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O País – A verdade como notícia

O antigo Presidente sul-africano, Jacob Zuma, foi submetido a uma cirurgia este sábado e deverá realizar observações nos próximos dias, indicaram ontem os Serviços Penitenciários, citados pela imprensa internacional.

Com o mau estado de saúde do antigo Presidente, o julgamento, que estava previsto para esta semana, continua adiado à espera da sua recuperação. Jacob Zuma, de79 anos, deixou a prisão para ser hospitalizado.

Recorde-se que Zuma foi condenado a 15 meses de prisão por recusar-se a comparecer numa comissão que investigava casos de corrupção no Estado, sob a sua Presidência, que decorreu entre 2009 e 2018.

O mullah Baradar Akhund, chefe do gabinete político dos talibãs no Qatar, anunciou o fim da guerra no Afeganistão, com a vitória dos insurgentes, após a fuga no domingo do Presidente Ashraf Ghani e a captura de Cabul. De ontem para hoje, cinco pessoas já perderam a vida no aeroporto de Cabul, na tentativa de escapar pela vida.

De acordo com a DW, os talibãs não esperavam pela vitória, facto que dizem tê-lo alcançado “graças a Allah”.

Segundo Baradar Akhund, “trata-se agora de como servimos e protegemos o nosso povo, e como asseguramos o seu futuro, para lhe proporcionarmos uma boa vida da melhor forma possível”.

A liderança dos talibãs garantiu que mesmo com a tomada do país pelo grupo, nenhuma liberdade dos cidadãos seria violada.

“O Emirado Islâmico deu ordens aos seus mujahideen e mais uma vez reitera que ninguém pode entrar em casa de ninguém sem autorização. A vida, a propriedade e a honra não serão prejudicadas” escreve o Notícias ao Minuto, citando o porta-voz dos talibãs.

Face ao caos instalado, milhares de pessoas no aeroporto de Cabul tentavam fugir do país, apesar do cancelamento da maioria dos voos comerciais e das restrições.

Por sua vez, a Alemanha e a França vão enviar para o Afeganistão voos militares para retirarem os respectivos cidadãos nacionais, sobretudo funcionários diplomáticos, numa altura em que o aeroporto de Cabul encontra-se encerrado a ligações comerciais.

Por outro lado, “a Embaixada dos EUA em Cabul reiterou hoje o aviso aos seus cidadãos e às pessoas que aguardam o repatriamento para manterem-se afastadas do aeroporto, devido à insegurança, até serem chamadas para embarcarem”, relata o Notícias ao Minuto.

Segundo a imprensa internacional, estima-se que cerca de 30 mil pessoas estejam a retirar-se do país, entre diplomatas e outros cidadãos norte-americanos ou afegãos que ajudaram os Estados Unidos e temem agora pela vida.

 

ESTRANGEIROS E AFEGÃOS RETIRADOS DE CABUL EM CONDIÇÕES DIFÍCEIS

A retirada de estrangeiros e afegãos que trabalharam para organizações internacionais estava a ser hoje organizada em condições muito difíceis em Cabul, na sequência da tomada de poder pelos talibãs, segundo a agência France-Presse (AFP).

Os militares norte-americanos montaram uma operação para garantir a segurança no aeroporto de Cabul, onde foi reagrupado o pessoal da embaixada dos Estados Unidos para ser retirado do país, disse o Departamento de Estado.

Washington enviou 6.000 militares para o Afeganistão para retirar cerca de 30.000 diplomatas norte-americanos e civis afegãos que trabalharam para os Estados Unidos.

Os voos comerciais foram cancelados e as tropas norte-americanas dispararam para o ar para tentar controlar uma multidão de afegãos que invadiram a pista do aeroporto de Cabul, num clima de caos total.

A BBC citou testemunhas segundo as quais pelo menos duas pessoas morreram hoje no aeroporto, mas outras fontes admitem que o número poderá ser superior, embora se desconheça se foram mortas devido a disparos ou esmagadas pela multidão.

O canal árabe Al Jazeera mostrou um vídeo que circula nas redes sociais em que se vê centenas de pessoas a correr ao lado de um avião militar norte-americano na pista do aeroporto.

O balanço provisório do sismo de magnitude 7,2 que atingiu no sábado o sudoeste do Haiti aumentou hoje para 1.297 mortos e mais de 5.700 feridos, segundo os serviços de proteção civil do país.

Além das pessoas dadas como desaparecidas, “muitas outras estão sob os escombros”, sublinhou em comunicado a Protecção Civil, precisando que perto de 3.200 feridos foram internados em diversos hospitais, citado pelo Notícias ao minuto.

Milhares de pessoas ficaram desalojadas no sudoeste do país, onde prosseguiram no domingo, entre habitantes e equipas de resgate, os esforços para encontrar sobreviventes por entre os escombros, com meios limitados e ainda sob o efeito de réplicas do forte sismo de 7,2 na escala de Richter.

