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O País – A verdade como notícia

O Ministério Público da Bulgária anunciou, hoje, que está a investigar o possível envolvimento de agentes russos na explosão de quatro depósitos de armas entre 2011 e 2020, bem como ligações a eventos semelhantes na República Checa.

De acordo com o Notícias ao Minuto, os quatro depósitos de munições que explodiram continham armas destinadas à Geórgia e à Ucrânia, países envolvidos em conflitos militares contra Moscovo, e grande parte do material pertencia ao empresário Emilian Gebrev, que sofreu uma tentativa de assassínio em 2015, pela qual a justiça búlgara responsabilizou a os serviços de informações militares russos.

Gebrev também possuía equipamento militar nos dois armazéns que explodiram na República Checa, em 2014, provocando a morte de dois trabalhadores, e que Praga atribuiu aos serviços de informações russos, o que gerou uma crise diplomática com Moscovo.

Numa conferência de imprensa, o Ministério Público búlgaro disse que a destruição dos depósitos de munições possivelmente visava impedir a exportação de armas para a Geórgia e para a Ucrânia.

“A investigação estabeleceu que todas as quatro explosões foram causadas por dispositivos ativados remotamente”, disse a porta-voz do Ministério Público, Siyka Mileva, acrescentando que essa investigação está centrada em seis cidadãos russos cuja chegada à Bulgária coincidiu com as explosões e com o envenenamento do empresário em 2015.

O acordo comercial entre o bloco europeu e a Grã-Bretanha, que gere a cooperação entre as duas entidades no seguimento da saída do Reino Unido da União Europeia, foi ratificado, hoje, pelo Parlamento Europeu, pondo fim a quatro anos de negociações. A informação é avançada pela Euronews.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, recebeu a aprovação do Acordo de Comércio e Cooperação pós-Brexit com a União Europeia (UE) pelo Parlamento Europeu como a “etapa final de uma longa viagem”.

“Esta semana é a etapa final de uma longa viagem, proporcionando estabilidade ao nosso novo relacionamento com a UE como parceiros comerciais vitais, aliados próximos e iguais soberanos. Agora está na hora de olhar para o futuro”, afirmou, em comunicado, citado pelo Notícias ao Minuto.

Os britânicos votaram para sair da União Europeia há quatro anos e meio. Formalmente, o Reino Unido já estava fora do bloco desde o dia 31 de Janeiro, mas havia a previsão de um período de transição até o fim de 2020 em que o Reino Unido seguiu obedecendo as regras e regulamentações de comércio da União Europeia, assim como manteve as tarifas comerciais do bloco.

A Comissão Europeia lançou um processo judicial contra a farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca.

Segundo a Euronews, as autoridades europeias acusam a AstraZeneca de quebra contractual na entrega das vacinas anti-COVID.

A farmacêutica comprometeu-se a entregar 300 milhões de doses até ao final de Junho. Entretanto, prevê-se que sejam apenas entregues cerca de um terço do total.

“A razão é que alguns dos termos do contracto não foram respeitados. A companhia não apresentou uma estratégia de confiança a fim de assegurar a entrega atempada das doses. Para nós, o que importa, neste caso, é garantir a entrega rápida de um número de doses a que os cidadãos europeus têm direito, as quais foram prometidas com base neste contracto”, avançou o porta-voz da comissão europeia, Stefan de Keersmaecker, citado pela Euronews.

Numa declaração, a AstraZeneca afirma lamentar a decisão da Comissão Europeia de abrir um processo legal.

Apesar de admitir alguns problemas com a produção da vacina, a farmacêutica alega que o contracto foi respeitado.

A decisão do tribunal poderá levar entre seis a sete semanas a ser conhecida. Segundo o perito legal entrevistado pela euronews, o caso poderá depois ir a recurso.

 

Segundo o Serviço de Resgate Marítimo de Espanha, citado pelo Notícias ao Minuto, pelo menos 17 pessoas morreram a bordo de um barco de imigrantes, encontrado à deriva nas Ilhas Canárias.

Um barco patrulha da Guarda Civil resgatou, na noite de ontem, 41 imigrantes que se encontravam na mesma embarcação, entre eles três crianças e nove mulheres, segundo a EFE.

Um outro navio de busca e resgate foi enviado para a zona.

Três sobreviventes foram, na segunda-feira, resgatados da embarcação por um helicóptero militar espanhol e transportados para a terra, segundo a mesma fonte, citada pela AP.

Um avião da Força Aérea Espanhola avistou o barco à deriva no Oceano Atlântico, a cerca de 265 milhas náuticas da ilha de El Hierro.

De acordo com o Ministério do Interior da Espanha, cerca de 4.000 imigrantes, provenientes de África, chegaram às Canárias desde o início do ano.

A Índia está a braços com um surto devastador da COVID-19. Durante cinco dias consecutivos, o país registou novos máximos de mortes e contágios. Com a situação a deteriorar-se, vários países estão a oferecer ajuda ao gigante asiático.

De acordo com Notícias ao Minuto, nas últimas 24 horas, a Índia contabilizou 352.991 novos casos da COVID-19, um novo máximo a nível mundial, numa altura em que o país se debate com a falta de oxigénio e de recursos para combater a doença.

O país registou igualmente 2.812 mortes provocadas pelo Coronavírus, um novo máximo nacional desde o início da pandemia.

