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O País – A verdade como notícia

Gana diz que vai repatriar mais mil cidadãos da África do Sul, devido à onda de violência xenófoba persistente no país.

Além deste número, as autoridades de Acra já repatriaram mais de 900 cidadãos e afirma que exigirá indenização do governo sul-africano pelas propriedades e bens perdidos.

Na sequência da violência xenófoba na África do Sul, Gana e Nigéria pediram à União Africana que inclua na agenda próxima cúpula da organização o debate sobre o fenómeno.

Estima-se que mais de 160 mil estrangeiros deixaram a África do Sul desde Maio deste ano, em consequência de violentos protestos anti-imigrantes.

Ainda no Gana, cidadãos solicitaram ao Tribunal Penal Internacional a abertura de uma investigação sobre os ataques a estrangeiros, alegando que tais actos podem constituir crimes contra a humanidade.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que tenciona deslocar-se a Nova Iorque, em Setembro, para participar na Assembleia Geral das Nações Unidas, apesar dos apelos à sua detenção ao abrigo do mandado emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI).

Em declarações à imprensa, Netanyahu garantiu não estar preocupado com a possibilidade de ser detido e recordou que tem participado regularmente nas sessões da Assembleia Geral durante os seus mandatos como chefe do Governo israelita.

Segundo afirmou, apenas eventuais exigências de segurança poderão impedir a deslocação, cenário que não prevê para este ano.

As declarações surgem em resposta aos comentários de Zohran Mamdani, candidato à presidência da Câmara Municipal de Nova Iorque, que defendeu o cumprimento do mandado de detenção emitido pelo Tribunal Penal Internacional caso o líder israelita visite a cidade.

Netanyahu voltou a rejeitar as acusações de crimes de guerra apresentadas pelo TPI, considerando o processo ilegítimo. O primeiro-ministro israelita acusou ainda Mamdani de fomentar a divisão através das suas declarações.

Os Estados Unidos da América e o Irão suspenderam, pela terceira noite consecutiva, as hostilidades militares, numa tentativa de criar condições para o prosseguimento das negociações de paz.

Após quase duas semanas de confrontos, que colocaram em risco o histórico acordo de paz assinado no mês passado, Washington e Teerão procuram relançar o diálogo diplomático.

As autoridades norte-americanas indicam que o Presidente Donald Trump continua disponível para retomar as negociações, mas advertiram que os Estados Unidos mantêm o reforço da sua presença militar na região e que poderão voltar a intervir caso não sejam registados progressos.

A nova escalada de violência teve início depois de Washington acusar o Irão de atacar navios comerciais no estratégico Estreito de Ormuz, alegando que Teerão violou um memorando de entendimento firmado em meados de Junho. Em resposta, o Irão lançou ataques contra alvos norte-americanos na Jordânia e em vários países do Golfo.

Entretanto, os rebeldes houthis do Iémen, apoiados pelo Irão, anunciaram um bloqueio ao estreito de Bab el-Mandeb, agravando a tensão na região e aumentando a pressão sobre os Estados Unidos e sobre a economia mundial.

No domingo, Teerão confirmou igualmente a suspensão da sua campanha de retaliação, enquanto decorrem contactos diplomáticos, mas advertiu que qualquer reatamento dos ataques por parte dos Estados Unidos terá “graves consequências”.

Paralelamente, o Irão enfrenta um diferendo diplomático com a Ucrânia, na sequência de um ataque a um navio iraniano que seguia com destino à Rússia. Kiev sustenta que a embarcação transportava material militar destinado ao Kremlin para utilização no conflito em território ucraniano.

As autoridades iranianas afirmam que o ataque provocou a morte de um marinheiro e garantem que o incidente não ficará sem resposta.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou que falou com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, sobre a campanha dos Estados Unidos para desmantelar o Tribunal Penal Internacional (TPI).

“Ontem à noite [sábado à noite] falei com o secretário de Estado Marco Rubio, que reiterou a intenção dos Estados Unidos de agir com firmeza contra esta organização [o TPI]”, disse Netanyahu no início da reunião do seu Governo, segundo um comunicado divulgado pelo seu gabinete e antes da viagem que fará na segunda-feira a Washington, onde se vai reunir com Donald Trump.

Na mesma nota, Netanyahu alega que este tribunal internacional “põe em risco a justiça no mundo” e submete a segurança dos países “às decisões de funcionários corruptos em Haia”, apelando ainda a que outros países sigam a iniciativa norte-americana.

Netanyahu viajará nesta segunda-feira para Washington, a convite do Presidente Donald Trump, para participar do funeral do senador Lindsey Graham, aproveitando ainda para conversa com o chefe de Estado norte-americano “sobre todos os temas da agenda, incluindo a situação no Irão”, afirmou.

O encontro entre Netanyahu e Trump, o primeiro presencial entre os dois líderes desde o início da guerra conjunta contra o Irão, no final de fevereiro, ocorre num contexto de agravamento das hostilidades entre Washington e Teerão, com Telavive em estado de alerta.