Maquinaria pesada, vários camiões e retroescavadoras estavam ocupados a deslocar placas de betão dos edifícios destruídos na cidade de Cayes, perto do epicentro do sismo, a cerca de 160 quilómetros da capital haitiana, Port-au-Prince, constatou a agência noticiosa francesa AFP no local.

Perto de 30.000 casas ficaram destruídas ou danificadas.

As operações de resgate das vítimas poderão, entretanto, ver-se comprometidas pela aproximação da tempestade tropical Grace, com um risco de chuvas torrenciais e de inundações rápidas, segundo o serviço nacional de meteorologia dos Estados Unidos.

O líder da oposição da Zâmbia, Hakainde Hichilema, de 59 anos, venceu as eleições presidenciais no país, com mais de 2,8 milhões de votos, anunciou a comissão eleitoral.

“Declaro Hakainde Hichilema como Presidente eleito da República da Zâmbia”, disse o presidente da comissão, Esau Chulu, citado pela Agência France Presse (AFP).

O empresário, também conhecido por “HH” ou “Bally”, venceu o Presidente em exercício, Edgar Lungu, que governa o país desde 2015, por quase um milhão de votos, num escrutínio que registou uma elevada afluência às urnas, escreve o Notícias ao minuto.

Hichilema, do Partido Unido para o Desenvolvimento Nacional (UPND), obteve um total de 2.801.757 votos, contra 1.814.201 para Lungu, da Frente Patriótica (PF), informou a comissão eleitoral, refere a fonte.

Esta foi a terceira vez que Hichilema enfrentou Lungu nas urnas. Em 2016, perdeu por apenas 100.000 votos.

A participação de mais de 70% da população confirmou o entusiasmo por estas eleições, durante as quais algumas mesas de voto permaneceram abertas até às 05:00 da manhã, para permitir que os eleitores que esperavam em filas desde o final da tarde pudessem votar.

O porta-voz da oposição, Charles Melupi, tinha apelado na manhã de domingo ao Presidente cessante para que admitisse “rapidamente” a derrota, numa altura em que os resultados provisórios já apontavam para a vitória de Hichilema.

A má gestão da pandemia da COVID-19 e os altos índices de pobreza estão entre as causas da possível derrota do Presidente da Zâmbia, Edgar Lungu, segundo apontam os resultados preliminares das eleições presidenciais desta quinta-feira. Quem o diz é o analista político, Wilker Dias, e o jornalista angolano, José Gama.

A Zâmbia é um dos exemplos de alternância de poder a nível da África Austral e no continente. Para os analistas, Edgar Lungu “pecou” em várias frentes durante o seu mandato, o que favoreceu o seu opositor nos recentes pleitos eleitorais.

Para além da má gestão da pandemia do novo Coronavírus, o analista Wilker Dias, aponta, os altos índices de endividamento externo do país, situação que conduziu a Zâmbia para algumas sanções económicas por parte de algumas potências mundiais.

“ A Zâmbia está com uma alta dívida externa. O país não está a conseguir pagar aos seus credores, o que o coloca em maus lençóis, a nível interno e externo”, disse Wilker Dias.

Já o jornalista angolano, José Gama, aponta a intolerância política e o aumento de índices de pobreza, na ordem da vitória da oposição no país.

“O Presidente Edgar Lungu fez promessas e não conseguiu cumprir devidamente, uma das promessas que fez foi de permitir a liberdade da imprensa, facto que não passou de uma miragem”.

A propósito, sobre a intolerância política, os analistas apontam a violência protagonizada pelo exército do país, a mando de Edgar Lungu, em pleno período eleitoral.

O líder da oposição zambiana, Hakainde Hichilema, lidera a contagem de votos nas eleições presidenciais desta quinta-feira, no país, à frente do Presidente cessante, Edgar Lungu, segundo os primeiros resultados provisórios da Comissão Eleitoral (ECZ) divulgados, este sábado.

No sábado, Hichilema, líder do Partido Unido para o Desenvolvimento Nacional, tinha contabilizado cerca de 171.604 votos, contra os 110.178, obtidos por Edgar Lungu, da Frente Patriótica.

Se o número de votos continuar favorável para a oposição, Hichilema poderá ser o próximo chefe de Estado zambiano, depondo Edgar Lungu, que entrou no poder em Janeiro de 2015.

Homens armados não identificados mataram hoje 22 viajantes muçulmanos no estado de Plateau, no centro norte da Nigéria, depois de atacarem vários autocarros que regressavam de uma reunião religiosa, disse a Polícia.

“Esta manhã (…) recebemos um pedido de socorro (…). Um grupo de atacantes suspeitos de serem jovens Irigiwe (…) atacou um comboio de cinco autocarros de fiéis muçulmanos que regressavam das orações anuais Zikr no estado de Bauchi”, disse o porta-voz da Polícia regional, Ubah Ogaba, em comunicado, citado pela TVI.

De acordo com Ogaba, 22 pessoas foram mortas e 14 feridas, enquanto seis suspeitos já foram detidos.

