe Biden tomou posse no dia 20 de Janeiro. Assim, a presidente da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi, cumpriu a tradição, convidando Joe Biden a partilhar a sua visão para enfrentar os desafios e as oportunidades do momento histórico dos Estados Unidos da América.

Biden concordou em fazer o discurso no dia 28 de Abril, na véspera do centésimo dia no cargo.

Tradicionalmente, os presidentes dos Estados Unidos da América proferem este discurso político nas duas câmaras do Congresso, numa sessão especial, nas primeiras semanas do mandato.

Entretanto, há anos que o discurso do Presidente no Congresso é chamado Discurso do Estado da União.

A justiça da África do Sul instou o antigo Presidente, Jacob Zuma, para até esta quarta-feira determinar a sua própria sentença, se for considerado culpado pelo crime de desrespeito pelo tribunal, ao ignorar a comissão que o investiga por corrupção.

Desta vez, o ex-presidente não só ignorou a Comissão, como também violou uma decisão emitida em Janeiro pelo Tribunal Constitucional, obrigando-o a comparecer e privando-o do direito de permanecer em silêncio, segundo escreve o Notícias ao Minuto

O antigo Chefe de Estado, que completou 79 anos na segunda-feira, tem vindo a ignorar a comissão que investiga a corrupção generalizada durante os seus nove anos no poder, desde que foi criada, em 2018.

Em Fevereiro, após mais uma recusa de depor, a comissão presidida pelo juiz Raymond Zondo pediu ao Tribunal Constitucional, o mais elevado órgão de justiça do país, para impor uma pena de dois anos de prisão contra o antigo chefe de Estado por desrespeito pelo tribunal.

O julgamento do ex-presidente sul-africano por corrupção, num contrato milionário de armas em 1999, vai decorrer de 17 de Maio a 20 de Junho, disse o juiz Nkosinathi Chili.

O processo arrasta-se na Justiça há mais de 20 anos. Jacob Zuma e a representante da empresa francesa de armamento, Thales, que também é acusada de corrupção, extorsão e branqueamento de capitais, não compareceram na audiência no Tribunal Superior.

No poder de 2009 a 2018, Zuma enfrentará 16 acusações de fraude, tráfico de influência e extorsão, relacionadas com a compra de aviões-caça, barcos de patrulha e equipamentos militares da Thales, quando era vice-presidente de Thabo Mbeki.

Os reguladores norte-americanos indicaram, hoje, que vão interromper a administração da vacina da Johnson & Johnson em instalações federais e apelam aos estados que façam o mesmo enquanto decorre uma investigação.

A vacina contra a COVID-19 da Johnson & Johnson será temporariamente suspensa depois de se terem registado seis casos de doentes que desenvolveram coágulos sanguíneos cerca de duas semanas após a imunização, anunciou o New York Times, esta terça-feira.

A decisão foi tomada “por precaução” pelo regulador do medicamento (FDA) e pelo Centro para Prevenção e Controlo de Doenças (CDC).

Todos os seis casos em estudo são de pacientes entre os 18 e os 48 anos de idade. Uma mulher morreu e outra está em estado crítico, no Nebraska, segundo escreve o Notícias ao Minuto.

No passado dia 07, a Agência Europeia do Medicamento (EMA) divulgou que existe uma “possível relação” entre a vacina da AstraZeneca e a formação de “casos muito raros” de coágulos sanguíneos, mas insistiu nos benefícios do fármaco.

Segundo a EMA, foram registados 62 casos de trombose do seio venoso cerebral e 24 casos de trombose venosa esplâncnica até 22 de Março, bem como 18 mortes, num universo de cerca de 25 milhões vacinados na União Europeia, Espaço Económico Europeu e Reino Unido.

O Ramadan, mês sagrado para os muçulmanos, está marcado pelas restrições impostas pela pandemia da COVID-19. No santuário de Meca, apenas entra quem já estiver imunizado contra o vírus.

Na Indonésia, país com maior população muçulmana, o distanciamento social e o uso de máscara são um mal menor, comparados com o cancelamento das celebrações do ano passado, segundo a Euronews.

Em Sarajevo, o tradicional tiro de canhão marcou o início do Ramadan. A capital bósnia terminou recentemente um período de duas semanas de recolher obrigatório, mas a pandemia continua a ser uma “dor de cabeça”, numa altura em que o país atravessa o pico da segunda vaga.

Na Cisjordânia, as grandes celebrações familiares para quebrar o jejum após o pôr-do-sol não se irão repetir este ano. As mesquitas estarão abertas durante o dia, mas as autoridades decretaram um recolher obrigatório a partir da 20 horas, assim como a proibição de ajuntamentos. A comunidade muçulmana é convidada a tomar a refeição noturna no recato do lar, em cerimónias privadas.

Com mais um recorde diário, 168 mil novos casos de infecção pelo novo coronavírus, a Índia ultrapassou o Brasil e é agora o segundo país mais afectado pela pandemia de Covid-19. O número total de casos na Índia é de 13,5 milhões.