Sobre a destituição, na sexta-feira, do procurador do Tribunal Penal Internacional, Karim Khan, por alegada conduta sexual imprópria, Netanyahu insinuou hoje que o magistrado emitiu mandados de captura contra si e contra o ex-ministro da Defesa Yoav Gallant por alegados crimes de guerra para desviar a atenção das acusações que recaíam sobre ele.

“Fê-lo para desviar as atenções, para reunir à sua volta todos os que odeiam Israel e, essencialmente, para criar uma couraça protetora. Essa couraça foi quebrada e expôs também a sua verdadeira motivação, bem como a injustiça e a profunda corrupção que existem não só na Procuradoria, mas em todo o Tribunal Penal Internacional”, afirmou o primeiro-ministro israelita.

Sob a liderança de Netanyahu, Israel devastou a Faixa de Gaza desde os ataques do Hamas de 07 de Outubro de 2023, deslocando praticamente toda a população e provocando mais de 73 300 mortos, além de cerca de 7500 desaparecidos, segundo o Ministério da Saúde do enclave palestiniano, numa ofensiva classificada como genocídio por uma comissão independente das Nações Unidas e por várias organizações.

O Papa Leão XIV manifestou, este domingo, solidariedade para com as vítimas dos incêndios florestais que assolam várias regiões de Espanha e França, apelando à oração pelas populações afectadas e pelas equipas de socorro empenhadas no combate às chamas.

Após a oração do Angelus, no Palácio Apostólico de Castel Gandolfo, onde se encontra de férias, o Sumo Pontífice afirmou estar unido às comunidades atingidas pelos incêndios.

“Perante os devastadores incêndios que atingiram várias cidades de França e Espanha nos últimos dias, expresso a minha solidariedade e convido todos a rezarem pelas vítimas e pelos trabalhadores dos serviços de socorro”, declarou.

Os incêndios obrigaram à retirada de centenas de milhares de pessoas das suas casas, sobretudo nas regiões francesas de Gironda e Landes e nas zonas espanholas de Madrid, Ávila e Toledo. As operações de combate às chamas contam com o apoio de vários países da União Europeia, entre os quais Portugal.

Na sua intervenção, Leão XIV dirigiu ainda uma mensagem aos povos afectados por conflitos armados, apelando ao fim da violência.

“Que o Senhor toque os corações e ilumine as mentes dos responsáveis para que a reconciliação e a paz sejam alcançadas em breve”, afirmou.

O Papa assinalou igualmente o Dia Mundial dos Avós, destacando a importância dos idosos para a Igreja e para a sociedade, e apelou ao respeito, valorização e assistência a esta camada da população.

O Presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, lançou, no sábado, o seu próprio partido político, denominado Kiray de Faye (Patriotas Republicanos), numa iniciativa que consolida a ruptura com o seu antigo aliado e ex-primeiro-ministro, Ousmane Sonko.

Os dois líderes chegaram ao poder em 2024 sob a bandeira do Pastef, mas divergências em torno de decisões políticas, nomeadamente sobre as negociações com o Fundo Monetário Internacional (FMI), agravaram o distanciamento entre ambos.

Nas últimas semanas, vários membros do Pastef abandonaram o partido para se juntarem ao novo projecto político de Faye. O movimento recebeu igualmente a adesão de dirigentes e militantes da oposição, oriundos da Aliança para a República.

A tensão entre os antigos aliados intensificou-se depois de Faye ter exonerado Sonko do cargo de primeiro-ministro no início deste ano. Apesar disso, o Pastef manteve a maioria parlamentar e Sonko foi eleito presidente da Assembleia Nacional. Em Maio, Ahmadou Al Aminou Lo assumiu o cargo de primeiro-ministro, num Governo constituído sem representantes do Pastef, após o partido recusar integrar o Executivo.

Durante a campanha eleitoral de 2024, Faye e Sonko prometeram criar emprego para os jovens, combater a corrupção e assegurar uma maior participação do Senegal nas receitas provenientes do petróleo, gás e recursos minerais. Contudo, a deterioração da situação financeira do país, agravada pela descoberta de empréstimos não declarados pela anterior administração, dificultou a concretização dessas promessas.

A criação do novo partido marca o início de um confronto político entre os dois antigos aliados, que deverá ganhar força nas eleições autárquicas de 2027 e culminar na disputa pela Presidência da República em 2029.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, apelou, este sábado, à comunidade internacional para reforçar o apoio à Síria, numa altura em que o país procura recuperar de mais de uma década de guerra civil.

A visita de Guterres a Damasco é a primeira de um secretário-geral da ONU à capital síria desde 2009 e ocorre numa fase considerada decisiva para a reconstrução do país, após o fim do conflito que culminou com a queda do Presidente Bashar al-Assad, em 2024.

À chegada, António Guterres reuniu-se com o Presidente interino, Ahmed al-Sharaa, nomeado em Janeiro de 2025 para liderar o processo de reconstrução do Estado e a dissolução das diferentes facções armadas. No encontro, o líder das Nações Unidas afirmou que a Síria atravessa “um momento crucial” no seu caminho para a estabilidade.

