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O País – A verdade como notícia

A Organização Mundial de Saúde revelou ter identificado versões falsificadas da vacina principal utilizada contra a COVID na Índia, a Covishield.

Em comunicado a organização deu conta de que as doses foram apreendidas pelas autoridades indianas e africanas entre Julho e Agosto deste ano, escreve o Notícias ao Minuto.

A Covidshield, recorde-se, é a versão indiana da vacina da AstraZeneca e a mais usada na Índia, com mais de 486 milhões de doses administradas até agora. É produzida pelo fabricante indiano de medicamentos imunobiológicos Serum Institute of India (SII).  O próprio fabricante já veio confirmar que as doses apreendidas eram falsas.

O Serum forneceu milhões de vacinas Covishield para países na Ásia, África e América do Sul, entre eles Moçambique, como parte de acordos feitos com vários governos e do esquema global Covax para países mais pobres. A Índia também enviou doses de Covishield para alguns de seus vizinhos.

O sismo de magnitude 7,2 na escala de Richter que abalou no sábado o Haiti fez pelo menos 1.941 mortos e 9.900 feridos, segundo o mais o recente balanço da protecção civil haitiana.

A actualização da situação naquele país pela protecção civil aponta para mais 522 vítimas mortais do que o anterior balanço, de segunda-feira, e estima que mais de 60.000 casas foram destruídas pelo sismo, escreve o Notícias ao minuto.

O abalo também destruiu ou causou estragos sérios em hospitais, escolas, instalações de empresas e igrejas.

O Haiti já se confrontava com a pandemia da COVID-19, a violência de gangues, a pobreza crescente e a incerteza política subsequente ao assassinato, em 07 de Julho, do presidente Jovenel Moïsem, quando o abalo enviou os residentes para as ruas.

 

A falta de confiança do Presidente do Afeganistão, Ashraf Ghani, em membros do seu Governo e a falha na filosofia do treinamento das forças militares locais, podem ter contribuído para a tomada do poder pelos talibãs.

O posicionamento foi manifestado esta segunda-feira pelo especialista em assuntos do Médio Oriente, Abdula Manafi, baseado em Cazaquistão.

Manafi começa por descrever alguns antecedentes que foram desenrolando no panorama político no Afeganistão. Abdula Manafi apontou, por exemplo, a forma com que foram conduzidas as eleições que levaram Ashraf Ghani ao poder do país.

Afirmou que em 2014, houve várias vozes que contestavam os resultados dos pleitos eleitorais a favor de Ashraf Ghani. Mas as hipóteses sobre o fracasso do líder não param por aí.

Manafi aponta, igualmente, que a presença militar estrangeira no Afeganistão parece ter tido uma atitude apenas proteccionista e que não houve um treinamento adequado das forças de defesa e segurança internas.

“Houve suspeitas de fraude na sua eleição. Mas também é importante dizer que para os ministros da Defesa e do Interior era muito difícil se mantiverem no poder e muitas vezes essas substituições aconteciam por que o Presidente tinha sempre receio dos seus dirigentes”, disse Abdula Manafi.

A ameaça terrorista no Afeganistão dura há décadas e foi sendo contida com a presença de forças estrangeiras, as dos Estados Unidos de América, por exemplo.

Sobre a legitimidade do Governo de transição no Afeganistão, Abdala Manafi, que falava no Programa Noite Informativa da STV Notícias, disse que as potências mundiais são determinantes para o reconhecimento do poder dos talibãs.

“Se por ventura, países como Estados Unidos, China e Rússia reconhecerem o poder dos talibãs no Afeganistão, aí sim, podemos ver outros países a aceitarem, em espiral o Governo de transição”, sublinhou Abdula Manafi.

As forças talibãs ocuparam a capital do Afeganistão, Cabul, no passado domingo. Antes de lá, tomaram controlo de 28 das 34 capitais provinciais em dez dias, numa ofensiva iniciada no passado mês de Maio, altura em que começou a retirada das tropas estrangeiras do país.

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos revelou hoje que já retomou o tráfego no aeroporto de Cabul, capital do Afeganistão, tomada pelos talibãs e de onde milhares de pessoas tentam escapar por temer represálias.

O Aeroporto Internacional Hamid Karzai teve suas pistas invadidas por milhares de pessoas tentando fugir do Afeganistão depois que Cabul foi tomada pelos talibãs no domingo.

Segundo o Notícias ao Minuto, o general Hank Taylor, do Pentágono, afirmou, por volta das 17:30 locais (23:30 de Moçambique), que “o tráfego no aeroporto está novamente aberto”.

O porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Ned Price, também garantiu que continuam a ser exploradas todas as opções para retirar os afegãos beneficiários do programa de visto especial e suas famílias.

