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O País – A verdade como notícia

A Polícia da África do Sul anunciou uma recompensa de 400 mil rands por informações que conduzam à identificação e detenção dos responsáveis pela morte de oito mulheres, cujos corpos foram encontrados em diferentes locais de Ekurhuleni, na província de Gauteng.

O anúncio foi feito terça-feira, durante uma conferência de imprensa, pela comissária interina da Polícia Nacional, Puleng Dimpane, que apelou à colaboração da população para o avanço das investigações. “Estamos disponibilizando 400 mil rands para que possamos fortalecer as nossas investigações”, afirmou Dimpane.

A descoberta dos oito corpos, num período de aproximadamente dois meses, levou as autoridades a constituírem uma investigação de alto nível, num contexto marcado pelos elevados índices de feminicídio e de criminalidade violenta na África do Sul.

As autoridades policiais apelam a qualquer pessoa que disponha de informações relevantes a que as forneça às autoridades. Ao mesmo tempo, a Polícia aconselha as mulheres a evitarem caminhar ou praticar exercício físico sozinhas, sobretudo em zonas isoladas.

O ministro interino da Polícia, Firoz Cachalia, assegurou que as autoridades estão empenhadas em esclarecer os casos e identificar os responsáveis.

“Não deixaremos pedra sobre pedra para levar os culpados à justiça. Montámos uma equipa multidisciplinar de alto nível, sob a liderança do vice-comissário provincial, para conduzir esta investigação”, declarou.

Apesar das semelhanças entre os casos, a Polícia sul-africana afirma que, nesta fase, não pretende estabelecer uma ligação entre as mortes antes que as investigações apresentem provas nesse sentido. As autoridades sublinham, contudo, que necessitam da colaboração da população para esclarecer os crimes.

 

Mais de um milhão de pessoas no Sudão do Sul correm o risco de perder a ajuda alimentar vital, alertou o Programa Mundial de Alimentos (PMA) na terça-feira.

Conflitos, deslocamentos, choques climáticos e a guerra no vizinho Sudão estão convergindo para empurrar milhões de pessoas para uma situação de vulnerabilidade ainda maior. E os cortes na ajuda internacional estão exacerbando esses efeitos, afirmou à agência da ONU.

“Hoje, 7,8 milhões de pessoas, mais da metade da população do país, lutam para encontrar comida todos os dias. 2,2 milhões de crianças e 1,2 milhão de gestantes e lactantes precisam de apoio nutricional urgente”, disse Matthew Hollingworth, Diretor Executivo Adjunto de Operações do PMA, em uma coletiva de imprensa em Genebra.

“A menos que recursos adicionais sejam garantidos, mais de um milhão de pessoas vulneráveis ​​poderão perder o acesso a alimentos e assistência nutricional essenciais até outubro. Portanto, essa é uma situação iminente.”

O PMA afirma que atualmente enfrenta um déficit de US$ 86 milhões e uma lacuna de mais de US$ 400 milhões nos próximos seis meses.

A crise de financiamento ocorre no auge da estação chuvosa, quando os alimentos se tornam mais escassos, os preços sobem e as estradas alagadas dificultam cada vez mais o acesso humanitário.

Muitas famílias sobrevivem comendo menos, vendendo o que possuem e cortando gastos com saúde, educação e moradia.

“Embora o Sudão do Sul seja um país que enfrentou muitos desafios em sua curta existência como nação independente, estamos vendo algo diferente agora”, disse Hollingworth. “Estamos prestes a cair em um abismo financeiro em um momento em que as necessidades estão no nível mais alto dos últimos 13, 14 anos.”

A assistência alimentar continua sendo essencial para evitar uma catástrofe humanitária, afirmou a agência, mas ressaltou que ela também deve servir como uma ponte para a recuperação a longo prazo.

O documento fez um apelo ao governo do Sudão do Sul para que comece a mobilizar seus próprios fundos para apoiar seu povo.

O Exército dos Estados Unidos enfrenta uma escassez de munições e armamento avançado, na sequência da guerra em curso com o Irão. A informação consta de um relatório do Inspector-Geral do Departamento de Defesa norte-americano, que alerta para os impactos do elevado consumo de armas sobre os arsenais militares e a capacidade de reposição da indústria de defesa.