A guerra civil síria provocou centenas de milhares de mortos e forçou milhões de pessoas a abandonar as suas casas. Segundo estimativas internacionais, a reconstrução das infra-estruturas destruídas poderá custar cerca de 216 mil milhões de dólares norte-americanos.

Apesar de os Estados Unidos e a União Europeia terem levantado grande parte das sanções impostas durante o regime da família Assad, os efeitos dessas medidas continuam pouco visíveis no terreno. Ao mesmo tempo, a redução da ajuda humanitária internacional agravou as condições de vida da população.

De acordo com as Nações Unidas, cerca de 90 por cento dos sírios vivem actualmente em situação de pobreza.

Durante a sua deslocação, António Guterres deverá igualmente visitar a força das Nações Unidas destacada na fronteira entre a Síria e Israel. Embora Ahmed al-Sharaa tenha declarado que não pretende um confronto com Israel, as relações entre os dois países permanecem tensas.

Israel, que manifestou desconfiança em relação à nova liderança síria, assumiu o controlo da zona-tampão na fronteira e tem realizado centenas de ataques aéreos contra instalações militares sírias, além de incursões periódicas em aldeias próximas, confrontos que, por vezes, resultaram em violência contra residentes locais.

Os advogados do antigo Presidente do Níger, Mohamed Bazoum, exigiram a sua libertação imediata, três anos após o golpe de Estado que o afastou do poder e o colocou em detenção domiciliária.

Mohamed Bazoum, de 66 anos, eleito Presidente em 2021, encontra-se detido desde Julho de 2023, juntamente com a esposa, Hadiza, numa ala do Palácio Presidencial, em Niamey, na sequência da tomada do poder pelos militares liderados pelo General Abdourahamane Tiani.

A associação internacional que representa a equipa de defesa considera que a detenção do antigo Chefe de Estado é arbitrária e denuncia a inexistência de qualquer processo judicial formal.

Segundo Reed Brody, advogado especializado em direitos humanos, o casal nunca foi presente a um magistrado nem informado da existência de um processo-crime contra si, apesar de as autoridades militares terem anunciado, meses após o golpe, a intenção de julgar Bazoum por alegada traição e conspiração contra a segurança e a autoridade do Estado.

Os advogados denunciam ainda que Mohamed Bazoum e a esposa permanecem praticamente isolados do mundo exterior e que, nos últimos três anos, não receberam visitas de familiares.

Entretanto, a União Europeia, peritos das Nações Unidas e vários dirigentes internacionais voltaram a exigir a libertação do antigo Presidente.

Mohamed Bazoum recusou renunciar ao cargo após o golpe de Estado, embora o seu mandato presidencial tenha terminado formalmente em Abril deste ano.

Desde que assumiram o poder, as autoridades militares do Níger têm sido acusadas de intensificar a repressão contra opositores, jornalistas, activistas e membros da sociedade civil, numa acção que tem suscitado críticas da comunidade internacional.

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, alertou para a iminência de um novo ataque russo de grande escala contra o território ucraniano, afirmando que os serviços de inteligência indicam que Moscovo preparou um lançamento massivo de mísseis nas próximas 48 horas.

Numa mensagem publicada na rede social X, o Chefe de Estado apelou à população para que permaneça vigilante e cumpra as instruções emitidas pelas autoridades em caso de alerta aéreo.

O aviso surge um dia depois de um ataque com mísseis russos na região de Kiev ter provocado, pelo menos, dez mortos e cerca de uma centena de feridos, segundo as autoridades ucranianas. Entre os alvos atingidos encontra-se um recinto onde decorria uma exposição de armamento com a presença de representantes da indústria de defesa da Ucrânia.

Zelenskyy avançou ainda que cinco pessoas morreram na sequência de bombardeamentos com bombas guiadas na cidade de Slovyansk, no leste do país.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Letónia confirmou que o consulado daquele país em Slovyansk sofreu danos durante os ataques. Em reacção, a Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Kaja Kallas, condenou o bombardeamento, considerando que o mesmo demonstra o desrespeito da Rússia pelo direito internacional, e reiterou o apoio europeu à Letónia.

Entretanto, Volodymyr Zelenskyy deverá deslocar-se a Washington na próxima semana para um encontro com o Presidente norte-americano, Donald Trump, numa altura em que prosseguem os contactos entre os Estados Unidos e a Ucrânia com vista à negociação de um acordo que ponha termo à guerra, iniciada com a invasão russa em Fevereiro de 2022.

O Presidente ucraniano revelou ter mantido conversações com o enviado especial norte-americano Steve Witkoff e com Jared Kushner sobre os esforços diplomáticos para alcançar a paz.

Também esta semana, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergey Lavrov, reuniu-se com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, à margem da cimeira da ASEAN, nas Filipinas.

Segundo Moscovo, Lavrov advertiu Washington para que deixe de fornecer armamento à Ucrânia, alegando que o reforço militar de Kiev é inaceitável. Marco Rubio confirmou que o encontro decorreu num ambiente franco, mas assegurou que a política norte-americana de apoio militar à Ucrânia permanece inalterada, reiterando que os Estados Unidos continuam empenhados na procura de uma solução pacífica para o conflito.

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