De acordo com a Euronews, a Organização Mundial de Saúde deixa um alerta. “Estamos num ponto crítico da pandemia agora. A trajectória desta pandemia está a crescer. Pela sétima semana consecutiva, tivemos mais de 4,4 milhões de novos casos na última semana”, destacou Maria Van Kerkhove, líder técnica de resposta à COVID-19 da OMS, citada pela Euronews.

O diretcor-geral da OMS, Tedros Adhanom, criticou o facto de as medidas de contenção da pandemia não serem “aplicadas consistentemente” pelos países: “Confusão, complacência e inconsistência em medidas de saúde pública e na sua aplicação estão a impulsionar a transmissão e a custar vidas”.

Apesar dos alertas e do número recorde de infeções, centenas de milhares de peregrinos hindus mergulharam no sagrado rio Ganges como parte do Kumbh Mela – o maior encontro religioso do mundo.

A Organização Mundial de Saúde apelou esta terça-feira ao fim da venda de mamíferos selvagens vivos em mercados de comida para prevenir a propagação de doenças.

“Os animais, em especial os animais selvagens, são a causa de mais de 70% das doenças infeciosas emergentes em humanos, muitas delas causadas por vírus novos. Os mamíferos selvagens, em particular, colocam um risco ao surgimento de novas doenças”, indicou a OMS em comunicado, citado pela AFP.

Em finais de Março, peritos da OMS e cientistas chineses, produziram um relatório que sugere que coronavírus passou de morcegos para humanos por meio de animal intermediário e considera improvável hipótese de vírus gerado em laboratório.

Uma constatação que confirma as primeiras previsões apresentadas no início de Fevereiro na cidade de Wuhan, onde o vírus foi detectado pela primeira vez, em Dezembro de 2019.

A Venezuela vai produzir, por mês, dois milhões de doses da vacina cubana Abdala contra a COVID-19, anunciou o Presidente do país, Nicolás Maduro.

Para a produção mensal de dois milhões de doses da vacina cubana, baptizada com o nome Abdala, contra o novo Coronavírus, foram assinados alguns acordos e vários outros serão rubricados com países como a China e a Rússia.

Segundo Nicolás Maduro, a vacina Abdala será produzida nos laboratórios venezuelanos a partir de Agosto ou setembro. O imunizante ainda se encontra na fase de testes e os estudos decorrem conforme o esperado.

Na última quinta-feira, a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodriguez, disse que a vacina cubana Abdala seria produzida num laboratório estatal em Caracas, capital do país.

O Governo venezuelano espera vacinar, este ano, 70 por cento dos mais de 28 milhões da sua população, com as vacinas da Rússia, da China, de Cuba e através do mecanismo COVAX, coordenado pela Organização Mundial de Saúde.

A Venezuela já recebeu 750 mil vacinas, das quais 250 mil são Sputnik V, fabricada pela Rússia, e 500 mil da Sinopharm, da China.

Até domingo, a Venezuela registava 174.887 infecções por COVID-19 e 1.778 mortos, desde o início da pandemia no país, em Março do ano passado.

O Irão acusou, hoje, Israel pelo incidente ocorrido na madrugada de domingo, um dia depois de serem lançados na central reatores mais avançados e fundamentais para o programa de enriquecimento de urânio do país. O Irão descreveu o facto como um acto de “terrorismo nuclear”.

“Com esta acção, o regime sionista vingou-se do povo iraniano pela paciência e sabedoria que demonstrou enquanto aguardava pelo levantamento das sanções”, disse o porta-voz dos Negócios Estrangeiros do Irão, Said Khatibzadeh numa conferência de imprensa em Teerão.

No domingo, a televisão estatal iraniana, citando o porta-voz do programa nuclear civil do Irão noticiou que as instalações nucleares de Natanz tinham sofrido um “incidente” na rede de distribuição eléctrica.

Numa declaração pública, o porta-voz disse que não houve feridos nem fugas radioativas. Behrouz Kamalvandi não apontou culpados e garantiu que o incidente está a ser investigado, mas horas depois, a televisão estatal do país leu uma declaração do chefe da organização que condena e descreve o incidente como “sabotagem” e “terrorismo nuclear”.

O Presidente, Hassan Rohani, tinha inaugurado a nova fábrica de montagem de centrifugadoras em Natanz 24 horas antes.

As novas centrifugadoras oferecem ao Irão a capacidade de enriquecer urânio mais rapidamente e em maiores quantidades, em volumes e com um grau de refinamento proibido pelo acordo de 2015 alcançado em Viena entre o país e a comunidade internacional, escreve o Notícias ao Minuto citando a Lusa.

A central foi alvo de sabotagem no passado. O vírus informático Stuxnet, descoberto em 2010 e considerado como uma criação conjunta de Israel e dos Estados Unidos, destruiu reatores em Natanz.

Desta vez, o incidente acontece numa altura em que representantes dos países que assinaram o acordo nuclear em 2015 discutem o regresso dos Estados Unidos e o levantamento das sanções ao Irão.

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