Segundo o documento, a guerra terá custado cerca de 33,4 mil milhões de dólares, o equivalente a aproximadamente 29 mil milhões de euros, entre 28 de Fevereiro e 30 de Junho. Deste montante, pouco menos de 20 mil milhões de dólares foram destinados à aquisição e utilização de munições.

O relatório refere que a dimensão e a intensidade dos ataques provocaram uma “escassez estratégica de stocks”, expondo igualmente limitações na capacidade da indústria de defesa dos Estados Unidos para repor, em tempo útil, os equipamentos e munições utilizados no conflito.

Apesar das conclusões do relatório, o Presidente norte-americano, Donald Trump, rejeitou as preocupações relativas ao nível dos arsenais militares, defendendo que os Estados Unidos dispõem de stocks de munições “virtualmente ilimitados”.

Especialistas citados no relatório estimam, contudo, que poderá levar cerca de três anos para que os Estados Unidos consigam repor os seus stocks de mísseis avançados e de interceptores defensivos aos níveis registados antes da guerra.

O documento revela ainda que os ataques iranianos provocaram danos significativos em bases militares norte-americanas no Médio Oriente. Centenas de edifícios e outras infra-estruturas terão sido danificados ou destruídos.

Os custos relacionados com a reparação dessas instalações, segundo o relatório, não estão incluídos na estimativa de 33,4 mil milhões de dólares relativa às despesas da guerra.

A Amnistia Internacional instou, na terça-feira, o Governo da Argélia a abandonar os planos de retomar as execuções e de alargar a aplicação da pena de morte a responsáveis por incêndios florestais, na sequência dos fogos que devastaram o nordeste do país no mês passado.

Os incêndios, que atingiram várias zonas do nordeste da Argélia, provocaram oficialmente 12 mortos, embora testemunhas tenham relatado um número de vítimas significativamente superior.

A Argélia não realiza execuções desde 1993, apesar de os tribunais continuarem a proferir sentenças de morte em alguns casos, incluindo processos relacionados com terrorismo. As penas, contudo, não têm sido executadas.

Na sequência dos incêndios, o Presidente argelino, Abdelmadjid Tebboune, ordenou ao ministro da Justiça que preparasse alterações ao Código Penal para permitir a aplicação da pena de morte a pessoas consideradas responsáveis por provocar incêndios florestais.

Num comunicado, a Amnistia Internacional apelou às autoridades argelinas para que abandonem imediatamente qualquer plano destinado a ampliar o âmbito da pena de morte ou a retomar as execuções, depois de mais de três décadas sem que nenhuma tenha sido concretizada.

A organização defendeu ainda a adopção de uma moratória oficial sobre as execuções como primeiro passo para a abolição total da pena de morte no país.

Tebboune afirmou que as pessoas condenadas à pena capital deverão ser executadas imediatamente depois de esgotadas todas as possibilidades de recurso. O Governo iniciou este mês a análise de propostas de alteração ao Código Penal.

Além dos responsáveis por incêndios florestais, o Presidente argelino indicou que os planos de alargamento da pena de morte poderão abranger também casos de rapto e abuso de crianças.

Os incêndios florestais são frequentes no norte da Argélia durante o Verão. Especialistas apontam, contudo, que as alterações climáticas têm contribuído para agravar o fenómeno, através de períodos de seca mais prolongados e temperaturas elevadas.

Tebboune, por sua vez, afirmou que os incêndios registados recentemente apresentavam indícios de uma acção criminosa.

A Amnistia Internacional afirmou igualmente ter recebido relatos de fontes consideradas credíveis que apontam para um número de vítimas muito superior ao balanço oficial, incluindo mais de 70 mortos num único município.

Em Julho de 2023, mais de 30 pessoas morreram quando incêndios atingiram milhares de hectares de florestas e terras agrícolas na Argélia, destruindo também centenas de habitações.

No mesmo ano, mais de 50 pessoas foram condenadas à pena de morte, algumas à revelia, pelo linchamento de um homem de 38 anos que tinha sido falsamente acusado de provocar incêndios florestais mortais dois anos antes.