Enquanto o tráfego retoma, mais países continuam a mandar aeronaves de repatriamentos a Cabul. Desta vez, foi a Espanha que enviou o primeiro avião das Forças Armadas de Espanha para a primeira fase de repatriamento do pessoal diplomático e de espanhóis que ainda permanecem no Afeganistão.

De acordo com o Notícias ao Minuto, na aeronave A400M viaja um destacamento de soldados do exército espanhol responsável pela operação de retirada de espanhóis, mas também de afegãos que colaboram há anos com Espanha.

“O pessoal da embaixada espanhola no Afeganistão, a Polícia encarregue pela segurança e os restantes espanhóis que se mantêm naquele país da Ásia Central encontram-se no aeroporto de Cabul à espera de serem repatriados”, escreve a imprensa internacional.

 

PAÍSES PEDEM AOS TALIBÃS PARA RESPEITAREM AS MULHERES

O Brasil e os Estados Unidos da América (EUA) apelaram aos talibãs para que respeitem os direitos das mulheres.

“O Governo brasileiro expressou profunda preocupação com a deterioração da situação no Afeganistão e as graves violações dos direitos humanos e pediu respeito pelos direitos da população, em especial das mulheres e meninas”, escreve o Notícias ao Minuto.

O país da América do Sul apelou ainda pela protecção dos civis pelos actores envolvidos, o respeito pelo Direito Internacional Humanitário, a garantia do acesso desimpedido da ajuda humanitária e o respeito pelos direitos fundamentais do povo afegão.

Por outro lado, os EUA dizem que só reconhecerão um Governo liderado pelos talibãs no Afeganistão se este respeitar os direitos das mulheres e rejeitasse os terroristas.

“Quanto à nossa posição sobre qualquer futuro Governo no Afeganistão, dependerá do comportamento desse Governo. Dependerá do comportamento dos talibãs”, acrescentou Ned Price, porta-voz do Departamento de Estado dos EUA.

Depois da tomada de Cabul, no Afeganistão, pelos talibã, o presidente dos Estados Unidos fez uma declaração ao país onde falou sobre os passos que o país irá tomar. Para Joe Biden, “os líderes políticos fugiram do país, as forças militares afegãs desistiram de combater”.

Biden, citado pelo Notícias ao Minuto, acrescentou que os Estados Unidos “deram todas as oportunidades” para os afegãos decidirem o seu próprio futuro mas, “o que não lhes podemos dar é a vontade de combater por ele”.

“Há algumas unidades militares afegãs que são, de facto, muito bravas, mas o Afeganistão não foi capaz de criar resistência contra os talibã e, sem isso, não há hipótese”, e, assim, mesmo com tropas norte-americanas durante “mais um ano, mais cinco anos, mais vinte anos”, o presidente afirma que “não faria qualquer diferença”.

Uma declaração da missão de observação eleitoral do “Media Institute of Southern Africa” (MISA), que integra Moçambique (MISA-Moçambique), divulgada esta segunda-feira, e assinado pelo presidente do Conselho de Direcção Regional da instituição, Golden Maunganidze, refere que persistem, na Zâmbia, preocupações em relação à segurança dos jornalistas e o acesso à informação, condição prévia para garantir eleições credíveis, livres e justas no país.

Segundo a instituição de media, no primeiro semestre do presente ano, por exemplo, o MISA, delegação da Zâmbia (MISA-Zâmbia), registou casos de ataques de motivação política às instituições dos meios de comunicação social por apoiantes e funcionários do partido no poder, a Frente Patriótica (PF).

A fonte avança que os ataques incluíram o saque e danos materiais na Rádio Liberty, numa tentativa de impedir o presidente do Partido Democrático da oposição, Harry Kalaba, de aparecer num programa pago. Seguiu-se mais um ataque, por parte dos funcionários da PF, que interromperam violentamente um programa na Rádio Luswepo com a presença do presidente do DP Kalaba mais uma vez. Ambos os ataques aconteceram no mês de Fevereiro de 2021.

A declaração da missão de observação do MISA aponta que, em Março de 2021, os funcionários e apoiantes da PF destruíram a Rádio Chete por ter apresentado o presidente provincial do Partido Unido para o Desenvolvimento Nacional (PNUD), Mathews Chilekwa. A 24 de Junho, a Rádio Kalungwishi no distrito de Chiengi foi incendiada, mas nenhuma pessoa foi responsabilizada por tais ataques aos meios de comunicação social.

Por outro lado, o MISA está preocupado com o fracasso do Governo da Zâmbia em avançar rapidamente para a promulgação da Lei de Acesso à Informação. A lei ATI é crítica, especialmente em questões fundamentais de âmbito nacional como as eleições, uma vez que prevê transparência e responsabilização, ao contrário do ambiente de secretismo prevalecente, que gera corrupção e outros vícios.