No último domingo, o Governo britânico anunciou que enviou mais de 600 peças de equipamento médico de emergência, incluindo respiradores.

No mesmo dia, os Estados Unidos decidiram enviar recursos médicos e matérias-primas para fabricar vacinas na Índia, retribuindo a ajuda que receberam daquele país no início da pandemia.

Ainda no domingo, a chefe do Governo de Nova Deli, Arvind Kejriwal, anunciou o prolongamento do confinamento por uma semana, na cidade de 20 milhões de habitantes, a mais afectada pela nova vaga da COVID-19.

Neste momento, a Índia é o segundo país do mundo com mais casos em termos absolutos, atrás dos Estados Unidos, e o quarto com mais óbitos, depois de EUA, Brasil e México.

Seis meses depois de o ex-presidente do Peru, Martin Vizcarra, beneficiar-se da vacinação antecipada, que originou um escândalo político, testou positivo para o novo Coronavírus.

“Apesar dos cuidados necessários para evitar trazer o vírus para casa, a minha esposa e eu tivemos resultado positivo para a COVID-19 e somos sintomáticos. A minha família está a tomar as medidas de isolamento necessárias. Não vamos baixar a guarda”, lê-se numa publicação partilhada na conta oficial de Martin Vizcarra, na rede social Twitter, citada por Notícias ao Minuto.

O contágio ocorreu na semana em que o ex-presidente foi proibido, pelo Congresso, de exercer cargos políticos, por ter sido vacinado indevidamente em Outubro com doses da Sinopharm.

Martin Vizcarra não poderá, por isso, ocupar o lugar de deputado, cargo para o qual foi, recentemente eleito.

Em Fevereiro, o mundo ficou a saber do envolvimento do ex-presidente do Peru, num escândalo de vacinação secreta contra a COVID-19, em que participou um grupo de 470 pessoas. Baptizado ‘Vacinagate’ e tendo ocorrido antes do arranque oficial da campanha, o escândalo culminou com a demissão das ministras da Saúde, Pilar Mazzettu, e dos Negócios Estrangeiros, Elizabeth Astete.

A marinha da Indonésia anunciou, hoje, ter encontrado o submarino que se tinha afundado ao largo da ilha de Bali e confirmou que os 53 tripulantes estão todos mortos.

O submarino, partido em três partes e que tinha desaparecido na quarta-feira, foi encontrado no fundo do mar ao largo de Bali, segundo o chefe do Estado-Maior da Marinha, Yudo Margono, citado pelo Notícias ao Minuto.

O Comandante das Forças Armadas indonésias, Hadi Tjahjanto, confirmou que “os 53 tripulantes morreram todos”.

Centenas de militares, aviões e navios foram mobilizados para localizar o KRI Nanggala 402, submersível de construção alemã com cerca de 40 anos, que tinha desaparecido quando realizava manobras.

Refira-se que as autoridades ainda não deram explicações sobre as causas do naufrágio.

Pelo menos 82 pessoas morreram e 110 ficaram feridas hoje de madrugada devido a um incêndio e explosão num hospital dedicado à COVID-19, no sudeste de Bagdade, segundo uma actualização do ministério do Interior iraquiano, citado pelo Notícias ao Minuto.

Segundo o Notícias ao Minuto, as chamas surgiram num andar do hospital que recebe doentes com necessidade de cuidados intensivos por COVID-19.

O incêndio ocorreu depois da explosão de garrafas de oxigénio “armazenadas sem respeito por condições de segurança” no hospital Ibn al-Khatib, em Bagdade, segundo fontes médicas citadas pela agência AFP.

Muitas vítimas estavam ligadas a ventiladores quando os tanques de oxigénio explodiram, causando um incêndio que rapidamente destruiu os tectos falsos do hospital, feitos de materiais inflamáveis, disseram bombeiros e médicos citados pela AFP.

Nas redes sociais circulam vídeos que mostram bombeiros a tentarem apagar o incêndio, enquanto doentes e familiares procuram escapar do prédio, localizado na periferia sudeste de Bagdade.

Por sua vez, a agência noticiosa estatal iraquiana, a INA, noticiou que o incêndio pode ter sido provocado por um curto-circuito ou pela explosão de botijas de oxigénio em mau estado.

Portugal celebra, hoje, 25 de Abril, o Dia da Revolução dos Cravos. A data é, pelo segundo ano consecutivo, celebrado sob medidas restritivas do combate à pandemia de COVID-19.

Pelo segundo ano consecutivo, Assembleia da República de Portugal vai celebrar o Dia da Revolução dos Cravos, com a presença de um número reduzido de deputados convidados, pela imposição das medidas restritivas face à pandemia da COVID-19.

Assim, a sessão solene deve ser representada pelo primeiro-ministro, António Costa, na qual tomam parte apenas 47 deputados. São 60 convidados, igual número do ano passado.

Para assinalar o dia, a partir das 15:30 locais, os jardins em São Bento estarão abertos ao público, com a observância de normas sanitárias contra a COVID-19.

Igualmente, depois de uma pausa no ano passado, o dia dos Cravos é marcado com o regresso de desfile dos cravos vermelhos na Avenida da Liberdade.

O evento deve ocorrer sob medidas sanitárias vigentes e o destaque vai para limitação até doze participantes por cada grupo cultural. É obrigatório o registo das presenças, para facilitar trabalhos de autoridades de saúde, caso ocorra uma eventual emergência.

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