 

Quase 94 mil pessoas foram obrigadas a abandonar as suas casas no Iémen na sequência da intensificação dos confrontos entre os rebeldes houthis e as forças governamentais, segundo dados da Organização Internacional para as Migrações (OIM).

As províncias de Taiz e Lahj estão entre as zonas mais afectadas, concentrando mais de 48 mil pessoas deslocadas devido à violência. Perante a crescente crise humanitária, a agência das Nações Unidas para as migrações apela a um apoio urgente para garantir abrigo, água potável e condições básicas de saneamento às famílias afectadas.

A escalada da violência levou também mais de duas mil pessoas a atravessar o mar em direcção ao vizinho Djibuti, chegando em pequenas embarcações através da costa norte daquele país.

Equipas da OIM encontram-se a prestar assistência aos recém-chegados, com a distribuição de alimentos e a disponibilização de abrigo de emergência. Mulheres e crianças procuram protecção contra as elevadas temperaturas sob toldos improvisados instalados ao longo da costa.

A retoma dos combates está a aumentar os receios de que o Iémen volte a mergulhar numa guerra civil de grande escala. O conflito que assola o país provocou cerca de 150 mil mortos antes do cessar-fogo alcançado em 2022.

Os houthis, apoiados pelo Irão, mantêm ainda posições estratégicas que lhes permitem ameaçar uma das principais rotas marítimas comerciais no Mar Vermelho, agravando as preocupações com a segurança e a estabilidade regional.

O Presidente de Cabo Verde, José Maria Neves, anunciou esta segunda-feira a sua recandidatura a um segundo mandato de cinco anos nas eleições presidenciais marcadas para 15 de Novembro.

Aos 66 anos, Neves pretende continuar à frente da Presidência da República, cargo que ocupa desde 2021. Antes disso, exerceu as funções de Primeiro-Ministro durante 15 anos, entre 2001 e 2016.

Ao anunciar a decisão, numa conferência de imprensa realizada na cidade da Praia, José Maria Neves afirmou que pretende colocar a experiência adquirida ao serviço do desenvolvimento do país e dar continuidade às causas que tem defendido.

“Concorrerei a um novo mandato de cinco anos para colocar a experiência que adquiri ao serviço do futuro, para defender as causas que tenho perseguido e que não podem ser limitadas a um único ciclo eleitoral, e para construir uma nação vitoriosa e próspera”, declarou.

Com o anúncio da recandidatura, a Presidente da Assembleia Nacional, Janira Hopffer Almada, deverá assumir interinamente a Presidência da República durante os próximos dois meses.

Até ao momento, nove pessoas já manifestaram intenção de concorrer à Presidência de Cabo Verde. Os potenciais candidatos devem, contudo, submeter a documentação exigida ao Tribunal Constitucional até quarta-feira.

Em Cabo Verde, os candidatos à Presidência da República são propostos por cidadãos e figuras da sociedade civil. Os partidos políticos podem apoiar candidaturas, embora o Presidente da República não possa exercer o cargo na qualidade de membro de um partido.

José Maria Neves indicou que pretende contar com o apoio do Partido Africano para a Independência de Cabo Verde (PAICV), força política que liderou anteriormente, mas apelou também a um apoio mais abrangente à sua candidatura.

Com cerca de 520 mil habitantes, Cabo Verde é um arquipélago situado no Oceano Atlântico, a aproximadamente 600 quilómetros da costa ocidental africana. Antiga colónia portuguesa, tornou-se independente em 1975.

O país é considerado uma referência democrática no continente africano. Desde a realização das primeiras eleições multipartidárias, em 1991, Cabo Verde tem mantido uma relativa estabilidade política, sem registo de violência eleitoral significativa, mesmo durante períodos de coabitação entre forças políticas diferentes na Presidência e no Governo.

Apesar dos avanços políticos e institucionais, o arquipélago continua a enfrentar desafios sociais e económicos, entre os quais se destacam a pobreza e o desemprego, sobretudo entre os jovens.

 

Pelo menos 21 pessoas morreram num acidente que envolveu vários veículos na província do Cabo Ocidental, na África do Sul. Não há informação de vítimas moçambicanas.