Também em comunicado, um porta-voz da Associação para o Desenvolvimento de Irigiwe, um grupo étnico largamente cristão, criticou a Polícia por responsabilizar os jovens da sua comunidade pelo assassínio.

Segundo Malison Davidson, que condenou os assassínios, os jovens Irigiwe não têm tempo para cometer tais actos de violência porque ainda estão de luto pelos 45 Irigiwe mortos no início de Agosto pelos pastores Fulani.

O Haiti foi sacudido, este sábado, por um tremor de terra de magnitude 7,2 na escala de Richter, pelas 8h30 da manhã (hora local). As contas da Proteção Civil apontam para já para pelo menos 724 mortos confirmados. De acordo com as autoridades no terreno, há centenas de feridos e desparecidos, escreve a Euronews.

O sismo e as várias réplicas atingiram, sobretudo, o sul do país.

Além dos mortos já confirmados pelas autoridades, centenas de pessoas foram transportadas para os hospitais com ferimentos de várias e diferentes gravidades. Igrejas, hotéis, escolas e até hospitais ficaram seriamente danificados e alguns totalmente destruídos.

Durante a manhã de sábado, o primeiro-ministro haitiano, Ariel Henry, declarou que “o governo decidiu decretar o estado de emergência por um mês na sequência da catástrofe”.

O Presidente dos Estados Unidos enviou as suas condolências pela tragédia do sismo no Haiti, e prometeu que o seu país estará lá para ajudar na reconstrução, escreve o Notícias ao minuto.

“Numa altura que já era difíci para o povo do Haiti devido à crise política, entristece-me o terramoto devastador que ocorreu esta manhã em Saint-Louis du Sud”, disse Joe Biden numa declaração, endereçando as “mais sinceras condolências a todos aqueles que perderam um ente querido ou viram as suas casas ou negócios destruídos”.

Há 11 anos, um outro terramoto abalou o país de forma implacável, deixando 300 mil mortos.

O líder de um partido de oposição zambiano, Hakainde Hichilema, assumiu a liderança nas eleições presidenciais do país sobre o rival e actual Presidente Edgar Lungu, de acordo com os primeiros resultados divulgados pela Comissão Eleitoral.

Os resultados de 15 dos 156 constituintes do país deram a Hichilema cerca de 171.604 votos contra os 110.178 obtidos por Lungu, que concorre a um segundo mandato de cinco anos.

Os 15 constituintes incluem supostos bastiões de Lungu, sugerindo que Hichilema ganhou terreno desde os últimos pleitos em 2016, quando perdeu por uma pequena margem em eleições marcadas por alegações de fraude.

Edgar Lungu, de 64 anos, no poder desde 2015, enfrenta uma disputa potencialmente estimulada contra Hichilema, um empresário que critica a gestão do Presidente face à economia do país em crise.

O Presidente da Argentina, Alberto Fernández, poderá enfrentar um processo penal ou até ser demitido após uma foto sua em um ambiente de festas ter sido tornada pública, numa altura em que vigora uma proibição da realização de eventos sociais durante a pandemia da COVID-19.

A realização de uma festa em plena quarentena expõe Alberto Fernández a consequências legais previstas nos decretos que o próprio Presidente anunciou, depois de ter participado na sua redacção como Chefe de Estado e advogado penal.

Os artigos 205 e 239 do código penal argentino, citados pela RTP, estabelecem penas de seis meses a dois anos de prisão a quem violar as medidas que impedem a introdução ou a propagação de uma epidemia e até de um ano de prisão por desobedecer a uma autoridade.

O chefe do Gabinete de Ministros, Santiago Cafiero, definiu como “um erro” a festa clandestina na residência oficial e acusa a oposição de “fazer uso político” da situação em plena campanha eleitoral para as eleições legislativas de Novembro.

Por seu turno, Alberto Fernández, que se apercebeu do escândalo criado, pediu perdão ao povo. “Lamento o que aconteceu. Não vai voltar a acontecer”, disse o Chefe de Estado, citado pela RTP, depois de ter negado a existência de reuniões sociais na residência oficial em flagrante infracção do decreto que as proibia, assim como a circulação nocturna, quando era obrigatório o uso de máscaras e o distanciamento físico.

A fotografia da festa de aniversário da Primeira-dama, Fabiola Yañez, mostra um ambiente sem meios de biossegurança nem bioprotecção contra a COVID-19.

Segundo escreve a RTP, outra lista lista de frequentadores da residência presidencial, durante o auge do confinamento na Argentina, também revelou a existência de convidados para uma festa no aniversário do próprio Presiudente em 2 de abril de 2020.

“Há registo de dezenas de visitas de cabeleireiros para a primeira-dama, enquanto no país os cabeleireiros foram obrigados a fechar portas durante sete meses. Simultaneamente, O cão do presidente recebeu dezenas de sessões de treino, enquanto as escolas do país estavam fechadas”, escreve a RTP.

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