“Preocupa-nos que, na ausência das referidas reformas, as Directrizes e Princípios da SADC sobre a Realização de Eleições Democráticas não sejam plenamente cumpridas antes, durante e imediatamente após as eleições de 12 de Agosto. Consequentemente, os zambianos não gozarão plenamente da maior liberdade dos meios de comunicação social, do seu direito à liberdade de expressão, reunião, associação e acesso à informação”, refere o documento.

Deste modo, o MISA exorta os líderes políticos a não fazerem declarações incendiárias que incitam os seus apoiantes a fazerem justiça pelas próprias mãos, manchando, assim, a imagem dos seus respectivos partidos e a da Zâmbia, solicitando a União Africana e a Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) e outras organizações, que insistam o Governo da Zâmbia a garantir que os jornalistas e os meios de comunicação social que cobrem as eleições sejam autorizados a conduzir os seus deveres profissionais legais sem impedimentos, uma vez que é o seu direito constitucionalmente garantido a liberdade dos meios de comunicação social.

O presidente dos Estados Unidos da América, Joe Biden, interrompeu a sua estadia em Camp David, no estado de Maryland, para regressar à Casa Branca, em Washington, de onde fará uma comunicação ao país sobre os mais recentes desenvolvimentos no Afeganistão, agora sob o controlo dos talibãs.

A comunicação está marcada para as 15h45 locais (21h45 de Moçambique).

Desde a semana passada que o presidente norte-americano não comenta a situação no Afeganistão, sendo que este domingo o país passou de novo para o controlo do movimento radical talibã.

Segundo o Notícias ao Minuto, esta segunda-feira, o conselheiro de segurança nacional de Joe Biden, Jake Sullivan, indicou que o líder democrata continua a defender a decisão de retirar as tropas americanas do país.

O antigo presidente dos Estados Unidos Donald Trump, cuja administração iniciou a saída das tropas americanas do Afeganistão, acusou o presidente Joe Biden de se ter “rendido” aos talibãs e alegou que a situação seria “completamente diferente” se ele estivesse no cargo.

O antigo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cuja administração iniciou a saída das tropas americanas do Afeganistão, acusou o presidente Joe Biden de se ter “rendido” aos talibãs e alegou que a situação seria “completamente diferente” se ele estivesse no cargo.

“Primeiro, Joe Biden rendeu-se à COVID-19 e voltou com mais força. Depois rendeu-se aos talibãs, que rapidamente tomaram controlo do Afeganistão e destruíram a confiança no poder e na influência americanas. O resultado no Afeganistão, incluindo a saída, teria sido completamente diferente numa administração Trump”, disse o ex-presidente, esta segunda-feira, através de comunicado, citado pelo Notícias ao Minuto.

A administração de Donald Trump negociou os termos da saída dos militares norte-americanos do Afeganistão até dia 1 de Maio, data que Joe Biden, depois, antecipou. O republicano chegou a agendar uma reunião entre os líderes afegão e talibã, em 2019, mas acabou por ser cancelada.

Agora, após os talibãs terem assumido o controlo do país, Trump responsabiliza a actual administração, e diz que Biden “devia demitir-se envergonhado” pelo seu papel na saída das tropas americanas do Afeganistão.

O Governo da Malásia, liderado pelo Primeiro-ministro, Muhyiddin Yassin, apresentou hoje a demissão ao Rei, abrindo um novo período de instabilidade política no país.

Informações avançadas pela imprensa internacional dão conta que a demissão do Primeiro-ministro, que tem de ser aceite pelo chefe de Estado, implica a dissolução automática do governo e, se nenhum candidato conseguir obter uma maioria parlamentar, poderá levar a eleições antecipadas.

De acordo com a RTP, o primeiro-ministro malaio chegou ao poder em Março de 2020, sem eleições, liderando um governo de coligação, após a queda do executivo de Mahathir Mohamad.

Antes de idealizar sua demissão, Muhyiddin Yassin, de 74 anos, tentou, na sexta-feira, manter-se no poder, tendo pedido apoio aos políticos da oposição em troca da adopção de várias reformas.

“Depois de não ter conquistado o apoio dos parlamentares, realizou hoje a sua última reunião com membros do executivo, antes de dirigir-se ao palácio para apresentar a sua demissão ao Monarca malaio”, escreve a RTP.

Nas últimas semanas, o líder e os seus correligionários procuraram, sem sucesso, reunir o apoio de pelo menos 111 legisladores, o que lhes permitiria manter uma maioria simples no parlamento.

A crise política da Malásia surge numa altura em que o país enfrenta a pior vaga da COVID-19 desde o início da pandemia, tendo chegado a ultrapassar os 21.500 casos diários e 350 mortes por dia.

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