O acidente ocorreu por volta da meia noite, na autoestrada N1, entre as localidades de Leeu Gamka e Prins Albert, a cerca de 380 quilómetros da cidade do Cabo, avançou a autoridade de gestão de tráfego Road Traffic Management Corporation.

A colisão envolveu dois táxis, miniautocarros normalmente usados pela população como transporte público, e um outro veículo.

Segundo as autoridades locais, informação preliminar aponta para 21 óbitos e um número indeterminado de feridos.

As causas do acidente ainda não foram apuradas e estão a ser investigadas por peritos que se deslocaram ao local.

A República Democrática do Congo (RDC) já registou 7.022 casos de Ébola e 3.398 mortes desde o início do actual surto, considerado o pior da história do país. Apesar da expansão da doença para uma sétima província, as autoridades congolesas indicam que a propagação poderá ter atingido o pico.

O surto foi detectado em meados de Maio, na província de Ituri, no nordeste da RDC, e rapidamente se alastrou para outras regiões do leste e norte do país, algumas das quais afectadas por conflitos armados, fraca presença do Estado e limitações nas infra-estruturas de saúde.

Esta semana, o vírus foi confirmado em South-Ubangi, província que faz fronteira com a República Centro-Africana e a República do Congo.

Dos 7.022 casos registados, 1.671 pessoas recuperaram, segundo os dados mais recentes divulgados pelas autoridades congolesas.

O porta-voz do Governo da RDC, Patrick Muyaya, afirmou, no sábado, que o pico da epidemia terá sido atingido no início da terceira semana de Agosto. Segundo Muyaya, os principais indicadores apontam para uma redução progressiva do número de novos casos.

O responsável acrescentou que 10 das 61 zonas de saúde afectadas pelo surto não registam novos casos há pelo menos 21 dias, um indicador considerado positivo no controlo da transmissão.

 

ESCOLAS SOB VIGILÂNCIA 

A província de Ituri concentra a maioria dos casos e enfrenta agora uma preocupação adicional com a reabertura das escolas após as férias. Casos de Ébola foram detectados em estabelecimentos de ensino nos dias seguintes ao regresso às aulas, aumentando a preocupação entre pais, professores e profissionais de saúde. Em Bunia, capital de Ituri, pais manifestaram receio de que a doença possa ser transportada para as famílias através das crianças.

As escolas reforçaram as medidas de prevenção, incluindo a lavagem obrigatória das mãos com água e sabão, a redução do número de alunos por sala e campanhas de sensibilização sobre a necessidade de evitar o contacto físico. O Ébola é uma doença altamente infecciosa, transmitida principalmente através do contacto directo com fluidos corporais de pessoas infectadas. Em casos graves, pode provocar hemorragias e falência de órgãos. Nos últimos 50 anos, a doença provocou mais de 15 mil mortes em África.

O actual surto na RDC é causado pela estirpe Bundibugyo. Segundo as informações divulgadas pelas autoridades, não existe actualmente vacina ou tratamento aprovado especificamente para esta estirpe, embora estejam em curso testes de diferentes vacinas e tratamentos.

O Presidente da Guiné, Mamady Doumbouya, e o seu homólogo da Costa do Marfim, Alassane Ouattara, acordaram em reforçar a cooperação bilateral em áreas como segurança, comércio e política.

Doumbouya chegou a Abidjan na sexta-feira, tendo mantido conversações com Ouattara. Durante um encontro realizado no domingo, os dois Chefes de Estado defenderam o aprofundamento das relações entre os dois países, com particular atenção para os desafios de segurança que afectam a região.

O Presidente guineense destacou a necessidade de fortalecer a cooperação no domínio da inteligência, considerando-a fundamental para fazer face ao crime transfronteiriço e ao terrorismo.

“Assim como vocês, estou convencido de que não pode haver desenvolvimento sem paz e estabilidade”, afirmou Doumbouya, defendendo maior intercâmbio de informações e uma acção conjunta entre os dois países.

Segundo um comunicado divulgado pelo gabinete de Alassane Ouattara, Doumbouya apontou igualmente o combate à mineração ilegal de ouro como uma questão estratégica para a região.

Um relatório divulgado em 2024 estima que até 40 por cento do ouro produzido em África não seja declarado, situação que representa milhares de milhões de dólares em receitas perdidas para os países africanos.

 

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